sábado, 15 de fevereiro de 2014

Cinco transferências curiosas do futebol brasileiro

Históricos rivais paulistanos, Corinthians e São Paulo protagonizaram uma troca de jogadores que rendeu boas discussões. Afinal, Pato por Jádson, quem levou a melhor nessa troca?

Pato chegou ao Corinthians no fim de 2012, contratado por nada menos do que 15 milhões de dinheiros europeus. Era o cara para ser a base da reformulação do já rodado elenco campeão mundial daquele ano. Mas Pato foi um fiasco no Timão. Teve alguns lampejos de bom futebol e nada além disso. Sua passagem, que durou aproximadamente um ano e um mês, foi pífia no Corinthians. A expectativa era enorme, muito acima do que o jogador proporcionou. Com o começo ruim na temporada atual, a comissão técnica alvinegra, junto à diretoria, achou melhor não mais contar com o futebol de Alexandre. Só que ninguém abre mão assim de um jogador em que se depositou tanto investimento financeiro – em cifras, a desvalorização já é grande no momento; vendê-lo agora seria perder dinheiro, e isso, dirigente nenhum gosta. Ninguém gosta.

Jádson, por sua vez, estava na reserva do São Paulo desde que Muricy Ramalho assumiu o comando do Tricolor em setembro do ano passado. Não por culpa de Muricy. O agora ex camisa 10 são-paulino foi convocado para a Seleção Brasileira, fazendo parte do grupo que conquistou a Copa das Confederações, em junho de 2013, sobre o comando de Felipão. Mas parece que Jádson esqueceu seu futebol na Granja Comary – famoso centro de treinamento do Brasil -. Com isso, Ganso assumiu de vez o comando do meio campo no São Paulo, e Jádson perdeu espaço.

O fato é que a troca de jogadores pegou todos de surpresa. Quem levou a melhor? O Corinthians, que se livrou de um jogador que nada lhe acrescentava, e que agora conta com um bom novo camisa 10, ou o São Paulo, que trocou um reserva desmotivado por um bom atacante em potencial? A resposta, só o tempo irá dizer.

Abaixo, listamos 5 transferências curiosas entre jogadores brasileiros:


5. Arouca por Rodrigo Souto - Em 2010, São Paulo e Santos acertaram a troca entre os volantes Arouca e Rodrigo Souto. O resultado foi Arouca virando ídolo no Santos, tendo boas sequências e até convocações para a Seleção Brasileira, enquanto Souto passou despercebido pelo São Paulo.


4. Leonardo por Nelsinho - Em 1991, o acordo foi entre Flamengo e São Paulo. O São Paulo trouxe o rubro negro, o então lateral Leonardo, e mandou por empréstimo o veterano Nelsinho Kerchner. No Morumbi, Leonardo virou jogador de seleção; na Gávea, Nelsinho só conheceu o departamento médico.


3. Pita por Zé Sérgio e Humberto - Outra troca entre Santos e São Paulo; a equipe do Morumbi levou Pita, da Baixada Santista, e cedeu Zé Sérgio e Humberto. Pita virou um dos maiores jogadores da história do Tricolor, enquanto Humberto e Zé Sergio apagaram no Santos.


2. Neto por Ribamar - Em 1989, talvez a troca mais famosa da história no Brasil. Afastado pelo então técnico palmeirense Emerson Leão, o meio-campista Neto e o lateral Denys desembarcaram no Parque São Jorge; em contra partida embarcaram para o Palestra Itália, Ribamar e o lateral Dida.  Neto foi campeão brasileiro em 1990 e virou um dos maiores ídolos do alvinegro paulistano. Ribamar fracassou no Palmeiras.


1. Adriano e Reinaldo por Vampeta - Adriano era um desconhecido de 19 anos quando chegou do Flamengo por um valor que pode ser considerado pequeno, mas em 2001 foi envolvido em uma troca com Vampeta até então na Inter de Milão. Na Itália, Adriano virou 'Imperador' e por algum tempo foi um dos melhores centroavantes do mundo. O volante Vampeta, por outro lado, ainda é motivo de piada na Itália, oito anos após sua saída; no Rio, Vampeta não recebeu e só "fingiu que jogou". 

E você, lembra de alguma outra polêmica transferência de jogadores?








sábado, 8 de fevereiro de 2014

Consequências de uma invasão

A acachapante derrota corintiana no clássico para o Santos, na semana passada, teve uma péssima repercussão. Trágica para os jogadores do Timão. Muitos vândalos, que se passavam por torcedores de uma organizada do clube, invadiram o centro de treinamento e, literalmente, ‘tocaram o terror’. Os jogadores se viram acuados e, por pouco, o pior não aconteceu.

Foram cerca de cem estranhos correndo em suas direções com feições desumanas, encapuzados, transtornados. Os primeiros alvos foram os goleiros, de praxe, os primeiros a chegar ao gramado para iniciar os exercícios específicos da posição. A fuga dos homens de luva chamou a atenção do restante dos atletas que se encaminhavam para o campo, e todos voltaram para dentro dos alojamentos o mais rápido que conseguiram em busca de abrigo.

