A atuação de Kaká diante do Barcelona, pela fase de grupos da UEFA Champions Legue, foi animadora. Era a primeira participação do brasileiro na competição desde que voltou a jogar pelo Milan. E o camisa 22 foi muito bem.
Há tempos
não se via o futebol que Kaká mostrou ao mundo nos seus melhores dias. Não digo
que foi brilhante, porém o ex são-paulino provou que talento ainda tem de
sobra. Se já não possui o mesmo vigor físico que demonstrava quando foi o
melhor jogador do mundo, em 2007, Kaká deixou claro que ainda pode ajudar muito
o Milan e - por que não? - a seleção brasileira.
O jogo de
terça-feira terminou empatado pelo placar mínimo, mas valeu mais pelos lances
protagonizados pelo meio-campista, que jogou mais aberto pela esquerda, e por
Robinho, autor do belo gol rossonero, após excelente tabela entre ambos,
relembrando os bons tempos em que jogaram juntos na Seleção.
E por falar em Seleção, Luis Felipe Scolari ainda não
encontrou – se é que realmente procura - um reserva para Oscar. Felipão, quando
não tem o meia do Chelsea à disposição, como nos amistosos contra Austrália,
Portugal e no primeiro tempo do jogo contra Zâmbia, improvisa Ramires no setor.
Excelente jogador, também, mas longe de ser o meia-de-ligação clássico que o Brasil
cansou de produzir. É fato que Kaká também não seja exatamente esse jogador,
mas, tecnicamente, atributos não lhe faltam.
A concorrência nessa posição existe, mas não há, no momento,
nenhum jogador que encha os olhos de Felipão, nem da crítica esportiva. Ganso,
em constante evolução no São Paulo, pode ser esse jogador. É diferente de
Oscar, mas capaz de ser o meia-armador ideal para suprir uma possível ausência
de Oscar. Contudo, o camisa 8 tricolor não agrada muito o treinador brasileiro.
Analisando dessa maneira, talvez Kaká tenha alguma chance,
mesmo que remota, de encontrar um espaço no grupo dos vinte e três convocados
para a Copa do Mundo de 2014.
Por fim, e contrapondo tudo isso, não creio que o objetivo
principal no atual momento da carreira de Kaká deva ser esse. O mais
importante, agora, é manter um bom nível de atuações com a camisa do Milan,
jogar com regularidade e buscar títulos para seu clube. Aí, então, o retorno à
Seleção será inevitável.

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