terça-feira, 31 de maio de 2011

A polêmica da Fifa

(assunto chato) Infelizmente, estamos aqui para falar sobre um grave assunto que vem tomando conta do futebol. A crise que se escancara na Fifa, a entidade máxima desse sagrado esporte.

Poderíamos estar aqui para falar do Brasileirão, que vai pegando no tranco, mas como os amigos blogueiros não estão muito participativos ultimamente e o assunto é importante, creio que não teremos muitas reclamações.

Não é de hoje que se questiona a lisura da dona Fifa, seus métodos como controlam o futebol e suas decisões muito mais políticas do que esportivas, como já expressamos aqui em em dezembro do ano passado. Só que agora o buraco é mais embaixo, porque na véspera da eleição para a presidência da nobre entidade, surge a denúncia de que o Catar teria pago vinte milhões de dinheiros europeus para conquistar votos para sediar a Copa de 2022.

A grave denúncia, feita pelo presidente da Concacaf (confederação centro e norte-americana de futebol), Jack Warner, repercurtiu ontem na imprensa do velho continente e provocou uma reação de ex-funcionários da Fifa que se dizem fartos da corrupção e prometeram apresentar contas bancárias, transações e passaportes das pessoas envolvidas que confirmam o pagamento do suborno.

O atual mandatário, Joseph Blatter, que se prepara para nada menos que sua quarta eleição para o posto maior da entidade (desde 1998 como presidente), insiste que não há crise na Fifa, não investigará a situação do Catar e e que irá adiante com as eleições, mesmo sendo o único candidato (o ex-candidato,  Mohamed Bin Hammam, que, aliás, é ex-aliado de Blatter, foi suspenso por pagamento de subornos em troca de votos).

E as consequências dessa 'crise' não são nada simples. Dois dos maiores patrocinadores da Fifa, Coca-Cola e Adidas, expressaram preocupação com essa situação nada agradável. Alguns países asiáticos ameaçam não votar nas eleições em represália à punição de Bin Hammam, decidida ontem por uma corte interna controlada pela Fifa.

Mas se nessa história suja existir algum ponto positivo, seria, esse, o insucesso do plano eleitoral de Ricardo Teixeira para a presidência do órgão máximo da bola, daqui quatro anos. Isso porque o atual presidente da CBF apoiou a eleição de Bin Hammam em troca do apoio do bilionário empresário catariano nas eleições de 2015. E essa aproximação de Teixeira com Hammam teria irritado profundamente Blatter, que poderia, então, promover uma revanche com quem o teria traído.

Aguardemos.

sábado, 28 de maio de 2011

Londres, 28 de maio de 2011

(ah, a orelhuda...) É hoje o grande dia. Barcelona e Manchester United dois tricampeões europeus, se enfrentam no mítico estádio Wembley para um tira-teima final. Apenas as duas melhores equipes do mundo frente-a-frente. E devido a relevãncia do acontecimento, essa semana tivemos uma overdose de notícias em praticamente quase todos os jornais esportivos, tanto televisivos, como na internet, rádio, etc.

A hegemonia desse dois gigantes do futebol mundial prevaleceu na última década, fortificando-se nos últimos cinco anos quando estiveram presentes em quase todas as decisões de Champions. O Barça disputa sua terceira decisão em seis anos, enquanto o Manchester joga sua terceira final em quatro anos. Ou seja, de 2008 pra cá, os ingleses só não estiveram na finalíssima na última decisão. Porém, há dois anos, quando a finalíssima entre esses dois gigantes acontecia pela última vez, os espanhóis foram mais felizes.

Hoje o final pode ser diferente. O time de Alex Ferguson está mais maduro, cresceu no fim da temporada, levou mais um título da Premier League pra Manchester e conta com uma dupla de ataque muito perigosa. Wayne Rooney, o melhor atacante inglês desde Alan Shearer, e Javier 'Chicharito' Hernandez, um mexicano de 22 anos que chegou como aposta e fez uma temporada de estreia sensacional pelo clube inglês, tornando-se a revelação do campeonato.

Só que do outro lado é o Barça. O time de Lionel Messi, Xavi, Iniesta, Villa... o time que causa inveja em todos os outros times do planeta. Não apenas por estar recheados de craques (muitos outros também estão mas não convencem), mas por jogarem o fino da bola e quase sempre vencerem. Hoje, terão pela frente seu mais difícil adversário nos últimos tempos, um time cascudo e que sabe que jogar de igual-para-igual com o Barça não dá certo. Por isso, surpresas táticas ou novidades nas escalações podem acontecer, embora a maioria dos jornalistas apostem nos times 'mais conhecidos'.

Eu aposto no bom futebol.

PS. O jogo passa na Globo, ESPN e ESPN HD. As 15:45hs. (Brasília)

terça-feira, 24 de maio de 2011

One

(balanços..) É o seguinte, na verdade, esse é um texto atrasado, já deveria estar aqui desde o último sábado, dia 21 de maio, quando o 'Blog do Jones' fez o seu primeiro aniversário. E para celebrar essa data tão especial na vida de todos nós, pensei em fazer um balanço, tipo esses iguais aos que as empresas fazem para saber do andamento das coisas.

Pois bem, lá vamos nós. Em um ano de vida, essa modéstíssima página virtual teve 89 textos com um total de 5.000 visualizações de página. Sim, exatos 5 mil. Um número um tanto quanto significante para um blog desconhecido. De todas as visualizações, 1.070 comentários foram escritos, com uma média de 12 por post.

Já o texto que mais repercurtiu boas palavras entre os amigos blogueiros foi esse aqui de 28/03/2011, com 62 comentários. Mas o campeão de audiência, com recorde de visualizações de páginas, foi esse outro aqui, um dos meus preferidos.

Dentre todas as visitas ao 'jonesbegol', 4.734 foram do Brasil, 125 dos Estados Unidos, 63 de Cingapura, 24 da Argentina, 13 da Alemanha, 10 da Eslováquia, 9 da Hungria, 9 do Canadá, 5 do Reino Unido e 4 da França.

Os navegadores mais usados por quem acessou o blog nesse primeiro ano de existência foram o 'Internet Explorer', com 59% e, depois, o Chrome, com 32%. Os outros 9 % foram divididos entre outros oito navegadores.

O 'pico de audiência' do blog foi entre os meses de novembro de 2010 e fevereiro de 2011. Depois, acho que os amigos internéticos enjoaram um pouco do blogueiro. Assim como tivemos nossos momentos de sucesso virtual, passamos por alguns fracassos, como o último texto,  por exemplo.

Mas o legal disso tudo é a gente perceber como as pessoas tem uma maneira diferente da gente de ver os fatos. Muita palavras foram escritas aqui e muitas outras (não menos importantes) deixamos escapar. Muitas opiniões foram expressadas, algumas bem claras, outras nem tanto. As reações são imediatas e, para quem escreve, é fundamental saber e conhecer a opinião de quem lê.

Enfim, durante esses 89 textos mal-escritos, apareceram muitos blogueiros, alguns viraram frequentadores assíduos, outros sumiram, outros aparecem de vez em quando e vários apenas lêem sem expressarem suas opiniões.

Bem, é isso. Nesse 'um ano' muita coisa mudou, como sempre muda o tempo todo. E a gente vai seguindo em frente. As vezes tomando uns tombos, mas levantando (e tentando) sempre.

Obrigado à todos que passaram por aqui.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A inchada lista de Mano Menezes

(e as velhas novidades) Mano Menezes convocou hoje a seleção brasileira para os dois próximos compromissos do time da CBF, contra Holanda e Romênia, no começo de junho.

Algumas novidades na inchada lista do técnico chamaram a atenção. Dentre os exagerados 28 nomes relacionados, a presença do goleiro Fábio, do meia-atacante Thiago Neves e do centroavante Fred e a ausência do lateral-esquerdo Marcelo, do Real Madrid, foram os principais destaques.

O guarda-metas da Raposa chegou a ser convocado pelo ex-técnico Dunga, no começo de seu trabalho frente a seleção. Mas o então treinador não deu sequência as oportunidades de Fábio com a camisa 1 (nem com a 12). Mano já deu sinais de suas preferências no gol: Júlio César, Victor e Jéfferson ja participaram de outras convocações na 'Era Mano', porém, Fábio foi convocado pela primeira vez. E com justiça. O goleiro cruzeirense terá a chance de se aproximar do técnico e, mesmo que em treinos, mostrar sua grande qualidade embaixo das traves.

Já as presenças de Thiago Neves e Fred, citados acima como 'novidades', são ao menos interessantes. O camisa 7 rubronegro chegou ao time no começo do ano (depois de boa passagem pelo Flu, anos anteriores)para ser o coadjunvante de Ronaldinho. Mas Thiago assumiu o protagonismo e foi o grande jogador do Flamengo no título carioca. É, sem dúvida, uma boa opção para Mano. Fred, que começou bem a temporada, depois caiu de produção junto com o time, é um nome sempre lembrado para assumir a 9 do Brasil. Com jogadores como Adriano e Luis Fabiano no estaleiro e Pato voltando de lesão, o centroavante tricolor é uma boa opção. Em forma, pode ser o companheiro de Neymar. Esse, titular indiscutivel.

Sobre a ausência de Marcelo, um dos melhores laterais do mundo na atualidade, fica claro que Mano, assim como seu antecessor, tem uma certa implicância com um jogador que, claramente, poderia assumir a posição por uns dez anos devido a falta de boas alternativas para esse setor.

À seguir, a inchada lista de Mano Menzes para enfrentar Holanda e Romênia, no Brasil.

Goleiros: Júlio César, Victor, Jéfferson e Fábio.

Laterais: Dani Alves, Maicon, Adriano e André Santos

Zagueiros: Lúcio, Thiago Silva, Luisão e David Luiz

Volantes: Lucas, Ramires, Sandro, Henrique e Anderson

Meias: Elano, Elias, Lucas, Thiago Neves e Jadson

Atacantes: Robinho, Neymar, Nilmar, Pato, Leandro Damião e Fred.

Pra você, falta alguém ou já está sobrando nomes?

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O Santos de Neymar e Muricy

(merecido) Na disputa pra ver quem era o maior vencedor estadual do século, o Santos levou a melhor sobre o Corinthians. O Peixe chegou ao título de número 19 na história (o Timão ainda é o maior vencedor, com 26 troféus) após vencer na Vila, por 2 a 1. O time de Muricy Ramalho teve o melhor ataque do campeonato, mas será lembrado pelo time da defesa intransponível. Chegou a decisão na Vila sem sofrer gols contra Americana, Paulista, Ponte Preta, São Paulo e Corinthians. Aliás, Muricy foi contratado para isso mesmo, botar ondem na casa, e foi o que ele fez.
Se por um lado o ataque não melhorou (mas continuou eficiente), a defesa é o ponto forte do time. O treinador também escalou Adriano de primeiro-volante, um cão-de-guarda dos zagueiros, dando mais liberdade para Arouca, que tem um ótimo passe, sair para jogar. E o camisa 5 foi bem, fez gol e ajudou o Santos a conquistar mais um título.
Mas o jogador símbolo do time é Neymar. O camisa 11 tem chamado a responsabilidade após mais uma lesão de Ganso. Decisivo, o craque santista fez o segundo gol dos praianos e deu o bicampeonato paulista para o Peixe.
Pela primeira vez, desde 2004, o campeão paulista tem uma mudança de treinador no meio do campeonato. A última foi quando o São Caetano trocou Tite por Muricy.
O Santos, agora, tem sua atenções voltadas para a Libertadores da América, título inédito na carreira de Muricy e que não volta para a galeria de troféus da Vila Belmiro desde 1963. A melhor chance pode estar bem próxima.

PS. O jornal Classificarros desse mês com alguns comentários desimportantes de quem vos escreve, estará nas bancas essa semana. É gratuito. Leiam lá e comentem aqui.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

As consequências do vexame tricolor


(caiu...) O São Paulo fez a melhor campanha da fase de classificação do Paulistão 2011. Jogou bem o primeiro tempo da semifinal contra o Santos, mas perdeu e foi eliminado para um time melhor.

A Copa do Brasil, então, era a grande chance do time para salvar o semestre e colocar um dos poucos títulos que faltam na ilustre galeria do Morumbi. Porém, o time não aproveitou a oportunidade que tinha e, mesmo depois de vencer a primeira partida das quartas de finais em casa por um placar interessante, segundo o regulamento, e ainda sair na frente do marcador na segunda partida, podendo até sofrer mais dois gols para se classificar, o tricolor deixou uma chance de ouro escapar. Os avaianos foram superiores e marcaram três vezes em Rogério Ceni, eliminando os são-paulinos.

Sem Miranda, a defesa 'batia-cabeça'. Alex Silva fez sua pior apresentação com a camisa do São Paulo. Juan, que vinha melhorando de rendimento, também foi mal. Carlinhos Paraíba, um dos melhores do time na temporada, estava um desastre. Lucas, visivelmente sem ritmo de jogo e muito bem marcado, não pode contribuir muito. Fernandinho até que voltou bem ao time, mas devido a uma pancada ainda no primeiro tempo, saiu no intervalo. Então, Carpegiani colocou Marlos. O camisa 11 vinha sendo titular devido a ausência de Fernandinho. Mas é íncrivel como o garoto não consegue transformar sua habilidade em produtividade.

Porém, o episódio simbólico da noite e que, provalvelmente, causou a demissão de Paulo César Carpegiani, estava para acontecer. O Avaí marcou o gol que classificaria os 'barrigas-verdes' logo no comecinho da segunda etapa. O então técnico são-paulino se viu obrigado a abdicar do sistema defensivo e colocou o atacante Henrique no lugar de Xandão. Até aí, tudo normal. Mas o São Paulo ainda tinha mais uma subsituição. Carpegiani, entao, mandou todo mundo aquecer. Chamou o volante Wellington, conversou com o garoto, mas desistiu da alteração. O treinador estava visivelmente confuso. O Tricolor precisava de alguém que tocasse a bola no meio, pensasse o jogo. Precisava de experiência no time. E foi então que o técnico chamou outro garoto para entrar. Colocou o centroavante Willian José no lugar de Marlos que havia entrado no segundo tempo. E o final todos já sabem.

Rivaldo reclamou publicamente. Disse que nunca achou tão fácil uma oportunidade dessas de conquistar um título e que se sentia humilhado por não ter entrado no jogo. Exagerou. Não foi humilhado, mas Carpegiani deixou claro que o veterano camisa 10 era, no máximo, sua quinta opção no banco. E, pelo talento que tem, é óbvio que o torcedor queria vê-lo em campo, afinal, talento era o que faltava no São Paulo.

O Tricolor, agora, tem no Brasileirão a sua grande chance de salvar o ano. E diante da situação atual do time, uma vaga na Libertadores do ano que vem seria comemorada como título.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O primeiro capítulo da final paulista e o título do Milan


(comentem) Corinthians e Santos não saíram do zero no primeiro jogo da decisão do estadual mais famoso do país. Existem jogos sem gols que são interessantes. O de ontem foi um deles. Grandes lances, partida disputada do começo ao fim. A nota triste foi a nova lesão de Ganso, que tira o camisa 10 da Vila dos próximos compromissos do Peixe. O garoto está fora do jogo de volta da decisão do Paulista.
Mas o que preocupa (ou deveria preocupar) mesmo os torcedores do alvinegro praiano é o Once Caldas, em Manizales. Em termos de importância, seria ridículo comparar o nosso tão prestimoso campeonato doméstico com o mais relevante torneio continental. Porém, nenhum torcedor santista estaria disposto a perder o Paulistinha para o maior rival. Mesmo que o Santos tenha faturado três estaduais nos últimos cinco anos e não comemore a Libertadores desde 1963.
E devido a grande sequência de jogos decisivos, é provável um tropeço logo adiante. Só não podemos esperar que o torcedor entenda.
Já o torcedor corinthiano espera mesmo é mais um título estadual, pois é a única opção possível para salvar o semestre.

O Milan, dos brasileiros Thiago Silva, Pato e Robinho, empatou com a Roma, fora de casa, e faturou o scudetto da temporada 2010/2011, troféu que não levantava desde 2004.
O título era apenas uma questão de tempo, já que os rossoneros lideravam com folga o calcio e eram favoritos desde a vitória no dérbi por 3 a 0. O técnico Massimiliano Allegri repetiu o feito de ninguém menos que Arrigo Sacchi e Fábio Capello, campeões em suas primeiras temporadas como treinadores milanistas. O primeiro foi campeão italiano em 1988 e criou as bases do time bicampeão europeu e intercontinental em 1989 e 1990, considerado um dos maiores times do futebol de todos os tempos. Já o segundo assumiu o Milan em 1991, logo após Sacchi assumir a seleção italiana (foi o técnico vice-campeão mundial com a Azzurra em 1994). E Capello faturou quatro scuddettos nos cinco primeiros anos de trabalho, além de uma Champions League, em 1994, com direito a uma goleada por 4 a 0 no Barcelona, na final.
O que os dirigentes rossoneros esperam, sobretudo Silvio Berlusconi,  é que a escolha de Allegri dê resultados tão satisfatórios como os de seus antecessores supracitados. E ele já começou bem.

Quem está prestes a colocar as mãos na taça do campeonato espanhol é o Barcelona. Os catalães estão à um ponto do título e agora só pensam no Manchester United na deisão da Champions, em Wembley. Enquanto isso, o Manchester venceu o Chelsea no Old Tradford e vive situação semelhante ao Barça: precisa de apenas um ponto para garantir mais um título da Premier League. E aí, então, os dois melhores times do planeta estarão frente-a-frente para decidir quem é o bicho-papão da temporada. Aguardemos.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Quarta negra na Libertadores

Os comentários estão liberados. Consegui cancelar a restrição para que não tinha conta google, e agora, assim como era antes, qualquer um pode comentar. Então comentem. Aqui é (e sempre foi) free.

