segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

As surpresas e decepções do Brasileirão

Com o campeonato futebolístico mais importante do País chegando ao fim, balanços sobre o desempenho de nossos queridos times tornam-se necessários. Faremos, então, uma pequena análise sobre as grandes equipes paulistas nesse Brasileirão 2013.

O Santos, dentre os grandes clubes de nosso Estado, foi quem teve, surpreendentemente, o melhor desempenho. Surpreendentemente porque vendeu Neymar, o melhor jogador do time – e melhor do continente, diga-se – e ninguém fica impune a isso. E mesmo assim conseguiu fazer uma campanha digna. Era impossível suprir a falta do atacante que foi para o Barcelona. Para piorar a situação, a diretoria demitiu o técnico Muricy Ramalho e não contratou outro treinador, efetivando o interino Claudinei Oliveira, que conseguiu organizar o time e dar um padrão de jogo à equipe. O grande destaque foi o meia Cícero, que, depois de marcar 15 gols e ser o segundo melhor em números de assistências no campeonato, pede 100% de aumento salarial para continuar em Santos, em 2014. O Peixe termina o Brasileirão na sétima colocação, com 57 pontos; 15 vitórias, 12 empates e 11 derrotas.

O São Paulo viveu momentos de agonia em 2013. Após ser eliminado pelo arquirrival na semifinal do Paulistão e perder a Recopa para o mesmo time, além de ser massacrado pelo Atlético Mineiro nas oitavas de final da Libertadores, o Tricolor tinha o Brasileirão para se redimir. O presidente trocou o técnico Ney Franco por Paulo Autuori, que só durou dois meses no comando da equipe. Juvenal Juvêncio recorreu, então, a outro velho conhecido e o mais querido treinador: Muricy Ramalho, que pegou o time em 18º na tabela de classificação, correndo grande risco de rebaixamento. Como Muricy conhece bem os corredores do Morumbi, conseguiu salvar a equipe da catástrofe anunciada. Pelo contexto, terminar o campeonato no meio da tabela é para ser comemorado pelos são-paulinos – foram 14 vitórias, 8 empates e 16 derrotas.

Já o Corinthians começou o Brasileirão como franco favorito ao título. Atual campeão Mundial, Paulista e da Recopa, era óbvio ver a equipe do Parque São Jorge como o time a ser batido, mas não foi isso o que aconteceu. Foram, ao todo, 10 derrotas. Porém, foi o time que mais empatou (17) e somou apenas 11 vitórias, o mesmo número de jogos ganhos que o Vasco, rebaixado à série B. Até o Fluminense, que também irá disputar a segunda divisão no ano que vem, venceu um jogo a mais que o Corinthians. Ou seja, retrospecto pífio para time de tamanho investimento. Sem contar o fracasso no desempenho dos principais reforços do time; Renato Augusto ficou muitos jogos de fora, devido as suas muitas lesões, e Alexandre Pato nunca correspondeu ao milionário investimento feito em seu futebol. O que manteve o alvinegro na elite do futebol foi o forte setor defensivo, que sofreu apenas 22 gols, 15 a menos que o campeão Cruzeiro. Mas nem isso foi capaz de manter Tite no comando do time em 2014.

Após 15 anos, a Libertadores não contará com nenhuma equipe paulista. A não ser que a Ponte Preta, que foi rebaixada à série B, vença o Lanús, da Argentina, na decisão da Copa Sul-Americana e se classifique ao torneio mais importante do continente.

Menção honrosa ao Cruzeiro, campeão incontestável, 77 gols marcados e 76 pontos conquistados. Trabalho impecável do bom técnico Marcelo Oliveira.

O craque: Everton Ribeiro, meia do Cruzeiro. Melhor driblador, líder em assitências (11), sete gols e o armador que desequilibra partindo da direita no 4-2-3-1 cruzeirense. Destaque absoluto.

Maior surpresa: Atlético Paranaense. O Furacão veio da série B e a expectativa era a luta para permanecer na elite. Resultado final: Terceiro colocado e garantido na Libertadores 2014.

Maiores decepções: Sem contar os supracitados São Paulo e Corinthians, destacamos Internacional, time de enorme investimento e desempenho pífio (48 pontos e apenas 11 vitórias), e Fluminense. Foi a primeira vez na história do Brasileirão que o campeão foi rebaixado na edição seguinte.

Homem Gol: Éderson, do Atlético Paranaense, com 21 gols.

Curiosidade: É a primeira vez em todos os tempos que o primeiro, o segundo e o terceiro colocados são de estados que não Rio de Janeiro e São Paulo. Um mineiro, um gaúcho e um paranaense, como jamais havia acontecido.

A Seleção do campeonato, na visão de quem vos escreve:

Fábio (Cruzeiro): Jéfferson, Cavalieri e Vítor estão à frente na disputa por vaga na Seleção. Mas Fábio é tão bom ou melhor. No campeonato, sobrou.

Léo (Atlético Paranaense): seguro na marcação e bem no apoio.

Dedé (Cruzeiro): Eficiente nas jogadas aéreas, seguro por baixo. Foi o melhor central.

Dória (Botafogo): Boa colocação e senso de cobertura. Essencial a campanha que leva o Botafogo à zona da Libertadores depois de dezoito anos.

Egídio (Cruzeiro): Alex Telles, do Grêmio, joga mais. Mas o números do lateral celeste falam por si: segundo que mais acertou cruzamentos, sexto em desarmes e passes certos; quatro assistências.

Nílton (Cruzeiro): Forte na marcação, contribuiu com gols importantes. Titular em toda a vitoriosa campanha.

Elias (Flamengo): Rápido, técnico e líder do meio-campo rubronegro.

Everton Ribeiro (Cruzeiro): O craque. Disparado o melhor jogador.

Ricardo Goulart (Cruzeiro): Meia central e ponta-de-lança, deixou Julio Batista no banco e, por vezes, ainda supria a ausência de Borges no comando do ataque. Muito eficiente.

Éderson (Atlético Paranaense): Impossível deixar de fora da lista o artilheiro da competição.

Walter (Goiás): As chacotas sobre o visível sobrepeso foram diminuindo conforme os gols marcados. Foram 13 no total e 6 assistências. A qualidade para bater na bola impressiona.

E você, qual a sua seleção do campeonato?


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