quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O sorteio da Champions 2011/2012


(voltamos) Bem, amigos do blog do Jones. Mais uma vez estive ausente por alguns dias desse glorioso e nada modesto espaço internético. Porém, creio que poucos perceberam a falta de novidades 'na área', devido à pequena frequência de meus inúmeros seguidores, nos comentários. Enfim, espero que não tenha sido por dizer que dispenso Claudia Leite, Michel Teló e Luan Santana alguns textos atrás.

Hoje, excepcionalmente, passo por aqui apenas para escrever mais algumas linhas que, creio eu, não terão muita repercursão pelos amigos blogueiros, já que a minoria que frequenta o blog se importa com futebol internacional. Mas como eu gosto (e muito), vou deixar alguns palpites sem fundamentos sobre o sorteio da fase de grupos da Champions 2011/12 que começa daqui a três semanas.

O grupo A, logo de cara, assumiu a ingrata posição de 'grupo da morte': Bayern, Villareal, Manchester City e Napoli. Ok, você pode dizer que não é tão assustador assim, já que não tem um bicho-papão tão feio como se prega as cartilhas futebolísticas de grupos-da-morte. Que seja o grupo da 'quase morte'. Aposto no Bayern, o cabeça-de-chave, em primeiro, e no City, em segundo. Mas tanto espanhois quanto italianos venderão caro a eliminação, principalmente jogando em casa.

Se o grupo A recebeu esse rótulo tão cliché, o grupo B tem todo o direito de ser chamado de 'Grupo da vida', já que o 'cabeça' Inter de Milão, ou melhor 'a cabeça' (afinal, não estamos escrevendo pra globo.com) tem pela frente os russos do CSKA Moscou que de assustador tem apenas a temperatura dos gramados balalaikos; o Lille, atual campeão francês e o Trabzonspor, que caiu de paraquedas após a polêmica exclusão do Fenerbahçe, devido a escandalos de manipulação no campeonato turco. Aposto nos italianos, em primeiro, e nos russos, em segundo.

O grupo C é outro que pode dividir esse moderno apelido de grupo da vida, já que o cabeça-de-chave é ninguém menos que o Manchester United, que tentará sua quarta final de Champions em cinco anos. A segunda força do grupo é o Benfica, que já é bem inferior aos ingleses. São favoritos para passar às oitavas-de-final. Completam o grupo o Basel, da Suiça, e o estreante Otelul Galati, da Romênia.

O Real Madrid, cabeça do Grupo D, mais uma vez encontra o Lyon. Já é um clássico da Champions. Ano passado, os merengues passaram pelos franceses nas oitavas de final, dando o troco da eliminação do ano anterior. O grupo ainda conta com Ajax, que também enfrentou os merengues na última edição, mas pela fase de grupos. A quarta força do grupo é o Dínamo Zagreb, que volta a disputar a Champions após 12 anos. Vejo os holandeses com boas chances de classificarem em segundo, atrás de Cristiano Ronaldo e companhia.

No grupo E, o cabeça-de-chave e favorito ao topo é o Chelsea, que conta com seu principal reforço no banco de reservas; o técnico André Villas Boas, atual campeão da Europa League, com o Porto. Os azuis terão jogos difícies, principalmente contra o Valencia e Bayern Leverkusen, mas ainda sim, devem passar sem grandes sustos. Fecha o pote o Genk, da Bélgica, que participa mais por figuração. Aposto no Chelsea, claro, e no Valencia como principal coadjuvante.

O Arsenal, que se classificou após passar pelo vestibular da Champions, a chamada primeira fase eliminatória, ganhou o direito de ser cabeça-de-chave do grupo F. Mas o sorteio não foi muito generoso com os londrinos, que há tempos não empolgam seus torcedores. Terão pela frente dois campeões nacionais, o Olympiacos, da Grécia, e o Borussia Dourtmund, da Alemanha, além do Olympique de Marseille, vice-campeão francês. Acho que os germânicos tem algumas boas chances de passarem em primeiro. A segunda vaga fica com os enfraquecidos ingleses.

O Grupo F tem o Porto como 'cabeça'. Mas os lusitanos farão viagens longas e jogarão no frio do leste europeu, contra o Shaktar Donetsk, da Ucrânia, e contra o Zenit, da Rússia, além de irem até o Chipre encarar o destemido APOEL. Pode ser chamado de 'Grupo Europa League', já que os três primeiros supracitados venceram três das últimas cinco edições da competição recém-renomada. Acredito que ucranianos e portugueses se classificam e farão jogos muito equilibrados, com vantagem para os ex-soviéticos.

