quinta-feira, 28 de abril de 2011

Entre a Champions, a Libertadores e a Copa do Brasil

E voltamos com o nosso tradicionalíssimo post de quintas-feiras quando temos uma semana recheada do melhor futebol do universo. E para iniciar essas pequenas observações, uma reverência a um grande jogador: Ryan Giggs, 37 anos, o mais velho futebolista a marcar um gol em uma partida de Champions. Gol que abriu o placar da vitória do Manchester United sobre o Schalke 04, por 2 a 0 na Alemanha, que deixou os ingleses com um pé em Wembley.

Mas o grande jogo das semifinais era o duelo épico entre Real Madrid e Barcelona, que já haviam se enfrentado há 10 dias pelo campeonato espanhol (empate em 1 a 1) e na decisão da Copa do Rey, há uma semana atrás, quando Cristiano Ronaldo de cabeça fez o gol do título madridista. O Real, invicto contra o Barça nos dois últimos confrontos, parecia estar em um momento melhor. Mourinho novamente escalou Pepe como cão-de-guarda de Lionel e a tentativa de anular o craque argentino estava sendo bem sucedido até os 15 minutos do segundo tempo quando o zagueiro/volante luso-brasileiro cometeu jogada perigosa em Daniel Alves e foi convidado a se retirar mais cedo do jogo. Aí, então, o camisa 10 barcelonista achou o espaço que precisava em campo para decidir o jogo. O primeiro gol foi típico de centroavante matador que está lá para completar a jogada e ser decisivo. O segundo... bem o segundo gol foi no melhor estilo Messi, levando todos os jogadores adversários e deslocando a bola de Casillas como se estive jogando uma pelada. Gênio. Não há limites para esse jovem jogador de 23 anos.

Mourinho, com toda a sua marra e capacidade óbvia de montar bons times, precisará de uma fórmula mágica para vencer o Barça no Camp Nou e impedir que uma provável final entre Barcelona e Manchester United aconteça e coloque frente-a-frente dois grandes técnicos do futebol mundial, Pep Guardiola e Alex Ferguson. Sem marra e sem arrogância.

Pela Libertadores, a Champions das Américas, o Grêmio tropeçou em casa para o bom time da Universidad Católica do Chile (um blogueiro fez uma enquete nos comentários de um texto do mês passado sobre quais seriam os campeões da Libertadores, Copa do Brasil e Paulista, e eu apostei, nesse torneio, nesse encardido time chileno). Os gaúchos precisam vencer fora por dois gols de diferença ou vencer por mais de três gols para se classificarem. Acho que já podem dizer adeus à essa competição.

Ontem, o Santos venceu o América do México por 1 a 0 (ótimo resultado quando se joga em casa na Libertadores) com um gol de Ganso e agora volta as atenções para o clássico contra o São Paulo, sábado. Já o Cruzeiro continua com sua campanha impecável. A Raposa venceu o jogo de ida das oitavas contra o Once Caldas na Colômbia e pode até perder em casa por 1 a 0 que se classifica. É o melhor time brasileiro do ano e, talvez, da América. Se vai ganhar a Libertadores é outra história. Hoje, mais dois jogos envolvendo times brasileiros acontecem. O Fluminense recebe o Libertad do Paraguai e o Inter do invicto técnico Falcão vai a Montevidéu para encarar o tradicional Peñarol.

E pela Copa do Brasil, o mais simpático torneio futebolístico mundial, o Vasco passou fácil pelo Náutico e se classificou para as quartas de finais onde joga contra o Atlético PR. Assim como o Flamengo que venceu o Horizonte no Ceará e já está na próxima fase, onde joga justamente contra o Ceará. Mais uma viajem ao nordeste em vista.

Sobre o São Pauo e a vitória simples em cima do Goiás, algumas palavras rápidas. Carpegiani escalou o time com três zagueiros no 3-5-2. Com Marlos na frente e sem Lucas no meio, o time perde força no setor. O técnico teve a oportunidade de abdicar do esquema após o intervalo e fortalecer a meia-canxa, mas preferiu colocar outro zagueiro e viu o time sofrer contra uma equipe de série B em um jogo chato de se ver. Aos 33 minutos da etapa final, Rivaldo entrou no lugar de Marlos e protagonizou os dois melhores lances do time no jogo inteiro, porque, diga-se, o gol do São Paulo saiu de uma falha enorme da zaga esmeraldina. Se o Tricolor quiser realmente passar pelo Santos e conquistar o Paulista, terá que jogar muito melhor do que jogou ontem.

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