(já deu) Depois de quinze dias longe desse pequeno espaço virtual, volto apenas para escrever sobre um assunto que venho adiando há algum tempo. Na verdade, não tem muita importância assim, mas como a minha ausência sem aviso prévio não deixou muitas saudades por aqui, sinto-me no dever de atualizar essa página com alguns comentários. Não muitos precisos, porém sinceros.
A primeira vez que vi os jogadores comemorando gols como aquele boneco esquisito, tipo um joão-bobo, apelidado de 'João Sorrisão', não entendi direito. Como não acompanho os programas esportivos da TV Globo com certa frequência, desconhecia a iniciativa do "Esporte Espetacular", que, pelo que parece, prometeu um boneco de plástico para para cada jogador que fizer um gol e comemorar imitando o boneco sem graça. Até aí, tudo bem. O "Esporte Espetacular" está no direito de promover o que quiser, por mais besta que seja. O que realmente preocupa é o fato de vários jogadores se submeterem a isso.
A iniciativa foi muito elogiada por marqueteiros, porém, não vejo qualidade alguma nessa promoção. Pelo contrário, acho que foi um tiro no pé. Explico: não custa nada lembrar que a Tv Globo é a dona dos direitos de trasmissão do campeonato brasileiro. E não estou dizendo isso para insinuar que os jogadores comemoram seus gols dessa maneira apenas para agradar a emissora. Não é isso. O que eu vejo é que a iniciativa pode se voltar contra o próprio criador, já que seria (ou já está sendo) um tédio (quase) todos os jogadores comemorarem da mesma forma. Como bobos.
Enfim, não é de hoje que a Rede Globo vem mudando a postura (não o rumo) de seu jornalismo esportivo. Acho uma pena a troca do Léo Batista pelas gracinhas sem-graças do Tadeu Schimidt nos gols do "Fantástico"; não consigo ver o "Esporte Espetacular" apresentado pela Glenda Bom dia sol, Bom dia céu, Bom dia vida; nem acho tanta graça nas piadas de Tiago Leifert. Também não vou dizer que a cobertura esportiva da emissora esteja mais ligada ao entretenimento do que ao jornalismo. É claro que é possível fazer bom jornalismo com bom humor (o Bate-bola, da Espn Brasil, é um bom exemplo).
O que não é nem um pouco legal, bacana e engraçado é dar muito menos atenção do que deveria a assuntos como a Copa 2014, CBF, Ricardo Teixeira e FIFA. Mas aí fica difícil fazer piada.
Rafael Moura, do Fluminense, e seu exemplar de joão-bobo

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