E para finalizar os grupos com chave de ouro, teremos logo na primeira rodada um duelo de titãs: Barcelona e Milan, dois dos melhores times do mundo. E para deixar a chave equilibrada, duas equipes nada badaladas, como BATE Borisov e Viktoria Plzen. Vendo pelo lado positivo, bielorrussos e tchecos terão o prazer de receber em suas sagradas terras, dois gigantes europeus. Acho que não preciso dizer quais as minhas apostas nesse grupo.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Começar de novo não é a solução

(eu acho) Mano Menezes completou um ano no comando da seleção brasileira, ontem, no dia do amistoso contra a Alemanha. Foi o primeiro jogo do Brasil após o vexame na Copa América, no mês passado. E, após o fiasco em terras portenhas, era óbvio a pressão sobre o técnico por resultados mais satisfatórios. Só que mais uma derrota aconteceu. E muitos torcedores, vários jornalistas e inúmeros corneteiros de plantão já contestam o trabalho do ex-técnico do Corinthians. O que é normal.

Quando Mano assumiu, era conscenso que Ricardo Teixeira acertou na contratação do técnico, depois de protagonizar um belo mico, concedendo entrevista exclusiva ao programa "Arena Sportv" anunciando Muricy Ramalho como novo treinador, sem o aval do então técnico do Fluminense, que teria conversado no mesmo dia, pela manhã, com o manda-chuvas da CBF, porém, sem dar a confirmação do convite. Ricardinho, do alto de sua magestade, não esperou aconfirmação de Muricy e o anunciou como novo técnico da seleção. Horas depois, veio a negativa do treinador alegando que o Fluminense não o teria liberado. Após ter sido contrariado, o que não é muito comum, o dono da Copa 2014 optou pela segunda opção e Mano Menezes não recusou.

Na época, a maioria gostou da ideia de Mano na seleção. Treinador calmo, tranquilo, educado. Homem elegante, de fino trato com imprensa e que vinha de um bom trabalho em um grande clube do país. Na primeira convocação, chamou Neymar e Ganso, preteridos por Dunga na lista da Copa do Mundo da Africa do Sul, mesmo diante de grande apelo popular e de boa parte dos jornalistas. E o Brasil venceu os Estados Unidos jogando bem e com um futebol diferente daquele que eliminou a seleção do último mundial. Pois bem, a renovação do futebol brasileiro parecia estar bem encaminhada. Parecia. Até que o primeiro grande desafio de Mano chegou. Derrota para a Argentina por 1 a 0. Mas, até aí, tudo bem. Era a Argentina de Messi.

O Brasil voltou a campo meses depois, já esse ano, e o desafio não era fácil. Mais uma derrota, dessa vez para a França, carrasco histórico do Brasil. A seleção jogava bem até a expulsão de Hernanes, que prejudicou o desempenho do time. Só que a partir desse jogo, as coisas mudaram. O técnico, que não se diz rancoroso, não voltou a convocar Hernanes. Diante de algumas perguntas sobre a ausência do meio-campista da Lazio, Mano respondeu que preteriu o jogador por questões táticas, e não em função da expulsão contra os franceses.

A seleção ainda venceria a Escócia, em Londres, com dois gols de Neymar, antes de enfrentar os holandeses, algozes do Brasil em terras africanas. Era a chance de se redimir diante de um grande. Mas o Brasil não passou de um 0 a 0 no Serra Dourada. As críticas ficaram cada vez mais fortes. A Copa América passou então a ser um verdadeiro teste de fogo para Mano e seus pupilos, mas a campanha foi decepcionante: uma vitória, três empates e quatro pênaltis desperdiçados eliminaram o Brasil do torneio. E, então, o jogo contra a fortíssima seleção alemã gerou enorme expectativas. Afinal, qual seria a postura da seleção?

Bem, o resultado do jogo, agora, é o que menos importa. A Alemanha joga junto desde 2006, quando fez bela campanha em casa, sendo eliminados nas semifinais pela Itália, que seria a campeã daquele Mundial. Joachim Low, que era auxiliar técnico, assumiu o comando após a Copa e a seleção germânica foi vice-campeã europeia, em 2008, perdendo para os espanhois (mais um exemplo de resultados a longo prazo), que também os elimanariam nas semifinais da Copa do Mundo, dois anos depois.