(que miércoles!) Sinceramente, não acreditava na classificação gremista para as quartas-de-final da Libertadores. Os gaúchos perderam o jogo de ida, no Olímpico, e teriam de vencer um dos times mais cascudos do torneio, fora de casa. E deu a lógica. A Universidad Católica do Chile venceu os tricolores mais uma vez e, consequentemente, eliminaram os brasileiros.

Mas se havia alguma expectativa de vitória, era mais em função de um possível Gre-Nal nas quartas, já que todos sabiam da difícil missão do Grêmio, mas poucos duvidavam que o Inter, atual campeão, perderia, em pleno Beira-Rio, a partida de volta para o Peñarol, do Uruguai. E o Inter perdeu. Aliás, desde 1993, quando o São Paulo levou o bi, nenhum campeão conseguiu repetir o feito no ano seguinte.

Só que a quarta-feira mais negra da história do futebol brasileiro na Libertadores (posso estar exagerando, mas acho que ninguém se lembra de tantos tropeços tupiniquins nessa competição, no mesmo dia), reservava mais surpresas. O Fluminense, que venceu o primeiro jogo das oitavas por 3 a 1, foi ao Paraguai podendo perder por 1 a 0, resultado que confirmava a classificação tricolor até os 40 minutos do segundo tempo, quando o Libertad fez o segundo gol e, logo depois, o terceiro. O Flu protagonizou uma das classificações mais imprevisíveis na fase de grupos da história da Libertadores para depois cair nos cinco minutos finais de um mata-mata.

Mas o mais inacreditável da noite estava reservado para Sete Lagoas. O meia Roger sentiu a pressão de ter Natalie Lamour na 'plateia' e foi expulso após algumas faltas desnecessárias, ainda no primeiro tempo. O time sentiu e, nervoso em campo, não conseguiu encaixar o melhor futebol da fase de grupos. Os colombianos do Once Caldas, com vantagem numérica em campo, foram pra cima e conseguiram os dois gols necessários para a classificação. Ainda sobrou tempo para o bom técnico Cuca desferir uma cotovelada em Renteria. Lamentável. O Cruzeiro, que encantou a todos, com várias goleadas e resultados expressivos, foi eliminado pelo time de pior campanha, até então.

Desde 1994, o Brasil não tinha apenas um time nas quartas de final da Libertadores. O Santos, que se classificou na terça (porque o jogo não foi ontem, senão...), é o único representante nacional com chances nessa edição. E Muricy tem agora o seu caminho 'livre', já que suas últimas eliminações nesse torneio foi, justamente, para Inter, Grêmio, Fluminense e Cruzeiro, quando dirigia o São Paulo.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Tudo normal

(palavras rápidas) Pela segunda vez em três anos, Santos e Corinthians fazem a final do campeonato Paulista. Os dois maiores alvinegros do estado disputam duas decisões, com a partida derradeira na Vila, para ver quem é o melhor time de São Paulo.
O Tricolor, time de melhor campanha na primeira fase, caiu diante de um time melhor. Acreditava que o São Paulo poderia fazer frente ao Peixe, e fez. Porém, apenas até o talento dos jogadores especiais aparecerem. E aí, a tendência é procurar culpados pela derrota (a vitória dos Santos foi incontestável, por isso é comum os questionamentos sobre os eliminados).
Muitos atribuíram a vitória praiana ao técnico Muricy e sua substituição cirúrgica no intervalo e, consequentemente, não tendo a mesma visão sobre o técnico sãopaulino. Carpegiani não tinha Lucas, o melhor jogador do time, nem o ótimo Rhodolfo, e jogou bem o primeiro tempo, tendo mais posse de bola que os rivais e disperdiçando muitas chances. Enquanto a bola caía no pé de Jean para as finalizações (erradas) tricolores, o trio santista Ganso, Neymar e Elano achou o espaço necessário para colocar o Peixe na final.

Sobre o dérbi de domingo, achei que um amarelo estava de bom tamanho tanto para Danilo quanto para Liédson. O juiz poderia preservar o jogo, evitar polêmica. Mas o lance é discutível, difícil. O fato é que o Corinthians passou pelo Palmeiras e mais uma vez repete a decisão do Paulista de 2009 contra o Santos. E espera que o final seja feliz igual ao último.
Para encerrar, reverências ao Flamengo que vem sendo criticado por vencer mas não apresentar um futebol convincente. Os rubronegros foram campeões cariocas invictos, vencendo um grande rival histórico nos penais. São 24 jogos, 15 vitórias e 9 empates. Se empatar os próximos seis (possíveis) jogos da Copa do Brasil, vencendo nos pênaltis (ponto forte do time), fatura o torneio. Ou cai a invencibilidade dos urubus. Pelo menos nos pênaltis.