Tite respira um pouco mais aliviado. Pelo menos, até domingo.
(de volta à sessão) Bem, amigos do Blog do Jones. Vou fazer aqui uma pequena análise da primeira rodada do segundo turno do Brasileirão, que começou ontem, na quarta-feira gelada e recheada de grandes jogos.
Quem abriu a rodada foi o campeão do primeiro turno, o Corinthians, que tinha seu técnico sob pressão devido ao baixo aproveitamento das últimas rodadas: tinha conquistado apenas nove pontos nos últimos nove jogos, muito pouco para quem almeja o título mais dfícil de pontos corridos, do planeta. E os comandados de Tite não deram sopa pro azar e venceram o Grêmio, por 3 a 1 no Pacaembu.
Foi uma vitória justa. Embora o árbitro André Luiz de Freitas Castro tenha visto um pênalti completamente inexistente em Émerson, logo no começo da peleja, os gaúchos empataram mas o Timão foi buscar a vitória no segundo tempo e conseguiu. Graças ao melhor volante do campeonato: Paulinho (esse sim, merece um lugar no time do Mano). Os donos da casa ainda fizeram mais um gol e também sofreram mais um. Mas tinha que ser na base do sofrimento, com emoção, do jeito que a torcida gosta, e assim foi. O Corinthians, time até então mais disciplinado do certame, teve dois jogadores expulsos e enfrentou a pressão dos dez minutos finais com dois homens a menos. Vitória maiúscula do Timão, que continua líder isolado, agora com 40 pontos e tem um novo vice-líder na sua 'cola': o Vasco, que venceu muito bem o Ceará em casa e já está a dois pontos da ponta da tabela.
Isso porque os perseguidores mais contínuos do Corinthians tropeçaram ontem. Falo do Flamengo, que perdeu sua segunda partida no campeonato, e do São Paulo, que tropeçou em pleno Morumbi. A derrota os rubronegros para o Avaí na ressacada expôs o maior problema do time de Luxemburgo: a defesa vulnerável. O time é muito forte do meio pra frente, tem Ronaldinho jogando muito bem mas é muito frágil na zaga. Já são cinco jogos sem vitórias, números que preocupam os torcedores e afastam, mesmo que momentanamente, o time da briga pela liderança.
Já o Tricolor paulista enfrentou os tricolores cariocas e, assim como nos últimos anos, sofreu contra o Fluminense jogando em casa. O São Paulo não lembrou em nenhum momento da partida a boa apresentação de domingo, contra o Santos, na Vila. Time perdido em campo, sem vontade, sem brilho. Ainda teve uma ajuda do árbitro, no segundo tempo, quando Dagoberto cavou um pênalti (tão ridículo quanto o do Corinthians) e o senhor Elmo Resende Cunha apontou a marca da cal; Rogério Ceni descontou. E nada mais aconteceu na fria noite do Morumbi, a não ser a justa expulsão de Jean. Vitória boa do time de Abel Braga. Derrota que mostra a dificuldade do time de Adílson de jogar em casa, sair pro jogo e mostrar um futebol convincente.
Convincente é o futebol do Botafogo, que derrotou o Palmeiras no Engenhão em um jogo de seis pontos. As duas equipes entraram em campo como principais candidatos a quarta vaga da Libertadores. Em caso de vitória, os palestrinos ultrapassariam os alvinegros na tabela. Mas a distância para os cariocas ficou ainda maior. A noite só não foi das piores para o Verdão porque Flamengo e São Paulo também estacionaram na tabela.
Mas o melhor jogo da noite foi no Beira-Rio. No encontro dos melhores centroavantes do Brasileirão (Damião e Borges), o Inter recebeu o Santos, fez 3 a 0 mas sofreu três gols em 12 minutos e permitiu o empate do Peixe. Borges, ou Drogborges, já tem 14 gols na competição e está mais do que credenciado a artilheiro do campeonato. Na minha seleção, hoje, Damião é o camisa 9 e Borginho o reserva imediato.
Campeonato bom, esse.

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