(tirando o pó) Ando meio sem tempo pra atualizar esse pequeno espaço virtual, como vocês devem ter notado. Mas como já se passaram duas semanas e inúmeros pedidos insistentes de meus incontáveis seguidores, vou escrever algumas linhas sobre um assunto que já era pra aparecer aqui.
Ontem, o São Paulo estreiou Émerson Leão no comando técnico da equipe. Velho conhecido dos tricolores (foi campeão paulista pelo time do Morumbi, em 2005), Leão andava meio esquecido, acompanhando o futebol de longe, até que surgiu o convite do São Paulo e o técnico aceitou. Foi bem na sua apresentação, disse que seu nome foi lembrado porque deixou saudades. Mas na verdade, não foi bem assim.
Leão abandonou o barco em 2005 alegando que não podia deixar de ajudar um amigo no Japão e atravessou o mundo. O São Paulo contratou Paulo Autuori, venceu a Libertadores e o Mundial naquele ano e a torcida, claro, nem lembrava mais do ex-treinador. O tempo passou, Autuori se mandou e o São Paulo entrou no período das vacas gordas com Muricy Ramalho, conquistando o Brasileirão três vezes seguidas, algo inédito e que, dificilmente, será repetido. Já Leão, voltou ao Brasil, passou por Palmeiras e não durou muito. Foi para o Corinthians e conseguiu livrar o time do rebaixamento, em 2006. Dois anos depois, voltou ao Santos, time no qual foi campeão Brasileiro, em 2002, mas onde não deixou muitos amigos em 2008. Leão ainda dirigiu outros times, como Atlético Mineiro, Sport e Goiás, mas se destacou mais por suas divergências com a imprensa e dirigentes do que por títulos.
O que fez, então, Leão para voltar ao Morumbi?Alguns dizem que ele voltou porque o São Paulo precisa de alguém com pulso firme, que o ex-treinador Adílson Batista era bonzinho demais, e treinador não pode ser amigo de jogador. Concordo que Leão seja um cara mais rígido, um bom escudo para os jogadores, mas o que levou Juvenal Juvêncio a 'convocar' o treinador foi a necessidade de trazer alguém que tenha a imagem ligada as vitórias, algo que não é mais comum no ambiente Tricolor. O São Paulo precisava de um nome forte e, mesmo longe dos trabalhos há pouco mais de um ano, Leão ainda é uma 'grife'.
Se o tiro foi certo dessa vez, só os últimos sete jogos do Brasileirão é que dirão, já que o outro caminho (Copa Sulamericana) para a Libertadores 2012 e que possibilitava uma chance de título em um ano de insucessos, teve sua rota abreviada. Se der certo, Leão pode continuar no comando para a próxima temporada. Em caso de fracasso, Leão afunda junto com um time e uma diretoria em mais uma temporada perdida. Terá seu nome na mesma lista de Ricardo Gomes, Sérgio Baresi, Paulo César Carpegiani e Adilson Batista, treinadores que não tiveram o mesmo sucesso de Muricy Ramalho e que passaram pelo Tricolor sem deixar títulos e saudades.
Para um torcida que comemorou 'tudo' entre 2005 e 2008, três anos de jejum são uma eternidade.
Leão em sua primeira passagem pelo São Paulo, entre 2004 e 2005(Cavalo selado passa duas vezes?)
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Rodada alvinegra
(com algum atraso, pra variar) Tudo conspirou à favor do Corinthians, na rodada #28 do maior campeonato de futebol do planeta, que vai chegando ao seu momento decisivo. Começou bom (para os corintianos, que fique claro) com o empate do São Paulo, na quarta-feira. Melhorou com o empate do Botafogo, no sábado, e ficou ótimo com a derrota do Vasco, em Porto Alegre.
O Timão entrou em campo contra o Atlético Goianiense sabendo que a vitória lhe daria a liderança e até mais que isso. Explico: mais importante que a ponta da tabela, hoje, são os três pontos não desperdiçados contra um adversário teoricamente bem mais fraco. Era jogo para vencer ou vencer (Em 2010, o Corinthians foi derrotado pelo Dragão, em casa. Adilson Batista, o então comandante alvinegro, foi demitido, e o Corinthians perdeu o campeonato ali).
Tite achou um novo jeito para a equipe jogar. Sem seus atacantes mais importantes, como Liédson e Émerson (Adriano, por enquanto, só 20%, como ele mesmo diz), o técnico corintiano apostou no esquema que deu certo contra o Vasco, há uma semana. Danilo virou titular incontestável no meio. Jorge Henrique voltou a jogar bem, sendo fundamental nesse esquema; Willian cumpre muito bem seu papel pelo lado direito e Alex se mostrou um belo 'falso 9'. O terceiro gol deixa claro o bom posicionamento do time e a marcação por pressão: Willian dá o combate pela direita, a bola sobra pra Danilo que enfia pra Alex (o 'falso9') chutar de pé direito e fechar o placar.
Resta saber se Tite vai manter esse esquema com esses jogadores, se saberá usar o bom elenco que tem à seu favor, ou se vai se perder e deixar escapar o campeonato que, nesse domingo, viu surgir um forte candidato para abraçá-lo.
O Imperador, enfim, estreia no Corinthians
O Timão entrou em campo contra o Atlético Goianiense sabendo que a vitória lhe daria a liderança e até mais que isso. Explico: mais importante que a ponta da tabela, hoje, são os três pontos não desperdiçados contra um adversário teoricamente bem mais fraco. Era jogo para vencer ou vencer (Em 2010, o Corinthians foi derrotado pelo Dragão, em casa. Adilson Batista, o então comandante alvinegro, foi demitido, e o Corinthians perdeu o campeonato ali).
