segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
A polêmica da CBF e o Título de 1987
(ressaca natalina...) Após um curto período ausente devido aos compromissos familiares, festas de fim de ano, almoço na casa da sogra, churrasco na casa do pai, voltamos às nossas atividades normais na última semana desse digníssimo ano que se vai.
Pensei em fazer aqui uma retrospectiva 2010, mas confesso que acho isso meio brega, meio falta de assunto, afinal, já falamos aqui sobre os fatos relevantes desse ano, então, deixa pra Globo fazer um programa assim.
O que ainda não comentamos foi a polêmica decisão da CBF de unificar os títulos nacionais de 1959 a 1970 com os títulos de campeões brasileiros a partir de 1971.
Pois bem. Não entraremos aqui no mérito da questão. Todo esse evento promovido pelos manda-chuvas da bola tupiniquim nada mais é do que uma cortina de fumaça para um momento especial para essa entidade que, na verdade, só está preocupada mesmo com a Copa do Mundo de 2014, com suas obras faraônicas, seus novos estádios, suas reformas caríssimas e desnecessárias, suas movimentações políticas e suas exigências estapafúrdias.
Não estou desmerecendo os campeões nacionais de 1959 a 1970. Embora tenham seus títulos reconhecidos como legítimos campeões brasileiros (como o do Santos de Pelé, campeão da Taça Brasil de 1961 a 1965), há de se reconhecer também que o modelo de disputa daquela época era totalmente diferente do atual. A Taça Brasil, disputada de 1959 a 1967 era mais parecida com a Copa do Brasil atual, mesmo que na ocasião os vencedores fossem vistos como campeões brasileiros. E eram. Afinal, venceram o principal torneio na época.
Já em 1967, o então torneio Roberto Gomes Pedrosa, que reunia os times do eixo Rio-São Paulo, aderiu times de outros estados como Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná na primeira edição, após a conquista da Taça Brasil de 1966 pelo Cruzeiro, numa evidência de que outros times de outros estados passaram a ganhar força no cenário nacional. Em 1968, Pernambuco e Bahia também participaram. E o torneio ganhou status e ficou famoso como "Robertão".
O estranho mesmo é que nos anos de 1967 e 1968 a Taça Brasil e o Robertão foram disputados paralelamente, o que ocasionou um mesmo campeão dos dois torneios, como o Palmeiras, em 1967.
Em 1968, houve a última edição da Taça Brasil (vencida pelo Botafogo) que já vinha perdendo sua força para o Robertão, que passou a ser organizado pela CBD. Equipes como Santos e Palmeiras, as duas grandes potências do futebol paulista na década, nem participaram da derradeira competição, optando apenas pelo Robertão.
O fato é que, após algumas mudanças de nomes, em 1971, o então presidente da CBD, senhor João Havelange, declarou a "criação" do campeonato nacional. (Aqui, um detalhe fundamental para aqueles que compactuarão com meu posicionamento: oficialmente, o nome 'Campeonato Brasileiro' só foi utilizado a partir de 1989 - o que, evidentemente, não tira a qualificação de campeões brasileiros dos times vencedores dos campeonatos anteriores.)
Antes de tentar expressar minha humilde opinião sobre esse complicado assunto, li todo o dossiê elaborado pelo jornalista e historiador Odir Cunha (remunerado pelos clubes então interessados na unificação) e, ainda assim, sou contra. O que eu vejo é uma disputa clubística para ver quem tem mais títulos. As pessoas (os torcedores) nem sabem o que estão comemorando. O reconhecimento sempre houve para com os campeões. Não precisamos, agora, mudar a nomenclatura para valorizar as antigas conquistas. Como diria o PVC (Paulo Vinícius Coelho, jornalista), não precisamos chamar Dom Pedro I de presidente da República para se entender que o Imperador era o homem mais importante do Brasil naquela época. Fazer com que mais gente conheça a verdadeira história do Robertão e da Taça Brasil é o grande ponto positivo dessa unificação dos títulos brasileiros. Talvez o ponto que realmente importa.
A grande injustiça disso tudo é o não reconhecimento da CBF ao título do Flamengo de 1987.
Em um rápido resumo: naquele ano a CBF anunciou que não tinha condições financeiras de organizar um campeonato. Os principais clubes do país (os quatro grande de SP e do Rio, mais Cruzeiro, Atlético MG, Grêmio, Inter e o Bahia) se reuniram, fundaram o Clube dos 13 e organizaram a Copa União para disputarem o torneio nacional daquele ano, vencido pelo Rubro-negro. Houve ainda a participação de mais três clubes de estados diferentes, como o Coritiba, o Santa Cruz e o Goiás, como única exigência da CBF para oficializar a competição como campeonato brasileiro - mais pela quantidade de times necessários para um formato mais viável de tabelas, do que por uma importância a outras equipes de regiões mais abastadas do país (falo aqui sobre o âmbito esportivo).
O sucesso comercial da competição organizada pelo Clube dos 13 também saltou aos olhos da CBF. Desse modo, a entidade decidiu organizar uma competição com 16 clubes que estavam de fora da Copa União. Usou como critério a classificação do Brasileirão de 1986, apesar de deixar de lado a Ponte Preta em favor do Sport, e conseguiu o apoio do SBT. Depois, a CBF mudou seu discurso e deixou de considerar a Copa União como o Brasileirão. Naquele momento, o torneio dos grandes seria o Módulo Verde e o outro, Amarelo. Os dois melhores de cada módulo se enfrentariam para definir o campeão nacional. O Clube dos 13 decidiu boicotar o cruzamento, não assinando o regulamento proposto pela confederação, entendendo que o Módulo Verde seria a primeira divisão e o Amarelo, a segunda. Entretanto, já estava aberta a brecha para a confusão.
Os dois torneios caminharam e não se falava em cruzamento. Para a mídia, o título brasileiro se decidia na Copa União. O Flamengo conquistou o torneio ao surpreender o invicto Atlético-MG de Telê Santana na semifinal e ao bater o Internacional na decisão. O Módulo Amarelo teve percalços. Nem a possibilidade de cruzamento contentou América-RJ e Portuguesa, que decidiram boicotar o torneio. A Lusa voltou atrás posteriormente, mas os rubros, de fato, não jogaram uma partida sequer. No final, Guarani e Sport dividiram o título após empate em 11 a 11 na disputa de pênaltis. Contudo, no início 1988 os dois times fizeram uma nova final nas datas marcadas pela CBF, que pretendia o cruzamento com os finalistas do módulo Verde, o que não aconteceu, e o Sport sagrou-se campeão, após empatar em com o Guarani em Campinas e vencer em Pernambuco.
Mas o grande vencedor do futebol brasileiro em 1987, ao menos para a grande mídia futebolística, foi o Flamengo. E isso, nenhuma homologação de qualquer entidade que seja poderá apagar um título vencido por um grande time, formado por Zé Carlos, Jorginho, Leandro, Edinho e Leonardo; Andrade, Aílton e Zico; Renato Gaúcho, Bebeto e Zinho.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
O caminho brasileiro na Libertadores
(jingle bells...) E a Libertadores de 2011 já sabe quais serão os times à disputar o mais cobiçado toféu da América Latina. Da América Latina mesmo, porque ainda que seja uma competição realizada pela Conmebol, esta tão respeitosa entidade futebolística sul-americana, temos participações de times mexicanos. Aliás, este é um fator interessante.
O Chivas Guadalajara, equipe mexicana, foi o finalista da edição de 2010, vencida pelo Inter. Os colorados, mesmo que perdessem a decisão, iriam ao Mundial de Clubes, pois segundo os critérios da FIFA, equipes da América Central se classificam para o torneio interclubes somente através da Concacaf, o principal torneio daquela região.
Pois bem, devidos alguns fatores relevantes, a Conmebol convidou os mexicanos a participarem do nosso grandioso evento continental devido a grande demanda futebolística daquela região por competições de alto nível e, consequentemente, uma maior arrecadação, uma ampla divulgação televisiva e maiores espaços publicitários, já que se trata de uma economia em evolução. Além de todas as questões políticas envolvidas. Mas hoje, não tocaremos nesse ponto, afinal, estamos aqui para falar sobre o caminho brasileiro na Champions League sob a linha do Equador.
Dos seis times nacionais que participam dessa edição do torneio, dois encabeçam seus grupos e, teoricamente, tem uma vida tranquila nessa fase. É o caso de Santos e Internacional. Os paulistas, campeões da Copa do Brasil, encontram o Colo-Colo, do Chile, o Deportivo Tachira, da Venezuela e o vencedor do jogo entre Cerro Poteño, do Paraguai e Deportivo Petare, da Venezuela. Já os colorados, atuais campeões, jogam contra Emelec, do Equador, Jorge Wilstermann, da Bolívia e aguardam o vencedor do jogo entre Jaguares, do México e Alianza Lima, do Peru. Da para serem os primeiros, tranquilamente.
Quem acabou 'pegando' um grupo complicado foram os atuais campeões brasileiros. O tricolor das laranjeiras encara o Argentinos Juniors, o Nacional, do Uruguai e o América, do México. Complicado porque nunca é fácil jogar contra times argentinos, assim como jogar no estádio Centenário, em Montevidéu. Além de uma viagem desgastante até o México. Mas como o fluminense tem um bom elenco, acho que passa pela primeira fase. É só não bobear em casa.
Quem também pegou uma pedreira pelo caminho foram os vice-campeões nacionais, que tem a chance de reeditarem a final de 2009 com o Estudiantes, da Argentina, ainda na primeira fase. Os celestes ainda enfrentam o Guaraní, do Paraguai e esperam o vencedor de Corinthians e Deportes Tolima, da Colômbia, para saber o último adversário do grupo. Os paulistas devem passar pela primeira fase e assim, teremos duelos sensacionais entre alvi-negros, celestes e argentinos. É um grupo que promete fortes emoções.
Agora, quem teve sorte mesmo foi o Grêmio. Além de terem ficado na expectativa e vibrarem pela derrota do Goiás e a consequente classificação tricolor (sem falar nas comemorações pelo vexame do Inter no Mundial), encaram o modesto Liverpool, do Uruguai, que não tem tanta expressão quanto os ingleses. E, se passarem pelos vizinhos geográficos, pegarão um grupo teoricamente muito fácil, com times como o León de Huánuco, do Peru, Oriente Petrolero, da Bolívia e o modesto Junior Barraquila, da Colômbia. Papai Noel tricolor, esse ano.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
O sorteio da Champions
(já no clima natalino...) E a UEFA realizou hoje o sorteio para a definição dos jogos das oitavas de final da Champions League 2010/2011.
Dos dezesseis times que ainda estão vivos na disputa inter-clubística mais acirrada do planeta, alguns agradeceram aos deuses do futebol pelos cruzamentos realizados.
Foi o caso dos ingleses Chelsea, que enfrentam o então modesto time do Copenhagen, e Manchester United, que encaram os não muito temidos franceses do Olimpique de Marselha.
Os londrinos azuis, primeiros em seu grupo, tiraram a sorte grande ao enfrentarem os dinamarqueses que fizeram um grande trabalho ao passar da fase de grupos. Das equipes escandinavas, apenas o Rosemborg tinha conseguido tal façanha. Já os Red Devils encaram novamente o Marselha, como ocorreu na Champions de 1999/2000. Na época, houve uma vitória para cada lado. Hoje, os ingleses são plenamente favoritos.
Enquanto isso, os outros dois ingleses que 'sobraram', Arsenal e Tottenham terão duas pedreiras pela frente. O caso mais complicado é o dos Gunners que reeditam a final de 2006 com Barça, que, atualmente, é temido por qualquer equipe da galáxia. As duas equipes também se enfrentaram na temporada passada, com um empate por 2 a 2 na Inglaterra e um passeio barcelonista na Espanha; 4 a 1.
O Tottenham, depois de muito tempo longe da principal competição europeia, fez bonito na primeira fase sendo o líder de um grupo que teve os atuais campeões, a Inter de Milão, e venceu os nerazurri com um show de Bale. Mas agoram enfrentam o Milan, que é nada menos que o Boca Juniors da Europa. Com um meio campo reforçado e com Ibrahimovic jogando o fino da bola, fazendo uma dupla ascendente com Robinho, os italianos se impõem e tem um certo traço de favoritismo nesse jogo, embora esperamos duelos equilibrados.
Onde não encontramos favoritos é no duelo entre os últimos finalistas, Bayern de Munique e Inter de Milão, que não fazem grandes temporadas. Na fase de grupos, os alemães tiveram um caminho menos complicado que os italianos e ficaram em primeiro. Agora, contam com o retorno de Robben, que, lesionado, ainda não atuou. Talvez seja o confronto mais difícil para se apontar um vencedor.
Assim como duelos possivelmente equilibrados entre Valencia e Shalke 04, que repetem os embates de 2007/08 em que os espanhois levaram a melhor. Dessa vez, o Shalke tem Raul, que volta a Espanha depois de sua saída do Real Madrid. E temos também, Shaktar Donestsk e Roma, que já se enfrentaram pela temporada 2006/07, com vantagem para os italianos. Hoje, os ucranianos chegam com um time interessante, com os quatro jogadores de frente (num esquema 4-2-3-1) brasileiros, com Douglas Costa (ex-Grêmio), Jadson (ex-Atlético PR), Willian (ex-Corinthians) e Luiz Adriano (ex-Inter), enquanto os italianos tentam repetir a história e, consequentemente, a classificação.
Mas quem teve maus presságios mesmo, foi o Real Madrid, que reencontram seus algozes da última temporada, nessa mesma fase. Em 2009/10, o Lyon eliminou o Real após vencer em casa e empatar em Madrid, assim como em 2005/06 e 2006/07, quando os franceses levaram vantagens sobre os espanhois, na fase grupos, nesse que é o confronto de maior retrospecto atual da Liga. Porém, dessa vez, a história é outra. É José Mourinho quem está no comando madridista. Aposto todas as fichas no Real Madrid. Que, provavelmente, terá a retorno de Kaká, que não joga desde a Copa.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
O fracasso colorado
(com algum atraso...) Ninguém imaginava uma derrota do Inter logo no jogo de estreia do mundial de clubes. O representante sul-americano, atual campeão da Libertadores, chegou com pompa e circunstância em Abu Dhabi. De olho no Bi-Mundial, os gaúchos precisavam passar pelo primeiro jogo nas semifinais para se classificarem para a finalíssima. Mas uma surpreendente derrota aconteceu.
O então desconhecido time do Mazembe, da República Democrática do Congo, após eliminar os mexicanos do Pachuca, o então representante da Concacaf (o principal torneio da América Central), venceu os colorados por 2 a 0 mudando para sempre a história dos mundiais.
Primeiro, porque o Mazembe tem uma história bacana. A primeira e única vez em que o Congo participou de uma Copa do Mundo foi em 1974, e a base da defesa da seleção africana era dos 'mazembianos'. Até hoje foi a pior participação de uma seleção em mundiais. Na época, devido à uma ditadura personalista, uma política de 'africanização' foi lançada proibindo nomes cristãos e ocidentais. E o país disputou a sua única Copa com o nome de Zaire.
Segundo, porque até então, nenhuma equipe sul-americana e/ou europeia ficou fora da final desse modelo de disputa criado pela FIFA originalmente em 2000 (naquele mundial realizado no Brasil que teve o Corinthians como o campeão). Mas essa fórmula começou pra valer à partir de 2005 (a FIFA trata o primeiro Mundial como experimental), e desde então, as previsões sempre se confirmaram.
Terceiro, porque eu achei sacanagem demitirem o Jorge Fossati (técnico antecessor a Celso Roth, que levou o Inter até a semifinal da Libertadores) após uma derrota para o Vasco pelo Brasileirão. Mas essa é uma opinião pessoal. Afinal, o Roth foi campeão.
Mas o bacana do futebol é isso, um time campeão do mundo perder para um time totalmente desconhecido no cenário futebolístico mundial (desprezo da minha parte, afinal, são os campeões africanos. Mas quem já ouviu falar?).
Talvez tenha sido essa mesma presunção da equipe do Inter para com o Mazembe. Não tiro o mérito da equipe 'congolesiana', mas o colorados sabiam que eram melhores e favoritos, e é óbvio que já estavam com a cabeça no seu xará europeu, que ao contrário dos brasileiros, venceram os sul-coreanos do Seongnam na semifinal e agora encontram os africanos na finalíssima, sábado.
Não acredito em outra zebra. Mas seria sensacional.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
O clássico inglês
(dica do dia...) Após o término do nosso querido campeonato nacional, dedicaremos mais espaço aqui ao futebol internacional.
E para começar bem a semana, nada como assistir um velho clássico da terra da rainha.
Hoje, Manchester United e Arsenal se enfrentam as 18:00 horas (de Brasília) em um jogo que vale a liderança do campeonato inglês.
Os Red Devils, time de Sir Alex Ferguson, que está nada menos que 24 anos como técnico do Manchester, não perde para os Gunners desde a temporada 2006/2007. Época em que a geração de Thierry Henry se despedia do time de Londres.
De lá pra cá, o Arsenal reformulou o seu elenco, sempre priorizando a contratação e formação de jogadores jovens, mas sem a experiência e a qualidade de jogadores mais rodados e talentosos como os dos Diabos Vermelhos, que nesse peródo foram tri-campeões ingleses (2006/2007, 2007/2008, 2008/2009), emplacando uma hegemonia britânica, além de conquistarem a Champions League, na temporada 2007/2008.
Mas desde a última vitória dos londrinos, há 4 temporadas, esse é o melhor time que Arsene Wenger tem à disposição .
Por isso, vale a pena assistir.
PS: passa na ESPN Brasil
sábado, 11 de dezembro de 2010
Púlpito do Jones

