sábado, 3 de maio de 2014

Especial para a Copa - Os candidatos: Itália

Campeões do mundo em 2006, os italianos fizeram uma campanha para ser esquecida, em 2010, na África do Sul. Então detentores do título, foram eliminados logo na primeira fase. O técnico tetracampeão Marcelo Lippi aposentou-se da seleção após a última Copa, e a Itália começou um processo renovação. Cesare Prandelli foi escolhido como novo comandante, gabaritado por seu bom trabalho na Fiorentina. O novo treinador teria uma missão difícil pela frente: o elenco envelhecido necessitava de novos jogadores; velhos conhecidos se aposentaram da seleção, como o ídolo e capitão da última conquista, Fábio Cannavaro.

Apesar da necessidade de um elenco mais jovem, Prandelli manteve a base antiga, construindo o novo time através do excepcional goleiro Gianluigi Buffon e dos meio-campistas Andrea Pirlo e Daniele De Rossi, remanescentes do título mundial em terras germânicas.
A Itália chegou desacreditada para a Eurocopa 2012 devido a reconstrução do time. Ninguém apostava que a Azurra iria longe. Porém, historicamente quando os italianos chegam às competições em meio à turbulências, as coisas funcionam para eles. Eliminaram a Alemanha, favoritíssima, nas semifinais, após grande atuação de Mario Balotelli, mas foram derrotados pela Espanha na decisão. Apesar da derrota e do vice-campeonato europeu, o prestígio de Prandelli cresceu e o trabalho foi visto com bons olhos pela apaixonada imprensa italiana.

O vice-campeonato europeu classificou os italianos para Copa das Confederações do ano passado. Alternaram bons e maus momentos na competição. Fizeram um jogo inesquecível contra o Japão, na primeira fase, mas expuseram os vários problemas defensivos – algo não muito comum na tradição italiana, historicamente caracterizada pela forte marcação. Foram eliminados pelos espanhóis, algozes um ano antes. Diferentemente, entretanto, daquela decisão, quando foram goleados e massacrados, dessa vez, no Brasil, caíram nos pênaltis após fazerem um jogo de igual para igual com os atuais campeões do mundo.
                                          A Azurra, em 2013, no Brasil
Ao contrário de 2010, quando chegaram à África do Sul como cabeças de chave e status de campeões do mundo, chegam esse ano ao Brasil não como favoritos, mas respeitados pela camisa que, como se diz no mundo da bola, entorta qualquer varal.
Curiosidades

- O técnico Cesare Prandelli tem algumas dores de cabeça para armar o ataque italiano. Balotelli caiu muito de rendimento no Milan e segue sendo polêmico fora de campo. Antes tido como grande alento, hoje preocupa toda a comissão técnica e sua performance é uma grande incógnita. O que faz o treinador pensar em algumas alternativas, como ‘resgatar’ Antonio Cassano, afastado das convocações desde a Euro 2012, e/ou apostar em Ciro Immobile, artilheiro da série A com 21 gols.

- Outro grande jogador e ídolo italiano, Francesco Totti se colocou à disposição de Prandelli. Totti se aposentou da seleção após o título mundial em 2006, mas suas grandes atuações atualmente fazem coro pra um possível retorno. O que pesa contra são os seus 37 anos e o calor que a Azurra enfrentará na primeira fase, jogando na região Norte e Nordeste do Brasil.
- Os italianos estão no grupo D, o chamado grupo da morte. Estreiam contra a Inglaterra, dia 14/06, em Manaus, depois vão a Recife, dia 20/06, jogar contra a Costa Rica e, por fim, encaram o Uruguai, dia 24/06, em Natal.

Na próxima semana, falaremos sobre o Brasil. Um abraço e até lá!

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