segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A polêmica da CBF e o Título de 1987


(ressaca natalina...) Após um curto período ausente devido aos compromissos familiares, festas de fim de ano, almoço na casa da sogra, churrasco na casa do pai, voltamos às nossas atividades normais na última semana desse digníssimo ano que se vai.

Pensei em fazer aqui uma retrospectiva 2010, mas confesso que acho isso meio brega, meio falta de assunto, afinal, já falamos aqui sobre os fatos relevantes desse ano, então, deixa pra Globo fazer um programa assim.

O que ainda não comentamos foi a polêmica decisão da CBF de unificar os títulos nacionais de 1959 a 1970 com os títulos de campeões brasileiros a partir de 1971.

Pois bem. Não entraremos aqui no mérito da questão. Todo esse evento promovido pelos manda-chuvas da bola tupiniquim nada mais é do que uma cortina de fumaça para um momento especial para essa entidade que, na verdade, só está preocupada mesmo com a Copa do Mundo de 2014, com suas obras faraônicas, seus novos estádios, suas reformas caríssimas e desnecessárias, suas movimentações políticas e suas exigências estapafúrdias.

Não estou desmerecendo os campeões nacionais de 1959 a 1970. Embora tenham seus títulos reconhecidos como legítimos campeões brasileiros (como o do Santos de Pelé, campeão da Taça Brasil de 1961 a 1965), há de se reconhecer também que o modelo de disputa daquela época era totalmente diferente do atual. A Taça Brasil, disputada de 1959 a 1967 era mais parecida com a Copa do Brasil atual, mesmo que na ocasião os vencedores fossem vistos como campeões brasileiros. E eram. Afinal, venceram o principal torneio na época.

Já em 1967, o então torneio Roberto Gomes Pedrosa, que reunia os times do eixo Rio-São Paulo, aderiu times de outros estados como Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná na primeira edição, após a conquista da Taça Brasil de 1966 pelo Cruzeiro, numa evidência de que outros times de outros estados passaram a ganhar força no cenário nacional. Em 1968, Pernambuco e Bahia também participaram. E o torneio ganhou status e ficou famoso como "Robertão".

O estranho mesmo é que nos anos de 1967 e 1968 a Taça Brasil e o Robertão foram disputados paralelamente, o que ocasionou um mesmo campeão dos dois torneios, como o Palmeiras, em 1967.
Em 1968, houve a última edição da Taça Brasil (vencida pelo Botafogo) que já vinha perdendo sua força para o Robertão, que passou a ser organizado pela CBD. Equipes como Santos e Palmeiras, as duas grandes potências do futebol paulista na década, nem participaram da derradeira competição, optando apenas pelo Robertão.

O fato é que, após algumas mudanças de nomes, em 1971, o então presidente da CBD, senhor João Havelange, declarou a "criação" do campeonato nacional. (Aqui, um detalhe fundamental para aqueles que compactuarão com meu posicionamento: oficialmente, o nome 'Campeonato Brasileiro' só foi utilizado a partir de 1989  - o que, evidentemente, não tira a qualificação de campeões brasileiros dos times vencedores dos campeonatos anteriores.)

Antes de tentar expressar minha humilde opinião sobre esse complicado assunto, li todo o dossiê elaborado pelo jornalista e historiador Odir Cunha (remunerado pelos clubes então interessados na unificação) e, ainda assim, sou contra. O que eu vejo é uma disputa clubística para ver quem tem mais títulos. As pessoas (os torcedores) nem sabem o que estão comemorando. O reconhecimento sempre houve para com os campeões. Não precisamos, agora, mudar a nomenclatura para valorizar as antigas conquistas. Como diria o PVC (Paulo Vinícius Coelho, jornalista), não precisamos chamar Dom Pedro I de presidente da República para se entender que o Imperador era o homem mais importante do Brasil naquela época. Fazer com que mais gente conheça a verdadeira história do Robertão e da Taça Brasil é o grande ponto positivo dessa unificação dos títulos brasileiros. Talvez o ponto que realmente importa.