(por uma boa causa...) Salve, amigos internéticos. Semana que vem, este modesto blogueiro publicará mais algumas abobrinhas no jornal Classificarros.
Como o pessoal que frequenta esse pequeno espaço virtual é antenado em tudo, com suas opiniões e comentários sempre pertinentes, abro aqui um espaço para vocês deixarem dicas sobre o que querem ler na edição de dezembro, que sai dia 15.
Falaremos, claro, do nosso idolatrado campeonato que se foi e nos deixou desamparados nesse mês natalino.
Pensei em escrever sobre o famoso vai-e-vem do mercado futebolístico, mas como tudo ainda é especulação, não vou falar sobre quem pode ou não chegar. Apenas sobre os fatos concretos (quanta redundância!).
Escrevam todos. Blogueiros, tuiteiros, verdureiros, sacoleiros...
Aqui é free.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Por uma vaga na Libertadores
(e parabéns ao Independiente...) Escrevi aqui algumas linhas sobre o que pensava quando a Conmebol anunciou aquela magnífica decisão de tirar uma vaga brasileira para a Libertadores de 2011, em pleno decorrer do campeonato.
Na época, essa senhora poderosa pronunciou que, devido ao título do Inter, o Brasil perderia a quarta vaga do Brasileirão, já que os gaúchos entrariam direto na competição no ano seguinte por serem os atuais campeões. O G4, de repente, virou G3.
A repercursão foi grande. E devido a não aprovação geral e aos conchavos da nossa respeitosa CBF com manda-chuvas da bola latina, uma nova decisão foi tomada. Assim, como 'do nada' os modernos dirigentes desse exemplo de organização que controla o futebol Sulamericano decidiram tirar a nossa tão disputada e almejada quarta vaga, decidiram devolvê-la. Mas com uma condição, se o vencedor da Sulamericana fosse brasileiro, a quarta e última vaga iria para o brejo.
Pois bem. O fato é que, após toda essa aula de como comandar e organizar um confedereção, suas regras e competições, o nosso mais valente representante nesse torneio, o finalista Goiás, surpreendeu, passou por adversários difíceis, tradicionais, mas não levou o título.
Venceu em casa e perdeu fora. Lutou até o fim. Perdeu nos pênaltis. Acontece.
Parabéns ao Goiás, seus jogadores e seu técnico pela grande campanha nesse torneio internacional que tem o seu valor.
Mas a justiça foi feita e a última e polêmica vaga ficou com o Grêmio, o quarto colocado no campeonato nacional, que fez uma campanha incrível no segundo turno, conseguindo 43 pontos. Mesmo se não tivessem disputado o primeiro, nem assim estariam rebaixados. Ou seja, é claro o bom trabalho de Renato Gaúcho que pegou a equipe no decorrer do campeonato e conseguiu grandes resultados. Ao contrário do Goiás, rebaixado à série B e com um elenco mais modesto que o dos gaúchos.
Quem agradece é a Libertadores.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Vida que segue
(pílulas do dia seguinte...) Atendendo as sugestões dos amigos blogueiros, cá estamos para dizer algumas palavras, relevantes ou não, sobre os vestígios do 'day after' de nosso espetacular campeonato que se foi.
Primeiro, queria dizer que acho um saco esse 'Prêmio Craque Brasileirão'. Não sou contra a premiação. Não é isso. Apenas acho esse evento totalmente moldado pela CBF para homenagear alguns políticos (e sempre os mesmos), em uma tentativa frustrada de mostrar organização, capacidade e reconhecimento aos times campeões, que, diga-se, merecem mesmo uma festa de verdade.
Mas são sempre os mesmos discursos, a mesma falação, tudo muito demorado. Até que os caras chamam ninguém menos que Andrés Sanchez, essa memorável figura extra campo do futebol atual, que pronuncia algumas palavras totalmente impertinentes para aquela ocasião ensaiada e amistosa. Mas eu achei interessante. Afinal, é verdade mesmo. O Fluminense não voltou pela porta da frente.
Enfim, não era a hora de um cara que responde por um time do tamanho do Corinthians, falar daquele jeito. Não tem nada a ver com o título justo e merecido como o do Fluminense. Que, após uma cerimônia chata e arrastada, recebeu seu merecido troféu de campeão.
Porém, foi muito boa a premiação da Bola de Prata, da Revista Placar em parceria com a ESPN, que escolhe os melhores jogadores de cada posição através de uma análise in loco de todos os jogos de todos os times por notas atribuídas por caras que acompanham todas as rodadas.
Uma festa só com ex-jogadores, vencedores do troféu e com alguns jornalistas. Enfim, só gente do ramo.
O fato é que as duas seleções (a da CBF e da Bola de Prata) foram muito parecidas. As duas mudanças foram o zagueiros Dedé (Vasco) e Miranda (São Paulo), eleitos pela CBF.
Já a seleção, na Integra, da Bola de Prata, é essa: Fábio (Cruzeiro); Mariano (Fluminense), Alex Silva (São Paulo), Chicão (Corinthians), Roberto Carlos (Corinthians); Jucilei (Corinthians), Elias (Corinthians), Montillo (Cruzeiro), Conca (Fluminense); Neymar (Santos) e Jonas (Grêmio).
A Bola de Ouro, prêmio dado ao melhor do campeonato, incluindo todas as posições, não poderia ficar em melhores mãos do que as de Darío Conca. Que, pelo que jogou esse ano, é barbada em qualquer premiação.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Em boas mãos
(e chegamos ao fim...) Venceu o melhor time. Em um jogo sofrido, tenso, dramático, como todas as dignas decisões do mais históricos campeonatos.
Após um primeiro tempo muito nervoso, o tricolor carioca voltou um pouco melhor no segundo. Então, Carlinhos cruzou na área, Washington desviou e o iluminado Émerson fez o que seria o gol do título. O Fluminesnse conseguiu vencer o rebaixado Guarani na derradeira partida do Brasileirão. E foi campeão.
Um campeão justo, treinado por uma grande figura do nosso futebol. Tetracampeão brasileiro nos últimos cinco anos. Muricy mesmo se diz louco por não ter aceitado à seleção. Mas seus princípios o impediram de deixar o Fluminense, romper o contrato, abandonar o barco. Enfim, em uma época em que a grana fala mais alto, foi a vitória da ética.
Além disso, foi a vitória de uma equipe que liderou vinte e três das trinta e oito rodadas. Que tem o melhor jogador do certame, Dario Conca (já falei isso, mas é verdade), e que tem um bom elenco. Achei bacana o Muricy ter colocado o W99 e o Rodriguinho no jogo, mesmo que por necessidade. Jogadores importantes que atuaram muito mais que os badalados titulares. A prova de que Muricy é querido pelo grupo foi banho que levou em plena entrevista coletiva. Demais!
Muricy sabe muito sobre futebol. Assim como Cuca também sabe, e é justo que se diga que essa equipe de hoje passou por suas mãos e teve uma grande arrancada no ano passsado para sobreviver na série A. Muitos jogadores permaneceram, ídolos como Fred e Conca, e um ano após aquela inesquecível batalha, o Flu foi campeão. E Cuca, já no Cruzeiro, fez outro grande trabalho, sendo vice-campeão com a Raposa.
Quem decepcionou na rodada foi o Corinthians, que nem sequer venceu os reservas do Goiás. Acabou ficando em terceiro e vai ter que passar no vestibular da Libertadores pra entrar no grupo de Cruzeiro e, possivelmente, Estudiantes.
Destaque, também, para o Grêmio, campeão virtual do segundo turno, time do artilheiro do campeonato, Jonas, com 23 gols. Os gaúchos que venceram o Botafogo, terminaram em quarto e agora torcem como nunca para que o Independiente seja o campeão da sulamericana e consigam assim, a última e polêmica vaga brasileira na Libertadores.
Competição que após sete anos consecutivos, não terá o São Paulo como participante. O tricolor paulista vai ter se acostumar com viagens a Aracajú e Macapá ao invés de Buenos Aires e Maracaibo.
E por fim, saudadações à René Simões, que fez um grande trabalho no Dragão e após empatar em um confronto direto com o Vitória, na luta contra o rebaixamento, manteve o Atlético Goianiense na série A. Só achei uma pena, porque como o Bahia subiu à 'primeirona', não teremos o clássico Ba-Vi, ano que vem.
Mas no futebol é assim. Na vida é assim.
Alegrias de uns, tristezas de outros.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
As escolhas da Fifa
(não me surpreende...) E a senhora Fifa, do alto de sua superioridade futebolística realizou hoje, em Zurique, as escolhas das sedes das Copa do Mundo de 2018 e 2022. E para quem ainda tinha algumas dúvidas sobre o critério que esta poderosa entidade utiliza nas suas decisões, essas indagações foram respondidas hoje.
As possibilidades de um amplo retorno financeiro foram o suficiente para uma forte candidata a sede, como a Inglaterra, ser desbancada pela Rússia. Embora não se compare com os ingleses, a terra da balalaika tem uma liga que cresce em bom nível e sua escolha é até aceitável, pois se trata de um país que tem tradições no futebol desde os tempos da URSS. Lembro das fitas de mega-drive em que os vermelhinhos tinham um bom time.
Já a escolha pelo Catar, que foi confirmado como o país sede da Copa de 2022, é a de um Mundial artificial em um país minúsculo. Será o menor país a sediar uma Copa desde o Uruguai, em 1930. Um país com cerca de 2 milhões de habitantes e que nunca participou de um mundial.
Só em cachês o governo do Catar gastou 4 milhões de dinheiros europeus no amistoso disputado em novembro entre os nossos hermanos e os nativos brasileiros. Foi a grande propaganda do país para o mundo.
Zinedine Zidane, Pep Guardiola, Gabriel Batistuta, que nunca jogaram juntos, se uniram em torno da candidatura do Catar por uma 'modesta' gratificação. Afinal, os árabes são os maiores exportadores de gás natural liquefeito do mundo. Money is not problem. E é por isso que os simpáticos delegados da Fifa levaram a Copa para o Oriente Médio, deixando fora candidaturas muito mais interessantes como Austrália e Estados Unidos.
O Catar apresenta uma economia em pleno desenvolvimento. É um país em obras. O orçamento para a construção e reformas de estádios apresentam números absurdos. Será uma Copa disputada em uma época de temperaturas que chegam à 50 graus centígrados. E a proposta é de construir estádios climatizados com tecnologia "verde", sem emissão de carbono.
Vejamos como um país que tem em sua religião um conservadorismo islâmico, lidará com situações que são proibidas por lá, como, por exemplo, torcedores embriagados (cenas comuns em copas), assim como a homossexualidade, que também não é tolerada.
Mas a Fifa maqueia tudo isso, e prega um discurso ridículo de que novas barreiras estão sendo rompidas no mundo do futebol. E tem gente que acha legal.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Fora o baile
(sensacional...) Barcelona e Real Madrid, os dois maiores clubes dentre todos os planetas, se enfrentaram ontem a noite, no Camp Nou.
Havia uma enorme expectativa, não se falava em outra coisa no universo boleiro. Afinal, possuem milhares de torcedores espalhados pelo mundo inteiro. Seus treinadores são diferenciados, seus elencos são recheados de craques. Era o jogo do ano. Ou do século.
De um lado, Lionel Messi. Do outro, Cristiano Ronaldo.
Mas o que se viu foi um jogo de um time só. O time da posse de bola, dos toques rápidos, do futebol bonito e eficiente.
Um time que tem a sua própria filosofia de jogo e que sabe preservar isso.
Como os espanhóis dizem, foi uma 'manita'- uma mão aberta, mostrando 5 dedos. Em bom português, uma boa bofetada.
O Barça vem sendo superior ao Real nos últimos anos e ontem não foi diferente. Mas os catalães não faziam 5 a 0 nos madrilhenhos desde 1994, com três gols de Romário.
O que vimos foi uma exibição épica de um time que joga o fino da bola, com apenas um volante marcador, Busquets, dois talentosos meias, Xavi e Iniesta, dois atacantes que jogam pelas pontas, Villa e Pedro (todos esses titulares da seleção espanhola campeã do mundo), sem centroavante, mas com um gênio argentino entre eles.
Messi (na minha opinião) é o jogador mais talentoso que surgiu desde Maradona. Alguns talvez discordarão, irão dizer que Ronaldinho, no auge, jogava mais, que Zidane era mais técnico, que Ronaldo foi (ainda é?) mais goleador. Enfim, Messi é o Pelé do futebol moderno.
Então, vale a pergunta: seria esse time do Barcelona o melhor da história?
E então, outros dirão que o Santos do Pelé foi inigualável, que o Botafogo do Garrincha era inesquecível, que o Flamengo do Zico era imbatível, que legal era ver a Lusa de 96 ou que, bom mesmo era o São Caetano do Ademar.
Enfim, esse time do Barça é o melhor que eu já vi.
Havia uma enorme expectativa, não se falava em outra coisa no universo boleiro. Afinal, possuem milhares de torcedores espalhados pelo mundo inteiro. Seus treinadores são diferenciados, seus elencos são recheados de craques. Era o jogo do ano. Ou do século.
De um lado, Lionel Messi. Do outro, Cristiano Ronaldo.
Mas o que se viu foi um jogo de um time só. O time da posse de bola, dos toques rápidos, do futebol bonito e eficiente.
Um time que tem a sua própria filosofia de jogo e que sabe preservar isso.
Como os espanhóis dizem, foi uma 'manita'- uma mão aberta, mostrando 5 dedos. Em bom português, uma boa bofetada.
O Barça vem sendo superior ao Real nos últimos anos e ontem não foi diferente. Mas os catalães não faziam 5 a 0 nos madrilhenhos desde 1994, com três gols de Romário.
O que vimos foi uma exibição épica de um time que joga o fino da bola, com apenas um volante marcador, Busquets, dois talentosos meias, Xavi e Iniesta, dois atacantes que jogam pelas pontas, Villa e Pedro (todos esses titulares da seleção espanhola campeã do mundo), sem centroavante, mas com um gênio argentino entre eles.
Messi (na minha opinião) é o jogador mais talentoso que surgiu desde Maradona. Alguns talvez discordarão, irão dizer que Ronaldinho, no auge, jogava mais, que Zidane era mais técnico, que Ronaldo foi (ainda é?) mais goleador. Enfim, Messi é o Pelé do futebol moderno.
Então, vale a pergunta: seria esse time do Barcelona o melhor da história?
E então, outros dirão que o Santos do Pelé foi inigualável, que o Botafogo do Garrincha era inesquecível, que o Flamengo do Zico era imbatível, que legal era ver a Lusa de 96 ou que, bom mesmo era o São Caetano do Ademar.
Enfim, esse time do Barça é o melhor que eu já vi.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
90 minutos para o fim

