(ficar tempo sem atualizar, dá nisso) Sábado, Barcelona e Athlético de Madrid jogaram pelo campeonato espanhol. Joguinho bom de ver, pensei. Ainda não tinha visto esse novo time da capital espanhola, que havia vencido na rodada anterior e conta com o badalado centroavante colombiano Falcão Garcia, que havia arrancado elogios dos diários locais, além dos brasileiros Diego e Miranda.
O Athlético perdeu algumas peças importantíssimas para essa temporada, como as saídas de Kun Aguero e Diego Forlán. Porém, os novos contratados vinham mostrando bom futebol no começo da Liga, principalmente o camisa 9. Só que contra o Barça, a bola nem passou perto de Falcão. Com 25 minutos de jogo, o placar marcava 3 a 0 para os catalães. Villa, Miranda (contra), e Messi, em uma daquelas jogadas típicas do argentino, marcaram para os azuis-grenás, atropelando o adversário sem misericórdia.
Mudei de canal. Não foi por pena, nem por ódio. Foi por não ter graça nehuma aquela peleja. Jogo de um time só. Campeonato em que só dois jogos tem valor. O maior gauchão do mundo, diria o outro. Fui ver o nosso caseiro.
No sportv, começava Atlético Paranaense e Fluminense. Os rubronegros, na zona da degola, jogavam em casa e tinham em Paulo Baier a referência do time. Já os cariocas, na parte de cima da tabela, contam com a boa dupla de ataque Fred e Rafael Sóbis, mas sabiam da dificuldade que seria. Afinal, é sempre difícil jogar contra que briga pra não cair. Ainda mais quando o jogo é em um gramado tão ruim quanto o da Arena da Baixada e quando se tem um meio-campo com Diogo, Edinho, Diguinho e Marquinho.
Enfim, jogo truncado, difícil. Até o veterano camisa 10 do Furacão fazer uma boa jogada, tabelar na entrada da área e marcar um belo gol. O Flu foi pra cima, tentando o empate a qualquer custo. E nos acréscimos, o garoto Lanzini, que entrara no segundo tempo, caiu na área e o juizão amigo marcou pênalti para os vistantes. Fred bateu e fez.
Baita confusão na torcida. Não era pra menos. Não sei se o placar foi injusto, acho que não foi pênalti. Entendo toda a raiva da torcida com o árbitro da partida e ainda digo que o nível técnico foi ruim. Mas não escrevi isso pra falar mal do cotejo e dos dois times, nem pra botar a culpa no apitador. Pelo contrário, futebol, pra mim, é isso. É você começar a assistir um jogo sem ter a mínima ideia do que pode acontecer. E não ter a certeza de uma goleada fácil e sem graça.
E antes que eu esqueça de dizer, Messi ainda fez mais dois gols e o Barça venceu por 5 a 0.
PS. Se existe alguma dúvida sobre o que acho sobre o Barcelona, leiam aqui
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
terça-feira, 6 de setembro de 2011
A solução de Mano
(london calling) A seleção Brasileira venceu a poderosa seleção de Gana, ontem, jogando no gigante estádio do Fulham, quase tão grande quanto a Fazendinha, mítico recanto corintiano. O jogo marcou a volta de Ronaldinho Gaúcho à seleção. O meia-atacante do Flamengo, atual vice-artilheiro do Brasileirão, só tinha sido convocado por Mano Menezes em novembro do ano passado, quando os canarinhos foram derrotados pela argentina de Lionel Messi.
O retorno do craque de 31 anos teve reações contraditórias por grande parte da imprensa e da torcida brasileira. Muitos entendem que a seleção precisa de Ronaldinho por tudo o que envolve a sua figura dentro de campo. Além de ser um grande jogador, ele divide as atenções com Neymar e tira a responsabilidade das costas do garoto de 19 anos, a carta na manga de Mano até 2014. Porém, vários outros torcedores, jornalistas e secadores desconfiam da produtividade do ex-melhor do mundo. É compreensível.
Há muito tempo que o pentacampeão mundial não apresenta o bom futebol que vem jogando no Brasileirão, e o objetivo maior da seleção é Copa do Mundo daqui a três anos, ou seja, o gaúcho terá 34 anos e ninguém, hoje, é capaz de cravar que ele chegará jogando bem, fisica e tecnicamente. Não acho que a idade seja o problema. Um exemplo: Zidane, que foi eleito melhor do mundo pela terceira vez com a mesma idade de Ronaldinho (31 anos), jogou a Copa de 2006 com 34, em altíssimo nível e foi o segundo melhor do mundo (Canavaro, com 33, venceu), naquele ano.
