quinta-feira, 23 de junho de 2011
Santos, Tri
(merecido)Final de Libertadores é sempre um jogo especial. Me lembro de ter assistido a todas últimas que envolveram times brasileiros na disputa. E ontem não poderia ser diferente.
Acompanhei praticamente todos os jogos do Santos no torneio continental. Desde a estreia, quando Adílson Batista era o técnico, passando pela dramática classificação no Paraguai, quando venceu o Cerro Poteño. Adversário que se classificaria em primeiro lugar no grupo santista e seria derrotado pelos brasileiros, novamente, mas dessa vez nas semifinais.
O Peñarol fez uma campanha surpreendente na Libertadores. Venceu o Inter, no Beira-Rio; derrotaram os chilenos da Universidad Católica, um dos times mais perigosos do torneio, até então, e passaram pelo temível Vélez Sarsfield, da Argentina, nas semifinais.
A final desse ano repetiu a de 1962: mesmos finalistas, mesmo campeão. O Santos, 49 anos depois daquele jogo, conquista a América pela terceira vez. Mas o intervalo do segundo para o terceiro título foi longo, 48 anos. O Santos foi o dono da década de 60 no futebol brasileiro, vencendo seis (seis!) edições do torneio nacional na época, além dos dois títulos sul-americanos. Mas só voltou a figurar na elite do futebol brasileiro na última década. Vários grandes jogadores passaram pelo clube durante o longo jejum de títulos nacionais. Até que veio a geração de Robinho, Diego, Elano e o Peixe voltou a ser protagonista. Dois brasileiros em três anos e um vice-campeonato da Libertadores, em 2003.
E com a chamada terceira geração de meninos da Vila, a terceira estrela continental também chegou. Mas não foi ontem que ela começou a ser bordada na camisa santista. Foi com a conquista do Paulista do ano passado, passou pelo título da Copa do Brasil, fundamental para o Santos estar no torneio mais importante da América, e também pelo Bi-Paulista esse ano. Mas sobretudo, passou pelos pés de Neymar. O menino prodígio, aos 19 anos, é o protagonista do título de maior relevância desde que Pelé se despediu do alvinegro praiano. E terá agora a chance de ficar frente à frente com o melhor do mundo, atualmente.
Quem agradece é o futebol. A Libertadores 2011 está em ótimas mãos.
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4 comentários:
Título mais do que merecido mesmo. Neymar é craque, tem tudo pra brilhar na Copa América. Mas, tirando a final, essa libertadores foi bem chatinha...
È isto mesmo jones, titulo mais que merecido, alias torci para o peixe mesmo não sendo santista.
Li sua coluna no classificarros e como sempre exelente!
Valeu, amigos!
Parabéns pela coluna no jornal! Esse texto tbm está fenomenal... Estou sempre aqui dando uma lida no seu blog. Parabéns!
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