(bem servidos) E o São Paulo, no embalo da repercursão do último grande acontecimento futebolístico, apresentou o seu reforço para o ataque diante de 45 mil pessoas no Morumbi. Luis Fabiano, após seis temporadas e meia jogando na Europa, volta ao tricolor paulista como a maior contratação do clube nos últimos anos.
Contratação precisa. Tanto pela qualidade do jogador, centroavante titular (e talvez, incontestável) da Seleção na Copa do Mundo, ano passado, quanto pela necessidade do time nessa posição. Fabuloso chega para ser titular e, teoricamente, formar uma bela dupla de ataque com Dagoberto. E o tricolor ainda terá várias opções, com Fernandinho, que vem jogando direto, os garotos Willian José e Henrique e o experiente Fernandão (esse sem muito espaço na equipe devido as constantes lesões e falta de sequência de jogos). Contudo, o novo camisa 9 ainda recupera-se de lesão e deve estreiar apenas nas oitavas de final da Copa do Brasil, caso o tricolor passe pelo Santa Cruz.
Aliás, jogo bacana esse entre os tricolores pernambucanos e paulistas por essa competição tão simpática. Vários ingredientes apimentam a partida. O São Paulo é favorito e tem a volta de Lucas, esse titular absoluto da equipe. Carpegiani pode dar uma chance à Rivaldo (vai jogar pelo menos no segundo tempo) e presentear o veterano, torcedor declarado do 'Santa'. Disse até que se fizesse o gol, não comemoraria. Vamos ver. A partida tem 'TV aberta' e o jogo é no lendário estádio do Arruda. Campo de grandes dimensões e que conta com uma das torcidas mais fanáticas e empolgantes do Brasil. Vale a pena assistir.
Enquanto isso, o Corinthians procura um lugar para apresentar o seu novo grande reforço, Adriano, o Imperador. Jogador polêmico fora dos gramados e decisivo quando está em forma. Tinha tudo pra estar no elenco brasileiro no 'safári' africano, mas praticamente dispensou o passaporte com suas ausências constantes pelo seu clube na época (o Flamengo) e, também, pelo futebol bem abaixo do que lhe sagrou campeão brasileiro em 2009.
E aí chegamos ao ponto. Como os dois grandes rivais paulistas apresentam suas caras novas, comparações (na maioria, por parte da torcida) são inevitáveis. Na minha opinião, Adriano teve grande oportunidade na seleção, ainda bem jovem, e aproveitou bem. Foi o artilheiro e decisivo, aos 22 anos, na Copa América de 2004. Fez o gol de empate contra a Argentina nos acréscimos da final, levando a decisão para os penais. Fazia dupla de ataque com (vejam quem!) Luis Fabiano. Era considerada uma seleção sem grandes astros aquela (jogadores como Ronaldo, Ronaldinho e Kaká não participaram), mas no dia seguinte após a conquista, alguns jornais destacavam: "Seleção A de Adriano".
E assim foi. No ano seguinte, o Brasil venceu a Copa das Cofedrerações em uma épica final contra os Hermanos, novamente. E Adriano, mais um vez, foi o nome do jogo. Era a seleção titular. O Imperador formava o ataque com Robinho e, um ano antes da Copa do Mundo da Alemanha, as incertezas sobre o futuro de Ronaldo (naquela época, já com problemas relativos ao peso) não preocuvam tanto, pois todos contavamos com Adriano.
O Imperador, ao lado de Ronaldo, foi titular na Alemanha. Porém, teve um desempenho bem abaixo do esperado. Marcou apenas dois gols (um em impedimento). Voltou a Itália e não se encontrou mais na Inter de Milão. Até que o São Paulo buscou o homem e deu uma chance para sua recuperação. E Adriano foi bem. Fez gols, resolveu jogos e em junho de 2008, voltou a Seleção como jogador do tricolor e foi titular contra a Argentina pelas eliminatórias. Entre sua passagem pelo São Paulo e a volta triunfal para o Flamengo, muitas coisas aconteceram. Até mesmo o anúncio de sua aposentadoria.
A questão é simples. Adriano depende apenas de si mesmo para jogar bem, fazer gols e dar alegrias para sua nova torcida. Precisa estar em forma, treinar bem, se alimentar bem. Estar feliz. Assim como o Fabuloso disse estar na sua volta ao São Paulo.
O fato é que a comparação é válida quando se tem os dois no auge da forma. E por isso mesmo, hoje não é.

9 comentários:
Sobre Fabuloso: bela contratação. Vai acrescentar muito ao São Paulo e ao futebol brasileiro.
Agora quanto ao Adriano, penso que a torcida, seja ela de qual time for, não que nem saber se ele está acima do peso, se está em boa forma, se foi pra balada, etc. Ela quer saber do cara fazendo gols. Se ele fizer isso, está ótimo pra torcida.
E o maior exemplo disso é o Romário.
Abraços Jones.
Agora só se fala sobre o São Paulo nesse blog
Andrei, pra que time o Adriano foi mesmo?
Jones. você sabe se já existiu alguma apresentação nesses moldes de algum jogador no Brasil?
Luis Fabiaaaaano!
Luis, a do Ronaldo e a do Ronaldinho foram as que mais se aproximaram. Mas não chegaram a 45 mil pessoas.
Bela postagem!
Bom dia joão Gabriel!Não sei quantos anos tem,portanto não sei se vc se lembra mas,por conta de sua história de vida e suas fragilidades,Adriano me lembra muito Garrincha e assim como este,Adriano precisa de muito mais do que o básico para render o que pode.Não sou flamenguista nem corintiana mas torço sinceramente para que ele encontre no Coríntias o ambiente que precisa para voltar a fazer o que ele sabe como poucos,jogar um futebol alegre e brilhante.E que a imprensa tb dê um tempo e deixe a vida do cara em páz.Abraços mil,Anna Kaum.
Obrigada João,pela visita e pelos elogios,sinta-se sempre benvindo ao meu blog até porque,eu,no seu,me senti em casa.Abraços mil,Anna Kaum.
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