quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Sobe o som - Engenheiros do Hawaii

(voltemos) Se as estatísticas estiverem certas, o blog não anda tão abandonado (desamparado, talvez) como esse pseudo-cronista pensava. De vez em quando os amigos internéticos passam por aqui. E como faz tempo que não pingo nada nesse espaço - na verdade, tirei um mês sabático do 'Toque de Letra' - aqui vai uma 'pérola' do youtube, pinçado diretamente de uma twitcam do @1bertogessinger, o Humberto Gessinger.

Como a ideia original (que acabou se disvirtuando) do blog era misturar futebol, música e outras coisas, e no momento as ideias futebolísticas estão desprovidas de algo mais, aqui vai um longo vídeo (que eu duvido que alguém assista até o fim, se é que alguém vai assistir) de um encontro entre os ex-Engenheiros do Hawaii, Humberto Gessinger e Carlos Maltz. Eu já fui muito fã da banda; hoje escuto muito pouco. Acho que não vou agradar muito os que passam por aqui, pois o movimento caiu consideravelmente quando expressei meu gosto musical, que não é dos mais apurados.

Enfim, pra quem gosta, acho que vale. Pra mim, ouvir 'A revolta dos Dandis', na íntegra, me traz boas lembranças.


             Acho que vou levar à sério essa categoria aqui no blog; 'Sobe o som'.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Resuminho sobre Londres

(tudo zen meu bem) Após um breve período sem abrir essa caixa de linhas mal traçadas, esse espaço virtual desorganizado volta para pequenas palavras desinteressantes escritas por quem viu, de longe, os Jogos Olímpicos de Londres. Como eu acho que ficou bom, vou mandar para o jornal.

...
A Olimpíada de Londres entra definitivamente na história do esporte por marcar a hegemonia de um mito das piscinas: Michael Phelps, com 18 medalhas de ouro, incluindo suas quatro participações olímpicas, tornando-se o maior medalhista da história dos Jogos. E ainda tivemos outro show de Usain Bolt nas pistas de atletismo. O jamaicano conquistou o bi olímpico nos 100 e 200 metros rasos e no revezamento 4x100 com a equipe jamaicana. Phelps e Bolt, duas lendas olímpicas.
Mas por aqui há outra lenda, e atende pelo nome de José Roberto Guimarães, três vezes medalha de ouro como treinador. A primeira, em 1992, comandando a equipe de vôlei masculina. A segunda, em Pequim, há quatro anos, já no comando feminino, e a terceira, em Londres. Terceira e última medalha de ouro no Brasil nessa olimpíada. Medalha merecida que contempla uma geração vitoriosa e muito talentosa. A vitória sobre a seleção russa, algoz brasileira no último mundial, foi épica. Eram as quartas de final, apenas, e as meninas se superaram, venceram uma partida praticamente perdida. Foram às semifinais e atropelaram as japonesas. Na decisão, uma pedreira: as norte-americanas, favoritas, campanha impecável nas Olimpíadas. Só que do lado de cá da rede tinha Sheilla, Jaque, Fabiana e José Roberto Guimarães no banco. O único tricampeão olímpico brasileiro, ‘o cara’. Mais uma vez, o degrau mais alto do pódio no vôlei feminino.
Em Londres, também conhecemos outros nomes do esporte brasileiro. A primeira mulher a vencer no Judô foi Sarah Menezes, uma piauiense de 22 anos, que nos deu o primeiro ouro nos Jogos. O segundo veio com Arthur Zanetti, na ginástica artística. Dois jovens que chegaram sem badalação e que viraram heróis do esporte nacional.
Aliás, heróis não faltaram. Alguns não conquistaram o ouro mas chegaram muito perto, como o boxeador Esquiva Falcão, medalha de prata na categoria até 75kg e seu irmão, Yamaguchi Falcão, bronze na categoria até 81 kg, além de Adriana Araújo, bronze na categoria 65kg. Conhecemos também Yane Marques, que conquistou o primeiro pódio da história do Brasil no Pentatlo moderno ao ganhar o bronze no último suspiro de competições na Olimpíada. Yane, atleta pernambucana nascida no remoto sertão e com essas histórias de vida que beiram o inacreditável, fechou a lista das 17 medalhas do país.
Dentre aqueles que chegaram perto mas não levaram o ouro, o destaque maior é a seleção masculina de vôlei. Mais uma vez foi a final, e assim como em Pequim, o fim tão desejado não aconteceu. O time de Bernardinho foi prata novamente. A cor da medalha que encerra essa geração merecia ser dourada. Não há como não reconhecer os méritos dessa grande equipe. Como também não podemos deixar de reconhecer a evolução da seleção masculina de basquete, que não conseguiu medalha, mas deixou Londres de cabeça erguida.
Porém, alguns vexames aconteceram. Se vexame soa injusto, a palavra decepção cai como uma luva para alguns atletas e outras modalidades, como por exemplo, o futebol brasileiro, que decepcionou mais uma vez em uma Olimpíada.
Após torna-se candidato natural ao ouro, depois das precoces eliminações de seleções favoritas, como Espanha e Uruguai, ainda na fase de grupos, o Brasil chegou sem grandes sustos até a final contra o México, e era grande a esperança para a medalha de ouro inédita. Mas os comandados de Mano Menezes sucumbiram diante dos mexicanos e acabaram com a amarga medalha de prata. Já o futebol feminino, prata nas duas últimas edições olímpicas, desta vez nem medalha disputou. As meninas foram eliminadas nas quartas de final. Muito pouco para uma seleção que conta com Marta e outras grandes jogadoras, como Formiga e Cristiane. O Brasil terá trabalho pra reformular a seleção em buscas de um resultado melhor em 2016.
A natação, grande esperança de medalhas nos Jogos, não trouxe o ouro esperado. César Cielo conseguiu ‘apenas’ o bronze nos 50 metros livre e ficou sem medalha nos 100m livre. Thiago Pereira finalmente conseguiu sua primeira medalha olímpica; prata nos 400m medley. Pouco para um esporte que teve um grande investimento. E que ajudou menos no quadro de medalhas do que o Boxe, esporte que teve uma ‘ajuda financeira’ muito menor.
Quem também decepcionou em Londres foi o atletismo brasileiro. Fabiana Murer, uma das grandes favoritas ao ouro, no salto com vara, campeã mundial indoor e outdoor, não passou nem da fase eliminatória no Estádio Olímpico e culpou o vento instável, que a fez desistir de saltar por duas vezes. Murer disse que ficou com medo de se machucar e que a segurança dela falava mais alto. Quatro anos atrás, em Pequim, o sumiço de uma de suas varas tirou a chance de Fabiana brigar pelo ouro. Desta vez, como ela mesma admitiu, a culpa não foi de ninguém, somente dela.
Maurren Maggi também decepcionou quem esperava da atleta ao menos uma medalha olímpica. Ouro em Pequim, Maurren, assim como Fabiana, nem conseguiu se classificar para as finais, saltando muito pouco para uma campeã olímpica. É certo que seus resultados nos últimos anos não foram dos melhores, mas a atleta dizia ser possível subir ao pódio. Ficou só no discurso.
Houve ainda outros resultados abaixo do esperado para o Brasil, como a apresentação ruim de Diego Hipólito, que sempre chega como esperança de medalha, na ginástica, e de Leandro Guilheiro, judoca que conquistou por duas vezes o bronze nas duas últimas edições olímpicas, mas que fracassou esse ano. Entre outros resultados pífios, não há como relacionar o fraquíssimo desempenho da seleção feminina de basquete, com quatro derrotas nos quatro primeiros jogos.
Em Londres, a lista das decepções, infelizmente, foi maior que a lista de sucessos para o Brasil, mas o que realmente importa após o fim de mais uma Olimpíada é o legado do esporte no país, que daqui a quatro anos sediará o maior evento esportivo do mundo. Que o desempenho brasileiro nos Jogos de Rio, em 2016, seja melhor. Mas que melhor ainda seja o desenvolvimento do esporte em nosso país.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Enfim, a América


