A Seleção Brasileira cumpriu o protocolo e terminou a primeira fase da Copa do Mundo na liderança do grupo A. Com sustos, algum sufoco e certa desconfiança.
Porque ninguém imaginava que marcaríamos um gol contra -sem querer, é fato- logo no início do primeiro jogo. Que sofreríamos ao ver o árbitro correr em direção a Neymar, após falta dura do camisa 10 no jogador croata, quando o placar já era adverso, e tirar o cartão amarelo do bolso, poupando de ser expulso aquele que seria o cara do jogo -e da primeira fase.
O cartão que preocupa
Mas se a partida contra a Croácia já tinha a prerrogativa de ser difícil apenas por carregar a tensão de uma estreia em Copa, ela, a tensão, se manteve nos 90 minutos do jogo contra o México, em que as redes não balançariam nem se jogássemos mais 90 minutos com dois homens a mais, porque Ochôa, o guarda-metas chapolin, com suas anteninhas de vinil detectando a presença do inimigo, impediriam qualquer alteração no placar.
Ochôa voa com suas luvas biônicas
O terceiro jogo, contra Camarões, era visto como o ideal para recuperarmos a confiança, um tanto abalada após o empate sem gols. Os africanos, já eliminados, eram o adversário a calhar para um vitória segura. Que parecia estar encaminhada quando Neymar abriu o placar. Porém, em uma falha de marcação de Daniel Alves, os outroras Leões Indomáveis empataram o jogo. O ponto forte de nosso time, a defesa, falhava. Tememos pelo pior quando eles igualaram o marcador. Entretanto, quem tem Neymar no time conta com o imponderável a seu favor. De novo, ele -sempre ele- colocou o Brasil à frente.
Neymar comemora contra Camarões
Antes do árbitro encerrar o primeiro tempo, Paulinho perdeu uma bola na meia canxa e, por pouco, o placar não marcaria 2 a 2. Levávamos sufoco. De Camarões, o pior time da Copa. Felipão, então, fez uma alteração que pode -e deve- mudar os rumos do time na Copa. Trocou Paulinho por Fernandinho. Esse, convocado para substituir Luiz Gustavo. O camisa 5 entrou e tomou conta da volância brasileira. Desarmava, armava, corria e ocupava os espaços necessários para se impor na faixa mais importante do gramado. Participou decisivamente do terceiro gol e ainda marcou o seu, o quarto do Brasil, deixando um alento para o time na Copa que segue.
Fernandinho, o homem que mudou o jogo
Se Fernandinho ganhou seu lugar no time, Hulk tem que provar a que veio. Não dá para se manter no time apenas com seu perfil de #partiuacademia. Futebol é mais do que isso. Assim como Dani Alves tem que tomar o cuidado para não virar nome de avenida. Talvez famosa, devido às proporções. Entretanto, o que mais preocupa é o fato de o camisa 10 estar pendurado. Se Neymar receber outro cartão amarelo cumprirá suspensão automática na partida seguinte. Terá de conviver com isso até as semifinais, quando a FIFA zera os cartões para não deixar ninguém de fora da decisão. Só que não há remédio para curar uma eventual ausência do artilheiro da Copa.
Copa que, a partir de agora, é pra valer, apenas um sobreviverá. No Mineirão, contra o Chile, é onde o filho chora e a mãe não vê. Ou, como se diz no futebol, onde se separam os homens dos meninos.




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