A grande injustiça disso tudo é o não reconhecimento da CBF ao título do Flamengo de 1987.
Em um rápido resumo: naquele ano a CBF anunciou que não tinha condições financeiras de organizar um campeonato. Os principais clubes do país (os quatro grande de SP e do Rio, mais Cruzeiro, Atlético MG, Grêmio, Inter e o Bahia) se reuniram, fundaram o Clube dos 13 e organizaram a Copa União para disputarem o torneio nacional daquele ano, vencido pelo Rubro-negro. Houve ainda a participação de mais três clubes de estados diferentes, como o Coritiba, o Santa Cruz e o Goiás, como única exigência da CBF para oficializar a competição como campeonato brasileiro - mais pela quantidade de times necessários para um formato mais viável de tabelas, do que por uma importância a outras equipes de regiões mais abastadas do país (falo aqui sobre o âmbito esportivo).

O sucesso comercial da competição organizada pelo Clube dos 13 também saltou aos olhos da CBF. Desse modo, a entidade decidiu organizar uma competição com 16 clubes que estavam de fora da Copa União. Usou como critério a classificação do Brasileirão de 1986, apesar de deixar de lado a Ponte Preta em favor do Sport, e conseguiu o apoio do SBT. Depois, a CBF mudou seu discurso e deixou de considerar a Copa União como o Brasileirão. Naquele momento, o torneio dos grandes seria o Módulo Verde e o outro, Amarelo. Os dois melhores de cada módulo se enfrentariam para definir o campeão nacional. O Clube dos 13 decidiu boicotar o cruzamento, não assinando o regulamento proposto pela confederação, entendendo que o Módulo Verde seria a primeira divisão e o Amarelo, a segunda. Entretanto, já estava aberta a brecha para a confusão.

Os dois torneios caminharam e não se falava em cruzamento. Para a mídia, o título brasileiro se decidia na Copa União. O Flamengo conquistou o torneio ao surpreender o invicto Atlético-MG de Telê Santana na semifinal e ao bater o Internacional na decisão. O Módulo Amarelo teve percalços. Nem a possibilidade de cruzamento contentou América-RJ e Portuguesa, que decidiram boicotar o torneio. A Lusa voltou atrás posteriormente, mas os rubros, de fato, não jogaram uma partida sequer. No final, Guarani e Sport dividiram o título após empate em 11 a 11 na disputa de pênaltis. Contudo, no início 1988 os dois times fizeram uma nova final nas datas marcadas pela CBF, que pretendia o cruzamento com os finalistas do módulo Verde, o que não aconteceu, e o Sport sagrou-se campeão, após empatar em com o Guarani em Campinas e vencer em Pernambuco.

Mas o grande vencedor do futebol brasileiro em 1987, ao menos para a grande mídia futebolística, foi o Flamengo. E isso, nenhuma homologação de qualquer entidade que seja poderá apagar um título vencido por um grande time, formado por Zé Carlos, Jorginho, Leandro, Edinho e Leonardo; Andrade, Aílton e Zico; Renato Gaúcho, Bebeto e Zinho.

45 comentários:

Luis disse...

Onde assino?

Você foi PERFEITO em sua análise, exatamente desse modo que penso.

Uma pena, um futebol com tanto potencial, ser administrado por pessoas que não estão realmente preocupados com futebol.

Gustavo disse...

Foi um sonho ou algo parecido. Divagava eu entre a vigília e o sono, esse estágio pós-perdigoto – quando a imagem surgiu – impactante… e com trilha sonora. Parecia uma propaganda de cerveja mas… de repente… quem era aquele cara de terno verde, sem camisa, de sunga, óculos escuros… dançando marotamente… era o Ricardo Teixeira? Tive aquela sensação estranha, aquele esfregar de olhos moral, incrédulo… o que era isso? O Ricardo Teixeira de blazer, sandália brega e sunga dançando sem camisa, peito Tony Ramos, abraçado ao Beto Barbosa, cantando:

- Unifica, meu amor, unifica… unifica, meu amor…

Acordei sobressaltado – com a imagem grudada na retina, a abjeta canção ecoando nos tímpanos.