(só falta uma...) E o fim se aproxima. Estamos à uma rodada para conhecermos o campeão do mais ilustre, polêmico e controverso campeonato brasileiro de todos os tempos de todos os pontos corridos.
Campeonato inimigo das previsões, sempre tão frequentes no universo futebolístico, mas que com o passar das rodadas, desacreditadas devido à alternância de posições de seus líderes e seguidores.
Tudo bem, alguns irão dizer que os três primeiros sempre foram os mesmos na maioria das rodadas. Sim, é vero. Mas confesso que acreditei no Cruzeiro quando os azuis então, emplacando uma grande sequência de vitórias, se encaixou entre Tricolores cariocas e alvi-negros paulistas. Pois bem. Logo mudei de ideia. Passei à acreditar no Flu umas duas rodadas atrás quando os cariocas tinham um ponto a mais que os paulistas que fariam uma decisão com o Cruzeiro em casa enquanto os tricolores jogariam no Rio com o Goiás. Mas eles empataram e eu passei à acreditar que o Timão levaria o penta.
Faltavam três rodadas. O Corinthians precisava vencer o Vitória na Bahia, onde seus rivais na luta pela taça venceram. E um empate aconteceu. O Flu venceu o São Paulo, voltou à liderança e eu escrevi aqui semana passada que o título se encaminhava para as Laranjeiras.
Ontem, após a vitória do Fluminense sobre o Palmeiras, os cariocas encomendaram o chopp, os salgadinhos e a faixa de campeão. Bi-campeão, aliás.
Só falta vencer o já rebaixado Guarani, em casa, na rodada derradeira e comemorar um título que foi festejado apenas uma vez pelo Flu, em 1984.
Para os corinthianos, o que resta é fazer a sua parte e acreditar nos poderes de São Jorge.
Para os cruzeirenses, além de fazerem a sua parte, é torcer pelo improvável.
Ah, e para quem diz que campeonato de pontos corridos é chato porque não tem finais, os deuses futebolísticos separaram duas para o fim. Grêmio e Botafogo se enfrentam no Sul para decidir a última (suposta) vaga na Libertadores do ano que vem. Enquanto Vitória e Atlético Goianiense decidem quem joga a série A em 2011.
Campeonato da hora, esse.
PS: E para quem curte um futebas internacional, hoje, as 18:00 horas de Brasília, Barcelona e Real Madrid se enfrentam no clássico de maior rivalidade mundial. Passa na ESPN.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Uma tragédia verde
Mas o martírio alvi-verde vem de longe. Uma década, para ser exato.
Pois bem. Dez anos depois, os palestrinos chegaram muito próximos de uma final. Mas o fato é que nesses dez anos, os palmeirenses tiveram mais decepções do que alegrias.
Após um período de glória nos anos 90, com a conquista dos campeonatos brasileiros de 93 e 94 e a inédita Taça Libertadores em 99, o alvi-verde não manteve o mesmo ritmo na década seguinte.
No ano 2000, o Palmeiras tinha disputado sua segunda final seguida de Libertadores, sendo derrotado nos pênaltis pelo Boca Juniors após os dois jogos terem terminados em 2 x 2.
Já a última final, os palmeirenses não gostam nem de lembrar. Foi em dezembro de 2000. E o Verdão vencia o Vasco por 3 x 0 quando Romário marcou três vezes e Juninho Paulista, uma vez. E os cariocas, conhecidos como o time da virada, foram os campeões da então Copa Mercosul.
O clube estava na ressaca pós-parmalat (o patrocínio ainda constava na camisa por questões contratuais, mas a grana não entrava mais). Felipão foi para o Cruzeiro. A diretoria alvi-verde sem muitos recursos trouxe Marco Aurélio, curiosamente ex-Cruzeiro, e o time chegou à final de uma segunda competição internacional no mesmo ano.
Em 2001, sob o comando de Celso Roth, fez uma boa campanha na Libertadores quando novamente foi eliminado pelo Boca, dessa vez nas semifinais. Já 2002, foi o pior ano da história do clube, rebaixado à segunda divisão do campeonato brasileiro.
Mas o time se reergueu, voltou à elite, alternou momentos razoáveis e, após 9 anos sem ganhar nada, o Verdão foi campeão paulista em 2008, com um bom time montado por Vanderlei Luxemburgo, que no ano seguinte foi substituído por Muricy Ramalho.
Muricy fez um bom trabalho, levou o time até a última rodada do brasileirão com chances de título, mas não sobreviveu a uma derrota para o São Caetano no paulistão de 2010.
O time cambaleou, passou pelas mãos de Antônio Carlos, até que chegou Felipão. Dez anos depois, ele voltou. E após um início difícil, vai fazendo o que pode para achar um time ideal e dar esperanças aos torcedores. Não teve receio algum em dizer que priorizava a Sulamericana. Só não contava com uma pedra no sapato nas semi-finais.
Acho que o choro do garotinho palestrino, na transmissão da Globo, diz tudo.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Não por acaso
(só faltam duas...) Após 36 rodadas do mais fabuloso, concorrido e disputado campeonato futebolístico mundial de pontos corridos, o fim se aproxima.
Sim, só faltam duas.
Duas rodadas para o fim de um grande campeonato. Disputado 'cabeça-à-cabeça' por Fluminense e Corinthians. E claro, o Cruzeiro que sempre esteve e está por ali. Apenas dois pontos separam a raposa dos tricolores. Mas faltando duas rodadas, dois pontos valem pelo campeonato inteiro.
Que o diga o Corinthians. O mesmo time (salvo Bruno César que não jogou por suspensão) que derrotou os celestes rodada passada, no Pacaembu, e por consequência tornou-se o lider do certame e favorito ao título, não venceu o Vitória.
Escrevi aqui umas duas rodadas atrás que o título poderia ser decidido no Barradão, pois tanto Fluminense quanto Cruzeiro venceram seus jogos lá. E na minha modestíssima opinião, foi.
Mal comparando (vejam bem, mal comparando), a reclamação dos corintianos dizendo que os são-paulinos entregaram o jogo para o Flu me fez lembrar o Alonso reclamando do Petrov após a corrida. Mais ou menos assim: do que adianta reclamar se você não fizer a sua parte?
Enfim, o caneco se encaminha para as Laranjeiras.
Para um time que liderou vinte e uma das trinta e seis rodadas, que tem o melhor jogador do campeonato, Dario Conca, e que tem um dos melhores, senão o melhor treinador em atividade no país, Muricy Ramalho.
Se o Corinthians for o campeão, será surpreendente.
Se o Cruzeiro levar a taça, será histórico.
Na Fórmula 1, foi.
Sim, só faltam duas.
Duas rodadas para o fim de um grande campeonato. Disputado 'cabeça-à-cabeça' por Fluminense e Corinthians. E claro, o Cruzeiro que sempre esteve e está por ali. Apenas dois pontos separam a raposa dos tricolores. Mas faltando duas rodadas, dois pontos valem pelo campeonato inteiro.
Que o diga o Corinthians. O mesmo time (salvo Bruno César que não jogou por suspensão) que derrotou os celestes rodada passada, no Pacaembu, e por consequência tornou-se o lider do certame e favorito ao título, não venceu o Vitória.
Escrevi aqui umas duas rodadas atrás que o título poderia ser decidido no Barradão, pois tanto Fluminense quanto Cruzeiro venceram seus jogos lá. E na minha modestíssima opinião, foi.
Mal comparando (vejam bem, mal comparando), a reclamação dos corintianos dizendo que os são-paulinos entregaram o jogo para o Flu me fez lembrar o Alonso reclamando do Petrov após a corrida. Mais ou menos assim: do que adianta reclamar se você não fizer a sua parte?
Enfim, o caneco se encaminha para as Laranjeiras.
Para um time que liderou vinte e uma das trinta e seis rodadas, que tem o melhor jogador do campeonato, Dario Conca, e que tem um dos melhores, senão o melhor treinador em atividade no país, Muricy Ramalho.
Se o Corinthians for o campeão, será surpreendente.
Se o Cruzeiro levar a taça, será histórico.
Na Fórmula 1, foi.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Tião Campeão

