(assunto chato) Infelizmente, estamos aqui para falar sobre um grave assunto que vem tomando conta do futebol. A crise que se escancara na Fifa, a entidade máxima desse sagrado esporte.
Poderíamos estar aqui para falar do Brasileirão, que vai pegando no tranco, mas como os amigos blogueiros não estão muito participativos ultimamente e o assunto é importante, creio que não teremos muitas reclamações.
Não é de hoje que se questiona a lisura da dona Fifa, seus métodos como controlam o futebol e suas decisões muito mais políticas do que esportivas, como já expressamos aqui em em dezembro do ano passado. Só que agora o buraco é mais embaixo, porque na véspera da eleição para a presidência da nobre entidade, surge a denúncia de que o Catar teria pago vinte milhões de dinheiros europeus para conquistar votos para sediar a Copa de 2022.
A grave denúncia, feita pelo presidente da Concacaf (confederação centro e norte-americana de futebol), Jack Warner, repercurtiu ontem na imprensa do velho continente e provocou uma reação de ex-funcionários da Fifa que se dizem fartos da corrupção e prometeram apresentar contas bancárias, transações e passaportes das pessoas envolvidas que confirmam o pagamento do suborno.
O atual mandatário, Joseph Blatter, que se prepara para nada menos que sua quarta eleição para o posto maior da entidade (desde 1998 como presidente), insiste que não há crise na Fifa, não investigará a situação do Catar e e que irá adiante com as eleições, mesmo sendo o único candidato (o ex-candidato, Mohamed Bin Hammam, que, aliás, é ex-aliado de Blatter, foi suspenso por pagamento de subornos em troca de votos).
E as consequências dessa 'crise' não são nada simples. Dois dos maiores patrocinadores da Fifa, Coca-Cola e Adidas, expressaram preocupação com essa situação nada agradável. Alguns países asiáticos ameaçam não votar nas eleições em represália à punição de Bin Hammam, decidida ontem por uma corte interna controlada pela Fifa.
Mas se nessa história suja existir algum ponto positivo, seria, esse, o insucesso do plano eleitoral de Ricardo Teixeira para a presidência do órgão máximo da bola, daqui quatro anos. Isso porque o atual presidente da CBF apoiou a eleição de Bin Hammam em troca do apoio do bilionário empresário catariano nas eleições de 2015. E essa aproximação de Teixeira com Hammam teria irritado profundamente Blatter, que poderia, então, promover uma revanche com quem o teria traído.
Aguardemos.

4 comentários:
Ah a política. Maquiavel deve estar bem satisfeito com o rumo que a FIFA está tomano..
O que aconteceu com aquele mundo de comentários que tinha aqui Jones?
Sei lá, Fábio.
Vai ver, enjoaram do blog.
É assim mesmo. Logo, todos voltam.
Muito bom, o texto! Já a corrupção...
Abraços jones!
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