sábado, 8 de fevereiro de 2014

Consequências de uma invasão

A acachapante derrota corintiana no clássico para o Santos, na semana passada, teve uma péssima repercussão. Trágica para os jogadores do Timão. Muitos vândalos, que se passavam por torcedores de uma organizada do clube, invadiram o centro de treinamento e, literalmente, ‘tocaram o terror’. Os jogadores se viram acuados e, por pouco, o pior não aconteceu.

Foram cerca de cem estranhos correndo em suas direções com feições desumanas, encapuzados, transtornados. Os primeiros alvos foram os goleiros, de praxe, os primeiros a chegar ao gramado para iniciar os exercícios específicos da posição. A fuga dos homens de luva chamou a atenção do restante dos atletas que se encaminhavam para o campo, e todos voltaram para dentro dos alojamentos o mais rápido que conseguiram em busca de abrigo.

Paolo Guerrero, herói da conquista do Mundial, há pouco mais de um ano, chegou a ser pego pelo pescoço pelos marginais. O que se dizia é que os principais alvos da ira dos infames invasores eram Émerson Sheik e Alexandre Pato. Por sorte, os dois não foram vistos. Apesar dos danos às estruturas e relatos de agressão e roubo, ninguém foi detido. Ninguém.

No dia seguinte, o Corinthians teria pela frente a Ponte Preta, pela quinta rodada do Paulistão. Não havia clima para os jogadores entrarem em campo. Porém, houve jogo. Houve mais uma derrota da equipe de Mano Menezes. Assim como na última quarta-feira, já pela sexta rodada, contra o Bragantino. A fase técnica do time é péssima desde o fim de 2013. E, com os novos acontecimentos, só vem piorando.

O Bom Senso Futebol Clube articula um greve para a sétima rodada. Os motivos são muitos. Mas o estopim para a tal paralisação é, de fato, a falta de segurança, a opressão absurda sofrida na pele e a certeza de que a CBF e as autoridades competentes não resolverão esse caso da maneira como todos gostariam. É a realidade, enfim.


Pato por Jadson. Em meio às turbulências extracampo dos últimos dias, os arquirrivais da capital articularam uma improvável e interessante troca de jogadores. O atacante, contratado a peso de ouro, deixará o Parque São jorge após uma péssima passagem. Porém, Alexandre não poderá jogar o Paulistão pelo São Paulo por já ter excedido o limite de jogos – estreará pelo novo clube apenas em março, na Copa do Brasil. Jadson, por sua vez, poderá atuar no campeonato estadual pelo seu novo clube. O agora ex camisa 10 são-paulino perdeu espaço com a ascensão de Ganso no meio campo Tricolor e será uma boa opção para a armação alvinegra. Se os novos ares farão bem aos jogadores, só o tempo irá dizer.

Nenhum comentário: