segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Merecebilidade


(ao Doutor) As nove vitórias nos primeiros dez jogos do Brasileirão foram fundamentais para a conquista do quinto título nacional. O Corinthians oscilou no começo do segundo turno, perdeu alguns jogos em casa. Tite, que havia começado o campeonato muito contestado pela torcida devido a derrota na final do Paulistão e a precoce eliminação da Libertadores, sabia que se perdesse para o São Paulo, na sexta rodada do returno, tinha grandes chances de perder o cargo e o Corinthians, a liderança.

O jogo foi 0 a 0 e o Corinthians passou, então, a ver o Tricolor apenas distante no retrovisor. Era um grande rival à menos na briga pelo caneco. O adversário mais perigoso passou a ser o Flamengo. Mas uma série de resultados ruins derrubou as pretensões rubronegras. E o Corinthians continuava lá em cima.

Mas o campeonato em nenhum momento se mostrou fácil e a distância sempre foi curta para os adversários mais próximos da tabela. O Botafogo chegou a vencer os campeões em pleno Pacaembu, dando esperanças de título aos cariocas e deixando o campeonato ainda mais emocionante. Mas mesmo com alguns tropeços, o Timão continuava na liderança.

O Botafogo não conseguiu se firmar, o Corinthians tinha, novamente, um adversário a menos, mas o campeonato ainda estava longe de acabar. Havia dois cariocas que preocupavam os paulistas: Vasco e Fluminense. Os tricolores fizeram um primeiro turno ruim, mas tiveram uma impressionante recuperação na segunda metade do campeonato. Chegaram com chance de título até a penúltima rodada. Só que quem realmente fez frente com os campeões, foi o Vasco.

Os cruzmaltinos, campeões da Copa do Brasil, entraram desacreditados por muitos para a disputa do Brasileirão. Já tinham a vaga garantida na Libertadores. Só que a previsão não se confirmou. Os vascaínos faziam um bom primeiro turno, na parte de cima da tabela e ainda eram vistos como coadjunvantes de Corinthians e Flamengo. E justamente no clássico com os rubronegros, na última rodada do primeiro turno, o técnico Ricardo Gomes sofreu um grave problema de saúde. No melhor momento da carreira, com a equipe em ascenção, o time perdia o comandante por um motivo seríssimo. O que seria do Vasco?

A diretoria manteve o auxiliar-técnico, Cristóvão Borges, no comando, dando sequência ao trabalho e apostando em alguém que conhecia o grupo para continuar a busca pelo título nacional e disputando paralelamente a Copa Sulamericana. A equipe se uniu ainda mais e continuou a perseguição ao Corinthians. Até a última rodada.

O Brasileirão 2011 só foi decidido após o último apito final da derradeira rodada. A esperança do caneco ficou mesmo entre Corinthians e Vasco, e o título foi para quem liderou mais, por seus próprios méritos. O Vasco foi valente até o fim, mas o Timão foi o mais competente.

Outros destaques:

Tite. O treinador ganhou o grupo e o campeonato em cinco aspectos:
  1.  Manteve a base da equipe que começou o campeonato;
  2. Foi preciso quando tirou Chicão, capitão da equipe, que não vinha jogando bem;
  3. Deu chance a Paulo André, que entrou e se encaixou no time;
  4. Manteve Danilo, jogador importante e sempre contestado;
  5. Teve calma com Alex.
Foi muito bem em algumas alterações, ganhando o jogo em algumas, como nas entradas de Ramírez, que fez o gol da vitória contra o Ceará; Adriano, que entrou e fez o gol da vitória contra o Atlético-MG e Alex, entrando e dando o passe para o gol de Liédson, contra o Figueirense.

Júlio César - Começou o campeonato contestado devido a falha na final do Paulistão e com a sombra do jovem goleiro Renan, recém-contratado. Acabou se machucando e quebrando um dedo da mão. Ficou alguns jogos fora da equipe e voltou para reassumir a vaga e ser decisivo com defesas importantes.

Paulinho - Volante moderno. Marca muito bem e sai para o jogo com eficiência. O coração do time. Fundamental na conquista do título. Marcou gols importantes e manteve uma regularide incomum.

Liédson - Discreto fora dos gramados, chama a atenção por aparecer em momentos decisivos. Balançou as redes quando o time mais precisava dele. Goleador. Indispensável na campanha.


            Sócrates morreu como sonhava; em um domingo, com o Corinthians campeão.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Baú do Jones

(aperitivo) Domingo conheceremos o nobre campeão brasileiro de 2011. O título está entre Corinthians e Vasco, como todos já sabem. Embora o Corinthians temha ampla vantagem na derradeira rodada, ninguém descarta os vascaínos, não apenas pelo belo time cruzmaltino e sua grande temporada, mas pelo fato de os dois candidatos ao caneco fazerem seus dérbis regionais.

Clássico é clássico e vice-versa, como já diria o outro. E por se tratar de um campeonato tão imprevisível, nenhuma probabilidade de resultado, por mais improvável que seja, deve ser descartada (tô forçando a barra, eu sei).

Então é o seguinte: para celebrar essa rodada de clássicos decisivos, deixo aqui alguns vídeos dos dérbis paulistas e cariocas mais marcantes na minha memória futebolística (que não é muito ampla, diga-se). Estava pensando em colocar três vídeos de cada clássico, mas para não deixar alguns blogueiros revoltados, vou deixar apenas dois para cada, com uma vitória de cada time, apenas para o blog parecer mais democrático e imparcial .

Minha primeira lembrança de um 'Palmeiras e Corinthians' foi a final do Brasileirão de 1994. O Palmeiras era o atual campeão paulista e brasileiro e tinha o melhor time do país. Venceu o primeiro jogo da decisão por 3 a 1 e empatou o segundo por 1 a 1, levantando, assim, seu quarto (oitavo, depois da unificação) título nacional.


Outro jogo entre os eternos rivais que ficou marcado foi a vitória corintiana em 2005, quando o Timão tinha Tévez, Mascherano, Roger, Nilmar, Gustavo Nery... foi o time dos galácticos. Confesso que só me lembrei por causa da confusão no fim. O jogo não foi lá essas coisas, mas foi a vitória no dérbi do último Corinthians campeão brasileiro (que fique claro que estamos classificando apenas os jogos pelo Brasileirão).


Já o 'clássico das multidões', como é conhecido Vasco x Flamengo, me lembro de alguns jogos do começo dos anos 90. As vezes, a Band (ainda Bandeirantes) passava o compacto de algum jogo dos cariocas, no domingo, logo após os jogos dos times de São Paulo. Minha primeira vaga lembrança foi a semifinal de 1992 vencida pelos rubronegros. Meu pai, fã do Zico, tinha uma certa simpatia pelo Flamengo e quando tinha jogo contra o Vasco, eu torcia pros cruzmaltinos. Não sei porque.


Eu sei que minha simpatia pelo Vasco cresceu ainda mais quando o clube venceu o Brasileirão de 1997, com Edmundo jogando demais, sendo o artilheiro e, disparado, o melhor jogador daquele campeonato. A seguir, a vitória do Vascão sobre o arquirrival, na semifinal (não tenho certeza se era semifinal ou um dos jogos do octogonal decisivo. O campeonato era estranho naquela época).


Bom, é isso. Que o Brasileirão 2011 termine mais feliz para aquele que fizer o melhor jogo. O melhor clássico. E que daqui algus anos, algum blogueiro qualquer possa selecionar um dos jogos e mostrá-los como um dos grandes cotejos da história do Brasileirão.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Imprevisibilidade

                                          Liédson: decisivo mais uma vez

(como diria Tite) O Corinthians fez sua parte diante do Figueirense, em Florianópolis, e só aguardava o fim do jogo entre Fluminense e Vasco, no Engenhão, para soltar o grito de campeão. Mas como o Brasileirão 2011 é o mais imprevisível campeonato futebolístico da era dos pontos corridos, o Vasco marcou o segundo gol (o gol da vitória sobre os tricolores) aos 45 minutos do segundo tempo, adiando a decisão para a última rodada.

O grito de campeão ficou engasgado na garganta dos corintianos que venceram um jogo difícil contra o bom time de Jorginho e agora só precisam de um ponto na derradeira rodada do campeonato. Só dependem de si e dessa vez nem precisarão esperar o fim do jogo do Vasco para comemorarem o possível pentacampeonato. Porém, a última batalha alvinegra será diante do seu rival histórico, que já não aspira mais nada no certame, a não ser impedir a festa dos 'inimigos'. Ou seja, assim como o Corinthians, o Palmeiras joga a vida no domingo que vem.

A última rodada reserva emoções para todos os confrontos, já que os dez últimos jogos são decisivos por diversos aspectos (a decisão de marcar clássicos regionais para as rodadas finais foi um grande acerto da CBF).

Na parte de cima, os dois únicos times ainda vivos na disputa pelo título fazem seus dérbis regionais; o Flamengo, assim como o Palmeiras, tem a chance de impedir a conquista de seu maior rival. Há, ainda, outros confrontos extremamente decisivos envolvendo arquirrivais. Por exemplo: o Coritiba joga a última vaga na Libertadores contra o Atlético-PR que luta contra o rebaixamento; o Inter, que luta por essa vaga contra o Coxa, enfrenta o Grêmio; o Figueirense que também tem chances de disputar a Champions League das Américas, no ano que vem, também faz seu clássico regional contra o já rebaixado Avaí; já o São Paulo, que viu a Libertadores mais distante após a derrota para o Palmeiras, recebe o Santos e torce contra os outros três resultados supracitados. Sem contar o clássico mineiro, jogo que pode selar o rebaixamento cruzeirense.

Emoções não faltarão na última rodada desse grande campeonato. Tanto Corinthians quanto Vasco fizeram por merecer e não são os únicos candidatos ao título na última rodada por acaso. O Timão ainda é o favorito. Tem jogadores decisivos e lidera por seus próprios méritos. Já o Vasco tem a história mais bonita do futebol em 2011 (o time da Colina ainda tem uma semifinal de Copa Sulamericana, quarta-feira, no Chile), que passa pela superação de um momento delicadíssimo envolvendo Ricardo Gomes, renascendo com Cristóvão Borges e disputando todos os títulos possíveis, algo incomum no nosso apertado calendário.

Ainda acho o que o Corinthians levará o caneco, mas não me surpreenderei novamente se o campeão for o Vasco. Semana longa, essa. Aguardemos.

Aos 45 do segundo tempo, Bernardo levou o sonho do quinto título vascaíno para a última rodada

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Nas mãos de Tite

                                                       O gordinho resolveu

(merecido) O Corinthians perdia o jogo contra o Atlético mineiro e via o Vasco assumir a ponta da tabela a duas rodadas do fim do mais imprevisível campeonato brasileiro de todos os tempos da era dos pontos corridos.

Foi aí que Tite olhou para o bom banco de reservas alvinegro e assim como no jogo contra o Ceará, no meio de semana, fez duas alterações fundamentais para a maior vitória corintiana no campeonato (maior vitória não apenas por ser em uma rodada tão decisiva, mas por ser do jeito que a torcida gosta).

Sacou Danilo, apagado no jogo e colocou Alex. O camisa 12 entrou muito bem no jogo e deu trabalho com chutes perigosos. Logo após, tirou Willian para colocar Adriano. Não preteriu o centroavante dessa vez. Mudou o esquema. Arriscou. O Imperador, visivelmenete fora de forma, foi jogar lá na frente ao lado de Liédson e viu de perto o camisa 9 empatar o jogo para delírio da Fiel. Tite já tinha acertado e muito. Não abriu mão do 'Levezinho', como fez diante do Ceará, e viu o atacante ser decisivo. Além disso, não sacou Émerson e viu o camisa 11 participar dos dois gols, sendo decisivo no segundo com um passe milimétrico para Adriano, daqueles do tipo: 'Faz o gol, amigo!'.

O Corinthians, que viu o título perto na quarta-feira, após a vitória em Fortaleza, colocou as duas mãos na taça, ontem, no Pacaembu. Uma vitória contra o Figueirense, em Santa Catarina e mais um empate no confronto direto entre os dois ainda vivos na disputa pelo título, Vasco e Fluminense, sela o quinto título brasileiro da história alvinegra. Segundo na era dos pontos corridos.

O fato é que o Timão vai a Florianópolis com a missão de levantar uma taça que esteve perto ano passado, mas que deixou escapar justamente para o Fluminense, na penúltima rodada. Desta vez, Tite e o elenco parecem vacinados e farão de tudo para que o jogo contra o Palmeiras, na última rodada, seja apenas comemorativo. Para o Corinthians, claro.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Temporadas perdidas

(tirando o pó) Ando meio sem tempo pra atualizar esse pequeno espaço virtual, como vocês devem ter notado. Mas como já se passaram duas semanas e inúmeros pedidos insistentes de meus incontáveis seguidores, vou escrever algumas linhas sobre um assunto que já era pra aparecer aqui.

Ontem, o São Paulo estreiou Émerson Leão no comando técnico da equipe. Velho conhecido dos tricolores (foi campeão paulista pelo time do Morumbi, em 2005), Leão andava meio esquecido, acompanhando o futebol de longe, até que surgiu o convite do São Paulo e o técnico aceitou. Foi bem na sua apresentação, disse que seu nome foi lembrado porque deixou saudades. Mas na verdade, não foi bem assim.

Leão abandonou o barco em 2005 alegando que não podia deixar de ajudar um amigo no Japão e atravessou o mundo. O São Paulo contratou Paulo Autuori, venceu a Libertadores e o Mundial naquele ano e a torcida, claro, nem lembrava mais do ex-treinador. O tempo passou, Autuori se mandou e o São Paulo entrou no período das vacas gordas com Muricy Ramalho, conquistando o Brasileirão três vezes seguidas, algo inédito e que, dificilmente, será repetido. Já Leão, voltou ao Brasil, passou por Palmeiras e não durou muito. Foi para o Corinthians e conseguiu livrar o time do rebaixamento, em 2006. Dois anos depois, voltou ao Santos, time no qual foi campeão Brasileiro, em 2002, mas onde não deixou muitos amigos em 2008. Leão ainda dirigiu outros times, como Atlético Mineiro, Sport e Goiás, mas se destacou mais por suas divergências com a imprensa e dirigentes do que por títulos.

O que fez, então, Leão para voltar ao Morumbi?Alguns dizem que ele voltou porque o São Paulo precisa de alguém com pulso firme, que o ex-treinador Adílson Batista era bonzinho demais, e treinador não pode ser amigo de jogador. Concordo que Leão seja um cara mais rígido, um bom escudo para os jogadores, mas o que levou Juvenal Juvêncio a 'convocar' o treinador foi a necessidade de trazer alguém que tenha a imagem ligada as vitórias, algo que não é mais comum no ambiente Tricolor. O São Paulo precisava de um nome forte e, mesmo longe dos trabalhos há pouco mais de um ano, Leão ainda é uma 'grife'.

Se o tiro foi certo dessa vez, só os últimos sete jogos do Brasileirão é que dirão, já que o outro caminho (Copa Sulamericana) para a Libertadores 2012 e que possibilitava uma chance de título em um ano de insucessos, teve sua rota abreviada. Se der certo, Leão pode continuar no comando para a próxima temporada. Em caso de fracasso, Leão afunda junto com um time e uma diretoria em mais uma temporada perdida. Terá seu nome na mesma lista de Ricardo Gomes, Sérgio Baresi, Paulo César Carpegiani e Adilson Batista, treinadores que não tiveram o mesmo sucesso de Muricy Ramalho e que passaram pelo Tricolor sem deixar títulos e saudades.

Para um torcida que comemorou 'tudo' entre 2005 e 2008, três anos de jejum são uma eternidade.

Leão em sua primeira passagem pelo São Paulo, entre 2004 e 2005(Cavalo selado passa duas vezes?)

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Rodada alvinegra

(com algum atraso, pra variar) Tudo conspirou à favor do Corinthians, na rodada #28 do maior campeonato de futebol do planeta, que vai chegando ao seu momento decisivo. Começou bom (para os corintianos, que fique claro) com o empate do São Paulo, na quarta-feira. Melhorou com o empate do Botafogo, no sábado, e ficou ótimo com a derrota do Vasco, em Porto Alegre.

O Timão entrou em campo contra o Atlético Goianiense sabendo que a vitória lhe daria a liderança e até mais que isso. Explico: mais importante que a ponta da tabela, hoje, são os três pontos não desperdiçados contra um adversário teoricamente bem mais fraco. Era jogo para vencer ou vencer (Em 2010, o Corinthians foi derrotado pelo Dragão, em casa. Adilson Batista, o então comandante alvinegro, foi demitido, e o Corinthians perdeu o campeonato ali).

Tite achou um novo jeito para a equipe jogar. Sem seus atacantes mais importantes, como Liédson e Émerson (Adriano, por enquanto, só 20%, como ele mesmo diz), o técnico corintiano apostou no esquema que deu certo contra o Vasco, há uma semana. Danilo virou titular incontestável no meio. Jorge Henrique voltou a jogar bem, sendo fundamental nesse esquema; Willian cumpre muito bem seu papel pelo lado direito e Alex se mostrou um belo 'falso 9'. O terceiro gol deixa claro o bom posicionamento do time e a marcação por pressão: Willian dá o combate pela direita, a bola sobra pra Danilo que enfia pra Alex (o 'falso9') chutar de pé direito e fechar o placar.

Resta saber se Tite vai manter esse esquema com esses jogadores, se saberá usar o bom elenco que tem à seu favor, ou se vai se perder e deixar escapar o campeonato que, nesse domingo, viu surgir um forte candidato para abraçá-lo.
                                          O Imperador, enfim, estreia no Corinthians

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Ruim para os dois

(mas o jogo foi bom) O empate entre Cruzeiro e São Paulo, pela 28a rodada do Brasileirão não ajudou muito os dois times. Os donos da casa saíram na frente, viram o árbitro assinalar um pênalti ridículo em Cícero e o excelente goleiro Fábio defender. Voltaram para o segundo tempo com a vantagem no placar, sofreram a virada, empataram de novo, ficaram novamente atrás no marcador e, por fim, chegaram a igualdade no placar.

Vendo por esse lado, a noite foi boa para os azuis. Seria, se o time não estivesse na posição que está na tabela de classificação. O Cruzeiro é o atual vice-campeão, fez uma primeira fase incrível na Libertadores, até serem eliminados no mata-mata. Venceram o campeonato mineiro, o time era bom. Mas as coisas mudaram. Técnicos caíram, um presidente novo foi eleito e o time faz sua pior campanha no certame.

A torcida, preocupada, estava lá, incentivando o time. Não chegaram a encher a Arena do Jacaré mas pensaram seriamente nos três pontos quando foram para o intervalo vencendo o jogo. Só que no segundo tempo, o São Paulo jogou bola.

Luis Fabiano, que disperdiçara a penalidade máxima, encaixou o jogo com Dagoberto e Cícero, e o Tricolor mandou no jogo. Fabuloso foi decisivo no gol de empate, marcado por Cícero; Dagoberto, o melhor em campo, pode sair da área para trabalhar as jogadas, fez um golaço e ainda deu um de presente para Juan colocar o São Paulo novamente a frente no placar. Mas em duas bobeiras monumentais da zaga sãopaulina, a Raposa chegou ao empate.

Empate que não tira o Cruzeiro da situação preocupante em que se encontra e que deixa o São Paulo mais distante do título. Aos mineiros, o resultado só não foi trágico porque na situação em que se encontram, um pontinho sequer pode fazer a diferença.

Já para os paulistas, que dizem brigar pelo título, os dois pontos desperdiçados farão muita falta lá na frente. Principalmente se Vasco e Corinthians vencerem seus próximos compromissos. Não vou descartar o São Paulo como candidato ao título, mas time campeão brasileiro não sofre os gols que o time de Adilson sofreu. Aliás, Adilson que foi zagueiro e conhece bem aquele setor. Setor no qual é o calcanhar de aquiles do time.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Paralelos absurdos

(ficar tempo sem atualizar, dá nisso) Sábado, Barcelona e Athlético de Madrid jogaram pelo campeonato espanhol. Joguinho bom de ver, pensei. Ainda não tinha visto esse novo time da capital espanhola, que havia vencido na rodada anterior e conta com o badalado centroavante colombiano Falcão Garcia, que havia arrancado elogios dos diários locais, além dos brasileiros Diego e Miranda.

O Athlético perdeu algumas peças importantíssimas para essa temporada, como as saídas de Kun Aguero e Diego Forlán. Porém, os novos contratados vinham mostrando bom futebol no começo da Liga, principalmente o camisa 9. Só que contra o Barça, a bola nem passou perto de Falcão. Com 25 minutos de jogo, o placar marcava 3 a 0 para os catalães. Villa, Miranda (contra), e Messi, em uma daquelas jogadas típicas do argentino, marcaram para os azuis-grenás, atropelando o adversário sem misericórdia.


Mudei de canal. Não foi por pena, nem por ódio. Foi por não ter graça nehuma aquela peleja. Jogo de um time só. Campeonato em que só dois jogos tem valor. O maior gauchão do mundo, diria o outro. Fui ver o nosso caseiro.

No sportv, começava Atlético Paranaense e Fluminense. Os rubronegros, na zona da degola, jogavam em casa e tinham em Paulo Baier a referência do time. Já os cariocas, na parte de cima da tabela, contam com a boa dupla de ataque Fred e Rafael Sóbis, mas sabiam da dificuldade que seria. Afinal, é sempre difícil jogar contra que briga pra não cair. Ainda mais quando o jogo é em um gramado tão ruim quanto o da Arena da Baixada e quando se tem um meio-campo com Diogo, Edinho, Diguinho e Marquinho.

Enfim, jogo truncado, difícil. Até o veterano camisa 10 do Furacão fazer uma boa jogada, tabelar na entrada da área e marcar um belo gol. O Flu foi pra cima, tentando o empate a qualquer custo. E nos acréscimos, o garoto Lanzini, que entrara no segundo tempo, caiu na área e o juizão amigo marcou pênalti para os vistantes. Fred bateu e fez.

Baita confusão na torcida. Não era pra menos. Não sei se o placar foi injusto, acho que não foi pênalti. Entendo toda a raiva da torcida com o árbitro da partida e ainda digo que o nível técnico foi ruim. Mas não escrevi isso pra falar mal do cotejo e dos dois times, nem pra botar a culpa no apitador. Pelo contrário, futebol, pra mim, é isso. É você começar a assistir um jogo sem ter a mínima ideia do que pode acontecer. E não ter a certeza de uma goleada fácil e sem graça.

E antes que eu esqueça de dizer, Messi ainda fez mais dois gols e o Barça venceu por 5 a 0.

PS. Se existe alguma dúvida sobre o que acho sobre o Barcelona, leiam aqui

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A solução de Mano


(london calling) A seleção Brasileira venceu a poderosa seleção de Gana, ontem, jogando no gigante estádio do Fulham, quase tão grande quanto a Fazendinha, mítico recanto corintiano. O jogo marcou a volta de Ronaldinho Gaúcho à seleção. O meia-atacante do Flamengo, atual vice-artilheiro do Brasileirão, só tinha sido convocado por Mano Menezes em novembro do ano passado, quando os canarinhos foram derrotados pela argentina de Lionel Messi.

O retorno do craque de 31 anos teve reações contraditórias por grande parte da imprensa e da torcida brasileira. Muitos entendem que a seleção precisa de Ronaldinho por tudo o que envolve a sua figura dentro de campo. Além de ser um grande jogador, ele divide as atenções com Neymar e tira a responsabilidade das costas do garoto de 19 anos, a carta na manga de Mano até 2014. Porém, vários outros torcedores, jornalistas e secadores desconfiam da produtividade do ex-melhor do mundo. É compreensível.

Há muito tempo que o pentacampeão mundial não apresenta o bom futebol que vem jogando no Brasileirão, e o objetivo maior da seleção é Copa do Mundo daqui a três anos, ou seja, o gaúcho terá 34 anos e ninguém, hoje, é capaz de cravar que ele chegará jogando bem, fisica e tecnicamente. Não acho que a idade seja o problema. Um exemplo: Zidane, que foi eleito melhor do mundo pela terceira vez com a mesma idade de Ronaldinho (31 anos), jogou a Copa de 2006 com 34, em altíssimo nível e foi o segundo melhor do mundo (Canavaro, com 33, venceu), naquele ano.

O fato é que Mano Menezes convocou o flamenguista por necessidade, e não por opção. Assim como na primeira convocação do jogador pelo atual treinador, Ronaldinho foi chamado pra segurar o rojão (desculpem a expressão nada moderna). Naquela ocasião, Ganso estava machucado, Kaká se recuperava de cirurgia no joelho e Mano tinha sua primeira pedra no sapato: a Argentina. Ok, já disse isso. Mas o Gaúcho não se apresentou bem contra os hermanos e foi deixado de lado, até então. O que fez o treinador brasileiro chamá-lo novamente foi o fiasco na Copa América e a necessidade de um líder dentro de campo, alguém que passe segurança e jogue como um camisa 10.

Não acho que Ganso esteja fora dos planos de Mano Menezes, tanto é que o meia santista também começou como titular, ontem, porém, com a camisa 8, jogando um pouco mais recuado no meio-campo. Infelizmente, o garoto se machucou no início do jogo, teve que ser substituído e está fora da lista de convocados para a partida contra a Argentina, semana que vem. E é essa irregularidade de Paulo Henrique Ganso, devido as suas constantes lesões físicas, que faz com que Mano Menezes escale Ronaldinho. Já que Kaká, o camisa 10 da seleção na última Copa, é outra grande incógnita.

Enfim, a real situação da seleção brasileira é um grande ponto de interrogação. Tanto a camisa 10, quanto a comissão técnica.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Ecos da rodada

                  Tite respira um pouco mais aliviado. Pelo menos, até domingo.

(de volta à sessão) Bem, amigos do Blog do Jones. Vou fazer aqui uma pequena análise da primeira rodada do segundo turno do Brasileirão, que começou ontem, na quarta-feira gelada e recheada de grandes jogos.

Quem abriu a rodada foi o campeão do primeiro turno, o Corinthians, que tinha seu técnico sob pressão devido ao baixo aproveitamento das últimas rodadas: tinha conquistado apenas nove pontos nos últimos nove jogos, muito pouco para quem almeja o título mais dfícil de pontos corridos, do planeta. E os comandados de Tite não deram sopa pro azar e venceram o Grêmio, por 3 a 1 no Pacaembu.

Foi uma vitória justa. Embora o árbitro André Luiz de Freitas Castro tenha visto um pênalti completamente inexistente em Émerson, logo no começo da peleja, os gaúchos empataram mas o Timão foi buscar a vitória no segundo tempo e conseguiu. Graças ao melhor volante do campeonato: Paulinho (esse sim, merece um lugar no time do Mano). Os donos da casa ainda fizeram mais um gol e também sofreram mais um. Mas tinha que ser na base do sofrimento, com emoção, do jeito que a torcida gosta, e assim foi. O Corinthians, time até então mais disciplinado do certame, teve dois jogadores expulsos e enfrentou a pressão dos dez minutos finais com dois homens a menos. Vitória maiúscula do Timão, que continua líder isolado, agora com 40 pontos e tem um novo vice-líder na sua 'cola': o Vasco, que venceu muito bem o Ceará em casa e já está a dois pontos da ponta da tabela.

Isso porque os perseguidores mais contínuos do Corinthians tropeçaram ontem. Falo do Flamengo, que perdeu sua segunda partida no campeonato, e do São Paulo, que tropeçou em pleno Morumbi. A derrota os rubronegros para o Avaí na ressacada expôs o maior problema do time de Luxemburgo: a defesa vulnerável. O time é muito forte do meio pra frente, tem Ronaldinho jogando muito bem mas é muito frágil na zaga. Já são cinco jogos sem vitórias, números que preocupam os torcedores e afastam, mesmo que momentanamente, o time da briga pela liderança.

Já o Tricolor paulista enfrentou os tricolores cariocas e, assim como nos últimos anos, sofreu contra o Fluminense jogando em casa. O São Paulo não lembrou em nenhum momento da partida a boa apresentação de domingo, contra o Santos, na Vila. Time perdido em campo, sem vontade, sem brilho. Ainda teve uma ajuda do árbitro, no segundo tempo, quando Dagoberto cavou um pênalti (tão ridículo quanto o do Corinthians) e o senhor Elmo Resende Cunha  apontou  a marca da cal; Rogério Ceni descontou. E nada mais aconteceu na fria noite do Morumbi, a não ser a justa expulsão de Jean. Vitória boa do time de Abel Braga. Derrota que mostra a dificuldade do time de Adílson de jogar em casa, sair pro jogo e mostrar um futebol convincente.

Convincente é o futebol do Botafogo, que derrotou o Palmeiras no Engenhão em um jogo de seis pontos. As duas equipes entraram em campo como principais candidatos a quarta vaga da Libertadores. Em caso de vitória, os palestrinos ultrapassariam os alvinegros na tabela. Mas a distância para os cariocas ficou ainda maior. A noite só não foi das piores para o Verdão porque Flamengo e São Paulo também estacionaram na tabela.

Mas o melhor jogo da noite foi no Beira-Rio. No encontro dos melhores centroavantes do Brasileirão (Damião e Borges), o Inter recebeu o Santos, fez 3 a 0 mas sofreu três gols em 12 minutos e permitiu o empate do Peixe. Borges, ou Drogborges, já tem 14 gols na competição e está mais do que credenciado a artilheiro do campeonato. Na minha seleção, hoje, Damião é o camisa 9 e Borginho o reserva imediato.