(agora acabou) E a temporada mais emocionante dos últimos anos da Fórmula 1 chegou ao fim.
Mais emocionante porque em 60 anos de história da categoria, nunca quatro pilotos chegaram à prova derradeira com chances de título. Mesmo que matemáticas (no caso de Hamilton).
Sem dúvidas, 2010 foi um ano em que a justiça se fez em um esporte que não é considerado muito ético e nem muito bem visto devido as situações premeditadas, riscos calculados e desprezo com os torcedores (aqui, nem vou dizer que falo sobre a Ferrari).
Pois bem. Justiça feita. Venceu o melhor. Melhor piloto, melhor carro, melhor equipe.
Na pista, no braço.
Sobre a corrida, o circuito de Yas Marina é um espetáculo visual. Arquitetura astronômica, fantástica. Digna das obras faraônicas de Abu Dhabi. Já a pista, um porre. Se não fosse pelo fato de ser a corrida decisiva, e de eu estar assisitindo a prova na beira da piscina, tomando uma gelada e comendo batata frita (viagem de família, sabe como é), nem lembraria da prova.
Mas foi a corrida que deu o título à Sebastian Vettel, que aos 23 anos e 4 meses tornou-se o mais jovem campeão da história da Fórmula 1. O mesmo garoto que em 2008 foi póle e venceu em monza. De Toro Rosso. Incrível! Eu lembro.
No ano seguinte, em 2009, Tião Alemão foi para a sua atual equipe, a Red Bull, e foi vice-campeão. Estava escrito nas escrituras sagradas dos mais antigos manuscritos automobilísticos: 2010 era o ano de Sebastian.
O alemão prodígio não liderou o campeonato em nenhum momento. Chegou a última prova em terceiro na classificação; 7 pontos atrás de Mark Webber, seu companheiro de equipe e 15 pontos atrás do espanhol Fernando Alonso, o favorito, bi-campeão mundial, experiente. E que se mostrou um péssimo perdedor. Afinal, era o dia de Vettel.
O dia em o talento mostrou que com um bom time e um bom carro, não se precisa de ordens de equipe para ganhar campeonato.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Uma temporada inesquecível

