quinta-feira, 29 de maio de 2014

Especial para a Copa - Os candidatos: Argentina

Desde os tempos áureos de Maradona, os argentinos não guardam boas recordações de Copas do Mundo. O último título conquistado pelos hermanos foi justamente quando a lenda estava no auge da carreira, em 1986.

Maradona ainda disputou mais duas Copas. Na seguinte, em 1990, levou a Argentina à decisão, mas perderam pela contagem mínima para a Alemanha. Já em 1994, e disputando aquele que seria seu último Mundial, El Pibe de Oro começou brilhante, mas uma comemoração um tanto efusiva deixou claro que o gênio estava dopado. A Fifa o baniu por quinze meses. A Argentina, sem o seu maior astro, sucumbiu logo após o afastamento do craque. Era o fim de uma era.
Entre 1998 e 2002, uma nova e talentosa geração surgiu, e a Argentina chegou como favorita nos respectivos Mundiais. Porém, assim como antes, não obtiveram o esperado sucesso. Nas duas últimas Copas, foram eliminados, coincidentemente, pelos alemães, nas quartas de final. Em 2014, no Brasil, chegam carregando 28 anos de expectativas e frustrações, sem o alarde de outrora, mas com um novo gênio no auge da carreira.

Aos 27 anos, Lionel Messi é o capitão e líder de uma seleção que tem como missão quebrar o ingrato tabu de quase três décadas sem uma conquista de Copa do Mundo. Sua geração, praticamente a mesma de 2010, está, hoje, em um nível técnico acima do que jogou na África do Sul. Alejandro Sabella, o treinador, conta nomes de peso no ataque albiceleste, como Kun Aguero, Ezequiel Lavezzi, Gonzalo Higuaín e Rodrigo Palacio, o que facilitou a situação delicada que foi deixar Carlos Tévez, campeão e melhor jogador do campeonato italiano, de fora da lista. O motivo alegado – e conhecido por toda a imprensa argentina - é o péssimo relacionamento que possui com o craque da Juventus.
Se os hermanos não tem com o que se preocuparem no setor ofensivo, a defesa é o calcanhar de aquiles do time. Tanto que Sabella promoveu o retorno do veterano zagueiro Martín Demichelis, de 33 anos, que fez grande temporada pelo campeão inglês Manchester City.

                                              Messi, Aguero, Di Maria e Higuaín. Respeito
Com uma seleção repleta de grandes jogadores, sobretudo atacantes, o povo argentino espera uma campanha digna na Copa no país vizinho. Não chegar sequer às semifinais já seria um desastre. Já o título promoveria Messi ao mesmo pedestal em que só um homem em terras portenhas foi alçado.
Curiosidades


- Os dois títulos mundiais conquistados pela Argentina foram em continente americano. Em 1978, os hermanos venceram em casa, em uma Copa marcada pelos anos de chumbo – a ditadura militar predominava em vários países da América do Sul, inclusive na Argentina. A conquista do bicampeonato mundial ocorreu no México, em 1986, onde Maradona virou mito.
- Se não contaram com a sorte na fase grupos em 2002, por exemplo, quando tiveram de enfrentar Inglaterra, Nigéria e Suécia – e foram eliminados -, em 2014 não tem o que reclamar do sorteio. São cabeças de chave do grupo F, mais conhecido como ‘grupo da vida’.


- A Argentina estreia contra a Bósnia-Herzegóvina, dia 15/06, às 19h, no Maracanã; em seguida, enfrenta o Irã, dia 21/06, às 13h, no Mineirão; fecha a fase de grupos no dia 25/06, no Beira-Rio, contra a Nigéria.
Na próxima semana, falaremos sobre a Alemanha. Um abraço e até lá!

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