(será?) Como não reconhecer os méritos de um time que chega a final da Libertadores pela primeira vez em sua história? E uma história de pouco mais de cem anos.
A noite de ontem foi especial não somente para o torcedor corinthiano, mas para o torcedor de futebol, como aquele sãopaulino que deixou de assistir o time do coração na semifinal da Copa do Brasil só para 'secar' o arquirrival, para sentir o prazer de vê-lo sucumbir antes de chegarem à inédita final... pois é, eles chegaram...
Chegaram porque tem o melhor técnico e melhor time do país, no momento. Chegaram porque sofreram apenas três gols em doze jogos. Chegaram porque tem Danilo, o senhor Libertadores, campeão em 2005 pelo São Paulo, e, hoje, indispensável no esquema de Tite. Jogador que chegou para ser o camisa 10 na Libertadores de 2010, daquele time que tinha Ronaldo e Roberto Carlos, mas não passou das oitavas naquele ano. Hoje, usando o número 20 às costas, discreto, frio e calculista, Danilo tem sido fundamental na campanha e aparece na hora certa, como no gol de empate contra o Santos, que colocou o Corinthians na decisão do torneio mais importante do continente.
Mas Danilo é apenas um dos personagens de uma equipe que não tem um ator principal, como o Santos que tem Neymar. O Timão versão 2012 é um conjunto de excelentes coadjunvantes, cuja estrela principal é a aplicação tática de jogadores que lutam pela bola até o fim.
Merecidamente, a final que a torcida espera há tempos. Um título que seus maiores rivais já possuem e que é o maior trunfo dos anticorinthianos, motivo de boas gozações futebolísticas, daquelas do tipo 'fiado só quando o Corinthians vencer a Libertadores', está próximo. Há 180 minutos para a epopeia.
Tudo indica mesmo a previsão dos Maias. Lula e Maluf, inimigos históricos, agora aliados, ex-ministro da justiça defendendo contraventor, Corinthians na final da Libertadores... é, amigo, 2012 anda meio esquisito.