Campeonato bom, esse.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O sorteio da Champions 2011/2012


(voltamos) Bem, amigos do blog do Jones. Mais uma vez estive ausente por alguns dias desse glorioso e nada modesto espaço internético. Porém, creio que poucos perceberam a falta de novidades 'na área', devido à pequena frequência de meus inúmeros seguidores, nos comentários. Enfim, espero que não tenha sido por dizer que dispenso Claudia Leite, Michel Teló e Luan Santana alguns textos atrás.

Hoje, excepcionalmente, passo por aqui apenas para escrever mais algumas linhas que, creio eu, não terão muita repercursão pelos amigos blogueiros, já que a minoria que frequenta o blog se importa com futebol internacional. Mas como eu gosto (e muito), vou deixar alguns palpites sem fundamentos sobre o sorteio da fase de grupos da Champions 2011/12 que começa daqui a três semanas.

O grupo A, logo de cara, assumiu a ingrata posição de 'grupo da morte': Bayern, Villareal, Manchester City e Napoli. Ok, você pode dizer que não é tão assustador assim, já que não tem um bicho-papão tão feio como se prega as cartilhas futebolísticas de grupos-da-morte. Que seja o grupo da 'quase morte'. Aposto no Bayern, o cabeça-de-chave, em primeiro, e no City, em segundo. Mas tanto espanhois quanto italianos venderão caro a eliminação, principalmente jogando em casa.

Se o grupo A recebeu esse rótulo tão cliché, o grupo B tem todo o direito de ser chamado de 'Grupo da vida', já que o 'cabeça' Inter de Milão, ou melhor 'a cabeça' (afinal, não estamos escrevendo pra globo.com) tem pela frente os russos do CSKA Moscou que de assustador tem apenas a temperatura dos gramados balalaikos; o Lille, atual campeão francês e o Trabzonspor, que caiu de paraquedas após a polêmica exclusão do Fenerbahçe, devido a escandalos de manipulação no campeonato turco. Aposto nos italianos, em primeiro, e nos russos, em segundo.

O grupo C é outro que pode dividir esse moderno apelido de grupo da vida, já que o cabeça-de-chave é ninguém menos que o Manchester United, que tentará sua quarta final de Champions em cinco anos. A segunda força do grupo é o Benfica, que já é bem inferior aos ingleses. São favoritos para passar às oitavas-de-final. Completam o grupo o Basel, da Suiça, e o estreante Otelul Galati, da Romênia.

O Real Madrid, cabeça do Grupo D, mais uma vez encontra o Lyon. Já é um clássico da Champions. Ano passado, os merengues passaram pelos franceses nas oitavas de final, dando o troco da eliminação do ano anterior. O grupo ainda conta com Ajax, que também enfrentou os merengues na última edição, mas pela fase de grupos. A quarta força do grupo é o Dínamo Zagreb, que volta a disputar a Champions após 12 anos. Vejo os holandeses com boas chances de classificarem em segundo, atrás de Cristiano Ronaldo e companhia.

No grupo E, o cabeça-de-chave e favorito ao topo é o Chelsea, que conta com seu principal reforço no banco de reservas; o técnico André Villas Boas, atual campeão da Europa League, com o Porto. Os azuis terão jogos difícies, principalmente contra o Valencia e Bayern Leverkusen, mas ainda sim, devem passar sem grandes sustos. Fecha o pote o Genk, da Bélgica, que participa mais por figuração. Aposto no Chelsea, claro, e no Valencia como principal coadjuvante.

O Arsenal, que se classificou após passar pelo vestibular da Champions, a chamada primeira fase eliminatória, ganhou o direito de ser cabeça-de-chave do grupo F. Mas o sorteio não foi muito generoso com os londrinos, que há tempos não empolgam seus torcedores. Terão pela frente dois campeões nacionais, o Olympiacos, da Grécia, e o Borussia Dourtmund, da Alemanha, além do Olympique de Marseille, vice-campeão francês. Acho que os germânicos tem algumas boas chances de passarem em primeiro. A segunda vaga fica com os enfraquecidos ingleses.

O Grupo F tem o Porto como 'cabeça'. Mas os lusitanos farão viagens longas e jogarão no frio do leste europeu, contra o Shaktar Donetsk, da Ucrânia, e contra o Zenit, da Rússia, além de irem até o Chipre encarar o destemido APOEL. Pode ser chamado de 'Grupo Europa League', já que os três primeiros supracitados venceram três das últimas cinco edições da competição recém-renomada. Acredito que ucranianos e portugueses se classificam e farão jogos muito equilibrados, com vantagem para os ex-soviéticos.

E para finalizar os grupos com chave de ouro, teremos logo na primeira rodada um duelo de titãs: Barcelona e Milan, dois dos melhores times do mundo. E para deixar a chave equilibrada, duas equipes nada badaladas, como BATE Borisov e Viktoria Plzen. Vendo pelo lado positivo, bielorrussos e tchecos terão o prazer de receber em suas sagradas terras, dois gigantes europeus. Acho que não preciso dizer quais as minhas apostas nesse grupo.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Começar de novo não é a solução

(eu acho) Mano Menezes completou um ano no comando da seleção brasileira, ontem, no dia do amistoso contra a Alemanha. Foi o primeiro jogo do Brasil após o vexame na Copa América, no mês passado. E, após o fiasco em terras portenhas, era óbvio a pressão sobre o técnico por resultados mais satisfatórios. Só que mais uma derrota aconteceu. E muitos torcedores, vários jornalistas e inúmeros corneteiros de plantão já contestam o trabalho do ex-técnico do Corinthians. O que é normal.

Quando Mano assumiu, era conscenso que Ricardo Teixeira acertou na contratação do técnico, depois de protagonizar um belo mico, concedendo entrevista exclusiva ao programa "Arena Sportv" anunciando Muricy Ramalho como novo treinador, sem o aval do então técnico do Fluminense, que teria conversado no mesmo dia, pela manhã, com o manda-chuvas da CBF, porém, sem dar a confirmação do convite. Ricardinho, do alto de sua magestade, não esperou aconfirmação de Muricy e o anunciou como novo técnico da seleção. Horas depois, veio a negativa do treinador alegando que o Fluminense não o teria liberado. Após ter sido contrariado, o que não é muito comum, o dono da Copa 2014 optou pela segunda opção e Mano Menezes não recusou.

Na época, a maioria gostou da ideia de Mano na seleção. Treinador calmo, tranquilo, educado. Homem elegante, de fino trato com imprensa e que vinha de um bom trabalho em um grande clube do país. Na primeira convocação, chamou Neymar e Ganso, preteridos por Dunga na lista da Copa do Mundo da Africa do Sul, mesmo diante de grande apelo popular e de boa parte dos jornalistas. E o Brasil venceu os Estados Unidos jogando bem e com um futebol diferente daquele que eliminou a seleção do último mundial. Pois bem, a renovação do futebol brasileiro parecia estar bem encaminhada. Parecia. Até que o primeiro grande desafio de Mano chegou. Derrota para a Argentina por 1 a 0. Mas, até aí, tudo bem. Era a Argentina de Messi.

O Brasil voltou a campo meses depois, já esse ano, e o desafio não era fácil. Mais uma derrota, dessa vez para a França, carrasco histórico do Brasil. A seleção jogava bem até a expulsão de Hernanes, que prejudicou o desempenho do time. Só que a partir desse jogo, as coisas mudaram. O técnico, que não se diz rancoroso, não voltou a convocar Hernanes. Diante de algumas perguntas sobre a ausência do meio-campista da Lazio, Mano respondeu que preteriu o jogador por questões táticas, e não em função da expulsão contra os franceses.

A seleção ainda venceria a Escócia, em Londres, com dois gols de Neymar, antes de enfrentar os holandeses, algozes do Brasil em terras africanas. Era a chance de se redimir diante de um grande. Mas o Brasil não passou de um 0 a 0 no Serra Dourada. As críticas ficaram cada vez mais fortes. A Copa América passou então a ser um verdadeiro teste de fogo para Mano e seus pupilos, mas a campanha foi decepcionante: uma vitória, três empates e quatro pênaltis desperdiçados eliminaram o Brasil do torneio. E, então, o jogo contra a fortíssima seleção alemã gerou enorme expectativas. Afinal, qual seria a postura da seleção?

Bem, o resultado do jogo, agora, é o que menos importa. A Alemanha joga junto desde 2006, quando fez bela campanha em casa, sendo eliminados nas semifinais pela Itália, que seria a campeã daquele Mundial. Joachim Low, que era auxiliar técnico, assumiu o comando após a Copa e a seleção germânica foi vice-campeã europeia, em 2008, perdendo para os espanhois (mais um exemplo de resultados a longo prazo), que também os elimanariam nas semifinais da Copa do Mundo, dois anos depois.

Hoje, a seleção brasileira passa por uma reformulção total. A decadência precoce de Kaká, devido à questões físicas, e a queda de rendimento notável de Ronaldinho (até hoje, uma incógnita), 'obrigaram' o novo treinador do Brasil a começar uma reformulção no elenco canarinho, tendo como 2014 o principal objetivo. A ausência de Ganso, que só jogou contra os Estados Unidos, depois se machucou e só voltou na Copa América, prejudicou os planos do treinador, que tinha o jogador à disposição, ontem, mas preferiu deixá-lo no banco de reservas. O esquema tático também foi diferente do que o Brasil vinha jogando, e, talvez, isso seja o fator mais preocupante. Outro agravante é uma mudança geral nas 'peças' de meio-campo. Contra a França, há seis meses, o Brasil tinha Lucas Leiva, Elias, Hernanes e Renato Augusto no setor. Ontem, Mano escalou Ralf, Ramires, Fernandinho e Robinho. Mudando tanto assim, fica difícil dar entrosamento a equipe e buscar resultados satisfatórios à longo prazo. Sem contar que é mais um argumento para os corneteiros de plantão, como eu.

