segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Clássico quente

(bom de ver) Os dois principais reforços do Verdão para essa temporada, Hernán Barcos e Daniel Carvalho, aos poucos, vem ganhando espaço no time e decidindo jogos para o Palestra. Principalmente o centroavante argentino. Os dois deixaram suas marcas no Choque-Rei, mas não foi o suficiente para a vitória alviverde.

Não foi porque o Palmeiras não soube segurar o resultado, cedendo o empate por três vezes na partida. Felipão escalou o time com três volantes. Márcio Araújo é peça fundamental; Marcos Assunção dessa vez não teve a participação direta nos gols e João Vitor entrou para barrar Cortez. Mas quem apareceu por ali para dar trabalho no lado esquerdo da defesa Tricolor foi Maikon Leite. O camisa 7 vai ganhando espaço no ataque palestrino e teve boa participação, principamente no primeiro tempo, dando o passe para o belo gol de Barcos.

No segundo tempo o Palmeiras cansou. Leão trocou o improdutivo Jádson pelo veloz Fernandinho e o time melhorou. Cicinho derrubou Cortez na área e Willian José, de Pênalti, empatou o jogo. Foi seu oitavo gol na competição. Felipão sacou o cansado Daniel Carvalho e colocou Patrik no lugar. Leão respondeu sacando Casemiro, que não marcava ninguém, e colocou Rodrigo Caio para dar mais proteção à meia-canxa. Mas quem apareceu mais uma vez para desempatar o jogo e pôr o Palmeiras em vantagem foi Barcos, aproveitando cruzamento de Juninho e expondo ainda mais o fraquíssimo desempenho da defesa sãopaulina, especialmente em jogadas aéreas.

Aos 30 minutos da etapa final, Fernandinho, com um belo chute de fora da área, empatou o cotejo, mais uma vez.

Do lado palmeirense, o experiente treinador vai arrumando a casa aos poucos. Já são 16 partidas sem derrotas. Time forte na marcação e crescendo de produção no ataque. A tendência é de um time mais forte nas finais.

Maikon e Barcos; trabalho pra defesa Tricolor

Do lado Tricolor, os problemas defensivos escacaram os pontos fracos do time de Leão. Piris não tem jogado bem e a dupla de zaga, Rodholfo e  Paulo Miranda, ainda está longe de se entrosar. O ataque vem cumprindo seu papel graças as boas atuações de Cícero e Willian José. Lucas tem buscado o jogo, mas peca pelo excesso de individualismo. Se o treinador não corrigir o erros, o São Paulo chega mais fraco do que seus principais rivais na fase decisiva.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Empate valioso

(crônicas) Jogo de estreia é sempre complicado. Ainda mais quando se tem o peso nas costas de nunca ter vencido a competição mais importante das Américas e quando se vem de um fiasco como a última participação corinthiana (leia-se a fatídica eliminação precoce para o Tolima, ano passado).

A vitória no clássico de domingo, contra o São Paulo, deu moral para o time e fez com que Tite deixasse Jorge Henrique no lugar de Alex. Com a dupla de atacantes titulares, Émerson e Liédson, e Danilo na ligação, o Corinthians parceia mais forte, aparentemente. Mas só levou algum perigo aos venezuelanos após sofrer um gol esquisito. O timão até vinha jogando melhor, até então, mas se abateu após estar em desvantagem no placar. Era nítido o nervosismo da equipe paulista após o placar adverso.

O time voltou melhor no segundo tempo. Um pouco mais ligado. Mas a pouca eficiência do setor ofensivo fez com que Tite sacasse Émerson e Liédson com apenas 12 minutos da segunda etapa. Alex e Élton entraram bem na partida e deram mais movimentação ao time. Contudo, foram os venezuelanos que ofereceram maior perigo. O veloz atacante Chourio recebeu de Herrera, o autor do primeiro gol, e chutou duas vezes para marcar. Porém, o 'bandeira' invalidou o gol. Lance difícil. Na transmissão da TV Globo, o comentarista de arbitragem Arnaldo César Coelho precisou ver o replay três vezes em câmera lenta para chegar à conclusão de que o atacante do Deportivo Táchira estava com o peito inclinado um pouco à frente do último homem corinthiano.

O fato é que o lance fez o Corinthians acordar e ir pra cima dos rivais. Élton e Leandro Castán por pouco não marcaram e o clima foi ficando mais tenso. Tite ainda sacou Jorge Henrique para apostar na velocidade de Willian. Mas o gol só chegou no últmo minuto dos acréscimos. Fábio Santos cavou uma falta próximo à lateral e Alex, com precisão, centrou a bola na cabeça de Ralf para o melhor jogador alvinegro em campo empatar o jogo, para delírio do treinador, que vibrou demais.


                                                 Ralf, o melhor do Timão em campo

Tite sabe que voltasse para casa com uma derrota na bagagem, a corneta seria grande. Empate com sabor de vitória, justo pelo o que a equipe apresentou e pela tensão da estreia. Mas o futebol que se espera do campeão brasileiro, não apareceu.

Video-tape

O Santos também fez sua estreia na fase de grupos. E perdeu. O Peixe até saiu na frente com um gol de Henrique e acabou sofrendo o empate ainda no primeiro tempo. Cansou de perder gols na etapa final e viu o castigo se confirmar no fim do jogo. 2 a 1 The Strongest. Destaque para o atacante boliviano Pablo Escobar, que teve passagem pelo futebol brasileiro, anos atrás, jogando pelo Ipatinga.

