(Até quando, não sei) Após mais
uma derrota do Corinthians, dessa vez para o Grêmio, a diretoria alvinegra
reuniu-se no CT do Parque Ecológico, na última quinta-feira, para discutir a
permanência de Tite no comando técnico do time.
A pressão de
conselheiros pela saída do treinador era grande, mas o presidente Mário Gobbi
não cedeu, devido ao enorme respeito pelo gaúcho, responsável pelas maiores
conquistas da história do Corinthians.
Sair, no
atual momento, seria pela porta dos fundos, e isso Tite não merece. O técnico
tem sua parcela de culpa pelo péssimo momento do time no campeonato, cada vez
mais perto da zona incômoda da tabela. Mas não é o único responsável.
Jogadores, outrora fundamentais, como Danilo e Emerson Sheik, principalmente,
caíram muito de produção, sem contar com a saída de Paulinho, vendido ao Tottenham
no meio do ano.
Além disso,
jogadores que chegaram com a missão de renovação técnica não contribuem, casos
de Pato, que não é nem sombra do que se espera, e Renato Augusto, frequentador
assíduo do departamento médico – nem vamos citar as contratações inexplicáveis
de Íbson e Maldonado.
É claro que
Tite teria de achar um novo jeito para o time jogar, mas até agora isso não
aconteceu. Porém, o técnico conhece bem o elenco e tem o carinho dos jogadores.
A crise é puramente técnica e passa diretamente pelo desempenho dos atletas.
Contratar um novo treinador a essa altura do campeonato seria arriscado demais.
Em 2007, Nelsinho Batista chegou para salvar o time da degola faltando 11 jogos
para o fim e o Corinthians caiu.
Talvez,
pensando nesse caso e na própria permanência de Tite, quando toda a torcida
pedia a cabeça do técnico após a fatídica eliminação diante do Tolima, na
Libertadores de 2011, Mário Gobbi tenha decidido por mantê-lo no comando.
A atitude
merece respeito e reverência, devido a nossa ultrapassada cultura de futebol de
resultados. No entanto, se o presidente acertou ou não, somente os 27 pontos em
disputa dirão.
-Em tempo:
Tite pode sair pela porta da frente ou até mesmo renovar seu contrato que se
encerra em 31 de dezembro desse ano. Basta manter o time na elite. Ou, ainda,
vencer a Copa do Brasil e colocar o Corinthians na Libertadores do ano que vem.

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