Um é
conhecido como Mago; o outro, como Fabuloso.
Um é o
camisa 10, meia criativo e ‘cérebro’ de seu time; o outro, camisa 9 e esperança
de gols de sua equipe.
Porque na prática não é bem assim.
São considerados ídolos de duas das
maiores torcidas de São Paulo e do Brasil.
Valdívia, o chileno falastrão, tem
acumulado em seu currículo muito mais confusões do que conquistas. Em sua
primeira passagem pelo Palmeiras, foi campeão paulista em 2008. Justiça seja
feita, era o principal jogador do time montado por Vanderlei Luxemburgo. Após a
‘expressiva’ conquista, andou passeando pelo mundo árabe e retornou ao time nos
braços da torcida. Nunca justificou tal aclamação.
Jorgito, como gosta de ser chamado,
tem uma facilidade incrível para se envolver em confusões. Tanto com a torcida,
que hora o ama, hora o odeia, quanto com a imprensa e com seus companheiros de
equipe. Seu talento sempre foi indiscutível. Sua regularidade dentro de campo
também.
Hoje, o maior problema do Palmeiras é
ser refém de Valdívia. Quando o camisa 10 está em campo, o time ganha uma
qualidade técnica que inexiste no recheado elenco verde de jogadores de segunda
divisão. O centenário clube paulistano depende de lampejos de seu camisa 10. Às
vezes, ele decide. Muitas outras, ele compromete. Como no jogo contra o
Flamengo, logo no início do segundo turno. O Palmeiras perdia por 2 a 0.
Valdívia entrou no segundo tempo, o time reagiu, melhorou, empatou o jogo. Mas
em uma (mais uma) atitude injustificável, o ‘Mago’ pisou em um jogador
adversário e foi expulso. No último fim de semana o Palmeiras foi a
Florianópolis enfrentar o Figueirense, adversário direto na parte debaixo da
tabela. Vencia por 1 a 0 quando Valdívia, cara a cara com o goleiro, teve a
chance de matar o jogo. A displicência do chileno falou mais alto. O preço foi
caríssimo. O Figueirense virou o jogo e venceu por 3 a 1.
Já Luís Fabiano foi repatriado pelo
São Paulo em 2011 após muitos anos jogando no futebol espanhol. Teve alguns
bons momentos em 2012, decidiu alguns jogos. O Tricolor venceu a Copa Sul
Americana naquele ano. E, acredite, Willian José (sim, Willian José) foi mais
importante que ‘Fabuloso’ naquela conquista. O camisa 9 foi expulso no primeiro
jogo daquela decisão, ficando fora da partida derradeira, no Morumbi, vencida
pelo time da casa.
Na Libertadores de 2013, após desferir palavras não muito
educadas ao árbitro depois do fim de um jogo, conseguiu a façanha de ser
expulso. Levou quatro jogos de suspensão. Prejudicou diretamente o time em sua
campanha.
Chegou a fazer parte da primeira
lista de Felipão na preparação da Seleção Brasileira para a Copa. Sua
inconstância e suas lesões em sequência fizeram ser esquecido pelo então
técnico canarinho. Sua última proeza aconteceu na última
semana, quando agrediu um jogador adversário na primeira partida das oitavas de
final da Copa Sul Americana. Expulso. Mais uma vez.
O que explica a idolatria de palmeirenses e são-paulinos
por esses jogadores? O estilo, a técnica ou capacidade de ser mais
comprometedor do que decisivo? Acho que nem um ‘Globo Repórter’ desvendaria tal
mistério.

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