Sete pontos
de vantagem tinha o Cruzeiro, líder do Brasileirão, sobre o São Paulo, o então
vice-líder no início do segundo turno. Vantagem considerável, não apenas pelos
pontos mas também pela competência da equipe mineira, que perdera muito pouco
no campeonato – apenas duas derrotas nas primeiras dezenove rodadas.
O confronto
entre os dois melhores times aconteceu logo no início do returno. O São Paulo
tinha a obrigação de vencer para manter-se vivo. Venceu e convenceu. Foi a melhor
partida do Tricolor no campeonato. Talvez no ano. A diferença entre as equipes
diminuiu para quatro pontos. O campeonato ganhava um pouco mais emoção, o
Cruzeiro, uma pedra no sapato. Só que...
Só que o
Brasileirão, com seu medíocre calendário cebeefiano, não dá tempo para o time
respirar, descansar, treinar, se preparar. Com duas rodadas por semana, nesse
período da tabela, manter o alto nível e o padrão de jogo é fundamental para
seguir em frente. E o Cruzeiro, amigo, não vacila. Ou melhor, vacila quando
pode.
Após a
derrota para o São Paulo, os mineiros venceram dois compromissos dos três
seguintes. Perderam aquele que era previsível, o clássico contra o Atlético, em
Belo Horizonte. Venceram, no Couto Pereira, o Coritiba, onde o São Paulo
tropeçou logo após vencer o líder. Ou seja, o Coxa, que luta este ano para não
ser rebaixado, é um ótimo exemplo para diferenciar a competência do líder com a
incompetência do São Paulo, que após ser derrotado no Paraná, perdeu o clássico
para o Corinthians e teve um empate desastroso com o Flamengo e uma derrota
para o Fluminense, em pleno Morumbi. A distância para o líder, que era de
quatro pontos, aumentou para dez. A posição da tabela também mudou, o Tricolor
caiu para terceiro. O Internacional é o novo perseguidor da Raposa - a vantagem
para o novo vice é de seis pontos. O Cruzeiro caminha a passos largos rumo ao
bicampeonato.
Após os
resultados ruins, Muricy Ramalho disse que seu time não vai jogar a toalha.
Discurso manjado, conversa para boi dormir. O real objetivo Tricolor agora é a
luta para chegar entre os quatro primeiros e classificar-se à Libertadores.
Assim como o Corinthians, que empolgou-se com a vitória no clássico, mas voltou
a realidade nos jogos seguintes, perdendo para o Figueirense em Santa Catarina e
para o Atlético Paranaense fora de casa. O Timão oscila tanto quanto o São
Paulo, ganhando algumas partidas difíceis e perdendo pontos fáceis, aqueles que o
Cruzeiro nunca desperdiça.
O campeonato
de São Paulo e Corinthians é contra Inter, Grêmio, Atlético Mineiro e
Fluminense. Porque o caneco parece já ter dono. A não ser
que o Cruzeiro seja derrotado em casa para o Internacional e tenha a sua
vantagem reduzida para três pontos.
Difícil, não impossível.
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