(Os maias estavam certos..) E o que antes só acontecia nos gramados virtuais da geração playstation, aconteceu dentre as linhas reais dos campos sulamericanos, sem derrotas, sem sustos. Sem o sofrimento típico que ilustra quase todas as conquistas alvinegras da história centenária. Dessa vez foi diferente.

Diferente porque o time se preparou para fazer história, disputou a competição de maneira exemplar e, merecidamente, levantou a tão sonhada taça.

Mas não é apenas a incontestável campanha na Libertadores 2012 que justifica o merecimento do inédito título, e sim a 'aposta' na continuidade do trabalho do técnico Tite, cuja a cabeça foi pedida por milhões de torcedores após a decepcionante eliminação para o Tolima ainda na pré-Libertadores do ano passado.

A diretoria acreditou no professor Adenor, deu o respaldo necessário e o bom trabalho do técnico foi recompensado com o título brasileiro de 2011. Já o caneco continetal foi apenas a cereja do bolo. E que cereja!

Minutos antes do cotejo decisivo no Pacaembu, Tite foi perguntado por um repórter se o Corinthians precisaria de sorte para vencer o Boca, e Tite disse que não acreditava em sorte, mas no merecimento pelo trabalho. E este foi bem feito e devidamente recompensado. Após a partida, ressaltou o que disse antes: "Esse negócio de sorte de campeão é a melhor maneira de desprezar o trabalho de alguém". É verdade, mas se a sorte não ajudou o Corinthians, também não atrapalhou.

Por fim, o Bando de loucos será eternamente grato à Tite e seus comandados, Émerson Sheik entra para a galeria dos maiores ídolos da Fiel e o 'Vai, Corinthians' imprime sua marca na história alvinegra.

Aos meus amigos corinthianos, parabéns, vocês merecem!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Nunca antes na história

(será?) Como não reconhecer os méritos de um time que chega a final da Libertadores pela primeira vez em sua história? E uma história de pouco mais de cem anos.

A noite de ontem foi especial não somente para o torcedor corinthiano, mas para o torcedor de futebol, como aquele sãopaulino que deixou de assistir o time do coração na semifinal da Copa do Brasil só para 'secar' o arquirrival, para sentir o prazer de vê-lo sucumbir antes de chegarem à inédita final... pois é, eles chegaram...

Chegaram porque tem o melhor técnico e melhor time do país, no momento. Chegaram porque sofreram apenas três gols em doze jogos. Chegaram porque tem Danilo, o senhor Libertadores, campeão em 2005 pelo São Paulo, e, hoje, indispensável no esquema de Tite. Jogador que chegou para ser o camisa 10 na Libertadores de 2010, daquele time que tinha Ronaldo e Roberto Carlos, mas não passou das oitavas naquele ano. Hoje, usando o número 20 às costas, discreto, frio e calculista, Danilo tem sido fundamental na campanha e aparece na hora certa, como no gol de empate contra o Santos, que colocou o Corinthians na decisão do torneio mais importante do continente.

Mas Danilo é apenas um dos personagens de uma equipe que não tem um ator principal, como o Santos que tem Neymar. O Timão versão 2012 é um conjunto de excelentes coadjunvantes, cuja estrela principal é a aplicação tática de jogadores que lutam pela bola até o fim.

Merecidamente, a final que a torcida espera há tempos. Um título que seus maiores rivais já possuem e que é o maior trunfo dos anticorinthianos, motivo de boas gozações futebolísticas, daquelas do tipo 'fiado só quando o Corinthians vencer a Libertadores', está próximo. Há 180 minutos para a epopeia.

Tudo indica mesmo a previsão dos Maias. Lula e Maluf, inimigos históricos, agora aliados, ex-ministro da justiça defendendo contraventor, Corinthians na final da Libertadores... é, amigo, 2012 anda meio esquisito.


