A Alemanha, tricampeã mundial, chega ao Brasil como uma das
principais seleções candidatas ao título. Em Copas do Mundo, vem de duas
eliminações seguidas em semifinais, curiosamente pelos então campeões, Itália e
Espanha, respectivamente.
Na África do Sul, em 2010, já comandados por técnico Joachim Low,
chegaram com uma seleção renovada, surpreendendo pelo bom futebol jogado,
diferentemente de outras épocas, em que a Nationalelf
era mais conhecida pela força física do que pela qualidade técnica de seus
jogadores. A eliminação para a Espanha não ocasionou a troca de comando. Pelo
contrário, Low ganhou respaldo da Federação alemã pela boa Copa que o time
jogou.
Em 2012, na Eurocopa, eram tidos como potenciais campeões.
Mas a Itália, histórica algoz, cruzou o caminho alemão. E novamente em uma
semifinal foram eliminados. No Brasil, chegam negando o rótulo de favoritos,
mas sabem que a torcida alemã, consciente do potencial do time, espera algo a
mais do que apenas semifinais.
Boas opções não faltam para a Nationalelf
Os germânicos são, ao lado do Brasil, os que possuem um
elenco mais homogêneo. Os três setores – defesa, meio e ataque – contam com
jogadores de muita qualidade e com grande rodagem em competições
internacionais. Low tem fartas opções em praticamente todas as posições (exceto
no comando do ataque). No gol, por exemplo, se o titular Manuel Neuer não se
recuperar de uma recente contusão no ombro, sofrida na final da Copa da
Alemanha, o técnico tem ao seu dispor Roman Weindenfeller, excelente guarda-metas
do Borussia Dortmund. Na zaga, dois dos melhores zagueiros do mundo, como
Jérôme Boateng e Mats Hummels. No meio campo, então, a fartura de craques é
impressionante. Se não podem contar com Ilkay Gundogan, fora devido a uma lesão
nas costas, tem o retorno de Sami Khedira, recuperado de um grave probelma no
joelho. Toni Kroos, Bastian Schweinsteiger, Mesut Ozil, Lukas
Podolski, Marco Reus, André Schurrle e Mario Gotze são algumas das excelentes
peças a disposição.
Surge, então, o problema do ataque. Miroslav Klose foi o
único centroavante chamado. Aos 36 anos e com uma temporada prejudicada por
lesões, é bem provável que a Alemanha não tenha o veterano centroavante
disponível o tempo todo.
Entretanto, o fator mais desfavorável para os alemães é o
clima tropical que enfrentarão em terras brasileiras. Ainda assim, voltar pra
casa sem o título será decepcionante para eles.
Curiosidades
- A Alemanha é a única seleção tricampeã mundial. Em 2014,
pode ser igualada por Argentina ou Uruguai, caso uma dessas seleções seja
campeã, ou entrar no clube das tetracampeãs, em que apenas a Itália figura.
- De todas as seleções europeias campeãs do mundo, apenas a
Espanha levou o caneco jogando fora do velho continente – na África do Sul, em
2010. Obviamente, os alemães farão de tudo para ser o primeiro time europeu
campeão em terras sul-americanas.
- Os germânicos estreiam na Copa no dia 16/06, às 13h, contra
Portugal, na Fonte Nova; depois, enfrentam Gana, dia 21/06, às 16h, no
Castelão; encerram a fase de grupos contra os Estados Unidos, dia 26/06, às
13h, na Arena Pernambuco.

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