quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Robinho, o agregador

A Seleção Brasileira jogou suas últimas partidas no ano nos dois amistosos, agora em novembro, contra Honduras e Chile, respectivamente.
 
Na lista dos últimos convocados, as novidades foram o zagueiro Marquinhos, da Roma, o meia Willian, do Chelsea – esses dois, debutando na Seleção - e Robinho, do Milan, esse, sendo destaque por ser chamado para o grupo de Luiz Felipe Scolari pela primeira vez desde o retorno do comandante. Não por acaso.

Robinho voltou a jogar bem pelo clube italiano, tem atuado com regularidade e mais perto do gol adversário, quase como um centroavante, o que nunca foi na carreira. Não fosse a carência de bons atacantes brasileiros no momento, a convocação do ex- santista seria contestável. Robinho nunca correspondeu às expectativas geradas por ele após encantar o país, em 2002, brilhando no campeonato brasileiro daquele ano e dando o primeiro título nacional ao Peixe desde que Pelé pendurou as chuteiras.
 
Após deixar a Vila Belmiro, em 2005, o atual camisa 7 milanista teve uma passagem de altos e baixos pelo Real Madrid, foi vendido por um caminhão de dinheiro para o milionário Manchester City, onde nunca justificou a fortuna investida. Em 2010, teve um breve retorno ao Santos, onde apresentou lampejos de seu futebol-moleque, foi campeão paulista e grande nome do Brasil na Copa daquele ano. Porém, sucumbiu junto aos comandados de Dunga. Já no Milan, Robinho deixou de ser a estrela para se tornar um mero coadjuvante. Na Seleção, o menino nascido em Cubatão andava esquecido, mas Felipão resolveu lhe dar uma chance.

Robinho chega em um momento de definições para a lista de observações finais para a Copa do Mundo de 2014. Tem à seu favor o bom relacionamento com os jogadores, é visto como um cara de grupo, agregador ao bom ambiente desejado pela atual comissão técnica, que sabe que é um risco contar com Fred, costumeiro frequentador do departamento médico do Fluminense, e Alexandre Pato, que ainda não decidiu se casa ou compra uma bicicleta.

Chances, na vida de Robinho, nunca faltaram. Talvez a melhor delas esteja aí. Basta o atacante saber aproveitá-la.
 
                                                        Próximo da Copa?

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