quinta-feira, 31 de maio de 2012

Um alento para Mano

(ja é) Mano Menezes igualou a marca de de Carlos Alberto Parreira e Luis Felipe Scolari, aos vencer os Estados Unidos em terras norte-americanas e chegar a oitava vitória consecutiva no comando da Seleção Brasileira.
O atual técnico do Brasil não é unanimidade no cargo mas está longe de ser o mais contestado treinador da história do time Canarinho. Contra o treinador pesam as derrotas para os rivais de mais peso, como por exemplo para França e Alemanha, ano passado, e o péssimo desempenho na Copa América, também em 2011, quando Mano já tinha um ano de trabalho à frente da Seleção.
Com a substituição no comando da entidade máxima que rege as ordens de nosso futebol doméstico, o ex-treinador do Corinthians sentiu que seu cargo está mais em risco do que antes, por ser mais próximo do ex-presidente que, por sua vez, era (ou é, não sei) mais próximo do atual diretor de seleções da CBF, Andrés Sanchez.
Não que o atual mandachuvas da CBF, o senhor José Maria Marín, também conhecido como Zé da medalha, não aprove o trabalho do treinador, longe disso, mas já deixou claro que resultados negativos pesarão na hora da avaliação do desempenho do técnico à beira do gramado.
Por esses e por outros motivos, Mano Menezes sabe que a medalha de ouro (inédita) seria um grande aval para seu trabalho. E o treinador tem aproveitado os quatro amistosos marcados para preparar a equipe para os Jogos Olímpicos de Londres, que começa no fim de julho.
À favor de Mano conta a a idade de seus melhores jogadores, dentre eles Neymar, Lucas, Pato, Ganso (esse machucado, não participa dos amistosos, mas é nome certo nos 'Jogos') e Oscar, esse, o novo camisa 10 do Brasil, a melhor notícia nos dois amistosos contra Dinamarca e EUA. O jogador do Internacional vem mostrando que é uma boa alternativa para ser o articulador do meio de campo da Seleção.
Estranho mesmo foi ver a surpresa do narrador número 1 da Globo, Galvão Bueno, que repetiu inúmeras vezes "como é bom esse Oscar". A sensação na hora da transmissão do jogo foi de que Galvão nunca viu o meia do Inter atuar, nem pelo seu clube, nem pela seleção sub-20, quando Oscar foi o melhor jogador do torneio, marcando três gols na decisão. Mas isso já é outro assunto. Só acho que um cara como o Galvão, que fala pra tanta gente, deveria ser mais bem informado e assistir mais jogos.
O que importa é Mano vem ganhando alternativas para posições carentes e fundamentais. Já ter desistido de Ronaldinho foi um grande alento e agora, com as boas apresentações de Oscar, o técnico ganha uma belíssima opção para quando Ganso estiver ausente, o que, infelizmente, é corriqueiro.
Veremos como o time de Mano e seu novo camisa 10 se comportam contra adversários melhores, como o México e Argentina, os próximos desafiantes.
Oscar: novo 10?

quarta-feira, 16 de maio de 2012

As 'quartas' da Libertadores

(voltemos...) O blog anda meio abandonado, e não é por falta de assunto, já que tivemos as decisões de todos os estaduais, pelo Brasil. Mas, sim, por falta de tempo de quem vos escreve. Enfim, como a Libertadores chega em sua fase mais legal, com tantos jogos imperdíveis, as desculpas pela ausência ficariam estranhas demais.

Bom, chega de justificativas. Afinal, Vasco e Corinthians se enfrentam hoje, em São Januário, no confronto de ida das quartas de final. Jogo que coloca frente-à-frente campeão e vice do Brasileirão do ano passado.
O Timão vem de vitória fácil sobre o Emelec, nas oitavas. O time, porém, tem algumas mudanças em relação à vitória sobre os equatorianos, semana passada, no Pacaembu. Edenílson, machucado, cede a lateral-direita ao antigo dono da posição, Alessandro. No meio, Tite segue com seus intocáveis e insubstituíveis: Ralf, Paulinho e Danilo. Mais à frente, Alex segue no time após a boa atuação (o que dele sempre se espera) no último jogo. Jorge Henrique, que cumpriu suspensão na última partida e deu lugar para Alex, também volta, mas no lugar de Willian, que, segundo Tite, sai do time por 'momento técnico'; ele que entrara para suprir a ausência de Liédson, este que segue novamente fora dos relacionados (motivo: aprimorar a forma física, e técnica, também). Na frente, Tite aposta em Émerson. O camisa 11 vem jogando bem, é experiente e, apesar de não ser centroavante, pode ser o cara decisivo do Corinthians.

O que chama a atenção é esse certo 'rodízio' entre os jogadores, algumas vezes por necessidade e outras por opção técnica. E quem entra no time tem dado conta do recado. Tite deixa claro, com isso, que ninguém tem lugar cativo no time. A saída de Adriano, do clube, parece ter feito bem demais ao grupo. Liédson, que até outro dia era a maior esperança de gols, mas não vinha rendendo bem, perdeu lugar no time e nem por isso a equipe deixou de jogar bem. O que deixa, claro, a meu ver, que Tite tem o grupo na mão, conhece os jogadores e sabe o que fazer.

Só que hoje o buraco é mais embaixo. Apesar de ter um bom retrospecto em partidas eliminatórias contra o Vasco e ter empatado o último confronto em Sao Januário (2 a 2, pelo segundo turno do Brasileirão, ano passado), os próprios jogadores corinthianos admitem que o empate é um bom resultado. O estádio estará cheio, a torcida fará pressão e os vascaínos, apesar de sofrerem nas oitavas contra o Lanús, tem um grande time. Cristóvão Borges é outro técnico que conhece bem o grupo e não faz média com jogadores. O treinador deve seguir com o volante Nílton no meio e deixar o experiente e excelente meia Felipe no banco, mais uma vez. A justificativa é clara: para juninho Pernambucano, 37 anos, jogar com liberdade, o time precisa de dois volantes marcadores. Éder Luis é a válvula de escape do time, Diego Souza não vive grande fase, mas é aquele jogador que em dois lances decide o jogo. Alecsandro é a aposta de gols... ou seja, sobra Felipe (é quase um pecado deixá-lo de fora, mas compreensível devido às circunstâncias).

Considerações à parte, a bola rola à partir da 21:50hs, com TV 'aberta'. E devido as qualidades dos times, acho difícil um 0 a 0.

Quem passar pelo duelo entre brasileiros enfrenta o vencedor de Vélez Sarsfield e Santos, outro belo jogo. Os argentinos eliminaram o Atlético Nacional, que fez bela campanha na fase grupos, vencendo o primeiro jogo, na Colômbia. Já o Peixe marcou impiedosos oito gols no Bolivar, na Vila. Os praianos são favoritos no confronto, mas devem sofrer no primeiro jogo, na Argentina. Qualquer empate, com gols, de preferência, já é um baita resultado para o time de Muricy Ramalho, que deve manter o time que vem jogando. O primeiro embate é amanhã, às 21:50hs, no campo do Vélez.

Do outro lado da chave das quartas, o Libertad, do Paraguai abre essa fase do torneio, hoje, as 19:30hs, em Assuncão, contra a Universidad do Chile, mais conhecida como 'La U'. Os paraguaios passaram pelo Cruz Azul, do México, nas oitavas e jogam sua décima Libertadores seguida. Tem experiência de sobra e terminaram a fase grupos, em primeiro. O Vasco foi o segundo. Já a equipe chilena, atual campeã da Copa Sulamericana, segue favorita no confronto (mas deve sofrer no primeiro jogo). Comandados pelo técnico Jorge Sampaoli, atualmente o mais badalado treinador sulamericano, os chilenos reverteram uma goleada de 4 a 1 para o Deportivo Quito, nas oitavas. E, por isso, impõem muito respeito.

