O Galo
chegou com méritos ao Mundial devido a campanha irretocável na Libertadores.
Todos esperavam, no mínimo, que os mineiros chegassem ao jogo decisivo, contra
o Bayern de Munique. Perder para os alemães seria natural. Uma vitória sobre o
atual time de Pep Guardiola seria mais surpreendente do que uma hipotética
vitória do Santos sobre o Barcelona do mesmo Pep, dois anos atrás. Porém, a
surpresa ficou com a precoce eliminação do Atlético.
Atlético que
se preparou para fazer história. Chegou ao Mundial com praticamente o mesmo
time que venceu a Libertadores. As duas únicas mudanças no time foram o
lateral-esquerdo Lucas Cândido, que ganhou a posição Junior César na bola, e
Fernandinho, que foi contratado no meio do ano para suprir a ausência de
Bernard.
O garoto foi
um dos destaques no time na conquista da América e foi vendido ao Shaktar
Donetsk, da Ucrânia. É nome certo na lista de convocados para a Copa no ano que
vem. Seu substituto no Galo, Fernandinho, fez um bom campeonato brasileiro,
encaixou no sistema de Cuca. Mas quando tinha de aparecer, a diferença técnica
entra os dois foi reveladora. Bernard era a válvula de escape desse time. Time
que jogava em função de Jô, outro nome certo na Copa.
O
centroavante atleticano fez uma boa Copa das Confederações, chegou à Seleção
devido suas boas apresentações no Galo, foi artilheiro da Libertadores, é o
atual atacante de referência do Brasil, já que Fred vive no ‘estaleiro’. Mas
quando o Atlético mais precisava de Jô, ele não correspondeu. Perdeu dois gols
feitos em terras marroquinas, gols que poderiam levar o Galo à decisão. Sucumbiu
com o time. Deixou o técnico da Seleção, Luiz Felipe Scolari, certamente
preocupado. Felipão que, pela falta de melhores opções, conta com Jô.
Não conta,
porém, com Ronaldinho nem com Diego Tardelli, dois jogadores sempre
reivindicados pela imprensa na lista de convocados. A desistência por
Ronaldinho já tinha se mostrado acertada. R10 não desaprendeu a jogar, se
reinventou. É importante para o Galo, resolve, às vezes, na bola parada, acerta
alguns passes e só. Não dá para esperar mais de Ronaldinho. Já Tardelli jogou
muito bem no Brasileirão, mas foi praticamente invisível quando mais se
esperava por ele. Se contava com o Mundial como vitrine para uma eventual
convocação, é praticamente peça descartada na Seleção.
Para
Felipão, poucas são as dúvidas na lista final. Que, na época da Copa, Oscar
esteja bem, Hulk esteja forte; que Fred faça as pazes com o departamento médico
e que Neymar esteja iluminado. Só assim teremos alguma chance.

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