sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Tite fica

(Até quando, não sei) Após mais uma derrota do Corinthians, dessa vez para o Grêmio, a diretoria alvinegra reuniu-se no CT do Parque Ecológico, na última quinta-feira, para discutir a permanência de Tite no comando técnico do time.

A pressão de conselheiros pela saída do treinador era grande, mas o presidente Mário Gobbi não cedeu, devido ao enorme respeito pelo gaúcho, responsável pelas maiores conquistas da história do Corinthians.

Sair, no atual momento, seria pela porta dos fundos, e isso Tite não merece. O técnico tem sua parcela de culpa pelo péssimo momento do time no campeonato, cada vez mais perto da zona incômoda da tabela. Mas não é o único responsável. Jogadores, outrora fundamentais, como Danilo e Emerson Sheik, principalmente, caíram muito de produção, sem contar com a saída de Paulinho, vendido ao Tottenham no meio do ano.

Além disso, jogadores que chegaram com a missão de renovação técnica não contribuem, casos de Pato, que não é nem sombra do que se espera, e Renato Augusto, frequentador assíduo do departamento médico – nem vamos citar as contratações inexplicáveis de Íbson e Maldonado.

É claro que Tite teria de achar um novo jeito para o time jogar, mas até agora isso não aconteceu. Porém, o técnico conhece bem o elenco e tem o carinho dos jogadores. A crise é puramente técnica e passa diretamente pelo desempenho dos atletas. Contratar um novo treinador a essa altura do campeonato seria arriscado demais. Em 2007, Nelsinho Batista chegou para salvar o time da degola faltando 11 jogos para o fim e o Corinthians caiu.

Talvez, pensando nesse caso e na própria permanência de Tite, quando toda a torcida pedia a cabeça do técnico após a fatídica eliminação diante do Tolima, na Libertadores de 2011, Mário Gobbi tenha decidido por mantê-lo no comando.

A atitude merece respeito e reverência, devido a nossa ultrapassada cultura de futebol de resultados. No entanto, se o presidente acertou ou não, somente os 27 pontos em disputa dirão.


-Em tempo: Tite pode sair pela porta da frente ou até mesmo renovar seu contrato que se encerra em 31 de dezembro desse ano. Basta manter o time na elite. Ou, ainda, vencer a Copa do Brasil e colocar o Corinthians na Libertadores do ano que vem.

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