- Unifica, meu amor, unifica…

O pior (atenção – alerta de extrema decepção) é que eu… gosto… de Beto Barbosa (que por sinal se chama Raimundo Roberto e nasceu no Pará). Quer dizer – gosto dessa específica e lastimável música (espero que o Dapieve um dia me perdoe). “Adocica” é um daqueles hits pseudo-baianos que grudam mais do que chato em festa de ano novo. Mas a canção do blazer-verde-com-peito-tony-ramos estava ali me assombrando, com aquele mash-up surreal, por um solerte motivo. A semana passou e não se falou outra coisa senão de unificação. Foi unificação no café, no almoço, no lanche, na janta, na ceia e no assalto fortuito à geladeira. Eu já estava me sentindo unificado com a palavra unificação. Só me livrei da maldição do Beto Barbosa quando, num salto quântico-brego-baiano, imaginei os presidentes de Santos, Palmeiras, Botafogo, Fluminense, Cruzeiro naquela coreografia de balança-quadril, requebrando ao som do Parangolé com seus troféus em miniatura:

– Joga taça pro alto que eu quero pegar! É o unification tion tion, unification tion tion…



Em minha adolescência nerd, “Unificação” foi um episódio de duas partes de Jornada nas Estrelas, Nova Geração, com a participação especial do Sr. Spock (Leonard Nimoy) aos 357 anos de vida. No episódio, Spock viajava secretamente para promover a paz (a “unificação”) entre vulcanos e romulanos – povos de mesma origem separados por um ódio milenar.

De tanto ler sobre unification tion tion, minha imaginação viajante começou a produzir cenários bizarros. Patrícia Amorim e Ricardo Teixeira como líderes dos romulanos tentando pulverizar o vulcano Beto Barbosa enquanto Havelange Picard entrava no meio com aquela mão com dois dedos pra cada lado dizendo “Live Long and prosper, como diria o Zé Alencar”...

ACOMPANHEM O RESTANTE DE MINHA OPINIÃO EM MEU BLOG

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Se possível, peço aos leitores do blog que também sigam o meu.

Ótimo 2011 para todos.

http://globoesporte.globo.com/platb/gustavopoli/

Anônimo disse...

Tudo tem seu valor e seu peso a medida certa.
Talves se a CBF tivesse um critério mais claro sobre estas "antigas" competições, veria que estes titulos são muito mais valorizados que o atual campeonato nacional.
Não quero aqui comparar epocas ou times, mas um Cruzeiro ganhar do Santos de Pelé e cia(apenas um ex)era um feito e Tanto.
Pra mim qualificar aqueles certames com o atual é desqualificar o feito anterior.

Renan disse...

Eu acho que o mais sensato seria dividir o título de 87, mas aí teria implicações burocráticas/judiciais que podem ser resolvidas tendo como precedente o fato de ter dois campeões brasileiro no mesmo ano.

Abraços Jones.

Fabinho disse...

Cara vai dar uma polêmica e tanto esse tópico.
Se ele fosse feito, após as festas familiares, teria muitos comentários

Leonardo disse...

A unificação é muito justa. Na verdade, talvez esse não seja o nome correto "unificação" e sim a concretização dos campeões em seu respectivo ano.

Carlos disse...

concordo em genero numero e grau

Anônimo disse...

Vamos comemorar mais essa estupidez da CBF?

Caio disse...

A unificação é justa. Ou preferem dizer que o Santos de Pelé por exemplo, não era o campeão daquela época?

Leandro disse...

Sou totalmente contra a unificação.
Belas palavras do autor do Blog.
Torcedores comemoram por pura babaquice, no fundo sabem que as coisas não são bem assim.

Anônimo disse...

~Concordo-

Ju8 disse...

CBF está fazendo isso, por pura picuinha politica. Muito lamentável esta unificação!