O fato é que Mano Menezes convocou o flamenguista por necessidade, e não por opção. Assim como na primeira convocação do jogador pelo atual treinador, Ronaldinho foi chamado pra segurar o rojão (desculpem a expressão nada moderna). Naquela ocasião, Ganso estava machucado, Kaká se recuperava de cirurgia no joelho e Mano tinha sua primeira pedra no sapato: a Argentina. Ok, já disse isso. Mas o Gaúcho não se apresentou bem contra os hermanos e foi deixado de lado, até então. O que fez o treinador brasileiro chamá-lo novamente foi o fiasco na Copa América e a necessidade de um líder dentro de campo, alguém que passe segurança e jogue como um camisa 10.
Não acho que Ganso esteja fora dos planos de Mano Menezes, tanto é que o meia santista também começou como titular, ontem, porém, com a camisa 8, jogando um pouco mais recuado no meio-campo. Infelizmente, o garoto se machucou no início do jogo, teve que ser substituído e está fora da lista de convocados para a partida contra a Argentina, semana que vem. E é essa irregularidade de Paulo Henrique Ganso, devido as suas constantes lesões físicas, que faz com que Mano Menezes escale Ronaldinho. Já que Kaká, o camisa 10 da seleção na última Copa, é outra grande incógnita.
Enfim, a real situação da seleção brasileira é um grande ponto de interrogação. Tanto a camisa 10, quanto a comissão técnica.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Ecos da rodada
Tite respira um pouco mais aliviado. Pelo menos, até domingo.
(de volta à sessão) Bem, amigos do Blog do Jones. Vou fazer aqui uma pequena análise da primeira rodada do segundo turno do Brasileirão, que começou ontem, na quarta-feira gelada e recheada de grandes jogos.
Quem abriu a rodada foi o campeão do primeiro turno, o Corinthians, que tinha seu técnico sob pressão devido ao baixo aproveitamento das últimas rodadas: tinha conquistado apenas nove pontos nos últimos nove jogos, muito pouco para quem almeja o título mais dfícil de pontos corridos, do planeta. E os comandados de Tite não deram sopa pro azar e venceram o Grêmio, por 3 a 1 no Pacaembu.
Foi uma vitória justa. Embora o árbitro André Luiz de Freitas Castro tenha visto um pênalti completamente inexistente em Émerson, logo no começo da peleja, os gaúchos empataram mas o Timão foi buscar a vitória no segundo tempo e conseguiu. Graças ao melhor volante do campeonato: Paulinho (esse sim, merece um lugar no time do Mano). Os donos da casa ainda fizeram mais um gol e também sofreram mais um. Mas tinha que ser na base do sofrimento, com emoção, do jeito que a torcida gosta, e assim foi. O Corinthians, time até então mais disciplinado do certame, teve dois jogadores expulsos e enfrentou a pressão dos dez minutos finais com dois homens a menos. Vitória maiúscula do Timão, que continua líder isolado, agora com 40 pontos e tem um novo vice-líder na sua 'cola': o Vasco, que venceu muito bem o Ceará em casa e já está a dois pontos da ponta da tabela.
Isso porque os perseguidores mais contínuos do Corinthians tropeçaram ontem. Falo do Flamengo, que perdeu sua segunda partida no campeonato, e do São Paulo, que tropeçou em pleno Morumbi. A derrota os rubronegros para o Avaí na ressacada expôs o maior problema do time de Luxemburgo: a defesa vulnerável. O time é muito forte do meio pra frente, tem Ronaldinho jogando muito bem mas é muito frágil na zaga. Já são cinco jogos sem vitórias, números que preocupam os torcedores e afastam, mesmo que momentanamente, o time da briga pela liderança.
Já o Tricolor paulista enfrentou os tricolores cariocas e, assim como nos últimos anos, sofreu contra o Fluminense jogando em casa. O São Paulo não lembrou em nenhum momento da partida a boa apresentação de domingo, contra o Santos, na Vila. Time perdido em campo, sem vontade, sem brilho. Ainda teve uma ajuda do árbitro, no segundo tempo, quando Dagoberto cavou um pênalti (tão ridículo quanto o do Corinthians) e o senhor Elmo Resende Cunha apontou a marca da cal; Rogério Ceni descontou. E nada mais aconteceu na fria noite do Morumbi, a não ser a justa expulsão de Jean. Vitória boa do time de Abel Braga. Derrota que mostra a dificuldade do time de Adílson de jogar em casa, sair pro jogo e mostrar um futebol convincente.
Convincente é o futebol do Botafogo, que derrotou o Palmeiras no Engenhão em um jogo de seis pontos. As duas equipes entraram em campo como principais candidatos a quarta vaga da Libertadores. Em caso de vitória, os palestrinos ultrapassariam os alvinegros na tabela. Mas a distância para os cariocas ficou ainda maior. A noite só não foi das piores para o Verdão porque Flamengo e São Paulo também estacionaram na tabela.
Mas o melhor jogo da noite foi no Beira-Rio. No encontro dos melhores centroavantes do Brasileirão (Damião e Borges), o Inter recebeu o Santos, fez 3 a 0 mas sofreu três gols em 12 minutos e permitiu o empate do Peixe. Borges, ou Drogborges, já tem 14 gols na competição e está mais do que credenciado a artilheiro do campeonato. Na minha seleção, hoje, Damião é o camisa 9 e Borginho o reserva imediato.
Campeonato bom, esse.
(de volta à sessão) Bem, amigos do Blog do Jones. Vou fazer aqui uma pequena análise da primeira rodada do segundo turno do Brasileirão, que começou ontem, na quarta-feira gelada e recheada de grandes jogos.
Quem abriu a rodada foi o campeão do primeiro turno, o Corinthians, que tinha seu técnico sob pressão devido ao baixo aproveitamento das últimas rodadas: tinha conquistado apenas nove pontos nos últimos nove jogos, muito pouco para quem almeja o título mais dfícil de pontos corridos, do planeta. E os comandados de Tite não deram sopa pro azar e venceram o Grêmio, por 3 a 1 no Pacaembu.
Foi uma vitória justa. Embora o árbitro André Luiz de Freitas Castro tenha visto um pênalti completamente inexistente em Émerson, logo no começo da peleja, os gaúchos empataram mas o Timão foi buscar a vitória no segundo tempo e conseguiu. Graças ao melhor volante do campeonato: Paulinho (esse sim, merece um lugar no time do Mano). Os donos da casa ainda fizeram mais um gol e também sofreram mais um. Mas tinha que ser na base do sofrimento, com emoção, do jeito que a torcida gosta, e assim foi. O Corinthians, time até então mais disciplinado do certame, teve dois jogadores expulsos e enfrentou a pressão dos dez minutos finais com dois homens a menos. Vitória maiúscula do Timão, que continua líder isolado, agora com 40 pontos e tem um novo vice-líder na sua 'cola': o Vasco, que venceu muito bem o Ceará em casa e já está a dois pontos da ponta da tabela.
Isso porque os perseguidores mais contínuos do Corinthians tropeçaram ontem. Falo do Flamengo, que perdeu sua segunda partida no campeonato, e do São Paulo, que tropeçou em pleno Morumbi. A derrota os rubronegros para o Avaí na ressacada expôs o maior problema do time de Luxemburgo: a defesa vulnerável. O time é muito forte do meio pra frente, tem Ronaldinho jogando muito bem mas é muito frágil na zaga. Já são cinco jogos sem vitórias, números que preocupam os torcedores e afastam, mesmo que momentanamente, o time da briga pela liderança.
Já o Tricolor paulista enfrentou os tricolores cariocas e, assim como nos últimos anos, sofreu contra o Fluminense jogando em casa. O São Paulo não lembrou em nenhum momento da partida a boa apresentação de domingo, contra o Santos, na Vila. Time perdido em campo, sem vontade, sem brilho. Ainda teve uma ajuda do árbitro, no segundo tempo, quando Dagoberto cavou um pênalti (tão ridículo quanto o do Corinthians) e o senhor Elmo Resende Cunha apontou a marca da cal; Rogério Ceni descontou. E nada mais aconteceu na fria noite do Morumbi, a não ser a justa expulsão de Jean. Vitória boa do time de Abel Braga. Derrota que mostra a dificuldade do time de Adílson de jogar em casa, sair pro jogo e mostrar um futebol convincente.
Convincente é o futebol do Botafogo, que derrotou o Palmeiras no Engenhão em um jogo de seis pontos. As duas equipes entraram em campo como principais candidatos a quarta vaga da Libertadores. Em caso de vitória, os palestrinos ultrapassariam os alvinegros na tabela. Mas a distância para os cariocas ficou ainda maior. A noite só não foi das piores para o Verdão porque Flamengo e São Paulo também estacionaram na tabela.
Mas o melhor jogo da noite foi no Beira-Rio. No encontro dos melhores centroavantes do Brasileirão (Damião e Borges), o Inter recebeu o Santos, fez 3 a 0 mas sofreu três gols em 12 minutos e permitiu o empate do Peixe. Borges, ou Drogborges, já tem 14 gols na competição e está mais do que credenciado a artilheiro do campeonato. Na minha seleção, hoje, Damião é o camisa 9 e Borginho o reserva imediato.
Campeonato bom, esse.
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