terça-feira, 7 de abril de 2015

Muricy, eterno tricolor


Depois de Telê Santana, pela importância das conquistas e pelo período de grande felicidade para o torcedor tricolor, Muricy é o maior treinador da história do São Paulo. Cresceu jogando bola pelos corredores do Morumbi. De 1973 a 1979 foi um camisa 8 talentoso e cabeludo. Ainda jovem, fez carreira futebolística jogando no México. Voltou para o clube no começo da década de 1990 para virar discípulo de ‘Seu Telê’, expressão que ainda usa quando se refere ao ilustre professor.

Chegou para treinar o time infantil. Logo, foi promovido a auxiliar técnico. Venceu a Copa Conmebol em 1994 com a equipe reserva do São Paulo e assumia os treinos quando Telê se ausentava. Quando o mestre afastou-se de vez do time, Muricy comandou os trabalhos por algumas vezes entre outras trocas de treinadores são-paulinos. Saiu do clube em 1997 para assumir o Guarani, prometendo voltar um dia para fazer história. Dito e feito.

Retornou ao clube de coração em 2006, logo após a histórica conquista do Mundial de clubes frente ao Liverpool. De cara, foi finalista da Copa Libertadores, mas perdeu a decisão justamente para o Internacional, seu ex-clube. Não se abateu. Ao contrário, deu a volta por cima e foi tricampeão brasileiro, em 2006, 2007 e 2008, algo inédito no futebol brasileiro. Entrou de vez para a galeria dos grandes treinadores do São Paulo e do Brasil.

Em 2009, após uma eliminação nas quartas de final da Libertadores, saiu do clube em comum acordo com o então presidente Juvenal Juvêncio. Treinou o Palmeiras, depois o Fluminense, onde foi campeão brasileiro – mais uma vez. Chegou a recusar um convite para assumir a Seleção Brasileira após a Copa do Mundo de 2010 devido a sua palavra ao presidente do clube das Laranjeiras de que não deixaria o cargo.

Em 2011 transferiu- se ao Santos onde junto com Neymar, Ganso e companhia venceu, finalmente, Libertadores. Título inédito para Muricy e qual o Peixe não ganhava desde quando Pelé ainda jogava. Dois anos depois voltou ao São Paulo para salvar o clube do iminente rebaixamento do campeonato brasileiro. Pegou o time na antepenúltima colocação. Terminou o Brasileirão na parte de cima da tabela. Um feito e tanto.

No ano seguinte, 2014, o São Paulo foi vice-campeão brasileiro jogando um futebol por vezes bonito e eficiente, como na vitória contra o Cruzeiro, o melhor time do país, no Morumbi. Porém, em 2015 a coisa azedou. Muricy começou a temporada ausente devido a problemas de saúde. O futebol nem de longe lembrou os bons momentos do ano anterior. Os resultados não apareceram e, para piorar, o time perdeu os clássicos contra Corinthians e Palmeiras. A gota d’água foi a derrota para o Botafogo de Ribeirão Preto por 2 a 0, quando o time andou em campo.

Novamente em comum acordo, Muricy pega seu boné. Além dos resultados ruins e do futebol que não aconteceu, os problemas de saúde pesaram. Mas deixa o clube pela porta da frente, prometendo voltar, um dia quem sabe.

Que ele siga a vida, cuide de sua saúde e seja feliz. Deixa o São Paulo mas levará consigo o carinho do torcedor que o tem e sempre o terá como um ídolo eterno. Valeu, Muricy!

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