Lucas disse...

Estranho foi reconhecer esses títulos em época de guerras políticas e copa do mundo!

Bruno disse...

Excelente postagem, apesar de discordar em alguns pontos, foi uma excelente postagem.

Marcelo Malinverne disse...

Meu caro amigo,

Parabéns pelo tópico.
Levantamento histórico de alta qualidade e crítica bem delineada.
Essa tal de unificação, homologação, ou seja lá qual for o nome atribuído à essa "pataquada", não passa de mais uma grande bobagem (política) fomentada pela cúpula da CBF - sabemos nós quem a comanda.
Também li esta crítica do PVC e acho extramente pontual e certeira.
De fato, o que é necessário entender é que os campeanatos supremencionados ocorreram em épocas distintas e fizeram parte da evolução histórica do futebol brasileiro.
Equipará-los ao que hoje chamamos de campeonato brasileiro é o mesmo que chamar um estilingue de AK-47.
Por óbvio, não podemos nos olvidar do passado. Pelé foi o maior goleador de todos os tempos. Com isso, contribuiu para a ascensão do Santos Futebol Clube. Os títulos galgados pelo clube, assim como pelos outros beneficiados com a unificação, tiveram o seu valor e devem ser enaltecidos, sem sombra de dúvidas.
O futebol guarda estreita relação com o momento em que é vivido. Razão pela qual, a medida adotada pela CBF é de uma imprudência sem tamanho; é desprezar o glamour dos campeonatos disputados naqueles anos; é acabar com a história do futebol brasileiro. Estamos estafados de saber que o futebol, hodiernamente, é movido por muito, muito, muito dinheiro.
Me parece que ser campeão numa época em que a paixão pelo futebol não tinha preço, tem um valor mais robusto, faustoso e relevante. Assim, além de não concordar, considero tudo isso um verdadeiro insulto ao futebol!!!

Grande abraço, meu amigo!!!
FELIZ 2011.

Anônimo disse...

sERIA ESTRANHO NÃO RECONHECER ESSES TITULOS

Pedro disse...

Depende do ponto vista

Beto disse...

Só achei estranho uma coisa em sua postagem. Você está usando 2 pesos e 2 medidas. Para o Flamengo vale, para o restante não vale?
Estranho!

Anônimo disse...

Unificação pra que?
Não seria melhor continuar com os mesmos nomes?

Alessandro disse...

E viva a CBF

Tales disse...

Concordo com o amigo Beto acima. Você está usando 2 pesos e 2 medidas.

João Gabriel disse...

Beto, não entendi o porque de dois pesos e duas medidas. Os títulos anteriores à 1971 sempre foram reconhecidos. Porém, só agora unificados. Já o legítimo título de 1987, conquistado pelo Flamengo, nem reconhecido foi.

Marcelo, forte abraço, meu irmão!
Satisfação vê-lo por aqui.
O bacana disso aqui é ver opiniões bem definidas, totalmente diferentes, como a do Caio e do Leandro.

Renan, saudade de trocar uma ideia com você. Abração, brother. E à todos aqueles que sempre estão por aqui, como Alessandro, Tales, Pedro, Ju8, Bruno, Luis, Carlos, Fabinho, Lucas, Leonardo, Gustavo e aos anônimos...
Abraço, galera.

Roni disse...

Bela postagem! Gostei da sua coluna no jornal tbm! Não sabia que seu blog era tão acessado. Parabéns

Marcelo disse...

Estranha essa unificação

Tiago disse...

Ninguém gostou dessa unificação, nem os próprios ganhadores e maiores beneficiados.

Gilberto disse...

É tudo muito complexo

Luis disse...

Boas festas galera!"

Anônimo disse...

Toda polemica é saudavel, principalmente quando
discutida com inteligencia e respeito.
por isto acompanho e gosto do blog e dos blogueiros que interagem aqui!
Parabens a todos...que em 2011 continuemos nos
encontrando com esta ernergia! LEMA11

Vinicius disse...

