sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Fisioterapia

Sou o segundo da esquerda pra direita, agachado. Inacreditavelmente, comecei o jogo na reserva naquele dia.

Meu pai sempre disse que eu jogava muito quando criança, que tinha habilidade com a bola nos pés. Recebia os elogios imaginando-me uma espécie de mini-craque, deitando e rolando pra cima das pequenas defesas adversárias. De fato, jogava bem. Era uma ligeira promessa, sempre entre os primeiros a serem escolhidos quando separavam-se os times. Fui eleito, inclusive, o melhor jogador do não menos importante torneio de futebol entre todas as quintas séries de minha escola – colégio estadual tem até dez salas do mesmo ano, isso só no período da tarde, o que comprova minha tese de que não era um campeonato para se desprezar. Torneio do qual tenho guardada até hoje a medalha de ‘melhor jogador 1997′, um tanto embolorada e com seus escritos quase apagados pelo tempo.
Tempo que, ao passar, mudou meu jeito de jogar. Quando garoto, era como um típico ponta-de-lança, gostava de receber e partir para o gol, costurando os marcadores. Porém, a adolescência me fez um tanto preguiçoso e fui perdendo a impetuosidade de menino. Acabei me tornando um meia comum, sem o diferencial de antes. É fato que ganhei alguns predicados, como a visão apurada dos meia-armadores, hoje tão escassos.
Passaram-se bons anos e, de meia, recuei pra segundo-volante, aqueles mais de saída, bom passe, mas sem a pegada de marcador. Alguns quilos mais velho já vivia de poucos lampejos e outros brilharecos, mantendo-me jogando razoavelmente bem devido mais à técnica do que à velocidade e correria de antes.
Na verdade, eu não queria manter esse nível, mas o nível do passado. Preferia jogar mais adiantado, próximo ao gol adversário, recebendo passes pra resolver, marcar o gol. (No futebol e em outras áreas nem sempre podemos escolher essas coisas; quando aceitamos o lugar correspondente fica mais fácil dar certo.)
Nos últimos meses em que joguei, começava recebendo e tocando de lado, deixando a coisa se ajeitar. Nunca acelerando no início. Segurando os passos e evitando chutes fortes antes de já adaptado ao jogo. (As pequenas lesões, principalmente as musculares, te fazem conhecer melhor seu próprio corpo, saber seus limites).
Foi quando minha validade atlética expirou. Explico. Em 2012 tive vários problemas musculares, embora nada grave. Todavia, qualquer contratura lhe tira de um jogo. E pra quem jogo é ritual, amigo, não é fácil ficar de fora. Mesmo que não valha nada. (Jogar futebol é uma das melhores invenções do homem. É um momento que desliga você do mundo e de tudo que lhe acontece, uma válvula de escape e tanto.)
No fim daquele ano tirei uma semana de férias, daquelas revigorantes. Voltei sentindo-me abençoado. Praia tem isso, você sempre volta melhor do que quando vai. Enfim, em 2013 joguei todas as partidas possíveis, nenhuma lesão sequer. Estava abençoado pelos mares do sul. Mas no fim do ano não repeti a comprovada e eficaz recuperação.
