quinta-feira, 31 de maio de 2012

Um alento para Mano

(ja é) Mano Menezes igualou a marca de de Carlos Alberto Parreira e Luis Felipe Scolari, aos vencer os Estados Unidos em terras norte-americanas e chegar a oitava vitória consecutiva no comando da Seleção Brasileira.
O atual técnico do Brasil não é unanimidade no cargo mas está longe de ser o mais contestado treinador da história do time Canarinho. Contra o treinador pesam as derrotas para os rivais de mais peso, como por exemplo para França e Alemanha, ano passado, e o péssimo desempenho na Copa América, também em 2011, quando Mano já tinha um ano de trabalho à frente da Seleção.
Com a substituição no comando da entidade máxima que rege as ordens de nosso futebol doméstico, o ex-treinador do Corinthians sentiu que seu cargo está mais em risco do que antes, por ser mais próximo do ex-presidente que, por sua vez, era (ou é, não sei) mais próximo do atual diretor de seleções da CBF, Andrés Sanchez.
Não que o atual mandachuvas da CBF, o senhor José Maria Marín, também conhecido como Zé da medalha, não aprove o trabalho do treinador, longe disso, mas já deixou claro que resultados negativos pesarão na hora da avaliação do desempenho do técnico à beira do gramado.
Por esses e por outros motivos, Mano Menezes sabe que a medalha de ouro (inédita) seria um grande aval para seu trabalho. E o treinador tem aproveitado os quatro amistosos marcados para preparar a equipe para os Jogos Olímpicos de Londres, que começa no fim de julho.
À favor de Mano conta a a idade de seus melhores jogadores, dentre eles Neymar, Lucas, Pato, Ganso (esse machucado, não participa dos amistosos, mas é nome certo nos 'Jogos') e Oscar, esse, o novo camisa 10 do Brasil, a melhor notícia nos dois amistosos contra Dinamarca e EUA. O jogador do Internacional vem mostrando que é uma boa alternativa para ser o articulador do meio de campo da Seleção.
Estranho mesmo foi ver a surpresa do narrador número 1 da Globo, Galvão Bueno, que repetiu inúmeras vezes "como é bom esse Oscar". A sensação na hora da transmissão do jogo foi de que Galvão nunca viu o meia do Inter atuar, nem pelo seu clube, nem pela seleção sub-20, quando Oscar foi o melhor jogador do torneio, marcando três gols na decisão. Mas isso já é outro assunto. Só acho que um cara como o Galvão, que fala pra tanta gente, deveria ser mais bem informado e assistir mais jogos.
O que importa é Mano vem ganhando alternativas para posições carentes e fundamentais. Já ter desistido de Ronaldinho foi um grande alento e agora, com as boas apresentações de Oscar, o técnico ganha uma belíssima opção para quando Ganso estiver ausente, o que, infelizmente, é corriqueiro.
Veremos como o time de Mano e seu novo camisa 10 se comportam contra adversários melhores, como o México e Argentina, os próximos desafiantes.
Oscar: novo 10?

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