Nou vou aqui contestar algumas convocações pra lá de discutíveis, como Fernandinho, Fred e André Santos (esse, a cada jogo mostra que não é e nunca foi jogador de seleção), nem vou pedir a troca do comando técnico da seleção. Mas vou ressaltar que ainda falta muito para o Brasil fazer um bom papel em 2014. Mais precisamente: três anos, doze estádios e um time de futebol.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Só mais uma ideia cretina

(já deu) Depois de quinze dias longe desse pequeno espaço virtual, volto apenas para escrever sobre um assunto que venho adiando há algum tempo. Na verdade, não tem muita importância assim, mas como a minha ausência sem aviso prévio não deixou muitas saudades por aqui, sinto-me no dever de atualizar essa página com alguns comentários. Não muitos precisos, porém sinceros.

A primeira vez que vi os jogadores comemorando gols como aquele boneco esquisito, tipo um joão-bobo, apelidado de 'João Sorrisão', não entendi direito. Como não acompanho os programas esportivos da TV Globo com certa frequência, desconhecia a iniciativa do "Esporte Espetacular", que, pelo que parece, prometeu um boneco de plástico para para cada jogador que fizer um gol e comemorar imitando o boneco sem graça. Até aí, tudo bem. O "Esporte Espetacular" está no direito de promover o que quiser, por mais besta que seja. O que realmente preocupa é o fato de vários jogadores se submeterem a isso.

A iniciativa foi muito elogiada por marqueteiros, porém, não vejo qualidade alguma nessa promoção. Pelo contrário, acho que foi um tiro no pé. Explico: não custa nada lembrar que a Tv Globo é a dona dos direitos de trasmissão do campeonato brasileiro. E não estou dizendo isso para insinuar que os jogadores comemoram seus gols dessa maneira apenas para agradar a emissora. Não é isso. O que eu vejo é que a iniciativa pode se voltar contra o próprio criador, já que seria (ou já está sendo) um tédio (quase) todos os jogadores comemorarem da mesma forma. Como bobos.

Enfim, não é de hoje que a Rede Globo vem mudando a postura (não o rumo) de seu jornalismo esportivo. Acho uma pena a troca do Léo Batista pelas gracinhas sem-graças do Tadeu Schimidt nos gols do "Fantástico"; não consigo ver o "Esporte Espetacular" apresentado pela Glenda Bom dia sol, Bom dia céu, Bom dia vida; nem acho tanta graça nas piadas de Tiago Leifert. Também não vou dizer que a cobertura esportiva da emissora esteja mais ligada ao entretenimento do que ao jornalismo. É claro que é possível fazer bom jornalismo com bom humor (o Bate-bola, da Espn Brasil, é um bom exemplo).

O que não é nem um pouco legal, bacana e engraçado é dar muito menos atenção do que deveria a assuntos como a Copa 2014, CBF, Ricardo Teixeira e FIFA. Mas aí fica difícil fazer piada.

                           Rafael Moura, do Fluminense, e seu exemplar de joão-bobo

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A Copa América e o valor de um campeão


(mais que merecido) Dezesseis anos depois, o Uruguai conquista novamente a Copa América. Ontem, a festa teve um sabor especial. Não apenas pelo longo jejum de títulos, mas por vencer o torneio na casa do maior rival.

A vitória incontestável sobre o Paraguai (3 a 0) provou que o Uruguai é o melhor time das Américas pelo segundo ano consecutivo. A campanha histórica na África do Sul, um ano atrás, já havia dado amostras de que o trabalho nas divisões de base, iniciado em 2006 e sob o comando de Oscar Tabárez, estava realizando bons frutos e que o Uruguai estava no caminho certo.

Essa revolução no futebol uruguaio começou há cinco quando os Celestes não conseguiram se classificar para a Copa do Mundo da Alemanha. Disputaram a repescagem para o mundial mas foram eliminados e ficaram de fora do mais importante torneio de seleções. Pouco, muito pouco para um país bicampeão mundial. Difícil para aquele povo que só ouvia falar das conquistas longínquas, de títulos ganhos em meados do século passado. Até então, nem entre os quatro melhores times de futebol da América do Sul os uruguaios figuravam. Era necessário uma revolução para salvar o futebol charrua.

O trabalho, com resultados planejados à médio-longo prazo, mostrou-se eficiente após uma semifinal de Copa do Mundo, em 40 anos, e um título de Copa América, em 16.

Porém, o que me chama mais atenção, e é preciso ressaltar é que essa revolução no futebol uruguiao se fez necessária devido a carência de matéria prima (além dos motivos citados acima). E, agora, fica mais evidente o tamanho da conquista de nossos vizinhos de baixo, que, com um trabalho mais humanista do que esportivo, fazendo inúmeras peneiras com garotos, investindo desde cedo e impedindo que o estudo fosse deixado de lado, buscando o melhor em um canto do universo de apenas 3 milhões de habitantes, colha mais frutos do que um trabalho realizado por gestões esportivas incompetentes, mesmo com um terreno mais fértil de 200 milhões de habitantes.

Uma vitória muito além dos resultados.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Classificarros, julho de 2011

(colunex) Atendendo aos inúmeros pedidos dos incontáveis seguidores do Blog do Jones, estou publicando aqui a coluna desse mês do 'Classificarros'. Como nem todos que frequentam esse modestíssimo espaço virtual tem acesso ao jornal e a edição online só vai ao 'ar' daqui alguns dias, resolvi fazer uma média com os amigos blogueiros (na verdade, é só para vocês não entupirem minha caixa de emails).
A edição de julho fala sobre a nobre campanha brasileira na Copa América, além de algumas observações relevantes sobre o Brasileirão e uns comentários precisos sobre a novela. Se é que os editores não cortaram essa parte. De novo.
...
Vexame brasileiro na Copa América
Olá, amigos do Classificarros!
A Copa América mal começou e o fim chegou mais cedo para a seleção Canarinho. Depois de dois empates na primeira fase, contra venezuelanos e paraguaios, o Brasil venceu a fraca seleção equatoriana no terceiro jogo e se classificou para as quartas de finais.
E o adversário foi novamente o Paraguai, que só não derrotou a equipe de Mano Menezes na fase de grupos graças a um gol de Fred nos acréscimos daquele jogo. A história recente do confronto prova que os paraguaios são uma pedra no sapato dos pentacampeões mundiais e, apesar do Brasil ter feito sua melhor apresentação no torneio sul-americano, não conseguiu balançar as redes do bom goleiro Justo Villar.
O Brasil fez um bom primeiro tempo, saindo da forte marcação paraguaia e roubando bolas no campo de ataque. Teve Robinho buscando o jogo, perto dos volantes, emprestando sua experiência, como se fosse um armador de verdade. E foi justamente o camisa 7 que deu uma chance clara de gol a Neymar, mas o garoto desperdiçou. Assim como Pato, que ficou frente-à-frente com Villar por duas vezes no segundo tempo, mas parou no guarda-metas alvirubro. O preço de jogar uma Copa América com um time tão jovem foi a eliminação.
O confronto entre Brasil e Paraguai ficará marcado para sempre como uma das mais desastrosas decisões em cobranças de pênaltis da história da seleção. A dura realidade desta Copa América levou mais um confronto para a marca da cal (uruguaios e argentinos também decidiram uma vaga nas semifinais, nas cobranças alternadas. E deu Uruguai). E a triste curiosidade é que, exatos dezessete anos depois de ser tetracampeã mundial, vencendo a Itália nos pênaltis, a seleção brasileira viveu o outro lado da história. Triste história por ser um time em formação, com uma geração talentosa de garotos que sentiram na pele o preço de serem cobrados como homens.
A CBF comunicou, após a eliminação brasileira do torneio, que Mano Menezes continua no cargo e terá a dura missão de construir um time forte e competitivo para que a história não se repita daqui a três anos, em território nacional. Talento à disposição ele tem de sobra, resta saber se o professor Mano saberá usar.
Mais uma vez, o Brasil sai de uma competição nas quartas de finais junto da Argentina. Na Copa do Mundo de 2006, os hermanos foram eliminados pela Alemanha e o Brasil perdeu para a França. Em 2010, o time verde-amarelo caiu diante da Holanda, enquanto os argentinos foram novamente eliminados pelos alemães.
Você sabia que... o bom goleiro uruguaio Muslera, herói da classificação Celeste, diante dos donos da casa, nasceu em Buenos Aires, no dia em que o Uruguai foi eliminado da Copa de 86 pela Argentina?
Renascendo? A seleção peruana teve grandes times na década de 70, mas não disputa um mundial desde 1982. A classificação peruana para semifinais da Copa América foi umas das grandes surpresas da competição e motivo de muita festa para o povo peruano, que tem seu futebol castigado pela falta de estrutura e de organização de sua federação nacional.
Enquanto isso... no nosso adorável campeonato brasileiro, O Corinthians é o líder absoluto com incríveis 92% de aproveitamento dos pontos disputados. Invicto no certame, com um forte elenco e um jogo a menos que seus mais próximos rivais, o Timão vai se credenciando como grande candidato ao título. Tite vai mostrando que Andrés Sanchez estava certo quando bancou a permanência do treinador após o vexame diante do Tolima.
Técnico Novo.  O Tricolor apresentou seu novo treinador: Adilson Batista, que fracassou com Corinthians,  Santos e Atlético Paranaense, recentemente, e terá a difícil missão de recolocar o São Paulo nos trilhos. No entanto, terá de superar o rótulo de professor Pardal que carrega desde os tempos de Cruzeiro, quando fez um bom trabalho, chegando à decisão da Libertadores com a Raposa, em 2009.
Novela italiana. Após uma proposta tentadora do Flamengo, Kleber Gladiador, o melhor centroavante do país, segundo Felipão, desfalcou o Palmeiras durante algumas rodadas do Brasileirão. O jogador alegava que sentia dores que o impediam de jogar. O Flamengo desistiu da oferta e o camisa 30 palestrino concedeu entrevistas não muito educadas para falar de sua difícil relação com os dirigentes do Verdão.
De volta. Quem deve estar contente com a eliminação brasileira na Copa América é Muricy Ramalho. Não que o técnico santista estivesse torcendo contra a seleção. Mas a precoce queda tupiniquim no torneio continental libera Neymar, Ganso e Elano para o Brasileirão. Se é que os três continuarão no Peixe.
Menção  Honrosa à equipe de futebol feminino japonesa, que superou o favoritismo dos Estados Unidos e foi campeã mundial pela primeira vez. Um título merecido para uma Nação que sofreu uma grande tragédia nessa ano.
Promessa não cumprida. Larissa Riquelme prometeu que iria tirar a roupa caso o Paraguai vencesse o Brasil. Mas como estava muito frio, a moça desistiu para não correr o risco de ficar gripada. É uma Lady!
Dúvida pertinente:  Tévez ainda vale R$ 90 milhões?

sábado, 16 de julho de 2011

Uruguai, semifinalista

(emocionante) Argentina e Uruguai foi o grande jogo da Copa América. Pelo menos, até agora. Os celestes, que jogaram de branco, entraram em campo com a raça de sempre e abriram o placar logo no início do cotejo. Mas não demorou muito e os donos da casa empataram. E viram Diego Pérez, autor do primeiro gol, ser expulso ainda no primeiro tempo. E, assim, os uruguaios jogaram com um homem a menos até os 41minutos do segundo tempo, quando Mascherano recebeu o segundo amarelo e foi mais cedo pro chuveiro.