No início de 2014 comecei a sentir dores no joelho esquerdo. No começo, elas só apareciam após as partidas, mas dois meses depois o coitado parecia um melão. Tive que procurar um médico. O diagnóstico foi imediato: tendinite patelar. Gelo, muito gelo, anti-inflamatórios e fisioterapia. A expectativa era de voltar a jogar em até dois meses. Um tanto otimista, eu diria. Hoje faz sete meses que estou longe dos gramados. A notícia boa é que não sinto mais dores, a não tão boa é que ainda tenho, no mínimo, mais vinte sessões de exercícios a cumprir.
A princípio, fiquei um tanto revoltado, nunca havia sofrido uma lesão que me afastasse tanto tempo assim. Depois, com o tempo, me acostumei a ela. Faz parte de minha rotina fazer os exercícios sagrados de cada dia. E foi participando das sessões de fisioterapia que eu passei a enxergar coisas que não percebia.
Logo na primeira sessão, há três meses, expliquei à minha fisioterapeuta os meus dilemas joelheiros, detalhei os dias em que procurei os médicos, os exames solicitados, as primeiras sessões de recuperação e minha primeira e única tentativa frustrada de voltar a correr. Disse a ela que seria o cara mais feliz do mundo se voltasse a jogar ainda este ano. Senti um olhar de pena antes de ouvir ‘oh, que judiação!’, com um certo desdém de quem está acostumada a lidar com problemas muito mais sérios.
Problemas, esses, que pude presenciar durante as minhas sessões. No primeiro dia mesmo avistei um paciente no corredor chegando de muletas. Apenas uma perna, a outra se foi em um acidente. Na segunda semana vi um garotinho de pouco mais de 10 anos reclamando do elevador que estava demorando muito e ele só poderia descer por ali, já que depende de uma cadeira de rodas para se locomover. Vi, também, crianças pequenas submetidas à sessões diárias para correções ortopédicas, algumas com patologias complicadíssimas. Senhoras com problemas nas costas, nos braços, nos pés… senhores de oitenta anos ou mais frequentando aquele lugar rotineiramente na esperança de parar de sentir dores. E eu preocupado em voltar a jogar bola.
Uma certa insignificância toma conta de mim enquanto escrevo essas linhas. Lembro com tristeza de cada vez em que me queixei do meu joelho para quem quer que fosse. Das vezes em que fiz um papel ridículo de coitadinho. Como, inevitavelmente, ainda faço quando penso que os meus amigos estão jogando, e eu não.
Hoje sei (ou acho que sei) os motivos por estar afastado tanto tempo assim. Suspeito que a lesão tenha a ver com outras questões pessoais que tenho de resolver e que, talvez, esteja resolvendo.
Sinto falta, além do jogo em si, das resenhas pós-partidas, regadas à cerveja e os mais gordurosos petiscos. Do papo furado entre amigos, do descompromisso que nos unia – e ainda os une. Sinto falta do ambiente saudável do campinho (descartando a propensão a lesões, o álcool e o colesterol adquirido, claro). Sei que voltarei a jogar, a estar junto de meus amigos boleiros, mesmo não sabendo quando isso irá acontecer.
Sinto também que essa tendinite apareceu quando tinha de aparecer, que precisava passar por tudo isso que tenho passado e que tinha de ver todas as situações que descrevi em minhas sessões de fisioterapia. Talvez ainda me revolte, um dia ou outro, com a demora em minha recuperação. Mas tenho a consciência de que sou um privilegiado por apenas ter a esperança de voltar a fazer uma das coisas que mais gosto: jogar futebol.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Cruzeiro e Flamengo mais próximos da decisão

As semifinais da Copa do Brasil foram abertas na última quarta-feira.

O Cruzeiro, líder isolado do Brasileirão com cinco pontos de vantagem sobre o São Paulo, recebeu o Santos no Mineirão.

Tecnicamente, esperava mais desse jogo do que de Flamengo x Atlético Mineiro, a outra ‘perna’ das semis. E não me decepcionei.


Não que o jogo tenha sido uma maravilha, longe disso. Mas teve bons momentos, principalmente no primeiro tempo. O time de Marcelo Oliveira massacrou os comandados de Enderson Moreira nos primeiros vinte minutos de jogo. Poderia ter feito uns três gols. Fez apenas um, após uma rebatida de David Braz que sobrou para Willian que tocou com categoria no canto direito de Aranha. Com Henrique na proteção à zaga, Lucas Silva iniciando, sempre com qualidade, a saída de bola na meia canxa e com a dupla de meias ofensivos da Seleção, Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart, os azuis de Minas são um time de respeito. A superioridade ao Santos ficou evidente no primeiro tempo. Placar que só não virou goleada pela falta de contundência dos donos da casa. E porque Júlio Batista, que jogou de centroavante, está longe da melhor forma.

Também me agrada o meio campo santista. Alisson e Arouca se completam na volância. Enquanto o garoto sai caçando os meias adversários, Arouca é mais bola no pé. Mais à frente, Lucas Lima é o cara responsável pela munição aos atacantes. Vem em grande fase no Brasileirão, ganhando moral com a torcida e com o técnico. Porém, contra o Cruzeiro, não tinha um companheiro à altura de Geuvânio, que, machucado, não pode jogar. Tinha Rildo, esforçado mas muito fraco, para lhe acompanhar ao lado direito. Na outra ponta, um Robinho apagado e, mais à frente, Gabriel em uma péssima noite.

Por esses motivos, dá para imaginar que o revés por 1 a O não foi um resultado tão ruim assim para o Peixe, visto o mau desempenho de seus principais jogadores.
O Santos recebe o Cruzeiro na Vila, na próxima quarta-feira, respirando ainda sem a ajuda de aparelhos. Terá de vencer por dois gols de diferença para chegar à final, já que não fez gol fora de casa. Ou vencer por 1 a 0 para decidir nos pênaltis. Se Robinho estiver inspirado e Gabriel estiver mais calmo e menos fominha, é possível que o Santos chegue à final. Mesmo que do outro lado esteja o melhor time do Brasil.


No Maracanã, o Flamengo conseguiu uma importante vantagem para o jogo de volta no Mineirão. Leva a Belo Horizonte 2 a 0 no placar. Excelente vantagem em decisões mata-mata com critérios de desempate onde o gol fora de casa vale muito. A mesma vantagem que o Corinthians levou a BH nas quartas de final contra o mesmo Atlético e não soube aproveitar.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

A Data Fifa e o absurdo calendário da CBF

Já criticamos, aqui, outras vezes, o esdrúxulo calendário do futebol brasileiro.

Digamos que já é um assunto um tanto batido. Mas, infelizmente, nesta semana não temos como fugir do tema.

Todas as seleções futebolísticas do mundo –todas as filiadas à FIFA, ao menos- jogarão neste fim de semana e no meio da próxima. As seleções europeias, por exemplo, começam a disputar as eliminatórias para a Eurocopa de 2016. As sul-americanas realizam amistosos, assim como as asiáticas, africanas, centro-americanas etc. É a chamada Data Fifa.

Todos os campeonatos no mundo param por duas semanas. Todos, menos o Brasileirão. A desculpa oficial da CBF é que não há datas suficientes para dar uma pausa no campeonato enquanto as seleções jogam. É óbvio que não há, pois com os campeonatos estaduais cada vez mais cheios de times e tomando mais de três meses do calendário, fica impossível parar o Brasileirão quando a Seleção joga.

Os estaduais, há anos, vem se desvalorizando, não apenas pelo excesso de times, mas pela fórmula absurda dos torneios – o Paulista, por exemplo, tem um regulamento ridículo, onde o time que fica em primeiro após exaustivas dezenove rodadas (sim, 19) pode ser eliminado após uma simples derrota no primeiro jogo da fase seguinte. Porém, a força das federações estaduais fala mais alto e os times, os grandes, não fazem nada para mudar isso.

Voltando à Data Fifa dessa semana, são 27 os jogadores que desfalcam seus times no Brasileirão, convocados pela Seleção Brasileira principal, pela seleção sub-21 e pelas seleções sul-americanas que disputam amistosos. Dois dos convocados estão na Série B. O goleiro uruguaio Martín Silva e o atacante Thalles, convocado por Gallo para a seleção sub-21.

