“O Palmeiras é um time de série A, que disputou, esse ano, a série B”, disse o presidente Paulo Nobre. Se formos analisar os números da tranquila campanha atual, evidenciaremos o desnível técnico entre o Palmeiras e seus concorrentes nessa tortuosa saga de volta à elite do futebol. Mas, no fundo, o torcedor não quer se apegar aos números, quer mais é comemorar a volta ao lugar de onde nunca queria ter saído.
O Palmeiras retorna ao nicho em que lhe cabe. E em ano especial, o do primeiro centenário da imponente Società Sportiva Palestra Itália, fundada por imigrantes italianos e seus descendentes em 1914. O regresso, porém, ganhará relevância se significar, também, o ressurgimento de um time forte, competitivo, para desempenhar papel de protagonista, como foi a vocação ao longo do tempo, e não a de coadjuvante ou humilde figurante.
A definição da comissão técnica também se torna fundamental para traçar os planos do ano que vem. A torcida quer saber se Gilson Kleina continua no comando do time ou se a diretoria irá atrás de um técnico de ‘grife’ – o atual treinador está longe de ser unanimidade no clube e na arquibancada.
O Palmeiras
continua jogando a Série B, por ora, mas com a cabeça e os planos voltados para
2014. A espinha-dorsal do time deve ser aproveitada, é boa: Fernando Prass,
Henrique, Wesley, Valdívia e Alan Kardec formam a base de uma equipe que deve
ser remontada para a disputa de um campeonato bem mais difícil e muito mais
interessante.
Comemorar o
acesso é legítimo. O título é questão de tempo, virá em algumas rodadas. Talvez
com o gosto amargo de quem já provou dissabores e anda um tanto quanto
calejado. Contudo, o que mais importa para o torcedor alviverde é que o time,
no ano que vem, não mais jogará as terças, sextas e sábados. Jogará às quartas-feiras,
depois da novela, fará clássicos com Corinthians, São Paulo e Santos, aos
domingos, e, principalmente, deixará de ser chacota no papo entre amigos.
Bem-vindos
de volta, Palestrinos!

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