(é domingo, nas arábias...) Fernando Alonso, Mark Webber, Sebastian Vettel e Lewis Hamilton. Há quanto tempo, ou melhor, há quantas temporadas a Fórmula 1 não chega a sua última corrida com quatro pilotos com chances de título?
Ok, alguns irão dizer, e com razão, que Hamilton (ou Luis Amilton, como queiram) tem apenas chances matemáticas de conquistar o seu bi-campeonato, e que em 2007 haviam 3 pilotos com chance de título na última corrida: Hamilton liderava o campeonato no seu ano de estreia, seguido de perto por seu então companheiro de McLaren, Fernado Alonso. Correndo por fora, Kimi Haikkonen, o finlandês pé-frio.
E foi correndo por fora que o Homem-de-gelo foi campeão. Na época, quem apostou em kimi ganhou uma boa grana.
Pois bem. É por isso mesmo que essa é a temporada mais espetacular da mais famosa competição automobilística mundial. Fernando Alonso (ou Él fodon de las Astúrias) depende só de si. Precisa vencer, ou chegar em segundo. Ou até mesmo chegar em terceiro, contanto que os pilotos da Red Bull não cheguem na sua frente. O que será bem difícil, já que os Rubro-taurinos (boa, essa) tem o melhor carro e são favoritos para essa última corrida. Hamilton precisa vencer e torcer para os três quebrarem. O que seria o maior milagre de todos os tempos do automobilismo.
Mas o fato é que existem outras coisas 'em jogo'.
Se o ferrarista for campeão, todos se lembrarão da marmelada da corrida da Alemanha, quando Felipe Massa, companheiro do Espanhol, liderava a prova e abriu passagem à Alonso depois de ouvir a ordem da equipel: "Fernando is Faster than You. Did you confirmed this message?" Ou em bom português: "Fernando está mais rápido que você. Você confirma essa mensagem?". Mais indiscreta impossível.
Acontece que, na penúltima corrida do ano, aqui no Brasil, a Red Bull teve a mesma opurtunidade que teve a Ferrari em solo 'germânico'. Sebastian Vettel (ou Tião Alemão) liderava a prova e seu companheiro, Mark Webber (o australopiteco de queixo quadrado) vice-líder do campeonato, vinha em segundo com Alonso em terceiro. Era apenas ordenar para que Vettel abrisse para Webber e o Australiano estaria a apenas um ponto do Espanhol. Mas a ordem não veio. Alonso está a 8 pontos de Webber e a 15 do Alemãozinho prodígio, que, com isso, ainda tem chances, mesmo que remotas, de ser campeão.
Quem não gostou muito foi Webber. Mas para o campeonato foi excelente, já que agora o ferrarista tem dois adversários difíceis pela frente, e com um carro melhor e mais veloz, diga-se de passagem.
e não está nem aí para o que chamamos de espírito esportivo.
Mas acontece que, Dietrich Mateschitz, o dono da Red Bull, disse que "Um segundo lugar será melhor do que vencer com ordens". Será mesmo?
Eu não sei. Só sei que este é apenas mais um ingrediente para o maior dilema da história da Fórmula 1.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Os 3 candidatos

(e só faltam 4...) Após 34 rodadas do mais fabuloso e disputado campeonato futebolístico mundial, nada está decidido. A não ser os virtuais e prováveis candidatos ao título. E não por coincidência, os 3 primeiros colocados na tabela: Fluminense, Corinthians e Cruzeiro.
Não é de agora que eles estão no topo e não será hoje que cravaremos um dos três nem descartaremos alguém, pois.
Também, não podemos dizer que nenhum dos três faz um campeonato incrível, tampouco tem um time inesquecível.
O Fluminense, líder do certame com 61 pontos é um time extremamente dependente de Conca, o melhor do campeonato. E mesmo sem poder contar com seus jogadores mais badalados, como Fred, Émerson e Deco, frequentadores assíduos do departamento médico, o Tricolor das Laranjeiras vem fazendo uma bela campanha com um time simples, mas aguerrido e que tem em seu meia argentino todas as esperanças de vitórias e bom futebol.
O Corinthians, vice-líder, com 60 pontos, tem uma boa base deixada por Mano Menezes. Passou pelas mãos de Adílson Batista que venceu jogos importantes, como o Fluminense, no Rio, e o Santos, na Vila. Mas obteve resultados que um time que briga pelo título não pode ter. Assim como o empate com o Ceará e a derrota para o Atlético-GO, ambos em casa.
Escrevi aqui, algumas rodadas atrás, que a demissão de Adílson não teria sido boa. Mas o fato é que Tite 'arrumou a casa'. Devolveu a solidez defensiva (meio clichê, isso) organizou o meio-campo e dexou Bruno César, o melhor corintiano, com liberdade para jogar como gosta. A vitória sobre o São Paulo, domingo, mostrou um time forte e estruturado.
Já o Cruzeiro, o terceiro na classificação, com 60 pontos e o mesmo número de vitórias (17) de Fluminense e Corinthians, venceu o Vitória no Barradão onde o Flu também venceu e o Corinthians ainda não jogou. E é lá onde o campeonato pode ser decidido.
Mas antes, a raposa tem seu mais difícil adversário até agora. Visita o Timão no Pacaembu no jogo mais aguardado da próxima rodada, onde os dois podem morrer abraçados ou apenas um seguirá vivo na luta pelo título.
Jogo em que o Fluminense assistirá de camarote e, já sabendo do resultado, enfrentará em casa, o Goiás, vice-lanterna do campeonato. Aos cariocas só restam fazer o que de melhor fizeram até aqui: vencer.
sábado, 6 de novembro de 2010
Ecos da semana

(e só faltam 5...) Após uma excepicional ausência de comentários sobre a rodada #32 do nosso admirável e inigualável campeonato brasileiro, estamos de volta para alguns dizeres relevantes sobre a rodada #33.
Então, comentaremos os principais jogos que ocorreram quarta-feira, dia 3, quando o líder Fluminense foi à Porto Alegre enfrentar os já descompromissados colorados e conseguiu um valioso pontinho após um 0 x 0. Resultado até então comemorado por Corinthianos e Cruzeirenses que jogariam logo após e teriam chance de encostar e até ultrapassar, no caso da raposa, o líder do certame.
Lição de casa que o Corinthians fez certinho, com uma grande ajuda do 'apitador', diga-se de passagem. Franciso Carlos Nascimento, árbitro de Alagoas, além de expulsar dois jogadores avaianos apontou a marca da cal quando viu Dentinho tropeçar e agarrar no zagueiro adversário. Patético.
Assim como o lance da partida em que o Cruzeiro foi derrotado em casa pelo São Paulo. O Jogo já estava 1 x 0 para o tricolor quando Ricardo Oliveira se jogou fora da área e o juizão, 'seu' Nielson Nogueira Dias, de Pernambuco, decidiu que tinha que ser pênalti. Rogério Ceni bateu e converteu seu gol de número 92 na carreira; o São Paulo continua vivo na briga por uma 'suposta' vaga na Libertadores e o Cruzeiro perde uma grande chance de passar o Flu.
No Engenhão, Lúcio Flávio caiu na área e Heber Roberto Lopes, do Paraná apitou. Resultado: Botafogo 3 x 2 Atlético Goianiense.
Lances como esses estão cada vez mais típicos no nosso futebol. Infelizmente.
Voltaremos em breve, segunda-feira, se possível, para comentar, analisar e cornetar a próxima rodada que promete ser muito boa, com dois clássicos envolvendo adversários na briga pelo título. São Paulo x Corinthians e Fluminense x Vasco.
Até lá.
Triste

Após alguns dias desatualizado, o blog volta à ativa. Infelizmente, com uma triste notícia.
Andy Irons, tricampeão mundial de surfe (2002, 2003, 2004), morreu na última terça-feira, dia 2, por causas ainda não divulgadas.
Um teste tóxicológico será feito e poderá demorar até três meses para o resultado.
Andy ficou conhecido por ser o maior adversário de Kelly Slater, a lenda do surfe mundial.
O norte-americano de 32 anos partiu, mas deixou sua esposa grávida de 8 meses. Um menino.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
A rodada dos dérbys

(e só faltam 7...) E lá vamos nós, outra vez falar sobre nosso requisitado campeonato brasileiro que, ontem, concluiu sua rodada #31.
E foi a rodada dos dérbys, aqueles clássicos regionais, cheios de rivalidade e tradição (não nessa ordem, necessariamente).
Mas foi também uma rodada bem corinthiana, já que tudo certo na estreia do novo técnico, Tite.
Além de vencer seu arquirrival, o Palmeiras, contaram com tropeços de concorrentes diretos na luta pelo título, como o Cruzeiro que, fazendo o seu dérby com o Atlético, foi derrotado pelo Galo no jogo mais emocionante do fim de semana, quiçá do campeonato. Além de aprovarem alguns empates, como o do Fluminense com o Atlético-PR; 2 x 2 na Arena da Baixada, e do Grêmio com Inter; 2 x2 no Olímpico.
O campeonato tem um novo velho líder, o Fluminense que possui o mesmo número de pontos, de vitórias, empates e derrotas do Cruzeiro. Apenas com 7 gols de saldo a mais que a raposa. Seguidos de perto pelo Corinthians que tem apenas um ponto à menos e o mesmo número de vitórias: 15.
Já a briga pela quarta vaga na Libertadores (se é que ela vai existir) continua acirrada e, dessa vez, o postulante maior é o Botafogo que após 8 empates seguidos, 15 no campeonato inteiro, derrotou o Vitória no Engenhão, por 1 a 0. Mas apenas um ponto à frente de Atlético-PR e Grêmio, que também estão vivos nessa briga.
Já o São Paulo perdeu para o Ceará, sob um calor desumano (15:00 horas em Fortaleza), e freia sua ascenção na tabela.
E quanto à Vasco 1 x 1 Flamengo, o clássico das multidões, jogo pegado, como sempre. Mas típico de dois times de meio de tabela: muita correria e pouca técnica.
Agora, daí pra baixo, salve-se quem puder!
sábado, 23 de outubro de 2010
Pelé, 70

Relutei muito antes de escrever esse post.
Pensei inúmeras vezes se seria capaz de dizer algumas palavras decentes, que não sejam tão óbvias e, claro, acima de tudo, respeitosas, pois se trata de Vossa Majestade.
Achei que não seria, mas vou tentar mesmo assim.
Afinal, hoje é um grande dia e não posso deixar os inúmeros seguidores desse modesto blog sem o meu parecer. Inclusive ao cara que me ensinou a gostar de futebol: meu pai, que até se emociona quando fala do Rei.
Então, apenas algumas linhas sobre o maior de todos.
Só fui ter ideia de quem é Pelé quando assisti ao filme 'Pelé Eterno'.
Nunca vi nada, nem ninguém parecido.
Nem verei.
Portando, me faltam adjetivos para qualificar alguém que não é desse planeta.
Como diria Carlos Drummond de Andrade: "Marcar mil gols não é difícil. Difícil é marcar um gol como Pelé!".
terça-feira, 19 de outubro de 2010
As trapalhadas da Conmebol

E a Conmebol voltou atrás da decisão de tirar uma vaga do Brasil na próxima Libertadores.
Tudo começou quando essa entidade fanfarrona, que manda e desmanda no futebol sul-americano, determinou que, em função da classificação do Inter para o próximo torneio continental, o campeonato brasileiro perderia uma vaga de acesso. O G4 se transformaria em G3. Asssim, sem aviso prévio, no meio do campeonato.
E foi assim, no meio do campeonato, que a Conmebol voltou atrás de sua decisão e decretou a volta do G4.
Um mês após esse polêmico episódio, essa conturbada entidade volta a cena para dizer que mudou de ideia. Andou pensando bem, saiu para espairecer no calçadão, tomou uma água de coco bem gelada e voltou pra casa mais tranquila. Então, percebeu que não tinha feito a coisa certa e, do mesmo jeito que tirou a quarta vaga, resolveu devolvê-la.
Mas com uma pequena condição: se houver um time brasileiro campeão da atual edição da copa sul-americana, o G4 vira G3 outra vez.
Ou seja, fica evidente o desprepreparo e falta de profissionalismo quando a Conmebol declara que a Copa sul-americana classifica o campeão a próxima Libertadores, sem pensar em um jeito de arrumar uma nova vaga.
Precisaram valorizar o torneio secundário da américa do sul e premiar o campeão com um lugar no torneio principal. Só não perceberam, na hora, que alguém sobraria nesta história.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Semana cheia

No dia do professor, atualizo o blog. Afinal, hoje é sexta-feira, fica fácil pra falar sobre a semana. Semana do saco cheio, se você está na escola, na faculdade; semana normal pra quem trabalha normal. Meio óbvio, isso.
Mas vamos aos fatos. Semana marcante, com o resgate dos mineiros no Chile, mais midiático do que a chegada do homem à lua (blasfêmia. Não me lembro onde estava em 1969). Histórico. Acompanhado minuto à minuto pelo planeta inteiro.
Já no futebol, semana marcada pela polêmica partida entre Itália e Sérvia, pelas eliminatórias da Eurocopa. Partida que foi interrompida logo aos seis minutos devido aos atos de violência dos torcedores (se é que podemos classificá-los assim) sérvios. Um episódio grave e sério, que envolve questões complicadas e delicadas, como tudo naquela região da extinta Iugoslávia.
Enquanto isso, por aqui, o nosso admirável campeonato brasileiro trocava o seu líder e causava surpresa com a inesperada demissão de Adílson Batista do Corinthians. Convenhamos que, comparado ao trabalho de seu antecessor, Mano Menezes, o aproveitamento era baixo, pouco pra quem almeja ser campeão. Enquanto o Cruzeiro, ex-time de Adílson, vencia o Fluminense em Minas e assumia a ponta da tabela.
Porém, achei precipitada a saída do treinador. Já que os problemas do Corinthians passam muito mais pelo elenco do que pela comissão técnica. O que, a meu ver, ficou evidente na partida contra o Vasco, quarta-feira. Sem Jorge Henrique, que só volta a jogar ano que vem, sem Bruno César, machucado, e dependendo de um instável e cansado Iarley, fica difícil pensar em título, com qualquer técnico que seja.
Quem agradece é o Cruzeiro, que vem ganhando seu jogos sob o comando de Cuca, que vem fazendo bons trabalhos por onde passa, sem muita mídia e com bons resultados.
No mais, teremos uma grande rodada nesse fim de semana, com bons jogos como os clássicos São Paulo x Santos, Fluminense x Botafogo e a visita do líder Cruzeiro ao Grêmio, no sul.
É isso.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
A rodada azul

Não estou com muita inspiração pra escrever alguma coisa hoje, nem me vem à cabeça algo muito relevante pra dizer. Mas mesmo assim, só para agradar os inúmeros seguidores fiéis desse brilhantíssimo blog, vou escrever algumas linhas sobre mais uma rodada que se foi do nosso adorável campeonato brasileiro.
Tudo conspirou à favor do Cruzeiro nesta rodada #28, sendo que os seus dois maiores rivais nessa caminhada rumo título, Corinthians e Fluminense, tropeçaram e estacionaram na tabela, deixando uma brecha pra raposa vencer o Goiás, este inquilino da zona da degola, e ficar cada vez mais próximo à liderança. À um ponto, para ser exato.
O tricolor carioca, com seus dois atacantes titulares frequentadores assíduos do departamento médico, diga-se Émerson e Fred (este até entrou no segundo tempo, mas voltou à sentir a contusão), recebeu o Santos no Engenhão e perdeu por 3 x 0. Resultado incomum pra quem quer ser campeão.
Enquanto isso, o Corinthians foi à Minas enfrentar o judiado Atlético Mineiro. Abriu o placar mas levou a virada no segundo tempo. Considerando a tabela e os desfalques da equipe paulista, não foi tão ruim assim.
Mas bom mesmo, ficou para o Cruzeiro que, com sorte, derrotou os Esmeraldinos em Goiânia e põs uma qualidade a mais no seu currículo de postulante à campeão: vencer quando seus principais concorrentes perdem.
Por isso, esta foi a rodada azul (perceberam o trocadilho inteligente, né?!).
Agora, rodada boa mesmo, será a próxima, quando Cruzeiro e Fluminense se enfrentarão em Uberlândia, domingo. Um presente da tabela.
Campeonato bom, esse.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
O novo técnico tricolor

(com algum atraso...) Após 11 anos, Paulo César Carpegiani está de volta ao São Paulo.
Em 1999, o técnico gaúcho levou o tricolor paulista as semifinais do campeonato paulista e do brasileiro. Fez um bom trabalho, com pouco mais de 64% de aproveitamento. Mas não é tão querido pelos são-paulinos, pois foi eliminado nas duas competições justamente pelo Corinthians.
Carpegiani volta ao São Paulo após um bom trabalho no Atlético Paranaense, deixando a equipe com 12 vitórias no campeonato, à 6 pontos da zona de classificação para a Libertadores.
Sua contratação pela equipe paulista levantou algumas questões como a ética no esporte (ou a falta de ética), já que mudou de equipe no meio da competição, indo para um time com muito mais mídia, mas que não vem nada bem, ultimamente.
Mas no futebol é assim, na vida é assim.
Carpegiani simplesmente recebeu uma proposta melhor de trabalho e aceitou. Considerou o lado financeiro e suas perspectivas profissionais e achou melhor mudar de emprego.
Mas, como o São Paulo acumulou títulos nos últimos anos e, consequentemente, mais ódio dos rivais, este episódio é um prato cheio para os 'defensores' da (falsa) ética.
O certo é que Carpegiani terá um duro trabalho pela frente, já que este São Paulo não se parece em quase nada com a equipe vitoriosa dos últimos anos.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Campeonato bom

E a cada rodada que passa o brasileirão vai melhorando.
Tivemos bons jogos nesta rodada #26, como Corinthians e Botafogo, que fizeram um grande duelo no septagenário Pacaembu, com um golaço de Bruno César, logo no início do jogo e o Fogão empatando ainda no primeiro tempo com El Loco, aquele cabeludo uruguaio bom de cabeça. Arbitragem decepcionante à parte, foi um bom jogo de se ver.
Tivemos, também, a grande vitória do Fluminense, 1 x 0 no Avaí. Jogo difícil, com um gol salvador do melhor do campeonato, o argentino Dario Conca (foto), aos 37 do segundo tempo. E o Fluzão líder.
Mas quem jogou muito e vem jogando, ganhando e convencendo é o Cruzeiro, que não quis nem saber se o adversário era fraco ou não e fez 3 x 0 no modestíssimo Atlético Goianiense.
Outros bons jogos com resultados inesperados, de certa forma, foram a boa vitória vascaína por 3 x 1 em cima do peixe, e o surpreendente triunfo palmeirense sobre o Inter, com dois gols de falta do melhor palestrino, Marcos Assunção.
A surpresa boa do campeonato fica por conta do Atlético paranaense, que, sob o comando de Paulo César Carpegianni, chegou a sua décima segunda vitória no campeonato. 1 x 0 no Vitória da Bahia.
Falando da turma de baixo, jogos nada empolgantes como o 1 x 1 entre Goiás e Flamengo, complicando Silas ainda mais, o mísero empate sem gols entre Ceará e Atlético Mineiro, e dois jogos de seis gols: Prudente 4 x 2 Guarani e Grêmio 4 x 2 São Paulo. Neste último jogo, destaque positivo para Jonas, camisa 7 gremista, artilheiro do campeonato e negativo para o tricolor paulista, um arremedo de time que parece que joga só para cumprir tabela.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Ecos da semana

Mais uma semana interessante se foi.
Fatos que não podemos deixar de comentar, analisar ou cornetar.
Primeiro, e talvez o acontecimento mais falado esse dias, a demissão de Dorival Júnior do Santos. Após o afastamento do garoto Neymar devido ao seu comportamento nada exemplar, a diretoria do peixe julgou que excluído de uma partida, o menino já estava castigado. O treinador não entendeu assim e foi ele mesmo convidado a se retirar. Estranho.
Admirava Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, o presidente santista, que vinha fazendo uma grande gestão, inovadora e inteligente, mas que conseguiu, com essa atitude, enterrar temporariamente a chance do clube de ser alguma coisa além do time de Pelé.
Segundo, a boa vitória corintiana na Vila, jogando bem, mostrando que é, hoje, o time mais arrumado do campeonato. Seguido de perto por Fluminense e Cruzeiro, os únicos capazes de atrapalhar a saga alvi-negra na busca por 'alguma coisa' no ano do centenário.
Terceiro, a decisão da Conmebol, esta entidade tão cheia de credibiladade que manda e desmanda no futebol sulamericano, que determinou que o campeão da Libertadores exclui diretamente a última vaga de seu país no torneio continental. Ou seja, como o Inter é o atual campeão, o G4 do brasileiro virou G3. Mudança de regras no meio da competição é tão patético como a própria Conmebol.
Quarto, a boa convocação de Mano, deixando o menino-prodígio Neymar de fora da lista, mostrando a diretoria do Santos como se educa um moleque dessa idade.
E, por fim, a demissão do 'professor' Vanderlei Luxemburgo, que após 15 derrotas no Galo, está desempregado. Mas como anda sempre bem vestido, podemos dizer que saiu com estilo.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Neymar e sua bola

(Crise existencial?...) Só para não deixar passar em branco, este blog fará algumas pequenas reflexões sobre mais uma atitude um tanto quanto relevante do jovem camisa 11 da Vila.
Ontem, contra o modesto time do Atlético Goianiense, Neymar mostrou que além de possuir um grande potencial com a bola nos pés, belos brincos de diamante e um cabelo super moderno, tem uma educação muito refinada.
O garoto (ou o projeto de homem, como definiu René Simões, o técnico adversário) rasgou o verbo e disse alguns impropérios para Dorival Júnior, o seu treinador que não o deixou bater o pênalti sofrido por ele mesmo.
Ora, como ele não deixou o Neymar bater? Afinal, o garoto é craque, tem um visual bacana, 'paga de gatão', joga na seleção e ainda por cima é milionário. Como não deixaram ele bater o pênalti?
Simples. Porque a cada dois batidos ele erra um. Porque ele ainda não sabe a diferença de drible e de firula. Porque ele tem apenas 18 anos e acha que já sabe de tudo, que é o dono da bola e que a brincadeira acaba quando ele for embora.
Mas por ser jovem e bom de bola, ele será perdoado. Nada como uma boa conversa, um simples esporro ou um velho castigo para endireitar o menino.
Eu diria que deixá-lo uma semana sem sobremesa, esconder o controle remoto, ou proibir o video-game já resolveria essa situação.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Vitória brasileira na Indy

Sábado, 04, no Kentucky, Hélio Castroneves (Penske) ganhou sua vigésima quarta prova na Indy, segunda no ano. O brasileiro está fora da briga pelo título desta temporada, que acabou sendo boa pra ele se a gente lembrar do inferno em viveu ano passado com toda aquela repercursão do processo que enfrentou nos EUA.
Em mais uma vitória empolgante, arriscando na estratégia, poupando o pedal do acelerador e assim, economizando combustível, Castro Neves não entrou nos boxes quando seus adversários tiveram de fazer a última parada. Subiu de nono para primeiro em quatro voltas. Assumiu a liderança à quatro voltas para o fim.
Venceu. Escalou o alambrado.
Helinho é o brasileiro com o maior número de vitórias na Indy.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Corinthians, 100 anos

(após muito relutar...) Como não poderia deixar de ser, este modesto blog prestará um pequena homenagem ao time do Corinthians, que comemora hoje, seu centenário.
Lembro de grandes jogos do Corinthians, time de meu querido avô Arthur, time pelo qual nunca tive empatia, mas que sempre respeitei. Por causa de meu avô, é claro.
Nunca vou esquecer, por exemplo, da final do campeonato paulista de 1997, não pelo jogo em si, que terminou empatado em 1 a 1 (o gol do lateral-esquerdo André Luiz deu o título ao Corinthians), mas pelo fato de, quando acabou o jogo, minha mãe me fazer ligar para meu avô, e eu, com um nó na garganta, dizer, com tristeza, porém sinceridade: "Parabéns!".
Nem nunca vou esquecer da semifinal do campeonato brasileiro de 1999, aquele jogo em que o Dida defendeu dois pênaltis batidos pelo Raí, o São Paulo foi eliminado e Corinthians acabou tri-campeão naquele ano. Foi a primeira e única vez em que chorei por futebol.
Enfim, o tempo passou, meu avô não está mais aqui, e eu continuo não torcendo pelo Corinthians. Mas respeito a sua história.
Porque, afinal, tenho grandes amigos corinthianos.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
A grande (e mais uma) chance de Robinho

O Milan anunciou, hoje, a contratação de Robinho por 4 temporadas. Preterido no Manchester City pelo técnico Roberto Mancini, sem mercado no futebol inglês e descartado pelos principais clubes espanhóis, o jogador brasileiro tem na Itália a sua melhor chance para se firmar no futebol europeu.
Segundo a imprensa italiana, o Milan fechou o negócio com o City e pagou cerca de 18 milhões de euros pelo jogador. Grande aquisição feita pelo clube italiano, tanto pelo bom futebol do brasileiro quanto pela 'pequena' quantia desembolsada pelos rossoneri, já que o clube inglês pagou cerca de 40 milhões há dois anos para tirá-lo do Real Madrid.
Muitos dizem que Robinho fracassou na Espanha e na Inglaterra, mas não é bem assim. Em Madrid, foi campeão espanhol como titular e em Manchester, chegou como a maior contratação de um time inglês, começou jogando e perdeu a posição aos poucos. Acontece.
De 'desvalorizado' no futebol inglês, Robinho terá sua grande oportunidade na carreira para demontrar seu futebol bonito e, por vezes, eficaz, já que jogará ao lado de Pato, Ronaldinho e do recém contratado Ibrahimovic.
Desta vez, ele não será o protagonista. E isso pode ser muito bom.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Maré vermelha

Não tinha tanta certeza do título colorado, mesmo depois da vitória no México, no primeiro jogo das finais da Libertadores. Não por duvidar da qualidade do time do Inter, mas pelo fato de que, desde 2006, ano da primeira conquista colorada, os brasileiros chegavam as finais e eram derrotados.
Primeiro foi o Grêmio, em 2007, que perdeu na ida e na volta para o sempre temido Boca Juniors.
Em 2008, foi a vez do Fluminense ser derrotado nos pênaltis, pela LDU, em pleno Maracanã.
No ano passado, após empatar sem gols na Argentina, o Cruzeiro perdeu para o Estudiantes após estar vencendo o jogo por 1 x 0 no segundo tempo.
E bem que o roteiro estava parecido com o dos últimos anos, quando o Chivas, no fim do primeiro tempo abriu o placar, deixando o Beira-Rio e todos os demais colorados, em qualquer lugar onde estivessem, tensos e apreensivos durante o intervalo.
Mas o Inter voltou bem para o segundo tempo, foi pra cima, abriu espaços e logo aos 20 minutos, após um passe sensacional de Kléber, Rafael Sóbis empurrou p'ro gol e deu início à festa colorada.
O Inter marcou mais duas vezes com Leandro Damião e o iluminado Giuliano, e sofreu um gol nos acréscimos, quando o árbitro já poderia ter encerrado o jogo.
Enfim, a diferença (e muito clara, agora) é a superioridade do Inter em relação ao seu adversário nesta final. E, por isso e pela boa campanha que fez, eliminando grandes do futebol das Américas, é mais do que merecedor desde título.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Ganhou mas não levou

O São Paulo venceu o Inter, ontem, no Morumbi, por 2 a 1, mas como perdeu o primeiro jogo no Beira-Rio por 1 a 0, foi eliminado pelo regulamento que determina que gol fora de casa é o critério de desempate.
Grande jogo! Intenso, disputado do começo ao fim, com o tricolor com 3 atacantes desde o início, pressionando, diferente do primerio jogo onde se encolheu frente a forte equipe do sul.
Venceu. Mas não foi o suficiente.
E pela quinta vez seguida o tricolor encerra a sua participação na Libertadores diante de uma equipe brasileira.
Talvez seja bom para o São Paulo naõ se classificar para a próxima edição (é sério!), jogar uma Copa do Brasil, uma sul-americana, se dedicar ao paulistinha, enfim, tentar algo que não seja essa obssessão pela Libertadores, já que participa do torneio seguidamente desde 2004, e, apesar do título de 2005, as outras seis participações acabaram em frustrações.
Já o Inter, com boa estrutura e bom elenco, chega a sua segunda final em cinco anos e já está classificado para o mundial de clubes em dezembro.
E ainda podemos ter o "clássico" Internacional vs Internazionale, aquele de azul e preto, tipo o Grêmio, sabe?
sábado, 17 de julho de 2010
Onde você estava em 1994?

Não há como esquecer.
Há exatos dezesseis anos a Seleção brasileira de futebol conquistava o tetra.
Brasil e Itália, pela segunda vez na história (a primeira foi em 1970), realizavam uma final de Copa do Mundo. O jogo foi no Rose Bowl, mítico estádio americano em Los Angeles, Califórnia, e aconteceu em um horário absurdo, as 11:35 hs, sob uma temperatura de 40 graus, verão no EUA.
A decisão ficou marcada por ser a primeira final de Copa a ser decidida nos pênaltis. Após duas horas de bola rolando e nenhum gol marcado, o primeiro tetracampeão do mundo seria decidido nos tiros livres. Tenso. E desumano com os jogadores que após 120 minutos sob um calor infernal teriam seus destinos lançados ao equilíbrio emocional, técnico, físico, psicológico.
O fim, todos já sabemos.
E, final feliz à parte, tenho esse jogo guardado na minha caixa de memórias especiais. Alías, tenho essa Copa com apreço, pois foi 'a minha' primeira Copa e foi através dela que nasceu em mim a paixão pelo futebol.
Então, você se lembra onde estava em 1994?
Eu, nunca vou esquecer.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Viva o Rock!

Aqui vai uma homenagem desse blog ao Dia Mundial do Rock.
Em uma época de NX Zeros, Fresnos, Restarts (é assim que escreve?), nada como um som de verdade pra gente curtir.
Segue o link porque ainda não aprendi a por vídeo aqui:
www.youtube.com/watch?v=EAchKt2xjsw
E Viva o Rock!
Em uma época de NX Zeros, Fresnos, Restarts (é assim que escreve?), nada como um som de verdade pra gente curtir.
Segue o link porque ainda não aprendi a por vídeo aqui:
www.youtube.com/watch?v=EAchKt2xjsw
E Viva o Rock!
PS: A foto é do Rock in Rio 1985.
Uma Copa para a história

Acabou. Lá se foi mais uma Copa do Mundo. A edição africana, a primeira da história dos mundiais, ficou pra trás.
Talvez não tenha a sido a melhor Copa de todos os tempos, porém, o que se viu em gramados sul-africanos foi um futebol eficiente, prático, moderno.
Diferentemente de quatro anos atrás, na Alemanha, onde as melhores seleções se destacavam pela forte defesa, a edição atual ficará marcada pelo futebol ofensivo, organizado e que prioriza o toque de bola.
Assim, com méritos, a Espanha ergueu a taça pela primeira vez. Sem dar espetáculo, provou que é a melhor seleção do mundo. Das oitavas de final até a decisão venceu todos os jogos pelo placar mínimo, exceto a final que empatou com a Holanda no tempo normal e venceu na prorrogação.
Tivemos grandes jogos, alguns inesquecíveis como as vitórias da Alemanha sobre a Inglaterra por 4 a 1, cobrando com juros e correção a 'dívida' de 1966, e a goleada sobre a Argentina de Messi e Maradona, nas quartas-de-final, por 4 a 0.
Lembraremos de jogos épicos, como Uruguai x Gana, com os africanos perdendo um pênalti no último lance do segundo tempo da prorrogação sendo derrotados nas cobranças alternadas e alguns jogos emocionates como Paraguai x Espanha, também com dois pênaltis perdidos no segundo tempo, um para cada lado, e a vitória espanhola no fim.
Grandes jogadores se destacaram nessa festa do futebol, assim como os espanhois Villa, Iniesta, Xavi, Cassillas, os holandeses Sneijder, Robben, os alemães Schweinstiger, Özil e Müller, este a revelação da Copa, e o uruguaio Diego Forlán, ganhador da 'bola de ouro', prêmio dado (com justiça) ao melhor jogador da competição.
Enfim, a edição africana já entrou para a história. É passado.
No calendário das Copas já vivemos 2014.
Porque, afinal de contas, o Brasil é logo ali.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Da frustração brasileira ao pesadelo argentino

Brasil e Argentina representam a maior rivalidade do futebol mundial e sempre revelaram grandes talentos ao mundo. Não é necessário citar nomes, afinal, são muitos.
Sempre espera-se grandes apresentações dessas seleções em Copas do Mundo. Somando ambas as conquistas, levantaram a taça sete vezes.
Em 2010, chegaram como favoritos (como quase sempre chegam), cheios de pompa e comandados por técnicos "inventados" por suas confederações.
Dunga e Maradona foram campeões mundiais, vice-campeões mundiais e capitães de suas seleções em três Copas. Apesar de tecnicamente serem jogadores de níveis diferentes, apresentam currículos experientes e parecidos como jogadores. Mas nunca foram treinadores, técnicos de futebol de verdade.
O Brasil era o favorito para muitos 'especialistas' do futebol. Mas caiu diante da Holanda, um time bom, bem treinado e com um técnico de verdade. O que se via no banco do Brasil era um sujeito nervoso, irritado e sem opções para mudar o jogo devido à uma convocação equivocada.
Já a Argentina não tinha uma equipe sólida mas contava com o melhor jogador do mundo, Lionel Messi. Mas o que se via no banco argentino também não era um técnico. Maradona, para os argentinos, é muito mais do que isso. Maradona é um Deus para seu povo, era a inspiração para seus jogadores que jogavam por ele, pela figura mítica que é.
E é aí onde quero chegar.
A diferença entre nós, brasileiros, e nossos vizinhos geográficos é a maneira como tratamos nossos ídolos, aqueles por quem sentimos orgulho de sermos compatriotas. Não, não estou dizendo que Dunga seja um ídolo nacional, longe disso. O que eu vejo é veneração do povo argentino por Maradona que, sozinho, ganhou uma Copa para a Argentina, em 1986. Depois, passou pelo drama da cocaína, da vida pessoal incontrolável, tornando-se um reality show triste e deprimente.
Mas a Argentina o ama mesmo assim. E parece que cada dia mais.
Enquanto aqui, no Brasil, nossos jogadores retornam da África do Sul sob um clima hostil e desagradável para qualquer atleta profissional, os argentinos fazem uma recepção de gala para seus jogadores que, afinal, são seres humanos.
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