segunda-feira, 30 de abril de 2012

A velha freguesia e uma final merecida


(de novo...)O São Paulo perdeu a semifinal do Paulistão para o Santos pela terceira vez seguida. Assim como em 2010, quando eram dois jogos, e em 2011, em jogo único, o Peixe foi novamente superior aos tricolores e não deram chances aos donos da casa.

Cair de diante de 45 mil são-paulinos que não comemoram o título estadual desde 2005 é doloroso para os jogadores e mais ainda para os torcedores. O time atual de Émerson Leão é, claramente, uma equipe em formação, e isso ficou evidente logo no primeiro tempo do cotejo de ontem, quando a equipe sentiu a pressão de um jogo decisivo, principalmente por enfrentar a melhor equipe do país.

Luis Fabiano, suspenso, faz muita falta ao time. Com Willian José na frente, a força ofensiva cai demais. Jadson não é, ainda, o jogador que se espera e Cícero, o mais regular da temporada, não é o cara cerebral do meio-campo. Leão até que tentou melhorar o time no intervalo, sacando o improdutivo Jádson e colocando Ferenandinho (alteração corriqueira) e tirando o amarelado Piris, que sofria com Neymar, para dar lugar a Rodrigo Caio.

Quando o tricolor diminuiu o placar com Willian José, após boa assistência de Lucas, que apareceu para jogar, o Santos já estava mais preocupado em marcar e segurar o resultado. Só que mais uma vez Neymar marcou e acabou com qualquer esperança dos tricolores, calando de vez o Morumbi. Falha de Dênis no terceiro gol da joia santista, mas mérito de uma equipe que joga junto há três anos e pode (deve) conquistar o tricampeonato paulista, feito que não ocorre desde que Pelé ainda jogava.

Bacana, a comemoração de Neymar no segundo gol, após chegar a marca de 101 gols, igualando Juari, artilheiro santista. O craque santista deixou as dancinhas bobas de lado e homenageou o ex-atacante. Digno de registro.

Bacana, também, a vitória do Bugre, de virada, sobre a Macaca. O time de Vadão, Fabinho e Domingos chega a final após 24 anos da última decisão. Merecido.

Merecido, também, a vitória do Botafogo contra o Vasco, que põe a estrela solitária na decisão do carioca, contra o Fluminense. O Fogão está há 23 jogos sem perder e o técnico Oswaldo de Oliveira aposta em um esquema que preza pelo futebol ofensivo, com jogadores habilidosos e chega com méritos a mais uma final de estadual. Destaque para a gandula do Engenhão, que participou ativamente no primeiro gol de Loco Abreu, após repôr a bola rapidamente para Maicossuel cobrar o lateral que resultou no gol que abriu o placar. Garota que além de esperta, é bonita.


terça-feira, 17 de abril de 2012

As semifinais da UEFA Champions League

As semifinais da UEFA Champions League começam hoje (as 15:30hs - Brasília) com o belo cotejo entre Bayern de Munique e Real Madrid. Os Bávaros recebem os madridistas no campo da finalíssima e sabem que uma vitória sobre a equipe de José Mourinho será fundamental para jogar por um empate na Espanha, semana que vem.
Duas equipes com tradição na Liga dos Campeões e com jogadores que desequilibram qualquer partida. Os alemães ainda contam com o desejo de jogar a finalíssima em casa, assim como o Real Madrid, que 'desperdiçou' a chance, ano passado, ao ser superado pelo Barcelona nas semifinais.

Dessa vez, os merengues, assim como os Bávaros, só encontram o Barça, que faz a outra semifinal com o Chelsea, na decisão. Em jogo único. O que é um charme da Liga mais famosa do mundo. E a possibilidadde de enfrentar os temíveis catalães em um partida apenas, na decisão, é animador (um pouco assustador, talvez), mas mais ainda desejável pelo Real Madrid, que há muitos jogos tem seus arquirrivais engasgados devido ao longo jejum de vitórias nos clássicos.

Mas e o Chelsea? Bem, entre os quatro semifinalistas, é o que menos se credencia ao inédito título. Primeiro porque tem que passar por Messi e companhia. Segundo porque ainda é virgem em se tratando de Champions League. Isso não quer dizer que os Blues não podem vencer dessa vez. Podem. Não acredito.

O mais provável e mais aguardado duelo seria Barcelona e Real Madrid na derradeira partida. O mundo futebolístico pararia pra assistir. Seria o jogo do ano. E a maior possibilidade de José Mourinho vencer Pep Guardiola e se consagrar de vez. Mas pra isso, os espanhois tem de superar seus adversários semifinalistas. E ao que tudo indica, a missão dos merengues é mais complicada.

Para quem aprecia um futebol de alto nível técnico, as semifinais da Champions são indispensáveis. E uma vitória nos jogos de ida são fundamentais para a classificação de alemães e ingleses para a tão aguardada final.

E como o futebol é imprevisível, vai que os espanhois fiquem pelo caminho...


Robben e Ronaldo; os caras que podem e devem desequilibrar no primeiro jogo das semifinais