Tite achou um novo jeito para a equipe jogar. Sem seus atacantes mais importantes, como Liédson e Émerson (Adriano, por enquanto, só 20%, como ele mesmo diz), o técnico corintiano apostou no esquema que deu certo contra o Vasco, há uma semana. Danilo virou titular incontestável no meio. Jorge Henrique voltou a jogar bem, sendo fundamental nesse esquema; Willian cumpre muito bem seu papel pelo lado direito e Alex se mostrou um belo 'falso 9'. O terceiro gol deixa claro o bom posicionamento do time e a marcação por pressão: Willian dá o combate pela direita, a bola sobra pra Danilo que enfia pra Alex (o 'falso9') chutar de pé direito e fechar o placar.
Resta saber se Tite vai manter esse esquema com esses jogadores, se saberá usar o bom elenco que tem à seu favor, ou se vai se perder e deixar escapar o campeonato que, nesse domingo, viu surgir um forte candidato para abraçá-lo.
O Imperador, enfim, estreia no Corinthians
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Ruim para os dois
(mas o jogo foi bom) O empate entre Cruzeiro e São Paulo, pela 28a rodada do Brasileirão não ajudou muito os dois times. Os donos da casa saíram na frente, viram o árbitro assinalar um pênalti ridículo em Cícero e o excelente goleiro Fábio defender. Voltaram para o segundo tempo com a vantagem no placar, sofreram a virada, empataram de novo, ficaram novamente atrás no marcador e, por fim, chegaram a igualdade no placar.
Vendo por esse lado, a noite foi boa para os azuis. Seria, se o time não estivesse na posição que está na tabela de classificação. O Cruzeiro é o atual vice-campeão, fez uma primeira fase incrível na Libertadores, até serem eliminados no mata-mata. Venceram o campeonato mineiro, o time era bom. Mas as coisas mudaram. Técnicos caíram, um presidente novo foi eleito e o time faz sua pior campanha no certame.
A torcida, preocupada, estava lá, incentivando o time. Não chegaram a encher a Arena do Jacaré mas pensaram seriamente nos três pontos quando foram para o intervalo vencendo o jogo. Só que no segundo tempo, o São Paulo jogou bola.
Luis Fabiano, que disperdiçara a penalidade máxima, encaixou o jogo com Dagoberto e Cícero, e o Tricolor mandou no jogo. Fabuloso foi decisivo no gol de empate, marcado por Cícero; Dagoberto, o melhor em campo, pode sair da área para trabalhar as jogadas, fez um golaço e ainda deu um de presente para Juan colocar o São Paulo novamente a frente no placar. Mas em duas bobeiras monumentais da zaga sãopaulina, a Raposa chegou ao empate.
Empate que não tira o Cruzeiro da situação preocupante em que se encontra e que deixa o São Paulo mais distante do título. Aos mineiros, o resultado só não foi trágico porque na situação em que se encontram, um pontinho sequer pode fazer a diferença.
Já para os paulistas, que dizem brigar pelo título, os dois pontos desperdiçados farão muita falta lá na frente. Principalmente se Vasco e Corinthians vencerem seus próximos compromissos. Não vou descartar o São Paulo como candidato ao título, mas time campeão brasileiro não sofre os gols que o time de Adilson sofreu. Aliás, Adilson que foi zagueiro e conhece bem aquele setor. Setor no qual é o calcanhar de aquiles do time.
Vendo por esse lado, a noite foi boa para os azuis. Seria, se o time não estivesse na posição que está na tabela de classificação. O Cruzeiro é o atual vice-campeão, fez uma primeira fase incrível na Libertadores, até serem eliminados no mata-mata. Venceram o campeonato mineiro, o time era bom. Mas as coisas mudaram. Técnicos caíram, um presidente novo foi eleito e o time faz sua pior campanha no certame.
A torcida, preocupada, estava lá, incentivando o time. Não chegaram a encher a Arena do Jacaré mas pensaram seriamente nos três pontos quando foram para o intervalo vencendo o jogo. Só que no segundo tempo, o São Paulo jogou bola.
Luis Fabiano, que disperdiçara a penalidade máxima, encaixou o jogo com Dagoberto e Cícero, e o Tricolor mandou no jogo. Fabuloso foi decisivo no gol de empate, marcado por Cícero; Dagoberto, o melhor em campo, pode sair da área para trabalhar as jogadas, fez um golaço e ainda deu um de presente para Juan colocar o São Paulo novamente a frente no placar. Mas em duas bobeiras monumentais da zaga sãopaulina, a Raposa chegou ao empate.
Empate que não tira o Cruzeiro da situação preocupante em que se encontra e que deixa o São Paulo mais distante do título. Aos mineiros, o resultado só não foi trágico porque na situação em que se encontram, um pontinho sequer pode fazer a diferença.
Já para os paulistas, que dizem brigar pelo título, os dois pontos desperdiçados farão muita falta lá na frente. Principalmente se Vasco e Corinthians vencerem seus próximos compromissos. Não vou descartar o São Paulo como candidato ao título, mas time campeão brasileiro não sofre os gols que o time de Adilson sofreu. Aliás, Adilson que foi zagueiro e conhece bem aquele setor. Setor no qual é o calcanhar de aquiles do time.
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