sexta-feira, 8 de julho de 2011

Caiu

(agora é de verdade...) Paulo César Carpegiani não é mais o técnico tricolor. Chegou a ser demitido por todos os veículos da imprensa quando o São Paulo foi eliminado da Copa do Brasil diante do modesto Avaí, inclusive por quem escreve essas tortas linhas.

Todos davam como certa a sua saída do clube depois de um péssimo jogo e de uma entrevista de Juvenal Juvêncio, em pleno aeroporto, que se mostrava claramente insatisfeito com o rendimento da equipe. Mas Carpegiani foi mantido no comando e o Tricolor teve uma sequência de cinco vitórias nos cinco primeiros jogos do Brasileirão, algo inédito nos pontos corridos. Porém, uma derrota acachapante para o maior rival deixou o técnico, novamente, na beira do precipício.

O Tricolor perdeu mais dois jogos na sequência, para o Botafogo e para o Flamengo, respectivamente. E como manda a Lei do futebol (brasileiro), não há planejamento que resista a três derrotas consecutivas. A demissão, que já era especulada, foi confirmada.

Mas os problemas do último tri-campeão brasileiro não se resumem apenas ao ex-treinador. A grande contratação do ano, Luis Fabiano, ainda nem estreiou. A zaga, ponto forte da equipe nos últimos anos, foi totalmente reformulada. A equipe não tem um lateral-direito no elenco, algo impensável para qualquer time grande. Sem contar as várias ausências de jogadores convocados para as seleções, como a do garoto Lucas, o melhor atleta Tricolor.

Por essas razões, pode parecer injusto atribuirmos o maus resultados recentes apenas à Carpegiani, que teve alguns méritos no seu trabalho, como a utilização de sete pratas da casa nas primeiras cinco vitórias da equipe no Brasileirão. Porém, se formos olhar o currículo do técnico, veremos os títulos da Libertadores e do Mundial, ambos em 1981, com o inesquecível Flamengo de Zico, 'apenas' 30 anos atrás. De lá pra cá, Paulo César foi campeão baiano com o Vitória, em 2009, assumindo o time nas semifinais. Pouco, muito pouco para um treinador de ponta, que só foi contratado pela equipe do Morumbi, em outubro do ano passado, devido ao seu bom trabalho no Atlético PR e, principalmente, devido a falta de opções no mercado.

O São Paulo, que nos últimos anos pregava um discurso de time diferenciado, mostrou que dança conforme a música, assim como todos os outros times do futebol brasileiro.
              Paulo Autuori, Dorival Júnior e Cuca: possíveis nomes para comandar o SPFC

2 comentários:

Marcelo Malinverne disse...

Bela postagem, meu amigo.

O futebol brasileiro, realmente, tem algumas pechas que não se pode esconder. A dança dos técnicos é uma delas.

De fato, o ex-técnico tricolor, como bem salientou o site globoesporte.com, estava cumprindo aviso prévio. Sua saída era mesmo inevitável.

Que o gigante sonolento volte a protagonizar o bom e aguerrido futebol de sempre, com a superveniência de um novo treinador.

Grande abraço

João Gabriel disse...

Valeu pelo coments, amigo
Novidades em breve.
Aguardemos!