O Palmeiras completou 100 anos de existência na última
terça-feira, 26.
Fundado em 1914 por imigrantes italianos e seus
descendentes sob o então registro de Società Sportiva Palestra Itália, a hoje
Sociedade Esportiva Palmeiras tem uma história rica e peculiar.
O alviverde é um dos clubes mais vitoriosos do Brasil, de
incrível sucesso nos anos 1960 e 1970, da geração de ouro de Djalma Dias, com
Juninho Botelho, além de Vavá, o Peito de aço, e uma divindade, Ademir da Guia,
o Divino, o melhor dos que vestiram a camisa da Academia (segundo meu pai).
Depois, com Émerson Leão no gol, César Maluco com a 9. Em seguida, os
bicampeões brasileiros de 1972/73, com Leivinha fazendo companhia a Luís
Pereira.
Nos anos 1980, o Palmeiras passou longe das glórias, como
todos os grandes times que ficam tempos em jejum. E, na maioria das vezes, eles
precedem grandes conquistas, como as maiores e mais saborosas (para os
palmeirenses, que fique claro) que estariam por vir.
Lembro dos times de 1993/94, uma verdadeira constelação
que levou ao bicampeonato brasileiro, encerrando uma fila de 20 anos sem
títulos nacionais. Escalo, de cabeça, aquele esquadrão: Velloso; Mazinho,
Antonio Carlos, Cléber e Roberto Carlos; César Sampaio, Flávio Conceição, Zinho
e Rivaldo; Edmundo e Evair. Não era fácil torcer contra.
Mas o melhor time verde estaria por vir. Um time que, em
1996, marcou 102 gols no campeonato paulista, vencendo por 28 pontos de
diferença para o vice-campeão; tinha Cafu, Júnior, Djalminha, Rivaldo, Muller,
Luizão... uma seleção. Porém, durou apenas aquele estadual.
Depois, veio o mais glorioso, o campeão da Libertadores
de 1999, com São Marcos sob as traves, Arce, Roque Júnior, Alex, além de Paulo
Nunes, o diabo loiro. Fechava o século XX como um dos mais imponentes clubes
brasileiros.
Contudo, o novo século traria dissabores aos palestrinos. Nos
últimos dez anos foram dois rebaixamentos no campeonato brasileiro e poucos
títulos de expressão. Um Paulistão, em 2008, e uma Copa do Brasil, em 2012.
Pouco, muito pouco para um clube que esbanja afortunada história futebolística.
Os dias atuais não são os melhores, longe disso. A
reflexão do torcedor palmeirense é mais séria, menos otimista, calejado que
está. Só não pode ser pequena a sua devoção, como nunca foi. Afinal, dias
melhores virão.
Aos amigos palmeirenses, parabéns, vocês merecem. O lugar
de vocês é entre os grandes!