O amigo acima, disse a verdade. Esse blog se torna muito interessante pelo nível dos comentários e das discussões. Todos estão de parabéns! Ótimo 2011 a todos!

Anônimo disse...

Feliz 2011

João Gabriel disse...

Fla, galera blogueira.
Passando por aqui para desejar um Feliz 2011 à todos vocês!
Que seja um ano de grandes realizações.
Um forte abraço!

Beiço disse...

Essa polêmica será discutida para sempre.
Eu como São Paulino, nunca irei considerar tais times campões brasileiros, simplesmente porque a cbf, disse que teriamos que aceitar.

Anônimo disse...

TUDO E MUITO COMPLICADO. NAO ANALISEI A FUNDO.

Luis disse...

Jones, você disse que iria falar sobre o esporte regional no jornal e não falou. Confesso que fiquei decepcionado, pois fui um na luta para aumentar o espaço de sua coluna no jornal

João Pedro disse...

Tudo é muito relativo! Na verdade continuou elas por elas;

Guto disse...

Quando sai a próxima edição do jornal? Esperamos ver algo sobre o esporte regional.

Sampaio disse...

Corretissimo

Henrique disse...

Bloguer não nos deixe sem resposta! Você falará sobre esporte regional?

Anônimo disse...

Bem lembrado acima. Não vi nada sobre esporte regional na edição do mês passado, e o autor nos prometeu. Teremos nessa Jones? Abraço

Caio disse...

Se me permitir dar uma opinião, fale sobre UFC, um esporte que cresce muito no Brasil.

João Gabriel disse...

Fala, blogaiada de plantão.
Pra começar, que este seja um grande ano pra todos nós!
Então, o lance é o seguinte:
Em primeiro lugar, eu não sou um colunista "contratado" pelo jornal, ao contrário do que alguns pensam. Eu fui convidado para escrever sobre esporte para o jornal na edição de novembro e graças à vocês, leitores, a boa repercursão da primeira coluna e vários contatos dos blogueiros com a redação do jornal (e eu sou grato e reconheço tudo isso), decidiram aumentar o espaço do Jones.
Em segundo lugar, eu queria deixar claro à vocês, brothers internéticos, que não sou remunerado por isso. E que em nenhum momento eu afirmei que iria falar sobre os esportes regionais na coluna de dezembro. Portanto, não venham dizer que estão decepcionados.
Em terceiro lugar, jornais de distribuição gratuita, como esse, dependem de seus espaços publicitários, que tem seus preços, seus valores. E como disse acima, não sou remunerado e nem sou editor do jornal. Não sou eu quem decide e quem 'formata'.
Espero que vocês entendam.
Em breve, teremos atualizações mais frequentes por aqui.
Abraço à todos. E obrigado pela compreensão.

João Gabriel disse...

Caio, sou fã de UFC.
E realmente, hoje, o Brasil está por cima nesse esporte.
Buscarei mais informações.
Valeu!

Anônimo disse...

Já que consideraram estes, terão que considerar muitos outros.
Pois o critério usado foi "o campeonato mais importante do País, é o campeonato brasileiro"

Marcos disse...

Foi tardio esse reconhecimento, porém muito justo. Não podemos desvalorizar tanto nossos ídolos do Passado! Finalmente a CBF mandou uma dentro.

Anônimo disse...

ALÔ JONES, UM FORTE ABRAÇO E UM ANO "ESPETACULAR" A TODOS Q "TROCAM" OPINIÔES NESTE BLOG DEMOCRATICO E RAPIDO NAS IDÉIAS...
MAS QUERO MANDAR UMA DICA ,SE POSSIVEL; TENTAR A FORMULA DO SUSSESSO EU NÃO SEI, MAS A DO FRACASSO É TENTAR CONTENTAR A TODOS...
CONTINUE NAQUILO Q VC CONHEÇE E SABE CONDUZIR COM EMPATIA E LUCIDEZ.

ABRAÇO DO LEITOR.