Hoje, a seleção brasileira passa por uma reformulção total. A decadência precoce de Kaká, devido à questões físicas, e a queda de rendimento notável de Ronaldinho (até hoje, uma incógnita), 'obrigaram' o novo treinador do Brasil a começar uma reformulção no elenco canarinho, tendo como 2014 o principal objetivo. A ausência de Ganso, que só jogou contra os Estados Unidos, depois se machucou e só voltou na Copa América, prejudicou os planos do treinador, que tinha o jogador à disposição, ontem, mas preferiu deixá-lo no banco de reservas. O esquema tático também foi diferente do que o Brasil vinha jogando, e, talvez, isso seja o fator mais preocupante. Outro agravante é uma mudança geral nas 'peças' de meio-campo. Contra a França, há seis meses, o Brasil tinha Lucas Leiva, Elias, Hernanes e Renato Augusto no setor. Ontem, Mano escalou Ralf, Ramires, Fernandinho e Robinho. Mudando tanto assim, fica difícil dar entrosamento a equipe e buscar resultados satisfatórios à longo prazo. Sem contar que é mais um argumento para os corneteiros de plantão, como eu.

Nou vou aqui contestar algumas convocações pra lá de discutíveis, como Fernandinho, Fred e André Santos (esse, a cada jogo mostra que não é e nunca foi jogador de seleção), nem vou pedir a troca do comando técnico da seleção. Mas vou ressaltar que ainda falta muito para o Brasil fazer um bom papel em 2014. Mais precisamente: três anos, doze estádios e um time de futebol.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Só mais uma ideia cretina

(já deu) Depois de quinze dias longe desse pequeno espaço virtual, volto apenas para escrever sobre um assunto que venho adiando há algum tempo. Na verdade, não tem muita importância assim, mas como a minha ausência sem aviso prévio não deixou muitas saudades por aqui, sinto-me no dever de atualizar essa página com alguns comentários. Não muitos precisos, porém sinceros.

A primeira vez que vi os jogadores comemorando gols como aquele boneco esquisito, tipo um joão-bobo, apelidado de 'João Sorrisão', não entendi direito. Como não acompanho os programas esportivos da TV Globo com certa frequência, desconhecia a iniciativa do "Esporte Espetacular", que, pelo que parece, prometeu um boneco de plástico para para cada jogador que fizer um gol e comemorar imitando o boneco sem graça. Até aí, tudo bem. O "Esporte Espetacular" está no direito de promover o que quiser, por mais besta que seja. O que realmente preocupa é o fato de vários jogadores se submeterem a isso.

A iniciativa foi muito elogiada por marqueteiros, porém, não vejo qualidade alguma nessa promoção. Pelo contrário, acho que foi um tiro no pé. Explico: não custa nada lembrar que a Tv Globo é a dona dos direitos de trasmissão do campeonato brasileiro. E não estou dizendo isso para insinuar que os jogadores comemoram seus gols dessa maneira apenas para agradar a emissora. Não é isso. O que eu vejo é que a iniciativa pode se voltar contra o próprio criador, já que seria (ou já está sendo) um tédio (quase) todos os jogadores comemorarem da mesma forma. Como bobos.

Enfim, não é de hoje que a Rede Globo vem mudando a postura (não o rumo) de seu jornalismo esportivo. Acho uma pena a troca do Léo Batista pelas gracinhas sem-graças do Tadeu Schimidt nos gols do "Fantástico"; não consigo ver o "Esporte Espetacular" apresentado pela Glenda Bom dia sol, Bom dia céu, Bom dia vida; nem acho tanta graça nas piadas de Tiago Leifert. Também não vou dizer que a cobertura esportiva da emissora esteja mais ligada ao entretenimento do que ao jornalismo. É claro que é possível fazer bom jornalismo com bom humor (o Bate-bola, da Espn Brasil, é um bom exemplo).

O que não é nem um pouco legal, bacana e engraçado é dar muito menos atenção do que deveria a assuntos como a Copa 2014, CBF, Ricardo Teixeira e FIFA. Mas aí fica difícil fazer piada.

                           Rafael Moura, do Fluminense, e seu exemplar de joão-bobo