Depois de 90 minutos de bom futebol, tivemos uma grande prorrogação. Grande para os uruguaios, que se defenderam bem, jogaram no limite e tiveram uma noite inspirada de Muslera, que fez defesas épicas e, certamente, já é um grande ídolo em terras celestes.

Mas para os amados hermanos, o buraco era mais embaixo. Não vencem uma competição oficial desde 1993, quando levaram a Copa América do Equador. O ouro nas Olimpíadas de 2004 e 2008 contam 'apenas' como seleção olímpica e o peso é outro. Ou seja, de fato, não valem mais do que vencer uma Copa América, competição que vem se mostrando muito mais equilibrada do que qualquer prognóstico realizado recentemente. A vitória da seleção peruana sobre a Colômbia (2 a 0 na prorrogação) prova essa magnífica tese.

Enfim, os anfitriões foram derrotados nos penais por uma equipe que mereceu a classificação pelo grande (acho que 'grande' é o adjetivo certo)  futebol que praticou durante os 120 minutos de peleja memorável nessa Copa América que, se não é das melhores, terá um jogo para ser lembrado por muitos e muitos anos.

(...)

Enquanto isso, em terras brasileiras, o São Paulo anuncia Adilson Batista como novo técnico. Para quem cogitava possibildades com Carlos Bianchi, Diego Aguirre, Paulo Autuori e Dunga, o nome de Adílson talvez mostre que a realidade bateu à porta de Juvenal. Talvez.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Dia Mundial do Rock.

(volta, anos 90) Para celebrarmos a esse dia tão especial, aqui vai uma singela homenagem do Blog do Jones. Duas bandas que influenciaram meu gosto musical, que não é dos mais apurados, nem dos mais modernos, pois dispensa Luan Santana, Michel Teló, Claudia Leite e derivados.

De qualquer forma, desculpe se não coloquei nada mais recente ou, digamos, atual. Eu até tentei, mas...

Legião Urbana, em janeiro de 1992, no primeiro acústico gravado por uma banda nacional.

                Oasis, tocando uma de minhas favoritas, no MTV Music Awards, em 1996.

domingo, 10 de julho de 2011

Perigo Real e Imediato - Parte 2

(concordo em tudo) Bem, amigos do Blog do Jones. Como esse pequeno espaço virtual anda meio esquecido pelos amigos internéticos, resolvi chamar alguém ilustre para fazer uma participação especial aqui e levantar a moral do blog.

A seguir, o convidado de honra fala (com qualidade) sobre a seleção brasileira e seu calvário na Copa América, especificamente sobre o duro cotejo de ontem, contra os paraguaios.

por @mmalinverne

"Quando este blogueiro, amigo de longa data, me convidou para escrever um post, logo pensei do alto do meu otimismo: “que bacana, serei eu o responsável por narrar a primeira vitória do Brasil na Copa América”. Ledo engano. A seleção, mais uma vez, não jogou bem. Pior do que isso, quase protagonizou aquela que seria a primeira derrota brasileira em território alvi-celeste.

Mano Menezes se prontificou a sanar os vícios constatados no primeiro jogo. Sacou Robinho, para a entrada de Jadson. O Brasil passou, então, a jogar num esquema diferente. No primeiro jogo, Neymar e Robinho estavam abertos demais e obstaculizavam a subida dos laterais André Santos e Dani Alves, fato que também contribuiu para antiprudecente partida realizada. Mas isso é passado.
No jogo atual, pouco se alterou e futebol bonito não se viu. Jadson até que se movimentou bem e, aos trancos e barrancos, numa jogada mascada, acabou marcando o primeiro tento brasileiro, depois de receber bom passe de Ganso. Seria a nossa salvação? Seria a nossa Seleção entrando, definitivamente, em ação? Não - permitam-me abusar da parcialidade inerente ao torcedor - definitivamente, NÃO!!! O Brasil não passou a dominar o jogo, como outrora se especulou por parte dos jogadores e comissão técnica. Ao contrário disso, sofreu sufoco da seleção paraguaia, tomou o gol de empate e, aos 22 minutos do segundo tempo, o gol da virada. Diga-se, a propósito, a zaga canarinha esteve irreconhecível – André Santos, em verdade, mais uma vez, se equivocava no posicionamento; Thiago Silva se perdeu outras tantas; e Daniel Alves, no meu ponto de vista, falhou no segundo gol.

Não há dúvida de que esta seja a seleção que todos nós teríamos levado para a Copa do Mundo de 2010 - salvo algumas poucas controvérsias. Para muitos é o time dos sonhos. Mas falta entrosamento. O fato é que NENHUM jogador está rendendo na seleção, o que rende em seu respectivo clube.

Há um ano, aproximadamente, quando o técnico Dunga, compulsoriamente, foi colocado num foguete de volta para a lua, a torcida brasileira concordou em aguardar, com respeito e paciência, pela reformulação da seleção brasileira. Mas a paciência, hodiernamente, está se esvaindo.
A verdade é que a seleção ainda não conseguiu reconquistar os torcedores que outrora se viram fartos do futebol burocrático, chato e gélido. Mas não há utopia em acreditar nessa seleção. Ela pode, sim, ser aquilo que esperamos, mas seria muito mais empolgante se a mudança de comportamento ocorresse já, agora, sem mais delongas.

Ah, só para constar: Neymar foi substituído por Fred, que acabou empatando o jogo no finalzinho do segundo tempo. Por que mencionar tal proeza somente no desfecho desta crônica esportiva? Simples: porque a sensação de derrota ficou tão impregnada e assente, que o resultado final, conquanto tenha mantido o Brasil vivo na competição, acabou ficando em segundo plano. Estamos sempre querendo mais".

Marcelo Malinverne é um amigo pessoal. Blogueiro, escritor e músico nas horas vagas. Nos conhecemos em 1999, na sétima série e, em 2003, formamos a banda de rock 'Os Outros', que encerrou suas atividades no mesmo ano, mas fez sucesso por onde passou.

              Modelo paraguaia desafia a beleza da musa da Copa de 2010, Larissa Riquelme

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Caiu

(agora é de verdade...) Paulo César Carpegiani não é mais o técnico tricolor. Chegou a ser demitido por todos os veículos da imprensa quando o São Paulo foi eliminado da Copa do Brasil diante do modesto Avaí, inclusive por quem escreve essas tortas linhas.

Todos davam como certa a sua saída do clube depois de um péssimo jogo e de uma entrevista de Juvenal Juvêncio, em pleno aeroporto, que se mostrava claramente insatisfeito com o rendimento da equipe. Mas Carpegiani foi mantido no comando e o Tricolor teve uma sequência de cinco vitórias nos cinco primeiros jogos do Brasileirão, algo inédito nos pontos corridos. Porém, uma derrota acachapante para o maior rival deixou o técnico, novamente, na beira do precipício.

O Tricolor perdeu mais dois jogos na sequência, para o Botafogo e para o Flamengo, respectivamente. E como manda a Lei do futebol (brasileiro), não há planejamento que resista a três derrotas consecutivas. A demissão, que já era especulada, foi confirmada.

Mas os problemas do último tri-campeão brasileiro não se resumem apenas ao ex-treinador. A grande contratação do ano, Luis Fabiano, ainda nem estreiou. A zaga, ponto forte da equipe nos últimos anos, foi totalmente reformulada. A equipe não tem um lateral-direito no elenco, algo impensável para qualquer time grande. Sem contar as várias ausências de jogadores convocados para as seleções, como a do garoto Lucas, o melhor atleta Tricolor.

Por essas razões, pode parecer injusto atribuirmos o maus resultados recentes apenas à Carpegiani, que teve alguns méritos no seu trabalho, como a utilização de sete pratas da casa nas primeiras cinco vitórias da equipe no Brasileirão. Porém, se formos olhar o currículo do técnico, veremos os títulos da Libertadores e do Mundial, ambos em 1981, com o inesquecível Flamengo de Zico, 'apenas' 30 anos atrás. De lá pra cá, Paulo César foi campeão baiano com o Vitória, em 2009, assumindo o time nas semifinais. Pouco, muito pouco para um treinador de ponta, que só foi contratado pela equipe do Morumbi, em outubro do ano passado, devido ao seu bom trabalho no Atlético PR e, principalmente, devido a falta de opções no mercado.

O São Paulo, que nos últimos anos pregava um discurso de time diferenciado, mostrou que dança conforme a música, assim como todos os outros times do futebol brasileiro.
              Paulo Autuori, Dorival Júnior e Cuca: possíveis nomes para comandar o SPFC

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Perigo Real e Imediato

(reflexos de quarta-feira) Escrevi aqui, no último texto, que a Argentina tem um bom time. Aliás, um ótimo time devido a presença de Lionel Messi. Ledo engano.

