Finalizando
a série especial para Copa do Mundo que estamos publicando neste espaço,
falamos sobre o Uruguai, a sétima potencial seleção candidata ao título no
Brasil.
Os uruguaios
chegam a esse Mundial não como favoritos, longe disso, mas com um time de
respeito, com uma base experiente, contando com quase todos os jogadores que
fizeram parte da excelente campanha na última Copa, há quatro anos – na África
do Sul chegaram às semifinais, sendo a seleção sul-americana de melhor
desempenho e ainda emplacando o melhor jogador daquele Mundial, Diego Forlán.
No ano
seguinte, em 2011, venceram a Copa América na Argentina, jogando um bom
futebol, mesmo sem perder a típica característica uruguaia, de força e muita
entrega. Com esse título, credenciaram-se a disputar a Copa das Confederações
no Brasil, no ano passado. Enfrentaram o time de Luiz Felipe Scolari nas
semifinais e venderam muito caro a derrota, sofrendo o gol decisivo no fim do
jogo.
Porém, nas
eliminatórias para a Copa do Mundo, sofreram para conseguir a classificação ao
Mundial, obtendo a vaga apenas na repescagem. Chegam, entretanto, como cabeças
de chave devido ao bom retrospecto na última Copa e a boa colocação no
questionável ranking da Fifa.
Na primeira
fase, encaram duas pedreiras em três rodadas. Estreiam contra Costa Rica e tem
obrigação de vencer, já que nas rodadas seguintes tem pela frente duas campeãs
mundiais, Inglaterra e Itália.
Aos 67 anos,
o excelente técnico Óscar Tabárez, a frente também das categorias de base do
Uruguai desde 2006, conhece bem o elenco que tem em mãos, além de ser um dos
mais experientes treinadores sul-americanos. Além disso, conta com uma das
melhores duplas de ataque do mundo, Edinson Cavani e Luiz Suarez, que vão disputar
sua segunda Copa, desta vez mais experientes e reconhecidos pelo planeta bola
como dois dos mais decisivos jogadores no momento.
O ponto
desfavorável é média de idade do time principal, um tanto avançada para o
futebol atual, onde o vigor físico é uma questão primordial para o bom
desempenho e a competitividade do maior esporte do mundo.
Não chegam
como favoritos, como já dissemos aqui. Mas trazem consigo a sombra da maior
derrota do futebol brasileiro, a final da primeira Copa do Mundo realizada
aqui, em 1950. Sabem, contudo, que essa história dificilmente se repetirá.
Curiosidades
- Duas vezes campeões mundiais, La Celeste ganhou esse apelido não pelas conquistas de Copas do
Mundo, mas pelas medalhas olímpicas, também conquistadas em duas oportunidades
– em 1924 e 1928.
- Já a primeira Copa do Mundo foi conquistada na
sequência dos triunfos olímpicos. Em 1930, jogando em casa, na primeira Copa
realizada pela Fifa, La Celeste
levantou a taça de campeã. Repetiria o triunfo vinte anos depois, em um jogo em
que não temos prazer em relembrar.
- O Uruguai estreia dia 14/06, em Fortaleza, contra a
Costa Rica; em seguida, enfrenta a Inglaterra, dia 19/06, em São Paulo; encerra
sua participação na fase grupos (na Copa, talvez) dia 24/06, contra a Itália, em
Natal.
A série ‘Especial para a Copa – Os candidatos’ termina
aqui.

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