Maradona
ainda disputou mais duas Copas. Na seguinte, em 1990, levou a Argentina à
decisão, mas perderam pela contagem mínima para a Alemanha. Já em 1994, e
disputando aquele que seria seu último Mundial, El Pibe de Oro começou brilhante, mas uma comemoração um tanto
efusiva deixou claro que o gênio estava dopado. A Fifa o baniu por quinze
meses. A Argentina, sem o seu maior astro, sucumbiu logo após o afastamento do
craque. Era o fim de uma era.
Entre 1998 e
2002, uma nova e talentosa geração surgiu, e a Argentina chegou como favorita nos respectivos Mundiais. Porém, assim como antes, não
obtiveram o esperado sucesso. Nas duas últimas Copas, foram eliminados,
coincidentemente, pelos alemães, nas quartas de final. Em 2014, no Brasil,
chegam carregando 28 anos de expectativas e frustrações, sem o alarde de
outrora, mas com um novo gênio no auge da carreira.
Aos 27 anos,
Lionel Messi é o capitão e líder de uma seleção que tem como missão quebrar o
ingrato tabu de quase três décadas sem uma conquista de Copa do Mundo. Sua
geração, praticamente a mesma de 2010, está, hoje, em um nível técnico acima do
que jogou na África do Sul. Alejandro Sabella, o treinador, conta nomes de peso
no ataque albiceleste, como Kun
Aguero, Ezequiel Lavezzi, Gonzalo Higuaín e Rodrigo Palacio, o que facilitou a
situação delicada que foi deixar Carlos Tévez, campeão e melhor jogador do
campeonato italiano, de fora da lista. O motivo alegado – e conhecido por toda
a imprensa argentina - é o péssimo relacionamento que possui com o craque da
Juventus.
Se os hermanos não tem com o que se
preocuparem no setor ofensivo, a defesa é o calcanhar de aquiles do time. Tanto
que Sabella promoveu o retorno do veterano zagueiro Martín Demichelis, de 33
anos, que fez grande temporada pelo campeão inglês Manchester City.
Messi, Aguero, Di Maria e Higuaín. Respeito
Com uma
seleção repleta de grandes jogadores, sobretudo atacantes, o povo argentino
espera uma campanha digna na Copa no país vizinho. Não chegar sequer às
semifinais já seria um desastre. Já o título promoveria Messi ao mesmo pedestal
em que só um homem em terras portenhas foi alçado.
Curiosidades
- Os dois
títulos mundiais conquistados pela Argentina foram em continente americano. Em
1978, os hermanos venceram em casa,
em uma Copa marcada pelos anos de chumbo – a ditadura militar predominava em
vários países da América do Sul, inclusive na Argentina. A conquista do
bicampeonato mundial ocorreu no México, em 1986, onde Maradona virou mito.
- Se não
contaram com a sorte na fase grupos em 2002, por exemplo, quando tiveram de
enfrentar Inglaterra, Nigéria e Suécia – e foram eliminados -, em 2014 não tem
o que reclamar do sorteio. São cabeças de chave do grupo F, mais conhecido como
‘grupo da vida’.
- A
Argentina estreia contra a Bósnia-Herzegóvina, dia 15/06, às 19h, no Maracanã;
em seguida, enfrenta o Irã, dia 21/06, às 13h, no Mineirão; fecha a fase de
grupos no dia 25/06, no Beira-Rio, contra a Nigéria.
Na próxima
semana, falaremos sobre a Alemanha. Um abraço e até lá!

