Na coluna de esporte do jornal Informe Classificar, da publicação desse mês, enviei o último texto postado aqui - 'Homens de confiança' - e fiz, também, algumas considerações a mais. Abaixo, cito-as:
Semanas decisivas. O mês de março contém dias
interessantes para o calendário do futebol. A Copa do Brasil começa a ser
disputada, a Libertadores praticamente define seus times classificados à fase
de mata-matas e a Copa dos Campeões da Europa chega às quartas-de-final. Sem
contar o Paulistão, que tem sua arrastada fase de classificação chegando ao
fim.
Extracampo. Nas últimas semanas, muitas coisas
aconteceram no cenário esportivo. Infelizmente, casos de racismos voltaram à
tona. O meio-campista do Cruzeiro, Tinga, sofreu diversos chingamentos por
parte da torcida do Real Garcilaso, quando seu time foi ao Peru jogar pela
Libertadores. Dias depois, quem sofreu com isso foi o volante Arouca, do
Santos, em partida válida pelo campeonato paulista. O mesmo ocorreu no sul do
país com o árbitro Mário Chagas da Silva, que teve, inclusive, bananas deixadas
em seu carro. Até quando teremos de conviver com isso? Até quando haverá em
nossa sociedade indivíduos ignorantes, maldosos e de mentalidade tão atrasada.
Creio, infelizmente, que ainda levará algum tempo para esse tipo de gente
entender que somos todos iguais.
Polêmica nos bastidores. O agora deputado Federal pelo estado
do Rio de Janeiro, Romário não poupou palavrões ao dizer o que pensa sobre
alguns cartolas da FIFA e outros da CBF. Para o Baixinho, Joseph Blatter, o
então presidente da entidade máxima do futebol mundial, é um ladrão corrupto –
pelos altos custos que a FIFA impõe ao Mundial -. Dentre o manifesto de Romário,
sobrou até para a mãe de Blatter. Quem também teve seu nome mal-falado pelo
deputado foi Jérôme Valcke, o secretário-geral da entidade: “Esse é um dos
maiores chantagistas do esporte mundial, que vem aqui, manda e desmanda, fala e
desfala (sic), e todo mundo bate palma e tá tudo bem”. Sobre o presidente da
CBF, José Maria Marín e o vice, Marco Polo Del Nero, o ex camisa 11 da Seleção
disse o seguinte: “A CBF tem dois ratos, Marín e Del Nero, que vão vão ficar
bilionários com essa Copa do Mundo”.
Da série: coisas que você nunca
deveria ouvir: no
domingo, 9, a Arena da Amazônia foi inaugurada e, como não poderia deixar de
ser, os principais políticos locais estavam presentes. Até Aldo Rebelo,
ministro do Esporte, compareceu (oh!). Quando questionado sobre o legado do
bonito estádio o governador do Amazonas, Omar Aziz, disse o seguinte ao
repórter: "Esse problema é nosso, não é de vocês. Não é da imprensa do
Sul”. Com sua declaração populista, escancara preconceito igual ou maior do que
o daqueles que ele pretende atacar. Ao dizer que o legado "não é problema
de vocês do Sul", é ele quem exclui o Amazonas do País, como se o
"seu" estado não fizesse parte do Brasil e como seus problemas não
fossem também um problema nacional.
Mas o pior:
Aziz demonstra a completa ausência de planos para utilizar, depois da Copa do
Mundo, um estádio que custou mais de R$ 600 milhões e que, ao que tudo indica,
continuará onerando os cofres do Estado.
Pulga atrás da orelha: Felipão se arrepende de não ter
levado Diego Costa à Copa das Confederações?

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