Assisti as duas partidas da Albiceleste nessa Copa América. Contra os bolivianos, esperava um passeio argentino. Não aconteceu. Sem Xavi, Iniesta, Pedro, Daniel Alves e Villa, Messi não é o mesmo jogador do Barcelona. Naturalmente. Mas os hermanos tem bons jogadores. E só o que eles tem.

Sérgio Batista não conseguiu fazer uma boa equipe com as peças que tem a disposição. Prefere o rápido e esforçado Lavezzi ao forte e decisivo Aguero. Tevez é ídolo da torcida, merece a titularidade, mas após mais um empate no segundo jogo, as cobranças são óbvias. É um dever do técnico fazer esse time jogar bola. Batista ainda conta com vários bons jogadores no banco e o jovem Pastore pode ser uma solução para a meia-canxa pouco criativa.

Mas se eu errei ao afirmar que Los Hermanos tinham um bom time, acertei ao dizer que a defesa era o calcanhar de Aquiles. Milito cometeu falha ridícula contra os colombianos, que só não venceram o jogo de ontem por demérito de seus próprios jogadores. Colômbia que, diga-se, tem um time perigoso, com jogadores bons e experientes, e que promete dar trabalho na próxima fase, que deverá contar também com os donos da casa, já que esse regulamento é tão interessante quanto o campeonato mineiro; oito times de doze avançam a segunda etapa da competição.

Enquanto isso, em terras brasileiras, o maior campeonato futebolístico do Planeta continua com sua saga interminável de 38 rodadas (terminando essa, só faltam 30). Flamengo e São Paulo fizeram o jogo da Globo, ontem, no Engenhão. E venceu o menos pior: Flamengo 1 x 0 São Paulo. Jogo ruim, chato. Os rubronegros só conseguiram a vitória porque Luxemburgo fez duas alterações precisas. Negueba e Botinelli entraram e decidiram a partida. Ronaldinho, que começou a rodada como o artilheiro do certame, tentou cavar um pênalti bem artisticamente, como só vemos por aqui. Mas o juiz estava atento e não marcou. Porém, o ilustre comentarista de arbitragem da dona do campeonato, José Roberto Wright, afirmou que era pênalti, com a convicção de uma soma matemática. Jogo ruim, comentarista pior. Três pontos para o Flamengo nenhum para o São Paulo; mérito também do Luxa e crise no Tricolor. Até quando Carpegiani vai ficar?


Ainda ontem, tivemos Corinthians e Vasco, outro clássico 'Rio x São Paulo'. E esse foi bem melhor. Pra falar a verdade, vi só os melhores momentos. Mas foram superiores à todos os 90 minutos de bola rolando no Engenhão. O Timão tem a melhor dupla de volantes do país e foram eles que decidiram a peleja de ontem. A equipe está certinha, Tite conhece bem o grupo e jogadores como Alex e Emérson, mesmo no banco, serão úteis demais para um torneio longo, difícil e cansativo.

Hoje o Palmeiras enfrenta o América MG, em Sete Lagoas, provavelmente sem Kléber, que pode ir para o Flamengo. O Verdão, com o Gladiador em campo, pode fazer frente aos melhores times do Brasil, como o Corinthians, o Cruzeiro e o Inter (o Santos não conta, por enquanto). Mas sem o camisa 30, pensar em Libertadores já seria ousadia.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Desvendando a Copa América

Bem, amigos do Blog do Jones, estamos de volta e em uma sexta-feira (faz tempo que não escrevo na sexta, eu acho) para fazermos pequenas observações sobre o torneio de seleções mais empolgante abaixo da linha do Equador: a Copa América, que começa hoje, na Argentina.

E para compensar a minha ausência nos últimos dois dias, farei um post especial sobre essa competição de doze equipes divididas em três grupos de cada, na primeira fase, sendo que oito se classificam para a segunda. Como pressuponho que os amigos blogueiros não terão interesse em saber as escalações de Bolívia e Venzuela e nem curiosades sobre os esquemas táticos de Peru e Costa Rica, falaremos apenas sobre os três cabeças-de-chave.

Começamos pelos donos da casa: 'cabeças' do grupo A, os argentinos estreiam hoje contra a Bolívia (que foi vice-campeã em 1997, jogando em casa), depois enfrentam a Colômbia (que teve uma boa seleção nos anos 90 e foi campeã há 10 anos, como anfitriã) e fecham a primeira fase contra a Costa Rica (que disputará a competição com seu poderoso esquadrão sub-22, já que os titulares foram poupados para a Copa Ouro).

O time base albiceleste tem um ataque poderoso, mas a defesa é o ponto fraco. Romero é um bom goleiro, Zanetti, veteraníssimo, faz a lateral-direita e o miolo de zaga, com Burdisso e Gabriel Milito, é o calcanhar de aquiles da equipe de Sérgio Batista. Um exemplo disso é que Pep Guardiola, técnico do melhor time do mundo, não usa Gabi Milito, contratado há alguns anos por um caminhão de dinheiro, nem quando todos os zagueiros estão indisponíveis. Fechando a zaga, Rojo (quem?) faz a lateral-esquerda. A partir do meio-campo, a equipe melhora. Mascherano, Cambiasso e Banega são bons volantes que saem bem para o jogo. Mas falta alguém para fazer a ligação do meio para o ataque, poderosíssimo, diga-se, com Lavezzi, Tévez e Messi. Sim, Messi é o centroavante do time, ou melhor, o 'falso 9', como dizem. E é assim, do jeito que joga no Barcelona que Los Hermanos estão escalados.

Agora, se tirar Messi do time, a Argentina não é o bicho-papão que todos tememos. Ainda assim é um bom time. Carlitos fez uma excelente temporada no Manchester City e preocupa qualquer defesa. O time ainda conta Diego Milito, Higuaín e Di Maria no banco de reservas. Mas o dono do time e o cara que tem a responsabilidade de dar um título a sua seleção, que desde 1993 não ganha nada, é o camisa 10 barcelonista. Messi, naturalmente, é a bola da vez e o ponto de desequilibrio de um time bom sem ele, muito bom com ele.

No grupo B, o Brasil é o 'cabeça'. Mano Menezes tem um grande freguês na estreia: enfrenta a Venezuela, que deixou de ser a cinderela do futebol sul-americano, como crava o presidente da Federação Venezuelana, mas que está longe de preocupar qualquer grande seleção. Depois joga contra os paraguaios, que sempre fazem jogos difíceis contra o Brasil, e fecham a primeira etapa do torneio contra o Equador, que viveu seus anos dourados na última década, participando das Copas do Mundo de 2002 e 2006.

O técnico brasileiro vem testando o time no seu esquema preferido, o 4-2-3-1. Mano aposta em jogadores experientes para mesclar com com os novos talentos. Júlio César ainda é o preferido no gol. Daniel Alves é indiscutível na lateral-direita; Lúcio, Thiago Silva e André santos fecham a boa defesa canarinho; os volantes, Lucas Leiva e Ramires, são jogadores leves e que tem boas saídas, uma grande tendência do futebol europeu. E aí, então, é que será a grande aposta do treinador: Robinho na direita, Neymar na esquerda, Ganso, no meio e Pato, na frente. Esquema ousado e interessante, que, com o camisa 10 jogando mais recuado, pode transformar-se em um 4-3-3. Mas a cereja do bolo desse time é Neymar. O esquema pode variar, mas o fato é que o time é muito mais perigoso com o '11' em campo.

No grupo C, quem 'domina' é o Uruguai. Semifinalistas da última Copa do Mundo, os celestes jogam juntos há quatro anos e tem um conjunto muito forte, com destaque para o tridente ofensivo de respeito: Suárez, Cavani e Forlán, o melhor jogador na África do Sul. A equipe de Oscar Tabárez estreia contra os fracos peruanos, que viveram o auge nos anos 70; depois enfrentam o Chile, que tem jogadores talentosos, como Alexis Sanchez, que está na mira do Barça, e o palmeirense Valdívia; E encerram a primeira fase contra a equipe sub-22 do México, que não contará nem com Javier Chicarito Hernández, a principal estrela, nem com o treinador oficial.

Não é um torneio dos mais empolgantes, mas pode ser bem interessante à partir das semifinais, quando, provavelmente, sobrará as três grandes forças e mais algum intruso. Nos anos 90, era a Colômbia; depois apareceu o Equador e, de uns tempos pra cá, o Chile. Brasil e Argentina fizeram as duas últimas finais, mas o Uruguai, dessa vez, tem um time muito mais forte e entrosado. E, só para constar, foram os celestes que venceram a última Copa América disputada na Argentina.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Pra não esquecer...

Não poderia deixar passar em branco a goleada histórica de domingo. Como no mundo virtual (e no mundo da bola, também) as coisas viram passado muito depressa, vou deixar aqui apenas o vídeo com a melhor reportagem sobre o clássico. Se não foi a melhor, foi a mais sincera. E mais engraçada também.

                                              Pânico Futebol Clube. A realidade do torcedor.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Santos, Tri


(merecido)Final de Libertadores é sempre um jogo especial. Me lembro de ter assistido a todas últimas que envolveram times brasileiros na disputa. E ontem não poderia ser diferente.

Acompanhei praticamente todos os jogos do Santos no torneio continental. Desde a estreia, quando Adílson Batista era o técnico,  passando pela dramática classificação no Paraguai, quando venceu o Cerro Poteño. Adversário que se classificaria em primeiro lugar no grupo santista e seria derrotado pelos brasileiros, novamente, mas dessa vez nas semifinais.

O Peñarol fez uma campanha surpreendente na Libertadores. Venceu o Inter, no Beira-Rio; derrotaram os chilenos da Universidad Católica, um dos times mais perigosos do torneio, até então, e passaram pelo temível Vélez Sarsfield, da Argentina, nas semifinais.

