Apesar da
necessidade de um elenco mais jovem, Prandelli manteve a base antiga,
construindo o novo time através do excepcional goleiro Gianluigi Buffon e dos
meio-campistas Andrea Pirlo e Daniele De Rossi, remanescentes do título mundial
em terras germânicas.
A Itália
chegou desacreditada para a Eurocopa 2012 devido a reconstrução do time.
Ninguém apostava que a Azurra iria
longe. Porém, historicamente quando os italianos chegam às competições em meio à
turbulências, as coisas funcionam para eles. Eliminaram a Alemanha,
favoritíssima, nas semifinais, após grande atuação de Mario Balotelli, mas
foram derrotados pela Espanha na decisão. Apesar da derrota e do
vice-campeonato europeu, o prestígio de Prandelli cresceu e o trabalho foi
visto com bons olhos pela apaixonada imprensa italiana.
O
vice-campeonato europeu classificou os italianos para Copa das Confederações do
ano passado. Alternaram bons e maus momentos na competição. Fizeram um jogo
inesquecível contra o Japão, na primeira fase, mas expuseram os vários
problemas defensivos – algo não muito comum na tradição italiana,
historicamente caracterizada pela forte marcação. Foram eliminados pelos
espanhóis, algozes um ano antes. Diferentemente, entretanto, daquela decisão,
quando foram goleados e massacrados, dessa vez, no Brasil, caíram nos pênaltis
após fazerem um jogo de igual para igual com os atuais campeões do mundo.
A Azurra, em 2013, no Brasil
Ao contrário
de 2010, quando chegaram à África do Sul como cabeças de chave e status de campeões do mundo, chegam esse
ano ao Brasil não como favoritos, mas respeitados pela camisa que, como se diz
no mundo da bola, entorta qualquer varal.
Curiosidades- O técnico Cesare Prandelli tem algumas dores de cabeça para armar o ataque italiano. Balotelli caiu muito de rendimento no Milan e segue sendo polêmico fora de campo. Antes tido como grande alento, hoje preocupa toda a comissão técnica e sua performance é uma grande incógnita. O que faz o treinador pensar em algumas alternativas, como ‘resgatar’ Antonio Cassano, afastado das convocações desde a Euro 2012, e/ou apostar em Ciro Immobile, artilheiro da série A com 21 gols.
- Outro
grande jogador e ídolo italiano, Francesco Totti se colocou à disposição de
Prandelli. Totti se aposentou da seleção após o título mundial em 2006, mas
suas grandes atuações atualmente fazem coro pra um possível retorno. O que pesa
contra são os seus 37 anos e o calor que a Azurra
enfrentará na primeira fase, jogando na região Norte e Nordeste do Brasil.
- Os
italianos estão no grupo D, o chamado grupo da morte. Estreiam contra a
Inglaterra, dia 14/06, em Manaus, depois vão a Recife, dia 20/06, jogar contra
a Costa Rica e, por fim, encaram o Uruguai, dia 24/06, em Natal.
Na próxima
semana, falaremos sobre o Brasil. Um abraço e até lá!

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