segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Merecebilidade


(ao Doutor) As nove vitórias nos primeiros dez jogos do Brasileirão foram fundamentais para a conquista do quinto título nacional. O Corinthians oscilou no começo do segundo turno, perdeu alguns jogos em casa. Tite, que havia começado o campeonato muito contestado pela torcida devido a derrota na final do Paulistão e a precoce eliminação da Libertadores, sabia que se perdesse para o São Paulo, na sexta rodada do returno, tinha grandes chances de perder o cargo e o Corinthians, a liderança.

O jogo foi 0 a 0 e o Corinthians passou, então, a ver o Tricolor apenas distante no retrovisor. Era um grande rival à menos na briga pelo caneco. O adversário mais perigoso passou a ser o Flamengo. Mas uma série de resultados ruins derrubou as pretensões rubronegras. E o Corinthians continuava lá em cima.

Mas o campeonato em nenhum momento se mostrou fácil e a distância sempre foi curta para os adversários mais próximos da tabela. O Botafogo chegou a vencer os campeões em pleno Pacaembu, dando esperanças de título aos cariocas e deixando o campeonato ainda mais emocionante. Mas mesmo com alguns tropeços, o Timão continuava na liderança.

O Botafogo não conseguiu se firmar, o Corinthians tinha, novamente, um adversário a menos, mas o campeonato ainda estava longe de acabar. Havia dois cariocas que preocupavam os paulistas: Vasco e Fluminense. Os tricolores fizeram um primeiro turno ruim, mas tiveram uma impressionante recuperação na segunda metade do campeonato. Chegaram com chance de título até a penúltima rodada. Só que quem realmente fez frente com os campeões, foi o Vasco.

Os cruzmaltinos, campeões da Copa do Brasil, entraram desacreditados por muitos para a disputa do Brasileirão. Já tinham a vaga garantida na Libertadores. Só que a previsão não se confirmou. Os vascaínos faziam um bom primeiro turno, na parte de cima da tabela e ainda eram vistos como coadjunvantes de Corinthians e Flamengo. E justamente no clássico com os rubronegros, na última rodada do primeiro turno, o técnico Ricardo Gomes sofreu um grave problema de saúde. No melhor momento da carreira, com a equipe em ascenção, o time perdia o comandante por um motivo seríssimo. O que seria do Vasco?

A diretoria manteve o auxiliar-técnico, Cristóvão Borges, no comando, dando sequência ao trabalho e apostando em alguém que conhecia o grupo para continuar a busca pelo título nacional e disputando paralelamente a Copa Sulamericana. A equipe se uniu ainda mais e continuou a perseguição ao Corinthians. Até a última rodada.

O Brasileirão 2011 só foi decidido após o último apito final da derradeira rodada. A esperança do caneco ficou mesmo entre Corinthians e Vasco, e o título foi para quem liderou mais, por seus próprios méritos. O Vasco foi valente até o fim, mas o Timão foi o mais competente.

Outros destaques:

Tite. O treinador ganhou o grupo e o campeonato em cinco aspectos:
  1.  Manteve a base da equipe que começou o campeonato;
  2. Foi preciso quando tirou Chicão, capitão da equipe, que não vinha jogando bem;
  3. Deu chance a Paulo André, que entrou e se encaixou no time;
  4. Manteve Danilo, jogador importante e sempre contestado;
  5. Teve calma com Alex.
Foi muito bem em algumas alterações, ganhando o jogo em algumas, como nas entradas de Ramírez, que fez o gol da vitória contra o Ceará; Adriano, que entrou e fez o gol da vitória contra o Atlético-MG e Alex, entrando e dando o passe para o gol de Liédson, contra o Figueirense.

Júlio César - Começou o campeonato contestado devido a falha na final do Paulistão e com a sombra do jovem goleiro Renan, recém-contratado. Acabou se machucando e quebrando um dedo da mão. Ficou alguns jogos fora da equipe e voltou para reassumir a vaga e ser decisivo com defesas importantes.

Paulinho - Volante moderno. Marca muito bem e sai para o jogo com eficiência. O coração do time. Fundamental na conquista do título. Marcou gols importantes e manteve uma regularide incomum.

Liédson - Discreto fora dos gramados, chama a atenção por aparecer em momentos decisivos. Balançou as redes quando o time mais precisava dele. Goleador. Indispensável na campanha.


            Sócrates morreu como sonhava; em um domingo, com o Corinthians campeão.

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