O Flamengo foi outro clube brasileiro que também fez seu primeiro jogo pela fase de grupos. O rubronegro abriu o placar no primeiro tempo com Léo Moura, mas cedeu o empate ao Lanús, na etapa complementar. resulatado bom para os cariocas, já que o jogo foi em terras portenhas.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

O caminho brasileiro na Libertadores

(Colombo aguarda...) Enquanto o nosso admirável campeonato paulista não esquenta, faremos aqui pequenas observações (dispensáveis, diga-se) sobre a Taça Libertadores da América, que teve seus grupos definidos essa semana. Mais precisamente sobre os seis times brasileiros que representarão o nosso Brasil-verde-e-amarelo-com-muito-orgulho-com-muito-amor.

O Grupo 1 é encabeçado (palavra estranha, essa) pelo Santos, atual detentor do título. Neymar e companhia terão pela frente os nada temidos Juan Aurich, do Peru e o The Strongest, que de forte mesmo tem só a altitude boliviana. A casca-grossa para os santistas é o Internacional, que conta com um elenco muito forte e tem experiência na competição. O duelo entre os dois últimos campeões do continente é o mais aguardado da fase de grupos da Libertadores. A dúvida é saber quem se classifica em primeiro.

O Grupo 2 tem o Olímpia, do Paraguai, campeão em 2001, como força maior. É o grupo do Flamengo. Em tese, os dois devem se classificar, mas terão adversários duros pela frente. Viajam ao Equador para enfrentar o Emelec e vão até terras portenhas para jogar contra o Lanús, um adversário sempre chato. Os rubronegros, que foram muito éticos na demissão de Vanderlei Luxemburgo e na contratação de Joel Santana como novo treinador,  mantém suas esperanças de classificação no bom desempenho de R10 e nos gols de Vágner Love. Se a dupla estiver inspirada, há chances. Caso contrário, um fracasso ainda na primeira fase pode acontecer.

O Grupo 3 é o mais sem graça do torneio. Bolívar, Junior, da Colômbia, Universidad Católica e Unión Espanhola, do Chile. Destaque apenas para os católicos chilenos, que ultimamante tem disputado com frequência a competição, e que comemoram, nesse ano, 19 anos de sua melhor participação, o vice-campeonato (foram derrotados pelo São Paulo, em 1993). Apostos nos chilenos e nos colombianos de Barranquilla.

O Grupo 4 tem um confronto interessante: Boca Juniors e Fluminense fazem um remake das semifinais de 2008, quando os brasileiros levaram a melhor. A equipe de Abel Braga tem um dos melhores elencos do continente, um treinador com experiência na competição e uma torcida engasgada com o vice-campeonato de quatro anos atrás. Brasileiros e argentinos devem se classificar para o mata-mata sem sustos. Para isso, terão de passar por Arsenal de Sarandí, também da Argentina, e por Zamora, da Venezuela.

O Grupo 5 é, sem dúvidas, o mais enjoado (para não cair no clichê de grupo da morte). O Vasco da Gama, campeão em 1998 e há onze anos sem disputar o torneio mais importante das Américas, terá algumas pedras no sapato. À começar pela estreia, quando enfrentam Libertad, do Paraguai. Adversário difícil, mas não tão complicado quanto o Nacional, do Uruguai, time tradicional e que conta com uma torcida fanática. Os brasileiros fecham a primeira fase viajando a Lima, no Peru, para enfrentar o Alianza. Se o Vasco apresentar o mesmo futebol da temporada passada, deve passar de fase junto com os uruguaios.

O Grupo 6 é o grupo do Corinthians. Atual campeão brasileiro, o Timão tem o seu melhor elenco dos últimos anos quando esteve na Libertadores, o sonho de consumo da nação alvinegra. Tite tem a missão de apagar o vexame da última temporada, quando os brasileiros foram eliminados pela fraca equipe do Tolima, ainda na pré-Libertadores. Para isso, só mesmo uma campanha convincente no torneio. O que, em outras palavras, significa conquistar a Taça. Para isso, o Corinthians terá de passar primeiro por um grupo teoricamente fácil. Deportivo Táchira, da Venezuela, Nacional, do Paraguai e Cruz Azul, do México, não devem atrapalhar os planos de Tite. A grande dúvida é se a torcida será paciente caso a equipe não apresente logo bons resultados. Teorias à parte, o Timão deve se classificar em primeiro. Apostaria nos paraguaios em segundo.

O Grupo 7 tem o Vélez Sarsfield como cabeça-de-chave e favorito ao primeiro lugar do grupo. Mas os argentinos terão alguns jogos complicados, como, por exemplo, o Deportivo Quito, na altitude equatoriana, o Defensor, do Uruguai (esse jogo mais pela rivalidade entre argentinos e uruguaios) e a longa viagem até Guadalajara, para enfrentar a boa equipe do Chivas. Aposto em mexicanos e argentinos.

O Grupo 8 tem como destaque os campeões da última Copa Sulamericana, o Universidad de Chile. Favoritos ao primeiro lugar da chave, os chilenos terão de passar por Atlético Nacional, da Colômbia, Godoy Cruz e o atual vice-campeão da Libertadores, o tradicional Peñarol. Chilenos e uruguaios devem fazer dois jogos interessantes e são favoritos para passar ao mata-mata.

Prognósticos à parte, a maior competição das Américas tem tudo para ser uma das melhores dos últimos anos, com times fortes e duelos esperados, dignos de decisões, já na fase de grupos. A bola rola à partir do dia 8 e esse modesto espaço virtual fará seus comentários insignificantes e suas análises sem fundamentos. Não deixe de perder.