terça-feira, 7 de junho de 2011

Despedida

(porque o dia sempre chega) Caros amigos do blog do Jones, que anda meio esquecido pelos brothers internéticos, estamos de volta para mais algumas palavras irrelevantes após uma semana ausente.

Hoje a seleção brasileira da CBF enfrenta a poderosa equipe da Romênia, no Pacaembu, no amistoso que marca a despedida de Ronaldo Fenômeno com a 'amarelinha'. Foram ao todo 95 gols em 134 jogos. Estreiou aos dezessete anos contra a Argentina, em um amistoso vencido pelo Brasil, e fez seu último jogo contra a França, na derrota por 1 a 0 que eliminou os brasileiros nas quartas de finais da Copa da Alemanha, em 2006.

O eterno camisa 9 do Brasil, maior goleador da história das Copas, com 15 gols (foi a quatro mundiais:1994, 1998, 2002 e 2006) foi o titular absoluto e referência do time em quase todas as convocações. Só não jogou em 94 porque ainda era um garoto de 17 anos e Romário era o dono do time. Hoje, 17 anos depois, o craque se aposenta em um palco que fez sucesso recentemente com a camisa do Corinthians, onde ergueu seus dois últimos títulos como jogador profissional; o Paulistão de 2009 e a Copa do Brasil do mesmo ano.

Bem, como citamos o 'baixinho' no parágrafo acima e sempre houveram comparações entre esses dois excepcionais atacantes, embora com carreiras diferentes, me vem a memória despedida de Romário da seleção, em 2005. Na época, o camisa 11 estava com 39 anos e ainda jogava profissionalmente pelo Vasco da Gama (seria o artlheiro do Brasileirão daquele ano com 22 gols, ultrapassando o folclórico atacante do Paysandu, Robgol, na última rodada do campeonato). O jogo foi contra a Guatemala, curiosamente no Pacaembu. A seleção, comandada por Parreira, contou apenas com jogadores que atuavam no país e Romário fez dupla de ataque com Robinho, um garoto com 21 anos que seria a maior "promessa" do futebol tupiniquim, naquele momento (na verdade, Robinho já era uma realidade, com dois títulos nacionais pelo Santos). E, assim, como hoje, exaltamos a qualidade do de nosso futebol doméstico, capaz de, no mesmo jogo, ver um craque se aposentando e outro surgindo.


Romário abriu o placar daquele jogo, de cabeça, e recebeu todas as homenagens possíveis. Hoje a noite, Ronaldo terá alguns minutos ao lado de outro craque que desponta para, talvez, um dia, ser o maior do mundo. Neymar sabe que, embora tenha características diferentes do Fenômeno, comparações sempre serão inevitáveis com os 'monstros' da bola e hoje terá a oportunidade de jogar ao lado de um já consagrado. O garoto, aos 19 anos, poderá realizar um sonho de qualquer moleque brasileiro e nos dará a chance de dizer (com a nossa falsa modéstia, é claro) que só aqui é que vemos um craque surgindo no mesmo dia em que um vai se despedindo.

4 comentários:

Renan disse...

Nesse post você se superou Jones, ficou show de bola. Desde a percepção de um craque se despedindo pra outro chegando até a foto bem colocada e fazendo uma retrospectiva da despedida do Romário. Se eu pudesse eu investia em você...rs Não é porque você é meu amigo, mas seu blog é muito melhor do que de muitos "especialistas" por aí Abração Jones

João Gabriel disse...

Valeu mesmo, Renan.
Abração, velho!

Renatinha disse...

Lindo texto meu irmao!
A cada dia voce se supera com os suas dignissimas palavas! nao deixe os poucos comentarios abalarem suas expectativas, pois estas serao sempre enormes diante dos textos que venho lendo!
um forte abraço...

Anônimo disse...

colossal...
jones vc arrassa cara!