O vencedor do duelo entre paraguaios e chilenos enfrenta o vencedor de outro duelo muito aguardado: Boca Juniors e Fluminense. A partida de ida entre argentinos e brasileiros acontece amanhã, as 19:30hs, na Bombonera. Na fase de grupos, o Flu venceu lá por 2 a 1, e perdeu no Engenhão por 2 a 0. Duelo claramente sem favorito. Porém, os cariocas devem sofrer mais dessa vez, por não contar com Wellington Nem, Deco e Fred, contundidos, os principais jogadores do time na temporada. A favor do time de Abel Braga, o banco de reservas qualificado, com jogadores de respeito com Rafael Sóbis, Wagner e Rafael Moura. O Flu terá que jogar muita bola e torcer para Riquelme não estar em suas melhores noites, se quiser continuar vivo na competição.

Aguardamos ansiosamente.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

A velha freguesia e uma final merecida


(de novo...)O São Paulo perdeu a semifinal do Paulistão para o Santos pela terceira vez seguida. Assim como em 2010, quando eram dois jogos, e em 2011, em jogo único, o Peixe foi novamente superior aos tricolores e não deram chances aos donos da casa.

Cair de diante de 45 mil são-paulinos que não comemoram o título estadual desde 2005 é doloroso para os jogadores e mais ainda para os torcedores. O time atual de Émerson Leão é, claramente, uma equipe em formação, e isso ficou evidente logo no primeiro tempo do cotejo de ontem, quando a equipe sentiu a pressão de um jogo decisivo, principalmente por enfrentar a melhor equipe do país.

Luis Fabiano, suspenso, faz muita falta ao time. Com Willian José na frente, a força ofensiva cai demais. Jadson não é, ainda, o jogador que se espera e Cícero, o mais regular da temporada, não é o cara cerebral do meio-campo. Leão até que tentou melhorar o time no intervalo, sacando o improdutivo Jádson e colocando Ferenandinho (alteração corriqueira) e tirando o amarelado Piris, que sofria com Neymar, para dar lugar a Rodrigo Caio.

Quando o tricolor diminuiu o placar com Willian José, após boa assistência de Lucas, que apareceu para jogar, o Santos já estava mais preocupado em marcar e segurar o resultado. Só que mais uma vez Neymar marcou e acabou com qualquer esperança dos tricolores, calando de vez o Morumbi. Falha de Dênis no terceiro gol da joia santista, mas mérito de uma equipe que joga junto há três anos e pode (deve) conquistar o tricampeonato paulista, feito que não ocorre desde que Pelé ainda jogava.

Bacana, a comemoração de Neymar no segundo gol, após chegar a marca de 101 gols, igualando Juari, artilheiro santista. O craque santista deixou as dancinhas bobas de lado e homenageou o ex-atacante. Digno de registro.

Bacana, também, a vitória do Bugre, de virada, sobre a Macaca. O time de Vadão, Fabinho e Domingos chega a final após 24 anos da última decisão. Merecido.

Merecido, também, a vitória do Botafogo contra o Vasco, que põe a estrela solitária na decisão do carioca, contra o Fluminense. O Fogão está há 23 jogos sem perder e o técnico Oswaldo de Oliveira aposta em um esquema que preza pelo futebol ofensivo, com jogadores habilidosos e chega com méritos a mais uma final de estadual. Destaque para a gandula do Engenhão, que participou ativamente no primeiro gol de Loco Abreu, após repôr a bola rapidamente para Maicossuel cobrar o lateral que resultou no gol que abriu o placar. Garota que além de esperta, é bonita.


terça-feira, 17 de abril de 2012

As semifinais da UEFA Champions League

As semifinais da UEFA Champions League começam hoje (as 15:30hs - Brasília) com o belo cotejo entre Bayern de Munique e Real Madrid. Os Bávaros recebem os madridistas no campo da finalíssima e sabem que uma vitória sobre a equipe de José Mourinho será fundamental para jogar por um empate na Espanha, semana que vem.
Duas equipes com tradição na Liga dos Campeões e com jogadores que desequilibram qualquer partida. Os alemães ainda contam com o desejo de jogar a finalíssima em casa, assim como o Real Madrid, que 'desperdiçou' a chance, ano passado, ao ser superado pelo Barcelona nas semifinais.

Dessa vez, os merengues, assim como os Bávaros, só encontram o Barça, que faz a outra semifinal com o Chelsea, na decisão. Em jogo único. O que é um charme da Liga mais famosa do mundo. E a possibilidadde de enfrentar os temíveis catalães em um partida apenas, na decisão, é animador (um pouco assustador, talvez), mas mais ainda desejável pelo Real Madrid, que há muitos jogos tem seus arquirrivais engasgados devido ao longo jejum de vitórias nos clássicos.

Mas e o Chelsea? Bem, entre os quatro semifinalistas, é o que menos se credencia ao inédito título. Primeiro porque tem que passar por Messi e companhia. Segundo porque ainda é virgem em se tratando de Champions League. Isso não quer dizer que os Blues não podem vencer dessa vez. Podem. Não acredito.

O mais provável e mais aguardado duelo seria Barcelona e Real Madrid na derradeira partida. O mundo futebolístico pararia pra assistir. Seria o jogo do ano. E a maior possibilidade de José Mourinho vencer Pep Guardiola e se consagrar de vez. Mas pra isso, os espanhois tem de superar seus adversários semifinalistas. E ao que tudo indica, a missão dos merengues é mais complicada.

Para quem aprecia um futebol de alto nível técnico, as semifinais da Champions são indispensáveis. E uma vitória nos jogos de ida são fundamentais para a classificação de alemães e ingleses para a tão aguardada final.

E como o futebol é imprevisível, vai que os espanhois fiquem pelo caminho...


Robben e Ronaldo; os caras que podem e devem desequilibrar no primeiro jogo das semifinais

segunda-feira, 26 de março de 2012

Dois lances e um apagão

(no 4-2-3-1)A vitória do Corinthians no clássico contra o Palmeiras serviu não apenas para derrubar o último invicto do Paulistinha mas também para deixar claro qual é a equipe mais equilibrada do certame.

O time de Tite não brilha, nem dá espetáculo, mas vence. Quase sempre pelo placar mínimo. Ontem, após estar em desvantagem no marcador e ver o Palmeiras levar as maiores chances de perigo no primeiro tempo, os alvinegros voltaram diferentes para a segunda etapa e, em dois lances, viraram o jogo.