Paolo Guerrero, herói da conquista do Mundial, há pouco mais de um ano, chegou a ser pego pelo pescoço pelos marginais. O que se dizia é que os principais alvos da ira dos infames invasores eram Émerson Sheik e Alexandre Pato. Por sorte, os dois não foram vistos. Apesar dos danos às estruturas e relatos de agressão e roubo, ninguém foi detido. Ninguém.

No dia seguinte, o Corinthians teria pela frente a Ponte Preta, pela quinta rodada do Paulistão. Não havia clima para os jogadores entrarem em campo. Porém, houve jogo. Houve mais uma derrota da equipe de Mano Menezes. Assim como na última quarta-feira, já pela sexta rodada, contra o Bragantino. A fase técnica do time é péssima desde o fim de 2013. E, com os novos acontecimentos, só vem piorando.

O Bom Senso Futebol Clube articula um greve para a sétima rodada. Os motivos são muitos. Mas o estopim para a tal paralisação é, de fato, a falta de segurança, a opressão absurda sofrida na pele e a certeza de que a CBF e as autoridades competentes não resolverão esse caso da maneira como todos gostariam. É a realidade, enfim.


Pato por Jadson. Em meio às turbulências extracampo dos últimos dias, os arquirrivais da capital articularam uma improvável e interessante troca de jogadores. O atacante, contratado a peso de ouro, deixará o Parque São jorge após uma péssima passagem. Porém, Alexandre não poderá jogar o Paulistão pelo São Paulo por já ter excedido o limite de jogos – estreará pelo novo clube apenas em março, na Copa do Brasil. Jadson, por sua vez, poderá atuar no campeonato estadual pelo seu novo clube. O agora ex camisa 10 são-paulino perdeu espaço com a ascensão de Ganso no meio campo Tricolor e será uma boa opção para a armação alvinegra. Se os novos ares farão bem aos jogadores, só o tempo irá dizer.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

O Paulistão já começou


(meio no tranco, mas começou) Quatro rodadas do campeonato paulista já se foram, mas o torneio estadual começou ‘pra valer’ na última quarta-feira, quando o Santos recebeu o Corinthians, na Vila Belmiro. O primeiro grande clássico do ano.

É certo que não se esperava muita coisa desse jogo, afinal, estamos em começo de temporada, onde os clubes são obrigados a entrar em campo sem o mínimo de condições físicas adequadas, principalmente devido ao fato de estarmos na estação mais quente do ano (a cidade de São Paulo registrou o mês de janeiro como o mais quente dos últimos 30 anos, segundo matéria na ‘Folha de S.Paulo’). Ou seja, o mais interessante seria que os times estivessem apenas treinando, aprimorando o condicionamento atlético. Mas a CBF e FPF querem jogo. É o que temos.

E o que se viu na noite quente de Santos foi um massacre do time praiano sobre o arquirrival da capital. O Peixe se impôs fisicamente desde de o começo da partida. Abriu dois gols de vantagem, com Arouca jogando muita bola – o volante marcou o primeiro e deu o passe para o segundo; o Corinthians ainda descontou no primeiro tempo, foi para o intervalo com a desvantagem de um gol. Porém, no segundo tempo, as coisas pioraram para o Timão. Placar final: Santos 5 x 1 Corinthians.

O Santos manteve praticamente o mesmo time que acabou jogando o Brasileirão do ano passado. A principal contratação, Leandro Damião, ainda não estreiou. As boas novas são, principalmente, a volta do bom futebol de Arouca, a permanência do meia Cícero e o entrosamento com Thiago Ribeiro e os garotos Geovânio e Gabriel. É o time a ser batido nesse Paulistão (embora ainda seja muito cedo para falar sobre isso).

Já Mano Menezes terá mais trabalho do que imaginava. O técnico estava furioso após o término do jogo. Classificou o resultado como “inadmissível”. Foi a segunda derrota seguida do time. E os conhecidos dilemas ainda parecem rondar o Parque São Jorge. O atacante Alexandre Pato, contratado a mais de um ano, ainda segue como incógnita, nem titular da equipe o jovem consegue ser. Danilo, esse mais veterano, vem demonstrando o peso dos anos, assim como o herói da Libertadores de 2012, Émerson Sheik, que já não parece ser o mesmo jogador de dois anos atrás. Ou seja, ano novo, novo técnico, velhos problemas. O Mano dos manos terá muito trabalho pela frente.

E, no próximo domingo, teremos outro clássico, para fazer o campeonato embalar de vez. Palmeiras e São Paulo se enfrentam, pela quinta rodada. Os dois rivais não se encontram desde o último Paulistão. Um bom jogo para se prestar atenção. Os comandados de Muricy Ramalho voltam a campo após a vitória de goleada sobre o Rio Claro, com três gols de Luis Fabiano. Já o Palmeiras busca o entrosamento no time, que conta com algumas peças novas. Vejamos se Gilson Kleina e/ou Muricy terão de dar tantas explicações após o jogo. A conferir.