quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Palmeiras centenário


O Palmeiras completou 100 anos de existência na última terça-feira, 26.

Fundado em 1914 por imigrantes italianos e seus descendentes sob o então registro de Società Sportiva Palestra Itália, a hoje Sociedade Esportiva Palmeiras tem uma história rica e peculiar.

O alviverde é um dos clubes mais vitoriosos do Brasil, de incrível sucesso nos anos 1960 e 1970, da geração de ouro de Djalma Dias, com Juninho Botelho, além de Vavá, o Peito de aço, e uma divindade, Ademir da Guia, o Divino, o melhor dos que vestiram a camisa da Academia (segundo meu pai). Depois, com Émerson Leão no gol, César Maluco com a 9. Em seguida, os bicampeões brasileiros de 1972/73, com Leivinha fazendo companhia a Luís Pereira.

Nos anos 1980, o Palmeiras passou longe das glórias, como todos os grandes times que ficam tempos em jejum. E, na maioria das vezes, eles precedem grandes conquistas, como as maiores e mais saborosas (para os palmeirenses, que fique claro) que estariam por vir.
Lembro dos times de 1993/94, uma verdadeira constelação que levou ao bicampeonato brasileiro, encerrando uma fila de 20 anos sem títulos nacionais. Escalo, de cabeça, aquele esquadrão: Velloso; Mazinho, Antonio Carlos, Cléber e Roberto Carlos; César Sampaio, Flávio Conceição, Zinho e Rivaldo; Edmundo e Evair. Não era fácil torcer contra.

Mas o melhor time verde estaria por vir. Um time que, em 1996, marcou 102 gols no campeonato paulista, vencendo por 28 pontos de diferença para o vice-campeão; tinha Cafu, Júnior, Djalminha, Rivaldo, Muller, Luizão... uma seleção. Porém, durou apenas aquele estadual.

Depois, veio o mais glorioso, o campeão da Libertadores de 1999, com São Marcos sob as traves, Arce, Roque Júnior, Alex, além de Paulo Nunes, o diabo loiro. Fechava o século XX como um dos mais imponentes clubes brasileiros. 

Contudo, o novo século traria dissabores aos palestrinos. Nos últimos dez anos foram dois rebaixamentos no campeonato brasileiro e poucos títulos de expressão. Um Paulistão, em 2008, e uma Copa do Brasil, em 2012. Pouco, muito pouco para um clube que esbanja afortunada história futebolística.

Os dias atuais não são os melhores, longe disso. A reflexão do torcedor palmeirense é mais séria, menos otimista, calejado que está. Só não pode ser pequena a sua devoção, como nunca foi. Afinal, dias melhores virão.


Aos amigos palmeirenses, parabéns, vocês merecem. O lugar de vocês é entre os grandes!

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