terça-feira, 6 de setembro de 2011

A solução de Mano


(london calling) A seleção Brasileira venceu a poderosa seleção de Gana, ontem, jogando no gigante estádio do Fulham, quase tão grande quanto a Fazendinha, mítico recanto corintiano. O jogo marcou a volta de Ronaldinho Gaúcho à seleção. O meia-atacante do Flamengo, atual vice-artilheiro do Brasileirão, só tinha sido convocado por Mano Menezes em novembro do ano passado, quando os canarinhos foram derrotados pela argentina de Lionel Messi.

O retorno do craque de 31 anos teve reações contraditórias por grande parte da imprensa e da torcida brasileira. Muitos entendem que a seleção precisa de Ronaldinho por tudo o que envolve a sua figura dentro de campo. Além de ser um grande jogador, ele divide as atenções com Neymar e tira a responsabilidade das costas do garoto de 19 anos, a carta na manga de Mano até 2014. Porém, vários outros torcedores, jornalistas e secadores desconfiam da produtividade do ex-melhor do mundo. É compreensível.

Há muito tempo que o pentacampeão mundial não apresenta o bom futebol que vem jogando no Brasileirão, e o objetivo maior da seleção é Copa do Mundo daqui a três anos, ou seja, o gaúcho terá 34 anos e ninguém, hoje, é capaz de cravar que ele chegará jogando bem, fisica e tecnicamente. Não acho que a idade seja o problema. Um exemplo: Zidane, que foi eleito melhor do mundo pela terceira vez com a mesma idade de Ronaldinho (31 anos), jogou a Copa de 2006 com 34, em altíssimo nível e foi o segundo melhor do mundo (Canavaro, com 33, venceu), naquele ano.

O fato é que Mano Menezes convocou o flamenguista por necessidade, e não por opção. Assim como na primeira convocação do jogador pelo atual treinador, Ronaldinho foi chamado pra segurar o rojão (desculpem a expressão nada moderna). Naquela ocasião, Ganso estava machucado, Kaká se recuperava de cirurgia no joelho e Mano tinha sua primeira pedra no sapato: a Argentina. Ok, já disse isso. Mas o Gaúcho não se apresentou bem contra os hermanos e foi deixado de lado, até então. O que fez o treinador brasileiro chamá-lo novamente foi o fiasco na Copa América e a necessidade de um líder dentro de campo, alguém que passe segurança e jogue como um camisa 10.

Não acho que Ganso esteja fora dos planos de Mano Menezes, tanto é que o meia santista também começou como titular, ontem, porém, com a camisa 8, jogando um pouco mais recuado no meio-campo. Infelizmente, o garoto se machucou no início do jogo, teve que ser substituído e está fora da lista de convocados para a partida contra a Argentina, semana que vem. E é essa irregularidade de Paulo Henrique Ganso, devido as suas constantes lesões físicas, que faz com que Mano Menezes escale Ronaldinho. Já que Kaká, o camisa 10 da seleção na última Copa, é outra grande incógnita.

Enfim, a real situação da seleção brasileira é um grande ponto de interrogação. Tanto a camisa 10, quanto a comissão técnica.

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