É certo que os palestrinos sofreram uma 'apagão' e os arquirrivais aproveitaram. E aí então controlaram um jogo em que o resultado previsto, ao menos no intervalo, não era dos mais animadores. Foi aí que Tite soube corrigir o time invertendo Jorge Henrique de lado, para marcar Juninho, e barrar a saída de bola Palmeirense. Com Danilo mais centralizado e Émerson jogando às costas de Cicinho, o Timão passou a controlar as ações ofensivas do jogo e venceu seu segundo clássico no ano.

Liédson passou em branco mais uma vez. Não fosse pelo gol contra de Márcio Araújo, talvez tivesse acabado com seu jejum. Tite demonstra confiança em seu centroavante, mas é fato que a fase do camisa 9 corinthiano nao é a mesma do ano passado. Vejamos se Levezinho desencanta, ou se Tite continuará apostando nele mesmo assim. Mas uma coisa é certa: o técnico tem sido justo com seus jogadores e é essa coerência do treinador com quem vem jogando bem, aliado a confiança ao seu esquema tático de jogo, bem treinado, que mantém o Corinthians um time difícil de ser batido.

Menção honrosa à diretoria do Palmeiras que prestou uma belíssima homenagem ao inesquecível Chico Anysio. Todos os jogadores do Verdão entraram em campo com o nome, nas camisas, de alguns dos melhores personagens da grande carreira do maior humorista brasileiro. Bacana.
                                         Chico Anysio. Inesquecível

quinta-feira, 8 de março de 2012

Sobre meninos e lobos

(...)O Barcelona, que havia vencido o jogo de ida contra o Bayern Leverkusen, na Alemanha, poderia até perder o jogo da volta que já estaria nas quartas de finais da Champions. Só que esqueceram de avisar o tal do Messi. O camisa 10 azul-grená bateu o recorde de gols (5) em uma única partida pela competição internacional e, de jogo em jogo, sobe um degrau por vez na escada dos maiores gênios futebolísticos de todos os tempos.

Confesso que já está ficando chato ver o Barça jogar. Ontem, parecia o time do terceiro colegial contra a oitava série (não vamos discutir aqui se não se fala mais ginásio e colegial e sim ensino médio e fundamental, ok?). É sério. Qual foi o último jogo do Barcelona que você desconfiou que eles poderiam perder? Nem contra o Real Madrid questionamos uma possível derrota da equipe de Pep Guardiola (a última derrota do Barça para seus eternos rivais foi na final da Copa do Rei, em abril de 2011. Na prorrogação, diga-se). É claro que houve tropeços de lá pra cá. Vários, até, no campeonato espanhol, que está nas mãos do Real. Porém, quando a partida tem um clima especial, como a de ontem, ninguém pára Messi e seus amigos. O gênio argentino de 24 anos está há anos-luz dos grandes jogadores de sua geração. Hoje, é inadimissível compará-lo com o excelente Cristiano Ronaldo. Messi só perde para si mesmo e inspira garotos do mundo inteiro.

Como inspirou Neymar. O menino que acabou de completar 20 anos é a maior revelação do futebol brasileiro dos últimos dez anos (nossa, que novidade, João). E ontem, contra o Inter, marcou três vezes para dar a vitória ao Santos. Um gol de pênalti e outras duas pinturas. Não pude ver ao vivo, ouvi no rádio. Acho que era o Nilson César que estava narrando. 'Gol de Pelé! Gol de Pelé!'. Como os bonitões da Fox Sports estão de mal com Sky, tive que esperar o intervalo do jogo Fluminense para assistir as pinturas do moicaninho. Sensacional. Um dia (uma noite) mágico(a) para quem ama o futebol.

Acompanhando os comentários dos entendidos, pelo twitter, muitos exaltavam o bom futebol jogado pelo time de Muricy, dizendo que o time estava jogando bonito (algo difícil de ouvir sobre os times do treinador) e que o Inter, com Dagoberto no banco e um volante a mais em campo, não condizia com a filosofia de jogo de Dorival Júnior, o homem que esteve à frente do surgimento do espetacular Santos do primeiro semestre de 2010.

Vídeo-tape

Nos outros jogos de times brasileiros pela Libertadores, o Corinthians não fez mais que a sua obrigação. Venceu o fraco time do Nacional, do Paraguai, no Pacaembu. 2 a 0. Gols de Danilo e Jorge Henrique. O camisa 20, agora capitão do time, foi contratado para ser o camisa 10 na disputa da Libertadores no ano do centenário. Só conseguiu se firmar na equipe no Brasileirão do ano passado e, hoje, é o dono do time. Tanto que Douglas, recontratado esse ano, não têm contestado seu lugar na equipe, que teoricamente, seria na vaga de Danilo.

Em terras portenhas, o Fluminense acabou com uma invencibilidade de quase um ano do temido Boca Juniors. O meio-de-campo é o ponto forte do time de Abel Braga. Deco joga muito. Diguinho combate demais e o time ainda conta com Thiago Neves, Wellington Nem e Fred. Os cariocas devem dar trabalho esse ano. E Abel é um dos melhores técnicos do país.

Na Copa do Brasil, o São Paulo fez sua estreia contra o Independente, do Pará. Jogou em Belém. E mal, muito mal. Cícero, o melhor jogador do Tricolor é o termômetro do time. Quando cai de produção, a equipe não funciona. E ontem foi assim. Lucas não se encontra e Fernandinho mostra, jogo à jogo, que é jogador de segundo tempo. Leão faz as mesmas substituições de sempre e não consegue mudar o time, que, se for eliminado precocemente da Copa do Brasil ou do paulistinha, é bem provável que mude de técnico, também. Mas não de futebol.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Clássico quente

(bom de ver) Os dois principais reforços do Verdão para essa temporada, Hernán Barcos e Daniel Carvalho, aos poucos, vem ganhando espaço no time e decidindo jogos para o Palestra. Principalmente o centroavante argentino. Os dois deixaram suas marcas no Choque-Rei, mas não foi o suficiente para a vitória alviverde.

Não foi porque o Palmeiras não soube segurar o resultado, cedendo o empate por três vezes na partida. Felipão escalou o time com três volantes. Márcio Araújo é peça fundamental; Marcos Assunção dessa vez não teve a participação direta nos gols e João Vitor entrou para barrar Cortez. Mas quem apareceu por ali para dar trabalho no lado esquerdo da defesa Tricolor foi Maikon Leite. O camisa 7 vai ganhando espaço no ataque palestrino e teve boa participação, principamente no primeiro tempo, dando o passe para o belo gol de Barcos.

