segunda-feira, 26 de março de 2012

Dois lances e um apagão

(no 4-2-3-1)A vitória do Corinthians no clássico contra o Palmeiras serviu não apenas para derrubar o último invicto do Paulistinha mas também para deixar claro qual é a equipe mais equilibrada do certame.

O time de Tite não brilha, nem dá espetáculo, mas vence. Quase sempre pelo placar mínimo. Ontem, após estar em desvantagem no marcador e ver o Palmeiras levar as maiores chances de perigo no primeiro tempo, os alvinegros voltaram diferentes para a segunda etapa e, em dois lances, viraram o jogo.

É certo que os palestrinos sofreram uma 'apagão' e os arquirrivais aproveitaram. E aí então controlaram um jogo em que o resultado previsto, ao menos no intervalo, não era dos mais animadores. Foi aí que Tite soube corrigir o time invertendo Jorge Henrique de lado, para marcar Juninho, e barrar a saída de bola Palmeirense. Com Danilo mais centralizado e Émerson jogando às costas de Cicinho, o Timão passou a controlar as ações ofensivas do jogo e venceu seu segundo clássico no ano.

Liédson passou em branco mais uma vez. Não fosse pelo gol contra de Márcio Araújo, talvez tivesse acabado com seu jejum. Tite demonstra confiança em seu centroavante, mas é fato que a fase do camisa 9 corinthiano nao é a mesma do ano passado. Vejamos se Levezinho desencanta, ou se Tite continuará apostando nele mesmo assim. Mas uma coisa é certa: o técnico tem sido justo com seus jogadores e é essa coerência do treinador com quem vem jogando bem, aliado a confiança ao seu esquema tático de jogo, bem treinado, que mantém o Corinthians um time difícil de ser batido.

Menção honrosa à diretoria do Palmeiras que prestou uma belíssima homenagem ao inesquecível Chico Anysio. Todos os jogadores do Verdão entraram em campo com o nome, nas camisas, de alguns dos melhores personagens da grande carreira do maior humorista brasileiro. Bacana.
                                         Chico Anysio. Inesquecível

quinta-feira, 8 de março de 2012

Sobre meninos e lobos

(...)O Barcelona, que havia vencido o jogo de ida contra o Bayern Leverkusen, na Alemanha, poderia até perder o jogo da volta que já estaria nas quartas de finais da Champions. Só que esqueceram de avisar o tal do Messi. O camisa 10 azul-grená bateu o recorde de gols (5) em uma única partida pela competição internacional e, de jogo em jogo, sobe um degrau por vez na escada dos maiores gênios futebolísticos de todos os tempos.

Confesso que já está ficando chato ver o Barça jogar. Ontem, parecia o time do terceiro colegial contra a oitava série (não vamos discutir aqui se não se fala mais ginásio e colegial e sim ensino médio e fundamental, ok?). É sério. Qual foi o último jogo do Barcelona que você desconfiou que eles poderiam perder? Nem contra o Real Madrid questionamos uma possível derrota da equipe de Pep Guardiola (a última derrota do Barça para seus eternos rivais foi na final da Copa do Rei, em abril de 2011. Na prorrogação, diga-se). É claro que houve tropeços de lá pra cá. Vários, até, no campeonato espanhol, que está nas mãos do Real. Porém, quando a partida tem um clima especial, como a de ontem, ninguém pára Messi e seus amigos. O gênio argentino de 24 anos está há anos-luz dos grandes jogadores de sua geração. Hoje, é inadimissível compará-lo com o excelente Cristiano Ronaldo. Messi só perde para si mesmo e inspira garotos do mundo inteiro.

Como inspirou Neymar. O menino que acabou de completar 20 anos é a maior revelação do futebol brasileiro dos últimos dez anos (nossa, que novidade, João). E ontem, contra o Inter, marcou três vezes para dar a vitória ao Santos. Um gol de pênalti e outras duas pinturas. Não pude ver ao vivo, ouvi no rádio. Acho que era o Nilson César que estava narrando. 'Gol de Pelé! Gol de Pelé!'. Como os bonitões da Fox Sports estão de mal com Sky, tive que esperar o intervalo do jogo Fluminense para assistir as pinturas do moicaninho. Sensacional. Um dia (uma noite) mágico(a) para quem ama o futebol.

Acompanhando os comentários dos entendidos, pelo twitter, muitos exaltavam o bom futebol jogado pelo time de Muricy, dizendo que o time estava jogando bonito (algo difícil de ouvir sobre os times do treinador) e que o Inter, com Dagoberto no banco e um volante a mais em campo, não condizia com a filosofia de jogo de Dorival Júnior, o homem que esteve à frente do surgimento do espetacular Santos do primeiro semestre de 2010.

Vídeo-tape

Nos outros jogos de times brasileiros pela Libertadores, o Corinthians não fez mais que a sua obrigação. Venceu o fraco time do Nacional, do Paraguai, no Pacaembu. 2 a 0. Gols de Danilo e Jorge Henrique. O camisa 20, agora capitão do time, foi contratado para ser o camisa 10 na disputa da Libertadores no ano do centenário. Só conseguiu se firmar na equipe no Brasileirão do ano passado e, hoje, é o dono do time. Tanto que Douglas, recontratado esse ano, não têm contestado seu lugar na equipe, que teoricamente, seria na vaga de Danilo.

Em terras portenhas, o Fluminense acabou com uma invencibilidade de quase um ano do temido Boca Juniors. O meio-de-campo é o ponto forte do time de Abel Braga. Deco joga muito. Diguinho combate demais e o time ainda conta com Thiago Neves, Wellington Nem e Fred. Os cariocas devem dar trabalho esse ano. E Abel é um dos melhores técnicos do país.

Na Copa do Brasil, o São Paulo fez sua estreia contra o Independente, do Pará. Jogou em Belém. E mal, muito mal. Cícero, o melhor jogador do Tricolor é o termômetro do time. Quando cai de produção, a equipe não funciona. E ontem foi assim. Lucas não se encontra e Fernandinho mostra, jogo à jogo, que é jogador de segundo tempo. Leão faz as mesmas substituições de sempre e não consegue mudar o time, que, se for eliminado precocemente da Copa do Brasil ou do paulistinha, é bem provável que mude de técnico, também. Mas não de futebol.