Os primeiros games,
lançados pelo lendário Atari, eram sensacionais para a época. Vendo com os
olhos atuais, é até difícil explicar para uma criança nascida no século XXI que
era possível ter muito divertimento com um jogo como aquele, em que a visão do
campo era somente ‘aérea’ e a diferença entre os dois times era as cores dos
jogadores - não haviam uniformes, muito menos fisionomias. A maioria dos games dos anos 80 eram assim: pouco
realismo, simplicidade total e, ao mesmo tempo, inovação.
Já no começo dos anos 1990, o Mega-Drive, histórico
vídeo-game da SEGA (quem não se lembra de, ao ligarmos o ‘console’, aquela
gravação ecoando pela sala: “Seeegaaa”... demais!) foi um revolucionário da
época ao lançar os jogos em ‘16 bits’. O Sega Soccer tinha um nível de detalhe
muito grande e, não por acaso, era um dos jogos mais desejados.
A inovação veio com o lançamento do Fifa International
Soccer, em 1994. A EA Sports trouxe a perspectiva ¾ dos gramado, algo ainda
inédito. E passaria a lançar versões anuais. O jogo era bem completo e logo
virou um sucesso de vendas. Não demoraria, então, para o mercado crescer e os
concorrentes perceberem o potencial dos jogos de futebol.
A Konami entrou no mercado e em 1995 lançou o Fifa
International Superstar Soccer para o Super-Nintendo (ou SuperNes para os mais
íntimos). Além de ser divertido e ter uma jogabilidade excelente, o game vinha
com narração, gritos da torcida, comemorações e tudo mais, o que proporcionava
uma emoção a mais para quem jogava. Algo que viraria padrão mais pra frente. O
sucesso foi tanto que levou a um novo lançamento, o revolucionário e mítico Fifa
International Superstar Soccer ‘Deluxe’, o mais cobiçado cartucho futebolístico
de quem, hoje, tem mais ou menos 30 anos.
Desde então, EA Sports e Konami dominam o mercado dos
jogos de futebol, que foram evoluindo ao longo dos anos, trazendo novas opções,
como a possibilidade de escolher os estádios, condições climáticas e até tipos
de gramados diferentes. Sem contar a diversidade de campeonatos que foram
surgindo. Foi quando a EA Sports percebeu a força da Copa do Mundo e, a partir
de então, sempre lançaria uma versão específica sobre o Mundial.
Já no final dos anos 1990, a Konami trouxe uma franquia
que acabaria virando um grande sucesso: o Winning Eleven, que chegou à Europa e
à América do Norte com o nome de Goal Storm. O jogo passou a crescer e virar
‘febre’ a partir de Winning Eleven 3 (ISS Pro 98 para o mercado ocidental),
quando o sucesso já era compatível ao de ‘Fifa’. Em Winning Eleven 4, de 1999, o
nome ocidental passou a ser Pro Evolution Soccer, que batizou a franquia e se
tornaria, mais tarde, o nome oficial no mundo todo a partir de 2008.
Considerado mais realista que o jogo da EA Sports, o PES ganhava espaço e se
tornava o jogo de futebol mais popular do mundo.
A série Fifa, então, resolveu ‘se mexer’ e, em 2006, a
versão da Copa do Mundo da Alemanha já trazia algumas mudanças e se aproximava
do realismo do PES. Em 2009, a versão de ‘Fifa’, já para PS3 e XBOX, veio com
uma revolução de jogabilidade, tornando o jogo mais interessante e divertido.
Desde então, as duas franquias estão muito próximas em qualidade, e hoje é
apenas uma questão de gosto pessoal escolher o melhor jogo para ‘perder’ horas
e horas, sozinho ou com seus amigos, realizando campeonatos incríveis, torneios
eliminatórios ou apenas amistosos em frente à telinha, seja ela de LED, LCD,
Plasma, um cubo de 29 polegadas ou, até mesmo, aquela Telefunken antiga que a
gente ainda tem guardada só para ligar, de vez em quando, o bom e velho
Mega-Drive, Super-Nintendo ou Master-System.
Para quem se interessar em assistir, o vídeo segue abaixo:
