sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Uma temporada inesquecível



(é domingo, nas arábias...) Fernando Alonso, Mark Webber, Sebastian Vettel e Lewis Hamilton. Há quanto tempo, ou melhor, há quantas temporadas a Fórmula 1 não chega a sua última corrida com quatro pilotos com chances de título?

Ok, alguns irão dizer, e com razão, que Hamilton (ou Luis Amilton, como queiram) tem apenas chances matemáticas de conquistar o seu bi-campeonato, e que em 2007 haviam 3 pilotos com chance de título na última corrida: Hamilton liderava o campeonato no seu ano de estreia, seguido de perto por seu então companheiro de McLaren, Fernado Alonso. Correndo por fora, Kimi Haikkonen, o finlandês pé-frio.

E foi correndo por fora que o Homem-de-gelo foi campeão. Na época, quem apostou em kimi ganhou uma boa grana.

Pois bem. É por isso mesmo que essa é a temporada mais espetacular da mais famosa competição automobilística mundial. Fernando Alonso (ou Él fodon de las Astúrias) depende só de si. Precisa vencer, ou chegar em segundo. Ou até mesmo chegar em terceiro, contanto que os pilotos da Red Bull não cheguem na sua frente. O que será bem difícil, já que os Rubro-taurinos (boa, essa) tem o melhor carro e são favoritos para essa última corrida. Hamilton precisa vencer e torcer para os três quebrarem. O que seria o maior milagre de todos os tempos do automobilismo.

Mas o fato é que existem outras coisas 'em jogo'.

Se o ferrarista for campeão, todos se lembrarão da marmelada da corrida da Alemanha, quando Felipe Massa, companheiro do Espanhol, liderava a prova e abriu passagem à Alonso depois de ouvir a ordem da equipel: "Fernando is Faster than You. Did you confirmed this message?" Ou em bom português: "Fernando está mais rápido que você. Você confirma essa mensagem?". Mais indiscreta impossível.

Acontece que, na penúltima corrida do ano, aqui no Brasil, a Red Bull teve a mesma opurtunidade que teve a Ferrari em solo 'germânico'. Sebastian Vettel (ou Tião Alemão) liderava a prova e seu companheiro, Mark Webber (o australopiteco de queixo quadrado) vice-líder do campeonato, vinha em segundo com Alonso em terceiro. Era apenas ordenar para que Vettel abrisse para Webber e o Australiano estaria a apenas um ponto do Espanhol. Mas a ordem não veio. Alonso está a 8 pontos de Webber e a 15 do Alemãozinho prodígio, que, com isso, ainda tem chances, mesmo que remotas, de ser campeão.

Quem não gostou muito foi Webber. Mas para o campeonato foi excelente, já que agora o ferrarista tem dois adversários difíceis pela frente, e com um carro melhor e mais veloz, diga-se de passagem.

Agora, se na última volta da prova derradeira, em Abu Dhabi, Tião Alemão estiver em primeiro, com o canguru tristonho em segundo e Él Fodon logo atrás, a única chance dos Rubro-taurinos de levar o campeonato será inverter as posições. Afinal, vale título. E a vítima seria a Ferrari, que cansou de fazer isso
e não está nem aí para o que chamamos de espírito esportivo.

Mas acontece que, Dietrich Mateschitz, o dono da Red Bull, disse que "Um segundo lugar será melhor do que vencer com ordens". Será mesmo?

Eu não sei. Só sei que este é apenas mais um ingrediente para o maior dilema da história da Fórmula 1.

6 comentários:

Renan disse...

Fórmula 1? Não Obrigado amigo, prefiro esporte...

João Gabriel disse...

Meu querido, entendo você não gostar de F1, mas esse é o típico comentário dos órfãos de Ayrton Senna, que cresceram assistindo o Rubinho sendo zuado no casseta & planeta e não se conformam em perceber que o Alonso é bem melhor que o Massa.
O que não tira em nada o brilhantismo do campeonato.
Abração.

Renan disse...

Eu até gostava, mas agora qual a graça que tem eu acordar cedo num domingo e ver um "esporte" que é simplesmente um jogo de cartas marcadas? Se F-1 é esporte, essa atitude foi totalmente anti-desportiva, assim como a seleção masculina de vôlei, que também não acompanho mais. Enfim, o que defendo é a disputa sadia e não resultados maquiados não é questão de quem é melhor ou pior. Aliás como vou saber se Alonso é melhor que o Massa se o ultimo deixa o primeiro passar? A gente só viu esse caso e outros de "bastidores"...fica aqui meu desabafo

João Gabriel disse...

Eu entendi o que você disse. Também fiquei decepcionado com a seleção masculina de vôlei.
E defendo, também, a disputa sadia por resultados.
O que me motivou a escrever sobre Fórmula 1, pela primeira vez no Blog, foi a atitude totalmente ética e esportiva da Red bull de manter os dois pilotos com chances de título até o fim.
OU seja, o oposto do que a Ferrari pratica sem vergonha alguma.
Só acho que atitudes como essa da equipe italiana não servem de desculpa pra gente dizer que F1 não é esporte.
Abraço, brother
E valeu por sempre comentar aqui.

Renan disse...

Por essa razão estou torcendo para a Red Bull, qualquer um dos dois será justo. Pois é, concordo contigo, não se pode ver o topo pela parte, mas fato é que a escuderia italiana está manchando a Fórmula 1 e não é de hoje...

José Dias, o agregado. disse...

Fez-se a justiça.
Ganha muito a F-1 com a vitória de Vettel e da Redbull. Espero que presidentes e dirigentes não tenham a memória curta, porque os fãs e torcedores jamais esquecem de quando foram enganados.