A final desse ano repetiu a de 1962: mesmos finalistas, mesmo campeão. O Santos, 49 anos depois daquele jogo, conquista a América pela terceira vez. Mas o intervalo do segundo para o terceiro título foi longo, 48 anos. O Santos foi o dono da década de 60 no futebol brasileiro, vencendo seis (seis!) edições do torneio nacional na época, além dos dois títulos sul-americanos. Mas só voltou a figurar na elite do futebol brasileiro na última década. Vários grandes jogadores passaram pelo clube durante o longo jejum de títulos nacionais. Até que veio a geração de Robinho, Diego, Elano e o Peixe voltou a ser protagonista. Dois brasileiros em três anos e um vice-campeonato da Libertadores, em 2003.

E com a chamada terceira geração de meninos da Vila, a terceira estrela continental também chegou. Mas não foi ontem que ela começou a ser bordada na camisa santista. Foi com a conquista do Paulista do ano passado, passou pelo título da Copa do Brasil, fundamental para o Santos estar no torneio mais importante da América, e também pelo Bi-Paulista esse ano. Mas sobretudo, passou pelos pés de Neymar. O menino prodígio, aos 19 anos, é o protagonista do título de maior relevância desde que Pelé se despediu do alvinegro praiano. E terá agora a chance de ficar frente à frente com o melhor do mundo, atualmente.

Quem agradece é o futebol. A Libertadores 2011 está em ótimas mãos.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Classificarros, junho de 2011

(comentem) Como o Blog do Jones anda meio esquecido pelos amigos virtuais, resolvi por aqui a coluna desse mês do jornal Classificarros com algumas linhas tortas de quem vos escreve.
Tem algumas observações insignificantes sobre o começo do Brasileirão, uma pequena análise sobre a final da Libertadores, outras curiosidades do mundo da bola e uns comentários sobre a novela.
Quer dizer, tinha. Os caras do jornal cortaram essa parte.
Pena.


O bom começo paulista no Brasileirão e a final da Libertadores

Enquanto o nosso admirável campeonato brasileiro tem um grande começo com os times paulistas na ponta da tabela, aproveitamos e faremos algumas análises sobre a situação de nossos queridos times.
Depois de quatro rodadas, o São Paulo é o líder do certame com quatro vitórias em quatro jogos. O que não deixa de ser surpreendente devido aos tropeços do Tricolor no campeonato Paulista e na Copa do Brasil. O técnico Paulo César Carpegiani chegou a ser demitido por todos os veículos de imprensa, inclusive por esse pseudo-colunista que vos escreve. A diretoria, apesar de declarações que indicavam a saída do treinador, resolveu ‘bancar’ a permanência e o time tem seu melhor início de Brasileirão na era dos pontos corridos.
Algumas modificações na equipe foram feitas. A dupla de zaga que fez sucesso nos últimos anos, se desfez. Alex Silva não teve seu contrato renovado e Miranda tem o Athlético de Madrid como destino. Porém, um ponto positivo na terceira gestão de Juvenal Juvêncio é a ‘promoção’ de garotos da base. Jogadores como o zagueiro Luiz Eduardo, os meio-campistas Wellington e Casemiro, além do garoto Lucas, a grande promessa do Tricolor, vão ganhando espaço no time titular. Por outro lado jogadores já renomados e pouco aproveitados, como Cléber Santana e Fernandão não fazem mais parte do elenco sãopaulino. Rivaldo segue no banco de reservas como mera opção e Luis Fabiano, após operar o joelho machucado, tem como previsão para voltar aos gramados entre o fim de julho e o começo de agosto. Se o São Paulo quiser sonhar com o título, terá de seguir com esse ritmo e superar os possíveis desfalques que a equipe sofrerá, como a ausência do melhor jogador do time, Lucas, que vai jogar a Copa América e ficará seis rodadas fora do Brasileirão.
O Corinthians, segundo colocado na tabela, com três vitórias e um empate também sofreu algumas baixas no elenco, como citamos aqui na última edição. Dentinho e Bruno César rumaram ao Velho Continente. Mas Tite conhece bem o elenco e vai conseguindo suprir essas ausências com jogadores do grupo. O jovem atacante Willian vem ganhando oportunidades ao lado de Liédson e tem causado boas impressões para os torcedores. O Timão conta ainda com alguns reforços. Émerson Sheik, ex-Fluminense, já fez sua estréia. Já o meia Alex deve entrar em campo nas próximas rodadas no campeonato. Adriano, a grande contratação do Corinthians para o Brasileirão, recupera-se de lesão no tendão de Aquiles e deve desfalcar o time por mais três meses. O timão, assim como o São Paulo, pode ser candidato ao título. Mas ainda é muito cedo pra sabermos disso.
Quem segue na cola dos arquirrivais paulistanos é o Verdão. Na terceira colocação na tabela, a equipe de Felipão continua com o mesmo futebol do Paulista; pouco empolgante mas, por certas vezes, eficiente. O técnico, que chegou a reclamar publicamente da falta de um centroavante, ‘ganhou’ Wellington Paulista, que jogou com Kléber no Cruzeiro, em 2009, mas ainda não deu chances para os dois no time. O fato é que Felipão achou um jeito de o time jogar com Kléber mais a frente e Luan, não muito produtivo, mas forte marcador, perto do Gladiador. O técnico pentacampeão do mundo sabe o que está fazendo, apesar de ouvir alguns protestos da torcida devido a suas escolhas. O Palmeiras talvez esteja um degrau abaixo de seus rivais na briga pelo título, mas seria um equivoco descartar uma equipe que fez boa campanha no Paulistão e conta com bons jogadores e com um técnico que tem o time na mão.
Já o Santos tem todas as suas atenções voltadas nesse momento para o segundo jogo da final da Libertadores da América, dia 22, no Pacaembu. A equipe do grande técnico Muricy Ramalho recebe o Peñarol depois de empatar com os uruguaios, em Montevidéu.
Os primeiros noventa minutos da decisão foram tensos e nervosos. Clima típico de uma final de Libertadores. O placar do primeiro jogo deve ser levado em conta como positivo, já que o Peixe foi muito pressionado no fim e chegou até a sofrer um gol aos 41 minutos do segundo tempo, bem anulado pela bandeira. O ataque produziu pouco e as melhores chances de gol não foram aproveitadas pelo centroavante Zé Eduardo, que fará sua última partida pelo alvinegro (vai jogar na Itália). O meio-campo terá o retorno de Paulo Henrique Ganso. Sem jogar desde o dia 8 de maio, o talentoso jogador é a grande esperança de qualidade técnica à meia-canxa.
O Peñarol é um time perigoso, que venceu o Inter, no Beira-Rio, passou pelo até então ‘bicho-papão’ do torneio, a Universidad Católica, do Chile, e eliminou os sempre perigosos argentinos do Vélez Sarsfield. Mas o Santos tem Neymar. O garoto que sofreu muito no primeiro jogo com a forte marcação, sabe que, num lampejo, pode decidir a Libertadores e entrar para a história aos 19 anos, ao trazer um troféu que não volta para a galeria de títulos da Vila Belmiro desde 1963.
Você sabia que... A primeira vez em que o Santos foi campeão da América, foi em 1962. A final foi disputada justamente contra o Peñarol, que já era bicampeão do torneio?
Time experiente. Apesar de jovem, o time do Santos tem bons exemplos recentes para não cantar a vitória antes da hora. Em 2003, na geração de Robinho e Diego, o Peixe chegou a final da Libertadores, mas perdeu a decisão para o Boca Juniors, no Morumbi. Em 2006, Muricy Ramalho, então técnico do São Paulo, foi vice-campeão da América, sendo derrotado pelo Inter na finalíssima em pleno Morumbi. Há dois anos, foi o Cruzeiro quem empatou sem gols o primeiro jogo da decisão contra o Estudiantes, na Argentina, e acabou sendo derrotado no Mineirão, depois de estar vencendo o jogo no segundo tempo. Por esses motivos, o Santos sabe que vai ter que jogar muita bola para ser campeão.
Saindo da fila. O Vasco da Gama, depois de oito anos sem comemorar um título de série A, venceu a Copa do Brasil. O time que recém contratou o veterano e ídolo do clube, Juninho Pernambucano, volta a disputar a Libertadores da América, no ano quem vem.
Nossas reverências à Martin Palermo. O centroavante argentino, maior goleador da história do Boca Juniors e recordista de tentos no mítico estádio ‘La Bombonera’, se despediu dos gramados aos 37 anos, no último fim de semana. Palermo foi um excepcional centroavante (seus números não mentem), mas ainda é lembrado, ao menos no Brasil, pelos três pênaltis perdidos no mesmo jogo com a camisa argentina, em uma Copa América, em 1999.
Twitter: “É um presente lindo, com o qual convivi 19 anos de minha carreira. Levar a baliza da Bombonera pra casa é algo único, só não sei onde vou colocar”. (Palermo, que ganhou um gol do Boca na despedida).
Em alta. Alexandre Pato. O atacante do Milan, que namora Bárbara Berlusconi, filha do Primeiro Ministro italiano, Sílvio Berlusconi, tem prestígio com o técnico da seleção, Mano Menezes. Recuperado de lesão, mas sem jogar desde a última rodada do campeonato italiano, Pato teve seu nome convocado para a disputa da Copa América, que começa no próximo mês, na Argentina.
Em baixa. Marcelo. O lateral-esquero do Real Madrid, considerado por alguns especialistas da bola como o melhor do mundo na posição, nem sequer foi relacionado por Mano Menezes. O treinador canarinho alega que o jogador pediu dispensa da seleção no começo do ano, atitude que não agradou nem um pouco a comissão técnica verde-amarela.
Curiosidades do Brasileirão. Líder e com 100% de aproveitamento em quatro rodadas, o São Paulo igualou as campanhas iniciais de Fluminense e Botafogo, em 2005 e de Internacional, em 2009. Porém, nenhum dos times venceram o campeonato nos respectivos anos.
Bastidores. Esperamos ansiosos por algumas declarações do carismático dono da bola, Ricardo Teixeira, sobre as graves denúncias de corrupção.
Dúvida Pertinente: O Santos é o Brasil na Libertadores?
O que você achou?