quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Mercado magro da bola

O ano futebolístico brasileiro está prestes a começar e, por isso, faremos um pequeno panorama da atual situação de nossos excelentíssimos times.

Pois bem. Fora da Copa Libertadores da América desse ano, os grandes clubes paulistas não realizaram, ao menos até agora, grandes contratações. Talvez o nome de mais impacto seja o de Leandro Damião, o novo camisa 9 do Santos. O ex jogador do internacional chegou à Vila Belmiro por um caminhão de dinheiro, que ninguém sabe ao certo de onde veio. Damião é um bom centroavante, disputou as Olimpíadas de Londres como titular da equipe de Mano Menezes e chegou a ser convocado por Felipão para disputar a Copa das Confedererações. Mas se machucou e foi ‘cortado’ da delegação. De lá pra cá, nunca mais apresentou o bom futebol que lhe fez alguma fama. Muito menos que justificasse os números de sua milionária transferência.

Os praianos ainda tentam contratar o chileno Eduardo Vargas, que disputou o último campeonato brasileiro pelo Grêmio. Porém, o Napoli, detentor de seus direitos econômicos, não é muito simpático para negociações com os times paulistas - o São Paulo também tentou contratar o jogador, mas também não obteve sucesso.

Além de Damião, o Santos tem outra grande novidade para 2014, mas no banco de reservas: Oswaldo de Oliveira, que treinou o Botafogo nos últimos dois anos, retorna à Vila após uma passagem de pouco sucesso pelo Santos, em 2005. O treinador carioca é um bom nome para o atual momento do clube. E o Santos, que foi o melhor time paulista no Brasileirão do ano passado, tem grandes chances de repetir o feito.

Já o São Paulo foi um pouco mais modesto no quesito contratações. Bem mais modesto do que seus grandes rivais, aliás. Apenas Luis Ricardo (quem?), lateral-direito que estava na Portuguesa, chegou. Além disso, o clube sofreu algumas perdas. Aloísio, o Boi-Bandido, foi vendido ao Shandong Luneng, da China. O agora ex camisa 19 do Tricolor foi um dos principais jogadores na última temporada e peça importante na recuperação são-paulina no Brasileirão (o que, por si só, já explica o ano para ser esquecido pelos tricolores). Mas ninguém chegou para suprir sua ausência. O clube quer Rafael Sóbis, do Fluminense, mas Juvenal Juvêncio tem escorpiões no bolso (a verdade é que Sóbis ganha muito para o futebol que joga). Quem também saiu, mas sem deixar nenhuma boa lembrança, foi o zagueiro Lúcio, encostado desde o meio do ano passado, após algumas bobagens dentro de campo e ser tachado de má influência nos vestiários. A diretoria ainda tenta a contratação do volante Souza, que está no Grêmio. Para isso, tenta repassar o zagueiro Rhodolfo, que já vem atuando pelo time gaúcho, em definitivo. Talvez a melhor (ou a única) boa notícia para o torcedor é renovação de contrato do ídolo maior Rogério Ceni.

Ao contrário do São Paulo, o Palmeiras contratou bastante, e alguns reforços são interessantes, como o atacante Diogo, que jogou bem pela Portuguesa, o lateral-esquerdo William Matheus, ex Goiás, e o zagueiro uruguaio Victorino, que pouco jogou pelo Cruzeiro, mas que não deixa de ser uma válida aposta. Dentre outras apostas estão o volante França, que estava no futebol alemão, o atacante Rodolfo, que veio do interior, e o veterano Lúcio, que estava afastado do elenco são-paulino desde julho, por uma questão de ‘saúde do vestiário’, segundo o ex treinador Paulo Autuori. Vejamos se o pentacampeão agregará valor ao Palmeiras, que, nesse ano, além de voltar à elite do futebol nacional, comemora o centenário de sua vitoriosa história.

Já o Corinthians contratou pouco, mas contratou bem. Além da volta de Mano Menezes ao comando técnico do time, a diretoria trouxe o lateral-esquerdo Uendel, destaque da Ponte Preta, vice-campeã da Copa Sul-Americana. Outra boa contratação foi a do volante Bruno Henrique, que veio da Portuguesa. O Timão ainda tenta fechar negócio com o lateral-direito Fágner, que estava no Vasco mas pertence ao Wolfsburg, da Alemanha. Mas a grande aposta corintiana é no futebol de Alexandre Pato, que deixou a desejar em 2013, assim como Renato Augusto; esse, devido as diversas lesões que impediram o bom meio-campista de jogar com regularidade.

O Corinthians começa o Paulistão defendendo o título e na expectativa de jogar em seu próprio estádio, algo que não deve acontecer no campeonato estadual, apenas no Brasileirão, já no segundo semestre.

Brasileirão impugnado. Não se sabe ainda qual será o desfecho do campeonato nacional de 2013, que, ao que parece, ainda não acabou. No tapetão, a Portuguesa foi rebaixada, e o Fluminense escapou. Após reviravoltas na Justiça, ninguém sabe o que acontecerá. Nem se Brasileirão 2014 haverá.

Bola de Ouro.  Cristiano Ronaldo: 59 jogos, 69 gols. 16 assistências. O gajo superou Lionel Messi e Frank Ribery no prêmio de melhor jogador do mundo da FIFA e, pela segunda vez – a primeira foi em 2008 -, levou o troféu pra casa.

Que honra! Assim como há cinco anos, o portuga recebeu o prêmio das mãos de Pelé.

Bola dentro. A FIFA às vezes acerta algumas coisas. Desta vez, entregou a Bola de Ouro também para Pelé, que nunca havia recebido o prêmio nos tempos de jogador. Emocionado, o rei emocionou à todos!

Bola fora. O argentino Lionel Messi precisa se vestir melhor nessas apresentações. Mais uma vez, destoou dos demais. Para pior.

Bola cheia. Fernanda Lima, a brasileira apresentou a festa de premiação e, novamente, encantou o mundo. (Compreensível.)

Entre aspas. “Foi merecido”. Lionel Messi, sobre Cristiano Ronaldo. Sem mais.

Força, Shumi! É crítico o estado de saúde de Michael Shumacher. O maior piloto de Fórmula 1 de todos os tempos sofreu um grave acidente de esqui no fim do ano passado. Que ele se recupere e vença a prova mais difícil de sua vida, a luta por ela própria. #ForçaShumi