A acachapante
derrota corintiana no clássico para o Santos, na semana passada, teve uma
péssima repercussão. Trágica para os jogadores do Timão. Muitos vândalos, que
se passavam por torcedores de uma organizada do clube, invadiram o centro de
treinamento e, literalmente, ‘tocaram o terror’. Os jogadores se viram acuados
e, por pouco, o pior não aconteceu.
Foram cerca
de cem estranhos correndo em suas direções com feições desumanas, encapuzados,
transtornados. Os primeiros alvos foram os goleiros, de praxe, os primeiros a
chegar ao gramado para iniciar os exercícios específicos da posição. A fuga dos
homens de luva chamou a atenção do restante dos atletas que se encaminhavam
para o campo, e todos voltaram para dentro dos alojamentos o mais rápido que
conseguiram em busca de abrigo.
Paolo
Guerrero, herói da conquista do Mundial, há pouco mais de um ano, chegou a ser
pego pelo pescoço pelos marginais. O que se dizia é que os principais alvos da
ira dos infames invasores eram Émerson Sheik e Alexandre Pato. Por sorte, os
dois não foram vistos. Apesar dos
danos às estruturas e relatos de agressão e roubo, ninguém foi detido. Ninguém.
No dia
seguinte, o Corinthians teria pela frente a Ponte Preta, pela quinta rodada do
Paulistão. Não havia clima para os jogadores entrarem em campo. Porém, houve
jogo. Houve mais uma derrota da equipe de Mano Menezes. Assim como na última
quarta-feira, já pela sexta rodada, contra o Bragantino. A fase técnica do time
é péssima desde o fim de 2013. E, com os novos acontecimentos, só vem piorando.
O Bom Senso
Futebol Clube articula um greve para a sétima rodada. Os motivos são muitos.
Mas o estopim para a tal paralisação é, de fato, a falta de segurança, a
opressão absurda sofrida na pele e a certeza de que a CBF e as autoridades
competentes não resolverão esse caso da maneira como todos gostariam. É a
realidade, enfim.
Pato por Jadson. Em meio às turbulências extracampo
dos últimos dias, os arquirrivais da capital articularam uma improvável e
interessante troca de jogadores. O atacante, contratado a peso de ouro, deixará
o Parque São jorge após uma péssima passagem. Porém, Alexandre não poderá jogar
o Paulistão pelo São Paulo por já ter excedido o limite de jogos – estreará
pelo novo clube apenas em março, na Copa do Brasil. Jadson, por sua vez, poderá
atuar no campeonato estadual pelo seu novo clube. O agora ex camisa 10
são-paulino perdeu espaço com a ascensão de Ganso no meio campo Tricolor e será
uma boa opção para a armação alvinegra. Se os novos ares farão bem aos
jogadores, só o tempo irá dizer.

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