No segundo tempo o Palmeiras cansou. Leão trocou o improdutivo Jádson pelo veloz Fernandinho e o time melhorou. Cicinho derrubou Cortez na área e Willian José, de Pênalti, empatou o jogo. Foi seu oitavo gol na competição. Felipão sacou o cansado Daniel Carvalho e colocou Patrik no lugar. Leão respondeu sacando Casemiro, que não marcava ninguém, e colocou Rodrigo Caio para dar mais proteção à meia-canxa. Mas quem apareceu mais uma vez para desempatar o jogo e pôr o Palmeiras em vantagem foi Barcos, aproveitando cruzamento de Juninho e expondo ainda mais o fraquíssimo desempenho da defesa sãopaulina, especialmente em jogadas aéreas.

Aos 30 minutos da etapa final, Fernandinho, com um belo chute de fora da área, empatou o cotejo, mais uma vez.

Do lado palmeirense, o experiente treinador vai arrumando a casa aos poucos. Já são 16 partidas sem derrotas. Time forte na marcação e crescendo de produção no ataque. A tendência é de um time mais forte nas finais.

Maikon e Barcos; trabalho pra defesa Tricolor

Do lado Tricolor, os problemas defensivos escacaram os pontos fracos do time de Leão. Piris não tem jogado bem e a dupla de zaga, Rodholfo e  Paulo Miranda, ainda está longe de se entrosar. O ataque vem cumprindo seu papel graças as boas atuações de Cícero e Willian José. Lucas tem buscado o jogo, mas peca pelo excesso de individualismo. Se o treinador não corrigir o erros, o São Paulo chega mais fraco do que seus principais rivais na fase decisiva.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Empate valioso

(crônicas) Jogo de estreia é sempre complicado. Ainda mais quando se tem o peso nas costas de nunca ter vencido a competição mais importante das Américas e quando se vem de um fiasco como a última participação corinthiana (leia-se a fatídica eliminação precoce para o Tolima, ano passado).

A vitória no clássico de domingo, contra o São Paulo, deu moral para o time e fez com que Tite deixasse Jorge Henrique no lugar de Alex. Com a dupla de atacantes titulares, Émerson e Liédson, e Danilo na ligação, o Corinthians parceia mais forte, aparentemente. Mas só levou algum perigo aos venezuelanos após sofrer um gol esquisito. O timão até vinha jogando melhor, até então, mas se abateu após estar em desvantagem no placar. Era nítido o nervosismo da equipe paulista após o placar adverso.

O time voltou melhor no segundo tempo. Um pouco mais ligado. Mas a pouca eficiência do setor ofensivo fez com que Tite sacasse Émerson e Liédson com apenas 12 minutos da segunda etapa. Alex e Élton entraram bem na partida e deram mais movimentação ao time. Contudo, foram os venezuelanos que ofereceram maior perigo. O veloz atacante Chourio recebeu de Herrera, o autor do primeiro gol, e chutou duas vezes para marcar. Porém, o 'bandeira' invalidou o gol. Lance difícil. Na transmissão da TV Globo, o comentarista de arbitragem Arnaldo César Coelho precisou ver o replay três vezes em câmera lenta para chegar à conclusão de que o atacante do Deportivo Táchira estava com o peito inclinado um pouco à frente do último homem corinthiano.

O fato é que o lance fez o Corinthians acordar e ir pra cima dos rivais. Élton e Leandro Castán por pouco não marcaram e o clima foi ficando mais tenso. Tite ainda sacou Jorge Henrique para apostar na velocidade de Willian. Mas o gol só chegou no últmo minuto dos acréscimos. Fábio Santos cavou uma falta próximo à lateral e Alex, com precisão, centrou a bola na cabeça de Ralf para o melhor jogador alvinegro em campo empatar o jogo, para delírio do treinador, que vibrou demais.


                                                 Ralf, o melhor do Timão em campo

Tite sabe que voltasse para casa com uma derrota na bagagem, a corneta seria grande. Empate com sabor de vitória, justo pelo o que a equipe apresentou e pela tensão da estreia. Mas o futebol que se espera do campeão brasileiro, não apareceu.

Video-tape

O Santos também fez sua estreia na fase de grupos. E perdeu. O Peixe até saiu na frente com um gol de Henrique e acabou sofrendo o empate ainda no primeiro tempo. Cansou de perder gols na etapa final e viu o castigo se confirmar no fim do jogo. 2 a 1 The Strongest. Destaque para o atacante boliviano Pablo Escobar, que teve passagem pelo futebol brasileiro, anos atrás, jogando pelo Ipatinga.

O Flamengo foi outro clube brasileiro que também fez seu primeiro jogo pela fase de grupos. O rubronegro abriu o placar no primeiro tempo com Léo Moura, mas cedeu o empate ao Lanús, na etapa complementar. resulatado bom para os cariocas, já que o jogo foi em terras portenhas.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

O caminho brasileiro na Libertadores

(Colombo aguarda...) Enquanto o nosso admirável campeonato paulista não esquenta, faremos aqui pequenas observações (dispensáveis, diga-se) sobre a Taça Libertadores da América, que teve seus grupos definidos essa semana. Mais precisamente sobre os seis times brasileiros que representarão o nosso Brasil-verde-e-amarelo-com-muito-orgulho-com-muito-amor.

O Grupo 1 é encabeçado (palavra estranha, essa) pelo Santos, atual detentor do título. Neymar e companhia terão pela frente os nada temidos Juan Aurich, do Peru e o The Strongest, que de forte mesmo tem só a altitude boliviana. A casca-grossa para os santistas é o Internacional, que conta com um elenco muito forte e tem experiência na competição. O duelo entre os dois últimos campeões do continente é o mais aguardado da fase de grupos da Libertadores. A dúvida é saber quem se classifica em primeiro.

O Grupo 2 tem o Olímpia, do Paraguai, campeão em 2001, como força maior. É o grupo do Flamengo. Em tese, os dois devem se classificar, mas terão adversários duros pela frente. Viajam ao Equador para enfrentar o Emelec e vão até terras portenhas para jogar contra o Lanús, um adversário sempre chato. Os rubronegros, que foram muito éticos na demissão de Vanderlei Luxemburgo e na contratação de Joel Santana como novo treinador,  mantém suas esperanças de classificação no bom desempenho de R10 e nos gols de Vágner Love. Se a dupla estiver inspirada, há chances. Caso contrário, um fracasso ainda na primeira fase pode acontecer.

O Grupo 3 é o mais sem graça do torneio. Bolívar, Junior, da Colômbia, Universidad Católica e Unión Espanhola, do Chile. Destaque apenas para os católicos chilenos, que ultimamante tem disputado com frequência a competição, e que comemoram, nesse ano, 19 anos de sua melhor participação, o vice-campeonato (foram derrotados pelo São Paulo, em 1993). Apostos nos chilenos e nos colombianos de Barranquilla.

O Grupo 4 tem um confronto interessante: Boca Juniors e Fluminense fazem um remake das semifinais de 2008, quando os brasileiros levaram a melhor. A equipe de Abel Braga tem um dos melhores elencos do continente, um treinador com experiência na competição e uma torcida engasgada com o vice-campeonato de quatro anos atrás. Brasileiros e argentinos devem se classificar para o mata-mata sem sustos. Para isso, terão de passar por Arsenal de Sarandí, também da Argentina, e por Zamora, da Venezuela.

O Grupo 5 é, sem dúvidas, o mais enjoado (para não cair no clichê de grupo da morte). O Vasco da Gama, campeão em 1998 e há onze anos sem disputar o torneio mais importante das Américas, terá algumas pedras no sapato. À começar pela estreia, quando enfrentam Libertad, do Paraguai. Adversário difícil, mas não tão complicado quanto o Nacional, do Uruguai, time tradicional e que conta com uma torcida fanática. Os brasileiros fecham a primeira fase viajando a Lima, no Peru, para enfrentar o Alianza. Se o Vasco apresentar o mesmo futebol da temporada passada, deve passar de fase junto com os uruguaios.

O Grupo 6 é o grupo do Corinthians. Atual campeão brasileiro, o Timão tem o seu melhor elenco dos últimos anos quando esteve na Libertadores, o sonho de consumo da nação alvinegra. Tite tem a missão de apagar o vexame da última temporada, quando os brasileiros foram eliminados pela fraca equipe do Tolima, ainda na pré-Libertadores. Para isso, só mesmo uma campanha convincente no torneio. O que, em outras palavras, significa conquistar a Taça. Para isso, o Corinthians terá de passar primeiro por um grupo teoricamente fácil. Deportivo Táchira, da Venezuela, Nacional, do Paraguai e Cruz Azul, do México, não devem atrapalhar os planos de Tite. A grande dúvida é se a torcida será paciente caso a equipe não apresente logo bons resultados. Teorias à parte, o Timão deve se classificar em primeiro. Apostaria nos paraguaios em segundo.

O Grupo 7 tem o Vélez Sarsfield como cabeça-de-chave e favorito ao primeiro lugar do grupo. Mas os argentinos terão alguns jogos complicados, como, por exemplo, o Deportivo Quito, na altitude equatoriana, o Defensor, do Uruguai (esse jogo mais pela rivalidade entre argentinos e uruguaios) e a longa viagem até Guadalajara, para enfrentar a boa equipe do Chivas. Aposto em mexicanos e argentinos.

O Grupo 8 tem como destaque os campeões da última Copa Sulamericana, o Universidad de Chile. Favoritos ao primeiro lugar da chave, os chilenos terão de passar por Atlético Nacional, da Colômbia, Godoy Cruz e o atual vice-campeão da Libertadores, o tradicional Peñarol. Chilenos e uruguaios devem fazer dois jogos interessantes e são favoritos para passar ao mata-mata.

Prognósticos à parte, a maior competição das Américas tem tudo para ser uma das melhores dos últimos anos, com times fortes e duelos esperados, dignos de decisões, já na fase de grupos. A bola rola à partir do dia 8 e esse modesto espaço virtual fará seus comentários insignificantes e suas análises sem fundamentos. Não deixe de perder.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Paulistão 2012

(já era tempo)E o campeonato estadual mais disputado do planeta vai dar o ar da graça no próximo fim de semana. Chega de amistosos, jogos-treinos, rachões, coletivos... a pelota rola pra valer e o Blog do Jones, como não poderia deixar de ser, faz uma pequena prévia de como veremos os nossos queridos times tão amados, esse ano.

Pra começar, vamos falar do atual campeão, ou melhor, bicampeão.
O Santos manteve a base do ano passado. Deve começar o torneio com um time repleto de reservas, pois seus jogadores voltaram das férias apenas essa semana, devido ao Mundial disputado em dezembro. O time titular 'perdeu' apenas Danilo (negociado com o Porto). Para o seu lugar, a diretoria contratou o lateral-direito uruguaio, Fucile, que estava justamente no Porto.
O lateral-esquerdo Juan, que jogou a temporada 2011 no São Paulo, e o zagueiro Alex Silva, que estava no Flamengo, interessam e devem ser negociados em breve.
A prioridade do ano é novamente a Taça Libertadores da América, e Muricy Ramalho deverá usar algumas rodadas do estadual para realizar testes no elenco.
A equipe base (titular) deverá ser: Rafael; Pará (Fucile), Dracena, Durval e Léo; Adriano, Arouca (Henrique), Elano e Ganso; Neymar e Borges.
Enquanto o meio-de-campo e o ataque seguem como um dos melhores do país, a defesa continua sendo o calcanhar de Aquiles do time da Vila. A lateral-direita é uma incógnita. O reforço uruguaio pode levar algum tempo para adaptar-se ao futebol brasileiro. Na zaga, Durval que fez um péssimo Mundial, pode perder espaço para Bruno Rodrigo, e na lateral-esquerda, um substituto imediato para o veterano Léo será fundamental, principalmente quando começar a marotona de jogos.
A grande esperança do torcedor santista é o retorno do bom futebol de Paulo Henrique Ganso, que fez uma péssima temporada em 2011, e o entrosamento da dupla de ataque, que foi a melhor do ano passado.

O Corinthians, atual campeão nacional, contratou alguns bons jogadores, nenhum de grande destaque, mas bons reforços, como o meia Vitor Júnior e o centroavante Élton. Ambos deverão suprir bem as ausências (que foram contanstes em 2011) de Alex e Liédson. Alguns outros jogadores de pouco destaque no cenário nacional, também chegaram, como o atacante Gilsinho, que estava no Japão, e o zagueiro Felipe, que disputou a série B pelo Bragantino.
Mas o maior trunfo corintiano para a temporada 2012 é a manutenção do elenco campeão brasileiro que conta com vários grandes jogadores e algumas boas peças de reposição.
O time base titular deverá ser: Júlio César; Alessandro, Paulo André, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo (Willian) e Alex; Émerson e Liédson. Mas é pouco provável que esse time dispute todas as partidas do Paulistão, já que, assim como o Peixe, a prioridade corintiana no ano é a Libertadores.
O Timão aposta no bom entrosamento da equipe para fazer mais uma boa temporada. Tite conta com a melhor dupla de volantes do país, Ralf e Paulinho, e tem jogadores talentosos e experientes no ataque. A dor de cabeça do técnico será lidar com os egos de alguns jogadores, como por exemplo, Chicão, que até outro dia era o capitão do time e hoje é reserva. Além de contornar algumas situações de indisciplina e nada profissionais de Adriano, que, ao que tudo indica, será novamente reserva de luxo quando estiver em condições físicas minimamente aceitáveis.
                                                                      
Quem melhor contratou entre os times paulistas foi o São Paulo. Ao contrário dos últimos anos, o Tricolor trouxe reforços pontuais. Destaque para o meia Jadson, que jogou por sete anos no Shaktar Donetsk, da Ucrânia. O novo camisa 10 do São Paulo chegou a ser convocado por Mano Menezs para a disputa da Copa América, no ano passado. Fez o gol mais importante da história do clube do leste europeu, dando o título da extinta Copa da UEFA (hoje, Europa League), em 2009. Jadson não é o meia cerebral que o Tricolor procura há tempos, mas é, ao lado de Luis Fabiano, o melhor reforço da equipe do Morumbi nos últimos anos.
Alguns outros bons jogadores também chegaram, como o meia Maicon, que fez um bom Brasileirão pelo Figueirense, o volante Fabrício, ex-Cruzeiro, e os defensores Paulo Miranda e Édson Silva, que disputaram a série A no ano passado por Bahia e Figueirense, respectivamente.
Mas a maior aposta de Juvenal Juvêncio é o lateral-esquerdo Cortês, que se destacou pelo Botafogo, em 2011, foi convocado para defender a seleção em um amistoso contra a Argentina e depois caiu muito de produção. O São Paulo desembolsou um bom dinheiro na contratação do jovem lateral, ja que Juan, que retornou ao Morumbi no começo da temporada passada, não agradou.
Émerson Leão terá uma boa dor de cabeça para montar o meio-de-campo são paulino. O time base deverá ser formado por: Rogério Ceni; Piris, Paulo Miranda, Rhodolfo e Cortês; Fabrício, Wellington, Maicon e Jádson; Lucas e Luis Fabiano. Já outros jogadores como Cícero, Casemiro, Denílson e Fernandinho deverão ganhar oportunidades no time titular ao decorrer da temporada.
A torcida que não comemora um título desde da conquista do tricampeonato nacional, em 2008, enxerga 2012 com bons olhos. Nem tanto pelos reforços contratados, mas pela saída de alguns jogadores que já estavam desgastados, como Dagoberto, Jean e Carlinhos Paraíba, e outros que nunca agradaram nem a torcida, nem a diretoria, como é o caso de Rivaldo, Marlos, Xandão, Henrique, Carleto e Juan.

O Palmeiras inicia a temporada como começou as últimas duas. Visto, pela imprensa em geral, como a quarta força do futebol paulista, a diretoria até se esforçou para trazer bons nomes, mas como a situação financeira não anda muito boa pelos lados do Palestra, poucos reforços chegaram até agora.
Destaque para o meia Daniel Carvalho, que veio do Atlético mineiro envolvido por uma troca com Pierre. Daniel viveu seu melhor momento no CSKA, da Rússia, quando chegou a ser eleito o melhor jogador do campeonato local. Com nítidos problemas com a balança, o novo meia palmeirense terá de entrar rapidamente em forma para buscar seu lugar no time e conquistar uma torcida que, desde 2008, não comemora nada.
O Verdão ainda trouxe o zagueiro Adalberto Román, que estava no River Plate, o lateral-esquerdo Juninho, que fez um bom Brasileirão pelo Figueirense e o centroavante argentino Barcos, que se destacou pela LDU, finalista da Copa Sulamericana na última temporada. Nomes fracos para uma equipe que conquistou oito vezes o título de melhor equipe do páis e que viu o seu maior ídolo dos últimos trinta anos (talvez o maior da história) pendurar as chuteiras em 2012.
A provável equipe titular deverá ser formada por: Deola; Cicinho, Henrique, Román e Juninho; Marcos Assunção, Márcio Araújo, Daniel Carvalho e Valdívia; Luan e Barcos.
Pelo visto, Felipão terá muito, mas muito trabalho pela frente.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O melhor do melhor do mundo

(que novidade!) Lionel Messi recebeu pela terceira vez seguida a Bola de Ouro, prêmio máximo para um futebolista profissional. O argentino de 24 anos igualou algumas lendas dos gramados, como Ronaldo e Zidane, também com três Bolas de Ouro cada um. Só que Messi é o primeiro jogador a vencer o prêmio em três anos seguidos. E também o mais jovem da história.

Nos anos 80, Michel Platini ganhou a Bola de Ouro por três vezes seguidas (na época, a Bola de Ouro era um prêmio concedido pela revista France Football; a Fifa só entrou na história na década de 90 e unificou os prêmios desde 2010). Mas o primeiro troféu do francês foi conquistado já aos 28 anos.

Messi parece não ter limites e está muito acima de Cristiano Ronaldo, outro grande craque e o último a vencer o prêmio antes do argentino. Muito mais acima ainda de Kaká, o penúltimo a vencer o prêmio, no longínquo ano de 2007.

De lá pra cá, a média de idade do melhor do mundo só diminui. Kaká venceu aos 25; Cristiano Ronaldo, aos 23; Messi recebeu seu primeiro troféu aos 22. E o mais impressionante é que o argentino pode ainda não ter alcançado o seu auge. Ou seja, a probabilidade de levar pra casa a Bola de Ouro, por mais alguns anos, é muito grande. Seu maior adversário, hoje, é ele mesmo.

Menção honrosa para Neymar. O garoto venceu o prêmio Puskas, concedido ao gol mais bonito do ano. O brasileiro concorreu e ganhou (com justiça, diga-se) pela pintura realizada contra o Flamengo, em julho do ano passado. Desbancou o golaço de bicicleta de Wayne Rooney e outra pintura de Messi, contra o Arsenal.

Neymar é quem mais parece ter condições de fazer sombra ao argentino. É talentosíssimo, jovem e promissor. Mas ainda falta muito feijão para tentar desbancar o melhor do melhor do mundo.