quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Ruim para os dois

(mas o jogo foi bom) O empate entre Cruzeiro e São Paulo, pela 28a rodada do Brasileirão não ajudou muito os dois times. Os donos da casa saíram na frente, viram o árbitro assinalar um pênalti ridículo em Cícero e o excelente goleiro Fábio defender. Voltaram para o segundo tempo com a vantagem no placar, sofreram a virada, empataram de novo, ficaram novamente atrás no marcador e, por fim, chegaram a igualdade no placar.

Vendo por esse lado, a noite foi boa para os azuis. Seria, se o time não estivesse na posição que está na tabela de classificação. O Cruzeiro é o atual vice-campeão, fez uma primeira fase incrível na Libertadores, até serem eliminados no mata-mata. Venceram o campeonato mineiro, o time era bom. Mas as coisas mudaram. Técnicos caíram, um presidente novo foi eleito e o time faz sua pior campanha no certame.

A torcida, preocupada, estava lá, incentivando o time. Não chegaram a encher a Arena do Jacaré mas pensaram seriamente nos três pontos quando foram para o intervalo vencendo o jogo. Só que no segundo tempo, o São Paulo jogou bola.

Luis Fabiano, que disperdiçara a penalidade máxima, encaixou o jogo com Dagoberto e Cícero, e o Tricolor mandou no jogo. Fabuloso foi decisivo no gol de empate, marcado por Cícero; Dagoberto, o melhor em campo, pode sair da área para trabalhar as jogadas, fez um golaço e ainda deu um de presente para Juan colocar o São Paulo novamente a frente no placar. Mas em duas bobeiras monumentais da zaga sãopaulina, a Raposa chegou ao empate.

Empate que não tira o Cruzeiro da situação preocupante em que se encontra e que deixa o São Paulo mais distante do título. Aos mineiros, o resultado só não foi trágico porque na situação em que se encontram, um pontinho sequer pode fazer a diferença.

Já para os paulistas, que dizem brigar pelo título, os dois pontos desperdiçados farão muita falta lá na frente. Principalmente se Vasco e Corinthians vencerem seus próximos compromissos. Não vou descartar o São Paulo como candidato ao título, mas time campeão brasileiro não sofre os gols que o time de Adilson sofreu. Aliás, Adilson que foi zagueiro e conhece bem aquele setor. Setor no qual é o calcanhar de aquiles do time.

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