sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Valdívia ou Luís Fabiano?


Um é conhecido como Mago; o outro, como Fabuloso.

Um é o camisa 10, meia criativo e ‘cérebro’ de seu time; o outro, camisa 9 e esperança de gols de sua equipe. 

Só que na teoria.

Porque na prática não é bem assim.

São considerados ídolos de duas das maiores torcidas de São Paulo e do Brasil.
Valdívia, o chileno falastrão, tem acumulado em seu currículo muito mais confusões do que conquistas. Em sua primeira passagem pelo Palmeiras, foi campeão paulista em 2008. Justiça seja feita, era o principal jogador do time montado por Vanderlei Luxemburgo. Após a ‘expressiva’ conquista, andou passeando pelo mundo árabe e retornou ao time nos braços da torcida. Nunca justificou tal aclamação.

Jorgito, como gosta de ser chamado, tem uma facilidade incrível para se envolver em confusões. Tanto com a torcida, que hora o ama, hora o odeia, quanto com a imprensa e com seus companheiros de equipe. Seu talento sempre foi indiscutível. Sua regularidade dentro de campo também.

Hoje, o maior problema do Palmeiras é ser refém de Valdívia. Quando o camisa 10 está em campo, o time ganha uma qualidade técnica que inexiste no recheado elenco verde de jogadores de segunda divisão. O centenário clube paulistano depende de lampejos de seu camisa 10. Às vezes, ele decide. Muitas outras, ele compromete. Como no jogo contra o Flamengo, logo no início do segundo turno. O Palmeiras perdia por 2 a 0. Valdívia entrou no segundo tempo, o time reagiu, melhorou, empatou o jogo. Mas em uma (mais uma) atitude injustificável, o ‘Mago’ pisou em um jogador adversário e foi expulso. No último fim de semana o Palmeiras foi a Florianópolis enfrentar o Figueirense, adversário direto na parte debaixo da tabela. Vencia por 1 a 0 quando Valdívia, cara a cara com o goleiro, teve a chance de matar o jogo. A displicência do chileno falou mais alto. O preço foi caríssimo. O Figueirense virou o jogo e venceu por 3 a 1.

Já Luís Fabiano foi repatriado pelo São Paulo em 2011 após muitos anos jogando no futebol espanhol. Teve alguns bons momentos em 2012, decidiu alguns jogos. O Tricolor venceu a Copa Sul Americana naquele ano. E, acredite, Willian José (sim, Willian José) foi mais importante que ‘Fabuloso’ naquela conquista. O camisa 9 foi expulso no primeiro jogo daquela decisão, ficando fora da partida derradeira, no Morumbi, vencida pelo time da casa.

Na Libertadores de 2013, após desferir palavras não muito educadas ao árbitro depois do fim de um jogo, conseguiu a façanha de ser expulso. Levou quatro jogos de suspensão. Prejudicou diretamente o time em sua campanha.

Chegou a fazer parte da primeira lista de Felipão na preparação da Seleção Brasileira para a Copa. Sua inconstância e suas lesões em sequência fizeram ser esquecido pelo então técnico canarinho. Sua última proeza aconteceu na última semana, quando agrediu um jogador adversário na primeira partida das oitavas de final da Copa Sul Americana. Expulso. Mais uma vez.


O que explica a idolatria de palmeirenses e são-paulinos por esses jogadores? O estilo, a técnica ou capacidade de ser mais comprometedor do que decisivo? Acho que nem um ‘Globo Repórter’ desvendaria tal mistério.

Nenhum comentário: