sábado, 26 de abril de 2014

Especial para a Copa - Os candidatos: Espanha

A menos de 50 dias para o início da Copa do Mundo do Brasil, este espaço esportivo fará algumas análises e pequenas observações sobre as principais seleções e possíveis candidatos ao título. E para abrir a série começaremos com a Espanha.

Atuais campeões mundiais e bicampeões europeus, os espanhóis são cabeças de chave do grupo B. Um grupo complicado, com uma pedreira logo na estreia: a Holanda. É isso mesmo, logo no primeiro jogo do Mundial, os dois últimos finalistas se reencontram para, teoricamente, decidir quem será o primeiro colocado da chave. Teoricamente porque as duas outras equipes do grupo, Chile e Austrália, não tem a mesma força, tradição e história de espanhóis e holandeses (embora o Chile seja uma aposta válida).
Detentora da taça, a Espanha mantém a base de suas últimas conquistas. Porém, seus principais jogadores já sentem o peso dos anos. Casillas, Xabi Alonso, Xavi e Iniesta já não vivem seus melhores dias no futebol, embora, tecnicamente, ainda sejam indiscutíveis. A zaga segue sendo um ponto questionável do time; Ramos e Piquet são muito bons zagueiros, mas o último segue se recuperando de lesão e, talvez, não chegue 100% fisicamente.
O alento do técnico Vicente Del Bosque é a variedade de grandes jogadores ofensivos. Fábregas, Thiago Alcântara, Pedro, David Silva, Navas, Negredo e Torres são algumas das principais armas do time. Sem contar o brasileiro naturalizado espanhol Diego Costa que, provavelmente, será a referência no comando do ataque.

A variedade de talentos da Roja é tão grande que Del Bosque pode deixar de fora da lista dos convocados jogadores como Mata, Cazorla, Isco, LLorente e Villa. Resta saber se o velho comandante saberá armar a equipe com a mesma maestria com que montou a Espanha nas suas últimas conquistas. Talento e diversidade ele tem de sobra.
Curiosidades.

- Desde 1962, nenhuma seleção conquista a Copa do Mundo em sequência, quando o Brasil defendeu o título de 1958 e conquistou o Bi, quatro anos depois, no Chile. Se a Espanha vencer esse ano, quebra um jejum de mais de meio século.

- Os dois classificados do grupo A enfrentam os dois melhores do grupo B. Ou seja, caso o Brasil classifique-se em primeiro, e a Espanha em segundo de seu grupo, ou vice-versa, teríamos a reedição da decisão da Copa das Confederações do ano passado, jogo em que o Brasil atropelou os atuais campeões do Mundo.
- A Roja estreia dia 13/06, sábado, às 16:00h, em Salvador. Depois, vai ao Rio de Janeiro enfrentar o Chile, dia 18/06, e termina a fase de classificação jogando contra a Austrália, dia 23/06, em Curitiba.

Na próxima edição, falaremos sobre a Itália. Um abraço e até lá!
Entre as conquistas da Eurocopa, a Roja venceu, pela primeira vez, a Copa do Mundo, em 2010.

sábado, 5 de abril de 2014

O campeonato que (ainda) não terminou

Em 2013, o campeonato brasileiro completou dez anos de edições com o regulamento por pontos corridos. Assim como nos principais torneios futebolísticos do mundo.

O Brasileirão nesse formato levou um certo tempo para cair no gosto do torcedor - embora muita gente ainda prefira a fórmula antiga de mata-mata -. Pois bem, acostumamo-nos com a atual fórmula, que premia sempre o melhor time, e que, até então, não motivava polêmicas extra campo. Nesse período, grandes clubes brasileiros foram rebaixados à série B devido às últimas colocações na tabela. Gigantes, como Palmeiras, Corinthians, Grêmio, Botafogo, Vasco e Atlético Mineiro tiveram de jogar a segunda divisão após serem rebaixados dentro de campo, por campanhas ruins no campeonato. Jogaram, fizeram boa campanha e retornaram à elite.

Porém, em 2013, a história foi um pouco diferente. A Portuguesa escapou do rebaixamento dentro de campo. Mas a escalação de um jogador de maneira irregular resultou em uma punição ao clube. Com isso, a Lusa perdeu o ponto conquistado na fatídica partida, mais três pontos, como determina o regulamento em casos assim. Quem se beneficiou com tal punição foi o Fluminense, que tinha exatamente quatro pontos a menos que a Portuguesa.
Em dezembro do ano passado, o caso foi a julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Por decisão unânime, o clube paulista perdeu a ação. Cabia recurso, mas, novamente sem nenhum voto a favor, a Lusa foi derrotada.

                       Torcedores da Portuguesa protestam contra decisão do STJD

A CBF divulgou há pouco a tabela do campeonato brasileiro de 2014 com o Fluminense e sem a Portuguesa. Os lusitanos, então, resolveram recorrer à Justiça Comum, que não tem nada a ver com a Justiça Desportiva, e conseguiram uma liminar pedindo a suspensão da decisão do STJD, concedida pelo juiz Miguel Ferrari Junior, da 43ª Vara Cível de São Paulo. Ele também decide que não pode haver punição desportiva da FIFA para a equipe.

A decisão, no entanto, só fala única e exclusivamente sobre a volta da Lusa, mas não sobre o rebaixamento de outra equipe. Se nada mudar, caberá a CBF decidir se vai manter ou não o Brasileirão com 20 clubes. No regulamento da competição, há previsão de quatro rebaixados.
De acordo com a decisão proferida pelo juiz, a CBF não obedeceu ao artigo 35 do Estatuto do Torcedor, por não ter dado publicidade à suspensão do jogador Héverton, pivô de toda confusão.

Liminares e concessões à parte, o Brasileirão de 2013 entrou para a história do futebol nacional pela porta dos fundos. Quem levará a melhor nessa batalha, que ainda não acabou, não sabemos. É certo que não será a credibilidade do nosso regulamento.


Palpitando. Santos e Ituano decidem o Paulistão em dois jogos no Pacaembu. Fosse jogo único a decisão, creio que o time de Itu teria uma boa chance de levantar a taça. Em dois jogos, acho muito difícil o Santos deixar escapar esse título. Seria o sexto caneco estadual do Peixe em nove anos.