quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Caça à Raposa

Com treze vitórias, quatro empates e apenas duas derrotas o Cruzeiro fechou o primeiro turno do Brasileirão 2014 com o melhor aproveitamento da história dos pontos corridos.

Inicia sua caminhada rumo ao bicampeonato com nada menos do que sete pontos de vantagem para o São Paulo, o segundo colocado na tabela de classificação - como escrevi aqui, semana passada, os Celestes e os Tricolores são os únicos times do campeonato nos quais seus respectivos treinadores, Marcelo Oliveira e Muricy Ramalho, tem, no mínimo, um ano de trabalho à frente de seus clubes.

Pois bem. Se olharmos duas posições abaixo, vemos Internacional e Corinthians, outros dois clubes que tem o trabalho de seu treinador com um tempo mais considerável. Tanto Abel Braga quanto Mano Menezes assumiram o comando técnico de suas equipes no começo deste ano, perdem apenas para os dois treinadores supracitados. Significa, não? 

Nas seguintes três posições, vemos outros três grandes times: Fluminense, Grêmio e Atlético Mineiro. As três equipes trocaram seus treinadores entre maio, junho e julho deste ano. Ou seja, fica cada vez mais evidente que os bons resultados e consequente sucesso dos clubes brasileiros está atrelado às condições de trabalho nas quais os próprios clubes oferecem aos seus jogadores, passando por uma boa comissão técnica, além da confiança e do respaldo da diretoria com o escolhido professor; essa continuidade é algo que vem gerando frutos no Brasileirão. A tabela do campeonato não me deixa mentir.  

O que pode atrapalhar o Cruzeiro em seu caminho bem pavimentado rumo ao caneco são as convocações da Seleção Brasileira. Dunga parece contar com o bom futebol de Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart. Teoricamente, sem eles a coisa fica mais difícil. Porém, nos dois amistosos em que ausentaram-se do time, defendendo o selecionado, o bom elenco do time azul foi suficiente para suprir os desfalques com certa qualidade, tanto que o Cruzeiro, sem seus dois melhores jogadores, alcançou uma vitória e um mais do que aceitável empate. Veremos se o nível - não apenas do Cruzeiro mas de todos os outros clubes que tem jogadores convocados - será mantido quando houver a Data Fifa e o campeonato brasileiro continuar, o que faz parte do charme do calendário futebolês cebeefiano.

Já na parte de baixo da tabela, o Palmeiras parece respirar um pouco melhor após a troca de Ricardo Gareca por Dorival Júnior. Se essa constatação soa como contradição por tudo o que foi dito aqui em relação à sequência de trabalho necessário para se colher bons resultados, a substituição no comando técnico do centenário clube paulistano parecia ser iminente, já que a convicção da diretoria alviverde na qualidade de seu professor estrangeiro era minada a cada resultado adverso. A curto prazo, Dorival parece dar um jeito. Vejamos daqui a três meses se Paulo Nobre fez o certo.

Jogão. Domingo, 14, São Paulo e Cruzeiro se enfrentam no Morumbi pela segunda rodada do segundo turno. Os dois melhores times do Brasileirão tem tudo para fazerem o melhor jogo, talvez o mais esperado cotejo, do campeonato até aqui. É a chance vital de o Tricolor seguir vivo na competição, porque, mesmo com vitória, a caça à Raposa continua.

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