Com
o campeonato futebolístico mais importante do País chegando ao fim, balanços
sobre o desempenho de nossos queridos times tornam-se necessários. Faremos,
então, uma pequena análise sobre as grandes equipes paulistas nesse Brasileirão
2013.
O Santos, dentre os
grandes clubes de nosso Estado, foi quem teve, surpreendentemente, o melhor
desempenho. Surpreendentemente porque vendeu Neymar, o melhor jogador do time –
e melhor do continente, diga-se – e ninguém fica impune a isso. E mesmo assim
conseguiu fazer uma campanha digna. Era impossível suprir a falta do atacante
que foi para o Barcelona. Para piorar a situação, a diretoria demitiu o técnico
Muricy Ramalho e não contratou outro treinador, efetivando o interino Claudinei
Oliveira, que conseguiu organizar o time e dar um padrão de jogo à equipe. O
grande destaque foi o meia Cícero, que, depois de marcar 15 gols e ser o
segundo melhor em números de assistências no campeonato, pede 100% de aumento
salarial para continuar em Santos, em 2014. O Peixe termina o Brasileirão na
sétima colocação, com 57 pontos; 15 vitórias, 12 empates e 11 derrotas.
O
São Paulo viveu momentos de agonia em 2013. Após ser eliminado pelo arquirrival
na semifinal do Paulistão e perder a Recopa para o mesmo time, além de ser
massacrado pelo Atlético Mineiro nas oitavas de final da Libertadores, o
Tricolor tinha o Brasileirão para se redimir. O presidente trocou o técnico Ney
Franco por Paulo Autuori, que só durou dois meses no comando da equipe. Juvenal
Juvêncio recorreu, então, a outro velho conhecido e o mais querido treinador:
Muricy Ramalho, que pegou o time em 18º na tabela de classificação, correndo
grande risco de rebaixamento. Como Muricy conhece bem os corredores do Morumbi,
conseguiu salvar a equipe da catástrofe anunciada. Pelo contexto, terminar o
campeonato no meio da tabela é para ser comemorado pelos são-paulinos – foram
14 vitórias, 8 empates e 16 derrotas.
Já o Corinthians
começou o Brasileirão como franco favorito ao título. Atual campeão Mundial,
Paulista e da Recopa, era óbvio ver a equipe do Parque São Jorge como o time a
ser batido, mas não foi isso o que aconteceu. Foram, ao todo, 10 derrotas.
Porém, foi o time que mais empatou (17) e somou apenas 11 vitórias, o mesmo
número de jogos ganhos que o Vasco, rebaixado à série B. Até o Fluminense, que também
irá disputar a segunda divisão no ano que vem, venceu um jogo a mais que o
Corinthians. Ou seja, retrospecto pífio para time de tamanho investimento.
Sem contar o fracasso no desempenho dos principais reforços do time; Renato
Augusto ficou muitos jogos de fora, devido as suas muitas lesões, e Alexandre
Pato nunca correspondeu ao milionário investimento feito em seu futebol. O que manteve
o alvinegro na elite do futebol foi o forte setor defensivo, que sofreu apenas
22 gols, 15 a menos que o campeão Cruzeiro. Mas nem isso foi capaz de manter
Tite no comando do time em 2014.
Após 15 anos, a Libertadores não
contará com nenhuma equipe paulista. A não ser que a Ponte Preta, que foi
rebaixada à série B, vença o Lanús, da Argentina, na decisão da Copa
Sul-Americana e se classifique ao torneio mais importante do continente.
Menção honrosa ao Cruzeiro, campeão incontestável,
77 gols marcados e 76 pontos conquistados. Trabalho impecável do bom técnico
Marcelo Oliveira.
O craque: Everton Ribeiro, meia do Cruzeiro.
Melhor driblador, líder em assitências (11), sete gols e o armador que
desequilibra partindo da direita no 4-2-3-1 cruzeirense. Destaque absoluto.
Maior surpresa: Atlético Paranaense. O Furacão
veio da série B e a expectativa era a luta para permanecer na elite. Resultado
final: Terceiro colocado e garantido na Libertadores 2014.
Maiores decepções: Sem contar os supracitados São
Paulo e Corinthians, destacamos Internacional, time de enorme investimento e
desempenho pífio (48 pontos e apenas 11 vitórias), e Fluminense. Foi a primeira
vez na história do Brasileirão que o campeão foi rebaixado na edição seguinte.
Homem Gol: Éderson, do Atlético Paranaense,
com 21 gols.
Curiosidade: É a primeira vez em todos os tempos
que o primeiro, o segundo e o terceiro colocados são de estados que não Rio de
Janeiro e São Paulo. Um mineiro, um gaúcho e um paranaense, como jamais havia
acontecido.
A Seleção do campeonato, na visão
de quem vos escreve:
Fábio (Cruzeiro): Jéfferson, Cavalieri e Vítor estão
à frente na disputa por vaga na Seleção. Mas Fábio é tão bom ou melhor. No
campeonato, sobrou.
Léo (Atlético Paranaense): seguro na marcação e bem no apoio.
Dedé (Cruzeiro): Eficiente nas jogadas aéreas,
seguro por baixo. Foi o melhor central.
Dória (Botafogo): Boa colocação e senso de
cobertura. Essencial a campanha que leva o Botafogo à zona da Libertadores
depois de dezoito anos.
Egídio (Cruzeiro): Alex Telles, do Grêmio, joga mais.
Mas o números do lateral celeste falam por si: segundo que mais acertou
cruzamentos, sexto em desarmes e passes certos; quatro assistências.
Nílton (Cruzeiro): Forte na marcação, contribuiu com
gols importantes. Titular em toda a vitoriosa campanha.
Elias (Flamengo): Rápido, técnico e líder do
meio-campo rubronegro.
Everton Ribeiro (Cruzeiro): O craque. Disparado o melhor
jogador.
Ricardo Goulart (Cruzeiro): Meia central e ponta-de-lança,
deixou Julio Batista no banco e, por vezes, ainda supria a ausência de Borges
no comando do ataque. Muito eficiente.
Éderson (Atlético Paranaense): Impossível deixar de fora da lista
o artilheiro da competição.
Walter (Goiás): As chacotas sobre o visível
sobrepeso foram diminuindo conforme os gols marcados. Foram 13 no total e 6
assistências. A qualidade para bater na bola impressiona.
E você, qual a sua seleção do
campeonato?
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