O número poderia ser maior ainda se o volante paraguaio do Flamengo, Victor Cáceres, não fosse cortado da convocação de seu país por lesão. Ou se Ricardo Goulart estivesse com a seleção de Dunga. Ou se Valencia, usualmente convocado pela Colômbia, fosse chamado. Ou se Conca e D'Alessandro, que nunca são utilizados pela seleção da Argentina, aparecessem de surpresa na lista de Gerardo Martino.

Cada dia mais jogadores do Brasileirão são convocados, ou por Dunga precisar dos que atuam dentro de nossas fronteiras, ou porque os estrangeiros do Brasileirão são cada dia mais relevantes. A solução é óbvia: quando as seleções jogam, os clubes brasileiros não podem entrar em campo.

Em tempo: O Bom Senso Futebol Clube, uma das melhores coisas que apareceram no futebol brasileiro nos últimos anos, é uma primorosa iniciativa dos jogadores em busca de mais qualidade. De trabalho, principalmente. Porque eles sabem que cada vez mais o descaso de quem organiza, no caso a CBF, para com eles é evidente e ampliado. Para a referida entidade, quanto mais jogos, melhor, não importa se a Seleção joga na mesma semana ou não. Ou seja, se depender dos coronéis que tomam conta do futebol que acontece por aqui, e da TV que tem o direito de transmissão de todos os jogos de todos os campeonatos - que é quem, na verdade, sustenta e financia os clubes -, o esporte será cada vez mais tratado como mercadoria. Um produto, contudo, mais sem graça e de baixa qualidade.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Valdívia ou Luís Fabiano?


Um é conhecido como Mago; o outro, como Fabuloso.

Um é o camisa 10, meia criativo e ‘cérebro’ de seu time; o outro, camisa 9 e esperança de gols de sua equipe. 

Só que na teoria.

Porque na prática não é bem assim.

São considerados ídolos de duas das maiores torcidas de São Paulo e do Brasil.
Valdívia, o chileno falastrão, tem acumulado em seu currículo muito mais confusões do que conquistas. Em sua primeira passagem pelo Palmeiras, foi campeão paulista em 2008. Justiça seja feita, era o principal jogador do time montado por Vanderlei Luxemburgo. Após a ‘expressiva’ conquista, andou passeando pelo mundo árabe e retornou ao time nos braços da torcida. Nunca justificou tal aclamação.

Jorgito, como gosta de ser chamado, tem uma facilidade incrível para se envolver em confusões. Tanto com a torcida, que hora o ama, hora o odeia, quanto com a imprensa e com seus companheiros de equipe. Seu talento sempre foi indiscutível. Sua regularidade dentro de campo também.

Hoje, o maior problema do Palmeiras é ser refém de Valdívia. Quando o camisa 10 está em campo, o time ganha uma qualidade técnica que inexiste no recheado elenco verde de jogadores de segunda divisão. O centenário clube paulistano depende de lampejos de seu camisa 10. Às vezes, ele decide. Muitas outras, ele compromete. Como no jogo contra o Flamengo, logo no início do segundo turno. O Palmeiras perdia por 2 a 0. Valdívia entrou no segundo tempo, o time reagiu, melhorou, empatou o jogo. Mas em uma (mais uma) atitude injustificável, o ‘Mago’ pisou em um jogador adversário e foi expulso. No último fim de semana o Palmeiras foi a Florianópolis enfrentar o Figueirense, adversário direto na parte debaixo da tabela. Vencia por 1 a 0 quando Valdívia, cara a cara com o goleiro, teve a chance de matar o jogo. A displicência do chileno falou mais alto. O preço foi caríssimo. O Figueirense virou o jogo e venceu por 3 a 1.

Já Luís Fabiano foi repatriado pelo São Paulo em 2011 após muitos anos jogando no futebol espanhol. Teve alguns bons momentos em 2012, decidiu alguns jogos. O Tricolor venceu a Copa Sul Americana naquele ano. E, acredite, Willian José (sim, Willian José) foi mais importante que ‘Fabuloso’ naquela conquista. O camisa 9 foi expulso no primeiro jogo daquela decisão, ficando fora da partida derradeira, no Morumbi, vencida pelo time da casa.

Na Libertadores de 2013, após desferir palavras não muito educadas ao árbitro depois do fim de um jogo, conseguiu a façanha de ser expulso. Levou quatro jogos de suspensão. Prejudicou diretamente o time em sua campanha.

Chegou a fazer parte da primeira lista de Felipão na preparação da Seleção Brasileira para a Copa. Sua inconstância e suas lesões em sequência fizeram ser esquecido pelo então técnico canarinho. Sua última proeza aconteceu na última semana, quando agrediu um jogador adversário na primeira partida das oitavas de final da Copa Sul Americana. Expulso. Mais uma vez.


O que explica a idolatria de palmeirenses e são-paulinos por esses jogadores? O estilo, a técnica ou capacidade de ser mais comprometedor do que decisivo? Acho que nem um ‘Globo Repórter’ desvendaria tal mistério.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Necessária competência

Sete pontos de vantagem tinha o Cruzeiro, líder do Brasileirão, sobre o São Paulo, o então vice-líder no início do segundo turno. Vantagem considerável, não apenas pelos pontos mas também pela competência da equipe mineira, que perdera muito pouco no campeonato – apenas duas derrotas nas primeiras dezenove rodadas.

O confronto entre os dois melhores times aconteceu logo no início do returno. O São Paulo tinha a obrigação de vencer para manter-se vivo. Venceu e convenceu. Foi a melhor partida do Tricolor no campeonato. Talvez no ano. A diferença entre as equipes diminuiu para quatro pontos. O campeonato ganhava um pouco mais emoção, o Cruzeiro, uma pedra no sapato. Só que...

Só que o Brasileirão, com seu medíocre calendário cebeefiano, não dá tempo para o time respirar, descansar, treinar, se preparar. Com duas rodadas por semana, nesse período da tabela, manter o alto nível e o padrão de jogo é fundamental para seguir em frente. E o Cruzeiro, amigo, não vacila. Ou melhor, vacila quando pode.

Após a derrota para o São Paulo, os mineiros venceram dois compromissos dos três seguintes. Perderam aquele que era previsível, o clássico contra o Atlético, em Belo Horizonte. Venceram, no Couto Pereira, o Coritiba, onde o São Paulo tropeçou logo após vencer o líder. Ou seja, o Coxa, que luta este ano para não ser rebaixado, é um ótimo exemplo para diferenciar a competência do líder com a incompetência do São Paulo, que após ser derrotado no Paraná, perdeu o clássico para o Corinthians e teve um empate desastroso com o Flamengo e uma derrota para o Fluminense, em pleno Morumbi. A distância para o líder, que era de quatro pontos, aumentou para dez. A posição da tabela também mudou, o Tricolor caiu para terceiro. O Internacional é o novo perseguidor da Raposa - a vantagem para o novo vice é de seis pontos. O Cruzeiro caminha a passos largos rumo ao bicampeonato.

Após os resultados ruins, Muricy Ramalho disse que seu time não vai jogar a toalha. Discurso manjado, conversa para boi dormir. O real objetivo Tricolor agora é a luta para chegar entre os quatro primeiros e classificar-se à Libertadores. Assim como o Corinthians, que empolgou-se com a vitória no clássico, mas voltou a realidade nos jogos seguintes, perdendo para o Figueirense em Santa Catarina e para o Atlético Paranaense fora de casa. O Timão oscila tanto quanto o São Paulo, ganhando algumas partidas difíceis e perdendo pontos fáceis, aqueles que o Cruzeiro nunca desperdiça.

O campeonato de São Paulo e Corinthians é contra Inter, Grêmio, Atlético Mineiro e Fluminense. Porque o caneco parece já ter dono. A não ser que o Cruzeiro seja derrotado em casa para o Internacional e tenha a sua vantagem reduzida para três pontos. 

Difícil, não impossível.